Plantas Medicinais para Curar o Zumbido no Ouvido

Existem várias plantas medicinais que podem ajudar a tratar a perda auditiva e outros sintomas que muitas vezes acompanham o zumbido.

6 plantas medicinais para tratar zumbido no ouvido

Plantas Medicinais para Curar o Zumbido no Ouvido - eucalipto

1) Eucalipto

Eucalipto é uma planta medicinal frequentemente utilizado para o tratamento de zumbido. Balch explica que as propriedades descongestionantes do eucalipto pode ajudar a explicar a sua capacidade de parar o zumbido nos ouvidos. O Medical Center da Universidade de Maryland afirma que o eucalipto (árvore perene, originária da Tasmânia) possui uma ação anti-bacteriana e anti-séptica que ajuda a retirar o catarro do pulmão. Ele trata dores musculares, resfriados, tosse e outros distúrbios respiratórios. O eucalipto é recomendado apenas para o uso externo.

2) Planta Hissopo

Planta Hissopo (Hissopus Officinalis) é utilizada especificamente para a tosse, bronquite crônica e catarro. Vapor quente de hissopo tem sido utilizado para tratar a inflamação e zumbido.

3) Tomilho

Chá feito com tomilho, reduz a congestão nasal e limpa os seios da face. Tem sido outra alternativo para diminuição de zumbido.

O zumbido pode afetar significativamente a sua qualidade de vida. Dificuldades de dormir, estresse, depressão e problemas de concentração são alguns problemas que podemos citar quando se tem zumbido no ouvido. Antes de consumir qualquer tipo de medicamento consulte sempre um especialista ou médico que possa passar informações mais detalhados.

4) Ginkgo biloba

A ginkgo biloba é uma erva derivada da árvore da ginkgo, que é uma das mais antigas árvores sobreviventes no mundo. Os compostos químicos da ginkgo biloba pode melhorar a circulação sanguínea do vasos e capilares do ouvido, melhorando o zumbido e a audição do indivíduo. Em casos muito raros, esta erva pode causar irritação, náusea e vômitos.

5) Gengibre

3.000 a.C. curandeiros chineses já usavam o gengibre como uma erva medicinal. Eles acreditavam que a erva poderia ajudar a prevenir pedras nos rins. De acordo com Phyllis Balch, autor do livro Prescription for Nutritional Healing (Prescrição para a Cura com a Nutrição) os compostos químicos do gengibre ajudam a impulsionar o sistema imunológico, favorecendo no combate a bactérias e vírus que podem danificar os ouvidos. Esta erva melhora a circulação e reforça a entrega de vitaminas e nutrientes necessários para uma audição adequada.

6) Alcaçuz

Há 5.000 anos, antigos médicos chineses usavam o alcaçuz como um remédio para intoxicação alimentar, dificuldades para respirar, tosse e malária. Esta erva ajuda o seu corpo a combater infecções bacterianas e virais que provocam o zumbido no ouvido. O alcaçuz também diminui a inflamação nos canais auditivos.

7) Betônia

Se você tem zumbido e a causa dele é por acúmulo de cera nos ouvidos, infecção bacteriana ou viral, ou até mesmo por stress, esta dica talvez poderá ajudá-lo. A betônia, é uma planta medicinal, também conhecida como Officinalis Stachys, pode ser usada para o tratamento para o zumbido no ouvido.

Anti-inflamatório

A betônia tem sido utilizada em conjunto com outras plantas medicinais para tratar problemas, como a alergia, inflamação e o inchaço. Se o seu zumbido foi provocado por infecção ou alergia, ervas anti-inflamatórias podem ser úteis contra estes problemas dentro do ouvido.

De acordo com David Hoffman, autor do livro Medical Herbalism, a betônia é uma rica fonte de betonicina, um alcalóide anti-inflamatório. Ela possui óleos essenciais e antioxidantes que podem ter um efeito benéfico sobre os ouvidos e membranas mucosas.

Antibacteriano

A planta é também utilizada quando se tem uma infecção bacteriana. Em um estudo realizado pelo Royal Botanic Gardens, no Reino Unido, foi analisado uma série de plantas da família Stachys.

De todas as plantas estudadas a betônia foi considerada com as propriedades anti-bacterianas mais fortes. Essa atividade na betônia é atribuída nos seus óleos essenciais que possui um produto químico chamado hidrocarboneto monoterpênico, que pode ser usado quando o zumbido estiver associado a infecção dentro do ouvido.

Excesso de cera

Quando o zumbido é diagnosticado por excesso de cera ou mucosa nos ouvidos, a betônia pode ter um efeito significativo sobre a secagem para ajudar a reduzir a cera e produção de muco. As folhas e flores da betônia são compostas de 15% de tanino, produtos químicos com ação adstringente antimicrobiana e secagem em tecidos do corpo.

De acordo com o Drug Information Online, a betônia tem sido utilizada tradicionalmente para tratar diarreia, excesso de catarro e garganta inflamada. Ela pode ser tomada como um chá.

Sistema nervoso

De acordo com Gillian Painter, autor de Matéria Medica the Southern Hemisphere, a betônia é uma das poucas plantas com um efeito restaurador para o sistema nervoso.

Enquanto pesquisas não confirmam o uso da betônia como um tônico calmante e sedativo, ela está sendo utilizada para todas as questões relacionadas ao sistema nervoso e do cérebro, incluindo danos nos nervos, dores de cabeça, histeria, vertigem, zumbido, ansiedade e insônia. As suas ações podem ser devido à presença de alcalóides.

Segurança e toxinas

A betônia é geralmente considerada segura e bem tolerada pela população, embora não seja recomendado o uso durante a gravidez e na amamentação. Devido ao elevado nível de tanino, é recomendado tomar fora das refeições por reduzir o poder de absorção de alguns nutrientes tais como o ferro.

Mesmo que não haja contra-indicações, é sempre recomendável consultar um médico ou um especialista antes de qualquer consumo de plantas e ervas medicinais.

Fonte:

http://www.livestrong.com/article/509210-wood-betony-for-tinnitus/

http://www.livestrong.com/article/373612-herbal-medicines-for-tinnitus/

http://www.livestrong.com/article/332912-chinese-herbal-remedies-for-tinnitus/

Quais Podem Ser as Causas de Tontura e Zumbido?

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Muita gente deve  estar se perguntando se há alguma relação entre tontura e zumbido. Essa questão envolve vários fatores. A tontura é um termo que engloba sensações de fraqueza, desmaios e instabilidade, bem como uma sensação intensa girando ao seu redor que chamamos de vertigem. A tontura é uma das razões mais comuns que leva as pessoas ao médico. Quando a tontura e o zumbido ocorrem juntamente, em geral, o problema é um pouco mais complicado.

Seguem abaixo os problemas que causam tontura e zumbido:

A) Labirintite

Quais Podem Ser as Causas de Tontura e Zumbido?

A labirintite é caracterizada pela inflamação de uma porção do ouvido interno chamada de labirinto. Ela geralmente é o resultado de uma infecção ou inflamação no ouvido ou infecção nas vias respiratórias superiores, mas também pode se desenvolver por causa de alergias, certos medicamentos, um cisto no ouvido e, em casos mais extremos, por alterações genéticas, tumores e doenças neurológicas.

Quando o labirinto está inflamado, o mesmo interfere o funcionamento normal e adequado do ouvido, isto inclui a audição e a manutenção do equilíbrio. Os sintomas da labirintite incluem tontura, vertigem, zumbido, problemas de visão, perda auditiva no ouvido afetado, perda de equilíbrio, náusea e vômitos. Geralmente, a labirintite desaparece por si só em algumas semanas, medicamentos podem ser úteis para ajudar os sintomas desaparecerem. É recomendado que você se alimente com comidas saudáveis e descanse bem.

B) Doença de Ménière

Quais Podem Ser as Causas de Tontura e Zumbido?

O ouvido interno contém um fluído chamado endolinfa que é importante para o funcionamento correto do ouvido. O fluído deve ter certa quantidade, composição e pressão, para que o ouvido ajude o corpo a ouvir corretamente e manter o equilíbrio. A doença de Méniére é uma desordem no ouvido, na qual a endolinfa sofre alterações no interior.

A causa exata destas mudanças é desconhecida, mas existe algumas possibilidades, como alergias, resposta imune anormal e infecção viral podem ser considerados. Os sintomas da doença de Méniére incluem vertigem, tontura, zumbido, perda auditiva, sensação de pressão e ouvido “preenchido”. Ainda não existe nenhuma cura para a doença de Méniére, mas existem tratamentos, como medicamentos para ajudar contra a doença.

C) Neuroma Acústico

Quais Podem Ser as Causas de Tontura e Zumbido?

Um neuroma acústico é um tumor benigno de crescimento lento que se forma sobre o nervo que liga o ouvido e o cérebro. De acordo com a Universidade de Maryland Medical Center, os neuromas acústicos são creditados a desenvolver como um resultado de um defeito genético, no entanto, a causa do defeito genético é desconhecida.

Os sintomas mais comuns incluem vertigem, zumbido e perda auditiva no ouvido afetado. Algumas pessoas sentem dor de cabeça, perda de equilíbrio, dormência no ouvido ou na face, problemas de visão e sonolência. Uma vez que um neuroma acústico vai crescendo lentamente, o tratamento imediato pode não ser necessário. Quando os sintomas se agravam ou interferem em seu estilo de vida, se é usado a terapia de radiação e até mesmo a cirurgia para intervir no crescimento do tumor.

Consulte um especialista ou um médico de sua confiança toda vez que sentir tonturas e zumbidos no ouvido para que identificar o problema e tratá-lo rapidamente.

Se você tem problemas de zumbido, não deixe de baixar este software! (RECOMENDADO)

É normal que você esteja perguntando como um software pode resolver o seu problema de audição. O software Hearing Guardian foi desenvolvido para resolver os principais casos que foram gerados pela poluição sonora, envelhecimento natural e efeitos colaterais dos remédios.

O software ajuda a identificar quais são as frequências danificadas que estão com perda auditiva ou zumbido através de um simples teste que você mesmo poderá fazer. Depois do teste, o programa gerará sinal para recuperar as áreas danificadas da sua audição. Vale a pena testar porque o software pode ser baixado gratuitamente no seu mobile e no seu computador.

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Implante coclear com DNA recupera audição

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Muitas pessoas que possuem deficiência auditiva receberam implante de cóclea. No entanto, sua audição ainda permanece muito diferente das pessoas com o sistema auditivo normal. Pensando nisso, pesquisadores encontraram uma nova forma de realizar os implantes cocleares.

A causa mais comum da perda de audição é a danificação das células ciliadas da cóclea, localizada no ouvido interno. Aparelhos auditivos que somente amplificam as informações sonoras não ajudam quem tem células ciliadas mortas ou desfuncionais, por isso, tantas pessoas têm optado pelo implante coclear.

Desde os anos 70, mais de 320 mil pessoas receberam o implante coclear, que faz com que o sistema auditivo funcione sem depender das células ciliadas, convertendo os sons em sinais elétricos e usando eletrodos que enviam esses sinais para o nervo auditivo. Contudo, a distância entre os eletrodos e o nervo faz com que o implante não seja tão eficiente quanto poderia ser.

Implante coclear com proteína de crescimento

Tentando melhorar a eficiência do implante, pesquisadores estimularam o crescimento de novos neurônios na cóclea utilizando uma proteína chamada fator de crescimento. Eles bombearam a proteína no ouvido interno e também utilizaram um vírus que possui um gene que codifica a proteína em células.

No entanto, essa prática não funciona por muito tempo, a não ser que haja reabastecimento da proteína. Além disso, o uso do vírus nem sempre faz com que o gene seja levado às células certas e traz riscos, como uma reação da imunidade do organismo contra ele.

Implante coclear com DNA

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Novos neurônios auditivos cresceram em porquinhos da india quando injetaram o DNA. (Acima)

Os pesquisadores do laboratório do neurocientista Gary Housley na Universidade de New South Wales, em Sidney, Austrália, fizeram com que porcos cobaias ficassem surdos, matando suas células ciliadas, para testar uma nova terapia genética.

Eles criaram laços de DNA que decodificam um gene chamado fator neurótico derivado do cérebro, conhecido pela sigla BDNF. No momento do implante, eles injetaram BNDF na cóclea e usaram impulsos elétricos para criar poros nas células que revestem a cóclea para o DNA ser introduzido. Nos dias seguintes, os pesquisadores perceberam que as células da cóclea começaram a bombear o BNDF para fora, fazendo com que a proteína estimulasse o crescimento de neurônios.

Duas semanas após o experimento, os cobaias passaram por testes de audição para saber se o sistema auditivo deles era sensível às diferentes frequências de som. Os resultados mostraram que a audição dos porcos que receberam o implante coclear com DNA chegava perto da audição de porcos normais e era bem melhor que a dos que receberam implante coclear sem DNA.

Pontos negativos

Porém, foi observado que depois de seis semana as células pararam de produzir BDNF e os novos nervos começaram a morrer. Além disso, não se sabe por quanto tempo as células que receberam o DNA duraram até morrer e/ou até a sua capacidade de produzir BDNF ter acabado.

Portanto, a conclusão de Gary Housley foi a de que o DNA terá que ser modificado para que funcione por mais tempo nas células. O neurocientista também afirmou que deseja começar a realizar testes em humanos dentro de dois anos.

 

Fonte:

http://news.sciencemag.org/brain-behavior/2014/04/implant-injects-dna-ear-improves-hearing

Implante coclear faz pessoas ouvirem pela primeira vez

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O implante de cóclea não faz a pessoa ouvir da mesma forma que alguém sem problemas de audição. O que ele faz é utilizar eletrodos para estimular diretamente as fibras do nervo auditivo na cóclea do ouvido interno, ou seja, não cura a surdez, mas cria uma sensação de audição que permite o desenvolvimento da linguagem, ouvir música, entre outras experiências.

Implante coclear em Joanne Milne

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O implante bilateral de cóclea tem transformado a vida de muitas pessoas. Uma delas é Joanne Milne, de 40 anos que nasceu com a rara Síndrome de Usher (USH).

A doença é hereditária e causa deficiência auditiva e perda progressiva da visão, e, consequentemente, também afeta o equilíbrio da pessoa. Por causa dessa síndrome, Joanne além de ter nascido surda, com o passar do tempo, ela enxerga cada vez menos.

Joanne recebeu um implante coclear bilateral, o que permitiu que ela conseguisse ouvir de onde os sons veem ativando a sua percepção de fala.

Implante coclear em uma criança de 10 anos

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Uma menina de dez anos, Sammie Hicks, conseguiu ter sua audição de volta. A sua audição tem sido comprometida por todos estes anos, devido a uma mutação genética em seus ouvidos, mas agora ela foi uma beneficiada de um implante coclear.

Quando soube que estava indo fazer um implante, ela iniciou um vídeo diário para narrar a sua luta contra a perda auditiva para os seus amigos e familiares. Muitos surdos, especialmente aqueles, como Sammie que perderam a audição ao longo do tempo, podem falar claramente e ouvir certos sons. No entanto, nenhum de seus vídeos encantadores pode ser comparado ao momento que os técnicos ligaram o seu dispositivo auditivo.

Você sabe quando o dispositivo está funcionando, dá para ver em sua expressão no rosto. Primeiro, seus olhos ficaram grandes, depois o silêncio. Não são outras vozes que ela está escutando, é o som de sua própria respiração. “Eu comecei a chorar, porque era impressionante”, diz Sammie.

“Meu coração parou”, diz Jen Hicks, mãe de Sammie. “Eu realmente não sei expressar em palavras o que senti em ouvir aquela coisa pequenas que nunca pensei que ela seria capaz de ouvir”.

Outras pessoas que ouviram pela primeira vez após implante coclear

Sloan Churman, ouviu pela primeira vez após 29 anos e chorou ao ouvir sua própria voz. Sammie Hicks, garota de 10 anos, perdeu a audição enquanto bebê, ao ouvir novamente, se emocionou. O implante coclear pode ajudar muitas pessoas, como essas, para que voltem a ouvir.

A seguir, veja um vídeo emocionante de pessoas que ouvem pela primeira vez (ou depois de muito tempo) após usarem um implante coclear.

Fontes:

http://www.theguardian.com/society/she-said/2014/mar/28/deaf-emotional-reaction-hearing-sound-technology-joanne-milne-cochlear-implant

http://retinabrasil.org.br/site/doencas/sindrome-de-usher-ush/

Pais não conversam com seus filhos sobre o risco de perda auditiva

Filhos em risco de perda auditiva

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Uma pesquisa realizada pela Enquete Nacional de Saúde Infantil da Universidade de Michigan mostra que dois terços dos pais não falam sobre o risco de perda auditiva induzida por ruído com seus filhos adolescentes. Entre estes pais, mais de três quartos acreditam que seus filhos não estão em risco.

De acordo com os dados nacionais, um em seis adolescentes dos EUA tem perda de audição de alta frequência, que pode ser causada por ouvir barulho durante longos períodos de tempo, ou mesmo por exposição breve a sons extremamente altos. Um aparente aumento recente na alta frequência de perda auditiva pode ser parcialmente atribuído à popularidade dos MP3 players entre os adolescentes. Muitos jovens e seus pais não estão conscientes de todas as consequências da exposição aos ruídos.

Exposição ao ruído

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Muitas vezes, ela passa despercebida em seus estágios iniciais. Com a exposição contínua ao ruído, a perda auditiva de alta freqüência pode progredir para um ponto em que afeta a capacidade de compreender a fala.

“Os adolescentes não têm conhecimento do problema auditivo induzido por ruído que pode progredir até o ponto em que afete a fala e a comunicação”, diz Sarah Clark, MPH, Diretora Associada da Avaliação em Saúde da Criança e Unidade de Pesquisa (CHEAR), da Universidade de Michigan, e da Enquete Nacional de Saúde Infantil. “Neste ponto, eles podem ter dificuldades na escola e em situações sociais.”

“A perda auditiva induzida por ruído não é reversível, mas é evitável”, disse Deepa L. Sekhar, MD, professor assistente de pediatria na Penn State College of Medicine. “Há passos simples que os pais e os adolescentes podem tomar para conservação auditiva.”

Evitando a perda auditiva

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Um desses passos é incentivar o uso de fones de ouvido com limitantes de volume – dispositivos que se parecem com fones de ouvido normais, mas restringem sons a 85 decibéis ou menos, uma redução de até 40% do volume máximo.

A pesquisa também revelou que apenas 32% dos pais estavam cientes dos dispositivos com volume limitado. Quando informados, mais da metade dos pais de adolescentes relataram que seria muito provável a compra destes aparelhos, todavia apenas um terço deles acham que seus filhos adolescentes irão usá-los.

 

Fonte:

http://www.hear-it.org/Parents-don-t-talk-with-their-teens-about-the-risk-of-hearing-loss

Multitarefas – O cérebro não foi feito para multitarefas

Nossa obsessão com múltiplas formas de mídia não é, necessariamente, algo ruim, segundo um novo estudo realizado por Kelvin Lui e Alan Wong, pela Universidade Chinesa de Hong Kong. Seu trabalho mostra que aqueles que frequentemente usam diferentes tipos de mídia ao mesmo tempo, foram melhores na realização de uma tarefa específica, em que era necessária a integração de informações de múltiplos sentidos – visão e audição, neste caso. Isto pode ser devido à sua experiência de dividir a sua atenção para diferentes fontes de informações.

O cérebro não foi feito para multitarefas

Até à data, houve muita publicidade sobre os aspectos negativos da multitarefa de mídias – usando mais de um tipo de mídia ou tecnologia simultaneamente. Especialmente, entre os jovens, que enviam mensagens instantâneas, ouvem músicas, navegam na web, verificam o e-mail, veem vídeos online, jogam jogos de computador ou interagem na rede social.

Pesquisas têm demonstrado deficiências durante certas tarefas cognitivas que envolvem a alternância de tarefas, atenção seletiva e memória de trabalho, tanto em laboratório, quanto em situações da vida real. Este tipo de comprometimento cognitivo pode ser devido ao fato de que “multitaskers” tendem a prestar atenção a várias fontes de informações disponíveis em seu ambiente, sem foco suficiente sobre as informações mais relevantes para as tarefas à mão.

O estudo feito por Lui e Wong explorou as diferenças entre tendências de mídias “multitaskers” e a capacidade de capturar informações de fontes aparentemente irrelevantes. Em particular, eles avaliaram o quanto dois grupos diferentes (multitaskers frequentes e multitaskers pouco frequentes) poderiam integrar a informação visual e auditiva automaticamente.

Estudo

multitarefas

Um total de 63 participantes, com idades de 19-28 anos, participaram do experimento. Eles completaram questionários olhando para o seu uso de mídia – o tempo gasto utilizando diversos meios de comunicação e na medida em que eles usavam mais de um de cada vez. Os participantes foram, então, definir uma tarefa de busca visual, com e sem som síncrono (sincronia), ou seja, um ponto auditivo de curto, que não continha nenhuma informação sobre a localização do alvo visual, mas indicou o instante em que mudou de cor.

Em média, os participantes recebiam informações de, pelo menos, três meios, ao mesmo tempo. Aqueles que realizavam multitarefas com mais frequência tenderam a ser mais eficientes na integração multissensorial. Em outras palavras, eles tiveram melhor desempenho na tarefa quando o tom era presente do que quando ele estava ausente.

Conclusão

Os autores concluíram: “Embora as descobertas não demonstrem qualquer efeito causal, eles destacaram uma possibilidade interessante do efeito das multitarefas em certas habilidades cognitivas, integração multissensorial, em especial de multitarefas em mídias podem não ser sempre algo ruim”.

 

Fonte:

http://www.sciencedaily.com/releases/2012/04/120412105529.htm

 

Como Funciona a Audição de um Feto?

Como o feto escuta dentro do útero materno sempre foi um tema que atraiu muitos estudiosos e que intriga a maioria das gestantes. Então, vamos entender como a audição de um ser humano em formação funciona.

1) Se preparando para ouvir

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O feto não consegue ouvir nada até a 20ª semana de vida, pois, uma massa de células epiteliais mantém fechada a extremidade medial do meato acústico externo, localizado no canal auditivo externo, cuja função é a de transmitir os sons captados pela orelha para o tímpano.

É durante essa semana que a orelha interna é desenvolvida. Na metade da gestação, a orelha interna é o único órgão sensorial que atinge tamanho adulto. A partir da sua formação, só falta a ossificação, que acontece quando a membrana do tímpano fica exposta ao líquido amniótico.

O feto não ouve com a orelha, mas ele não é completamente insensível aos sons. Existem alguns cientistas que afirmam que a pele do feto funciona como uma extensão da audição no período da gestação.

2) O feto conhece o mundo sonoro

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A partir da 21ª semana, o sistema auditivo do feto já está desenvolvido o bastante para que possa começar a receber estímulos sonoros. Os ossículos martelo, bigorna e estribo estão envolvidos em um líquido de relativa densidade, chamado mesênquima.

É por volta da 34ª semana que os ossículos começam a funcionar, mas só exercerão sua função completamente após o nascimento, com a entrada de ar na orelha média, fazendo a cavidade timpânica se expandir de imediato.

3) Os estímulos sonoros da gestação

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As fontes sonoras dos estímulos recebidas pelo feto são várias. Entre elas, a pulsação rítmica do ritmo cardíaco, a circulação sanguínea que acontece em volta do útero, os sons produzidos pelo estômago e pelo intestino, as articulações do esqueleto e os passos da mãe.

Mas entre todos os sons que o feto consegue ouvir, o que mais se sobressai é o som da voz da mãe. Quando ela fala, o som de sua voz é mais facilmente escutado do que qualquer outro estímulo sonoro recebido pelo feto.

No entanto, dentro do útero é impossível entender as palavras que a gestante está dizendo, pois para isso é necessário que o som seja propagado pelo ar. Portanto, como o feto está embebido no líquido amniótico, ele consegue ouvir apenas a sua voz.

É interessante saber que os estímulos sonoros recebidos pelo feto caminham com uma velocidade mais de quatro vezes maior no líquido amniótico do que no ar.

4) Memória sonora dentro da barriga da mãe

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Podemos dizer que a voz humana que o feto ouve dentro do útero é o primeiro contato que ele tem com o mundo exterior. Além disso, também é possível afirmar que ele se lembra desse estímulo sonoro depois de nascer.

Anthony DeCasper, professor da Universidade da Carolina do Norte, realizou uma pesquisa que mostrou que os bebês recém-nascidos lembram de histórias e canções que lhe são contadas repetidamente no decorrer dos três últimos meses da gestação.

Além disso, também percebe-se a memória auditiva pelo fato de o bebê responder à voz da mãe ao virar a cabeça e o tronco para a sua direção mesmo quando outras pessoas também estão falando com ele.

Fontes:

http://www.cefac.br/library/teses/9a11156fd396244a7685611978945461.pdf

http://bernard.pitzer.edu/~dmoore/psych199s03articles/Of_Human_Bonding.pdf

Ligação entre os sentidos do tato e da audição

Dado que a visão e a audição são muito necessárias no dia-a-dia, um indivíduo, geralmente, percebe rápido qualquer deficiência desses sentidos. Apesar de ser comum as mutações genéticas conhecidas resultarem em deficiências hereditárias na visão audição, existe pouco conhecimento sobre as deficiências do tato, portanto, pode-se passar despercebido.

A primeira edição da revista “PLoS Biology” de Maio, revela que as diferenças de sensibilidade ao toque causada por fatores genéticos também podem ser hereditários. Pesquisadores do Max Delbrück Center for Molecular Medicine (MDC), em Berlim, descobriram que alguns desses fatores também influenciam a audição, o que implica que uma única mutação poderia potencialmente afetar ambos os sentidos.

Qual a Ligação Entre a Audição e o Tato

Há razões pertinentes para acreditar que a audição e o tato podem partilhar uma base genética comum. O som é detectado pelas células do ouvido através das vibrações e as transformam em impulsos elétricos, enquanto, os nervos localizados logo abaixo da superfície da pele podem detectar movimento e mudanças na pressão e, posteriormente, gerar impulsos. Dada a semelhança de ambos os sistemas, estudos sugerem que elas poderiam partilhar uma origem evolutiva comum, isto é, que pode ser baseada em um conjunto de moléculas de sobreposição que transformam o movimento em sinais que são transmitidos para o cérebro através dos nervos.

Em colaboração com escolas médicas em Hannover, e no Charité de Berlim e do Hospital Universitário La Fe de Valência, na Espanha, Henning Frenzel do laboratório Gary Lewin realizou um “estudo de gêmeos” pesquisa para saber se existe uma base hereditária para a sensibilidade ao toque. Eles compararam as habilidades de tato e audição de gêmeos idênticos que compartilham conjuntos idênticos de genes, incluindo as mutações, que podem causar deficiências com o toque e habilidades auditivas de gêmeos fraternos, outros membros da família, bem como um conjunto mais amplo de assuntos.

 Sensibilidade do Tato Influencia na Audição

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Os resultados revelaram uma tendência hereditária considerável em termos de sensibilidade do tato, que foi fortemente ligada à capacidade auditiva. Isto significa que quanto melhor a sensibilidade ao toque, melhor sua audição, enquanto problemas de audição foram associados a uma baixa sensibilidade ao toque.

“Descobrimos uma forte correlação entre toque e audição em indivíduos saudáveis. Além disso, cerca de um em cada cinco adultos jovens que sofria de surdez congênita teve baixa sensibilidade ao toque.” Disse Lewin.

Participantes cegos que foram usados ​​como controles, muitas vezes tiveram uma melhor percepção do toque. O que é lógico, dado que a base genética da visão depende de proteínas chamadas fotorreceptores, que detectam a luz em vez de movimento.

A equipe observou que os participantes que sofriam de síndrome de Usher, uma condição hereditária que resulta em surdez e cegueira, também tiveram um sentido consideravelmente diminuído de toque, o que indica que o gene USH2A, que é modificado na síndrome, está envolvida em toque e sensações sonoras.

Fonte

http://www.medicalnewstoday.com/articles/245021.php

Como Tratar o Zumbido no Ouvido Causado pela Natação?

Hoje, existem muitas causas que podem levar o zumbido a se manifestar em nossas vidas. Uma delas pode ser a natação. Esta prática facilita o surgimento de uma infecção e, consequentemente, o risco de obter zumbido.

Diretamente, a natação não tem nenhuma relação com o zumbido, o problema é que muitas vezes que praticamos esta modalidade esportiva o risco de infecção é maior. Uma infecção pode danificar o ouvido interno. Se os minúsculos pelos ciliados que repassam mensagens auditivas para o nosso cérebro são danificadas, o cérebro acaba recebendo informações falsas e ilegíveis.

O “ouvido de nadador”, ou otite externa aguda, é uma infecção no canal auditivo externo e, muitas vezes, é causado pela água que permanece no ouvido após o banho, proporcionando um local para o crescimento bacteriano.

Como tratar zumbido causado pela natação?

Os casos de zumbido podem ser eliminados tratando os motivos que estão causando danos no seu ouvido. Embora os médicos não tratem diretamente os problemas de zumbido, eles podem resolver as infecções que estão causando-o.

Em alguns casos, o zumbido pode permanecer mesmo que a infecção seja eliminada, mas na maioria dos casos, ele desaparece.

Para as infecções existem diversos tipos de medicamentos, como gotas antibióticas que pode ser pingadas diretamente no ouvido. Existem também tratamentos homeopáticos, como magnésio ou zinco, ginkgo biloba, ou vitamina B que tem mostrado bons resultados para aqueles que sofrem de zumbido.

Consulte o seu médico caso o problema não desapareça com os medicamentos. Não espere que a dor ou a infecção passe, procure ajuda o mais rápido possível para que esta condição não piore.

Fonte:

http://www.livestrong.com/article/350401-swimming-tinnitus/

Como DPAC Pode Afetar o seu Filho na Escola?

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Seu filho está indo mal na escola? Não presta atenção no que os outros dizem? Parece distraído na maior parte do tempo? Você pode imaginar que isso seja uma fase ou até mesmo a personalidade hiperativa dele, mas cuidado, isso pode ser DPAC – Distúrbio do Processamento Auditivo Central.

1) O que é DPAC?

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O DPAC, Distúrbio do Processamento Auditivo Central, como o nome já diz, é um distúrbio da percepção auditiva. O processamento auditivo é a decodificação das informações sonoras que chegam na orelha externa e caminham até o córtex cerebral. O DPAC é a falha que acontece nesse processo, ou seja, o ouvido recebe as ondas sonoras, mas o cérebro não faz nada com elas.

O distúrbio foi diagnosticado há poucos anos, pois seu reconhecimento aconteceu somente em 1996, pela Associação Americana da Fala, Linguagem e Audição (ASHA, sigla em inglês). O DPAC costuma surgir em pessoas que vivem em cidades grandes, pólos comerciais, nos quais existe bastante ruído cotidiano, dificultando a percepção dos estímulos sonoros.

2) Muitas Pessoas Têm DPAC?

A ASHA divulgou que o DPAC, Distúrbio do Processamento Auditivo Central atinge quase 20% da população, sendo 7% são crianças em idade escolar. No entanto, esses dados podem não mostrar a realidade, pois a desordem muitas vezes acaba sendo erroneamente confundida com algum tipo de deficiência mental ou a simples falta de inteligência. Até porque, geralmente, o DPAC anda junto com outros problemas, como distúrbio de atenção e hiperatividade, complicando o diagnóstico.

3) Quais são as suas Consequências?

Quem possui DPAC, Distúrbio do Processamento Auditivo Central vive numa confusão de sons. Atividades simples tornam-se muito complicadas em decorrência da dificuldade de prestar atenção e entender apenas os sons do que realmente interessa. Dentro de uma sala de aula, por exemplo, o barulho do ventilador pode acabar se sobrepondo ao da voz  da professora. Falar ao telefone é praticamente impossível, por causa da distorção que o aparelho causa em todas e qualquer ligação.

Como consequência, surge o isolamento social, pois é muito complicado entender o que as pessoas falam, não só pelos barulhos externos, mas também pela dificuldade de entender a entonação das frases. Uma pergunta pode ser entendida como uma afirmação e uma piada como algo muito sério. O cérebro se cansa facilmente de se esforçar tanto para compreender o mundo ao redor e acaba desligando.

O distúrbio costuma ser percebido logo na infância, então, é importante prestar atenção em alguns sintomas que a criança pode demonstrar. Alguns deles são a distração, dificuldade em aprender, principalmente na leitura e na fala, em participar de uma conversa, problemas de memória com nomes e números, entre outros.

4) Qual a Origem?

Mas, afinal de contas, da onde surge o DPAC? Na maioria dos casos, é genético. A falha é hereditária, por isso, tanto pais como filhos costumam tê-la. Além disso, alergias respiratórias frequentes até os três primeiros anos de vida da criança e a falta de experiências auditivas na infância também podem ocasionar o distúrbio.

A fonoaudióloga Liliane Desgualdo, da Universidade Federal de São Paulo, realizou um pesquisa em diversas escolas de São Paulo e concluiu que o DPAC está relacionado à classe social. Os resultados mostraram que entre 15% e 20% dos estudantes de colégios particulares possuem algum grau do distúrbio, enquanto nas instituições de ensino públicas, a quantidade é de 70%. O motivo dessa diferença alarmante é a pior alimentação, falta de acompanhamento médico e estímulo musical que as crianças de baixa renda têm com menos frequência, o que acaba resultando na má formação do sistema auditivo.

5) Existe um Tratamento?

DPAC-lingua

O tratamento do DPAC, Distúrbio do Processamento Auditivo Central começa dentro de casa, ao diminuir os ruídos, possibilitando uma maior concentração da criança em suas atividades. A escola também tem o seu papel a desempenhar. A sala de aula também faz parte do seu dia-a-dia, portanto, precisa ser silenciosa para evitar a distração por sons externos. Além disso, o(a) professor(a) pode utilizar de formas de comunicação imagéticas para facilitar a compreensão da aula.

Também é importante realizar exercícios de linguagem para trabalhar a capacidade que a criança tem de aprender novas palavras e fazer terapia fonoaudiológica, que consiste no aprimoramento da memória auditiva. Fora isso, existe o cuidado ao conversar com a criança, olhando em seus olhos, falando pausadamente e utilizando gestos. Ajuda pedir para ela repetir o que acabou de ouvir, para perceber se ela está compreendendo, além disso, criar uma rotina de estudos diária para que a sua educação não seja prejudicada pelo DPAC.

Veja também este video que fala sobre o DPAC (10:59):

Fontes:

http://kidshealth.org/parent/medical/ears/central_auditory.html

http://www.asha.org/public/hearing/Understanding-Auditory-Processing-Disorders-in-Children/