Como Identificar se o seu Filho é Vítima de Bullying na Escola?

Atualmente temos ouvido por aí um termo que tem chamado muito a atenção principalmente de pais, psicólogos e educadores: o “bullying”. Esse termo provém da língua inglesa, onde “bully” significa “valentão”, “tirano”, “brigão”. A seguir vamos conhecer o que é Bullying, como identificar se o seu filho é vítima desse tipo de intimidação e o que fazer diante dessa situação.

1) O que é Bullying?

Aqui no Brasil, o Bullying é considerado qualquer tipo de agressão, verbal ou física, realizada por um ou mais indivíduos, abusando de forma intencional e repetidamente a vítima, sem motivação evidente e sem que ela possa se defender. Os agressores realizam atos de violência física e psicológica, como, por exemplo, brincadeiras de mau gosto, xingamentos, empurrões, gozação e agressão física, e a vítima teme o agressor devido às ameaças e as agressões, física ou verbal.

É um problema presente no mundo todo, podendo ocorrer em qualquer contexto, seja na escola, na faculdade, ou na própria família, na vizinhança e até no ambiente de trabalho. Na maioria das vezes, ocorre em locais onde não existe supervisão de um adulto responsável e as pessoas que estão ao redor tem medo de denunciar com receio de se tornarem as próximas vítimas.

Os envolvidos no Bullying são classificados em:

  • Vítima típica (aquele que sofre a agressão repetidas vezes e não resolve a situação por não conseguir se impor).
  • Vítima provocadora (aquele que tenta revidar a agressão para tentar se libertar das agressões, mas acabam sofrendo repressões).
  • Vítima agressora (aquele que sofre a violência e transfere sua indignação, agredindo indivíduos mais frágeis).
  • Agressor (chamado também de “bullie”).

2) Por que algumas crianças ou jovens não contam para os pais que são vítimas de Bullying?

Bullying

Certas crianças e jovens preferem o silêncio ao avisar os pais que sofrem Bullying devido a certos motivos: pensam que, não contando, as agressões podem ser evitadas; tem medo de decepcionar os pais, pois acha que eles vão pensar que não são populares ou aceitos na escola; não querem mostrar fragilidade; falta de oportunidades de diálogo freqüentes com os pais; sentem culpa e acabam achando que merecem os apelidos.

3) Como identificar se o seu filho é vítima de Bullying na escola?

Muitas vezes, os pais podem pensar que seu filho é preguiçoso e não gosta de estudar, e acabam impondo castigos. Se antes de ir à escola o filho sempre arruma uma desculpa, diz que está com dor de barriga ou doente, e pede para não ir à aula; se o filho não dorme bem à noite e evita comentar como foi o dia na escola, enfim, estes podem ser alguns sinais que indicam maior chance do seu filho ser uma vítima do Bullying.

Nem sempre um sinal isolado indica Bullying, mas é bom ficarem atentos aos seguintes sinais que seu filho demonstra:

  • Não quer ir à escola ou não quer ir sozinho.
  • Ele se isola, preferindo ficar mais próximo dos adultos que com os colegas.
  • Queda no rendimento escolar.
  • Muda o caminho da escola.
  • Hematomas, machucados sem explicação convincente.
  • Roupas rasgadas, perda de objetos ou materiais escolares violados.
  • Não quer sair de casa.
  • Fica triste, estressado, chora com facilidade.
  • Irritabilidade.
  • Dores de cabeça, de barriga.
  • Perda do apetite.
  • Insônia.
  • Comportamentos ou pensamentos suicidas.

4) O que os pais podem fazer quando suspeitam que seu filho está sofrendo Bullying na escola?

Como os pais podem ajudar seus filhos que sofrem de bullying!

As crianças ou adolescentes que sofrem Bullying podem se tornar adultos com pensamentos negativos, depressão, baixa auto-estima, terem relacionamentos problemáticos, serem agressivos ou até cometerem suicídio.

É extremamente importante os pais conhecerem sobre o assunto, o que é, como acontece, ter mais diálogos com os filhos, procurar ajuda na escola e tê-la como aliada neste problema, tendo uma relação mais próxima com ela e de forma saudável.

Ao suspeitar que seu filho sofra Bullying, algumas dicas são essenciais:

  • Estimule mais seu filho ao contar como foi o dia na escola.
  • Envolva-se mais na rotina escolar de seu filho.
  • Ao falar com seu filho, não fale para ele “deixar pra lá” e “não ligar” para os agressores, ou que ele deve resolver as coisas com agressão também, pois isso só tende a piorar o problema e ele pode até não querer contar mais os problemas.
  • Se o problema é na escola, procure pela direção e pelos professores para conversar.
  • Se o caso não melhorar, faça um boletim de ocorrência em delegacia de polícia.
  • Se o problema for pela internet, imprima o caso e leve ao Ministério Público.
  • Busque ajuda profissional para receber orientação.
  • Em casos extremos, transfira seu filho para uma escola que esteja preparada para dar suporte.
  • Trate esse assunto nas reuniões de pais, a fim de levar conhecimento a todos e discutir maneiras de lidar com o problema.
  • Exija que a escola adote estratégias de trabalho com todos os envolvidos.
  • Ajude seu filho a recuperar sua auto-estima e como se expressar de forma mais positiva mesmo quando algo o incomoda.
  • Controle melhor o uso da internet e as redes sociais do seu filho.
  • Orientem seu filho inspirando confiança, pois vocês são os pais e representam um ponto firme para ele.
  • Não vitimize seu filho; ele não é um coitado e nem um rei.

Vale lembrar que o Bullying pode ocorrer em outros lugares além da escola, como no seu bairro e na sua família, por exemplo. Seja qual for o lugar onde o Bullying aconteça, essas dicas valem da mesma forma.

Assista esta reportagem sobre o bullying (13:55):

Fonte:

http://www.bullying.co.uk/general-advice/what-is-bullying/

12 Principais Tipos de Transtornos Mentais

Transtorno mental, ou doença mental como também é conhecido, caracteriza-se por alterações, anormalidades ou comprometimento do funcionamento da mente que prejudicam o desempenho da pessoa em sua vida pessoal, social, familiar, profissional, escolar, ou seja, na vida em geral.

Esses distúrbios podem ocorrer em qualquer época da vida, causando muito sofrimento e incapacidade e podem até causar outras doenças pelo corpo, produzindo sintomas somáticos.

Vamos conhecer então os 12 principais tipos de transtornos mentais:

Transtornos mentais

1) Depressão

O transtorno Depressivo é classificado como um transtorno do humor que pode durar meses ou anos, afetando a forma como a pessoa se sente, pensa e age. Há presença de tristeza e perda de vontade nas atividades que eram prazerosas.

Dentre os principais sintomas estão: sentimentos de fracasso; incapacidade de concentração e atenção; sentir-se inferior aos outros; diminuição da auto-estima; dores sem motivos aparentes; perda ou ganho de peso; insônia; e podem até ocorrer pensamentos suicidas.

2) Transtorno Bipolar

O Transtorno Bipolar é também considerado um transtorno de humor. Nele estão presentes dois pólos opostos: a mania e a depressão. Ocorrem alterações de humor exageradas que seguem entre esses dois extremos e podem durar dias, semanas ou meses.

Nos episódios de mania, a pessoa apresenta euforia, agitação, insônia, desinibição e vontade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Já nos episódios depressivos, ela se encontra triste, sem energia e vontade, e muitas vezes se isola.

3) Transtornos de Ansiedade

Quando vários sintomas ansiosos causam desconforto e comprometem a vida da pessoa, classificam-se como um transtorno de ansiedade. Existem vários tipos de transtorno de ansiedade, como por exemplo: transtorno de ansiedade generalizada (preocupação e ansiedade crônica), ataque de pânico (medo intenso associado com sentimentos de morte iminente), fobia social (medo irracional de situações de interação social), agorafobia (medo irracional de ter uma crise de ansiedade em espaços abertos e achar que não vai conseguir escapar).

Nos transtornos de ansiedade em geral há presença de sintomas como: falta de ar, palpitações, tonturas, sensação de desmaio, fadiga, enjôos, dor de cabeça, mal estar, etc.

4) Transtorno do Pânico (ou Síndrome do Pânico)

Sendo um tipo de transtorno de ansiedade, o Transtorno do Pânico é caracterizado pelos ataques freqüentes de ansiedade em circunstâncias que não dão para prever.

A pessoa tem a sensação de morte iminente, medo de perder o controle de si ou de “ficar louca”. Vem acompanhada de dor no peito, falta de ar, vertigem, calor excessivo ou calafrios, boca seca, náuses, etc. Com isso, poderá desenvolver fobias, como, por exemplo, a agorafobia e a fobia social.

5) Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é um tipo de transtorno de ansiedade e caracteriza-se pela exposição da pessoa a um evento traumático, causando uma experiência muito estressante ou até ficando incapacitada após este acontecimento.

A pessoa começa a ficar irritada, se isola, tem pesadelos, sentimentos de raiva, cansaço emocional, principalmente se ela revive o trauma ocorrido.

6) Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

Considerado também um tipo de transtorno de ansiedade, o TOC, ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo, ocorre quando pensamentos que causam sofrimento (as obsessões) fazem com que a pessoa realize repetidamente certas ações (compulsões) para se sentir melhor e reduzir a ansiedade, tendo sentimentos de medo, angústia e estresse.

A pessoa pode, por exemplo, lavar as mãos várias vezes ao pensar que vai se contaminar, ou que vai machucar alguém, checar várias vezes se trancou a porta ao sair de casa, organizar repetidamente as coisas, etc.

7) Transtornos Alimentares (Anorexia e Bulimia)

Existem diferentes tipos de transtorno alimentar. Porém, os mais comuns são a Anorexia nervosa e a Bulimia nervosa.

Na anorexia, a pessoa fica obsessiva ao controlar a quantidade de comida que ela consome. Ela se vê diferentemente do que o espelho realmente mostra, ou seja, há uma distorção da imagem corporal, e acaba restringindo a ingestão de alimentos importantes, fazendo dietas, jejuns e até exercícios físicos de forma exagerada. O pouco alimento que a pessoa come já faz com que ela se sinta desconfortável.

Na bulimia, a pessoa possui um padrão alimentar anormal, ingerindo alimentos em excesso e induzindo formas de eliminar as calorias, como, por exemplo, provocar o vômito, usar laxantes. Após isso, ela se sente triste, mal humorada e culpada por ter ingerido aqueles alimentos.

8) Esquizofrenia

A Esquizofrenia se enquadra nos transtornos psicóticos, com presença de sintomas como anomalias da percepção, da comunicação, do comportamento, da atenção, das emoções e da motricidade, isolando a pessoa de atividades sociais.

É uma doença psicopatológica grave, em que a pessoa perde o contato com a realidade. Há presença de ideias delirantes (crenças falsas) e alucihttps://biosom.com.br/blog/saude/esquizofrenia/nações (percepções falsas), e a pessoa não as reconhece como anormais. Ela pode, por exemplo, achar que tem alguém a seguindo, ouvir ou ver algo que não existe.

9) Transtorno de Personalidade Múltipla

No Transtorno de Personalidade Múltipla, a pessoa possui duas ou mais personalidades, se alternando uma de cada vez.

As personalidades criadas podem ter idade, raça, sexo ou comportamentos diferentes e cada uma tem suas próprias memórias, comportamentos e gostos, bem complexas e elaboradas.

10) Transtorno de Personalidade Anti-Social

Neste tipo de transtorno de personalidade, também chamado de psicopatia ou sociopatia, ocorre uma tendência da pessoa não interagir com a sociedade. A pessoa pode isolar-se, cometer furtos, roubos, agressões, mentir constantemente, manipular pessoas, sentir-se rejeitada, etc.

Normalmente ouvimos muitas pessoas chamando de “anti-social” aquelas que são tímidas, reservadas, que não gostam conhecer pessoas novas ou que não conseguem se encaixar em algum grupo. Isso é muito comum principalmente nas escolas entre os alunos. Porém, esse “anti-social” que a sociedade nomeia não é aquele que realmente tem o Transtorno de Personalidade Anti-Social. Esta é uma doença grave e que precisa de tratamento, principalmente de psicoterapia.

11) Transtorno por Uso de Substâncias (Abuso de Drogas)

Este transtorno engloba o abuso e dependência de drogas, que frequentemente está associado a outras patologias psiquiátricas. A pessoa perde o controle do uso da substância e sua vida vai se deteriorando gravemente.

É uma doença química e física (já que a reação química provoca dependência e as modificações físicas são perceptíveis) e uma doença interna e psicológica (onde quem usa o produto é a própria pessoa e há uma sensação de satisfação para evitar o mal estar).

No Transtorno por Uso de Substâncias é sempre importante investigar se existe outra doença mental ou se ela ocorreu por conseqüência do uso de drogas.

12) Hipocondria

A hipocondria é considerada um tipo de transtorno somatoforme, ou seja, que envolve sintomas físicos, porém não existe uma causa física.

Nesse distúrbio ocorre uma preocupação persistente e não realista de ter algum sintoma ou uma doença grave que ainda nem foi diagnosticada. A pessoa pode ter certos sintomas que para nós seriam normais, mas ela acaba os interpretando de forma errônea.

Por exemplo, ela poderá apresentar uma dor de cabeça e ter a certeza que é um tumor cerebral. Assim, a pessoa começa a apresentar sintomas de ansiedade, procura médicos repetidamente, realiza exames complexos com freqüência, podendo acarretar até uma depressão.

Veja uma psiquiatra comentando sobre os tipos de transtornos mentais no programa do Jô Soares (35:57)

Fonte:

http://www.webmd.com/mental-health/mental-health-types-illness

Quais Alimentos são Gorduras Saudáveis e Gorduras Não Saudáveis?

O que você pensa ao ouvir a palavra “gordura”? Há quem imagine um grande hambúrguer, com bastante queijo. Outras pessoas podem ficar aterrorizadas somente de ouvir a palavra. Mas não se preocupe! Nem todas as gorduras são ruins e existem gorduras saudáveis.

Em alguns casos, as gorduras, além de trazer a sensação de um maior sabor aos alimentos, também possuem benefícios nutricionais. Elas podem ser consideradas fontes de vitaminas A, D, E e K, além de trazer energia para quem a consome. Porém é preciso estar atento à quantidade do que você irá consumir, já que aquela máxima de “tudo em excesso faz mal” é válida neste caso.

De modo geral, as gorduras mais saudáveis também são denominadas gorduras insaturadas (que podem ser monoinsaturadas e polinsaturadas) e são consideradas grande fontes de energia. Já as gorduras saturadas, as menos saudáveis, podem trazer grandes prejuízos quando consumidas em excesso.

Segundo estudiosos, o consumo total de gordura para adultos deve ser entre 20 a 35% das calorias ingeridas diariamente. Para crianças e adolescentes entre 4 e 18 anos, essa proporção deve ser entre 25 a 35%. Por isso é importante conhecer sobre quais são as gorduras saudáveis e as não saudáveis.

Veja abaixo a diferença dos dois tipos de gorduras:

1) O que são as gorduras saudáveis?

gorduras boas

As gorduras saudáveis são aquelas que têm como objetivo principal ser fonte de energia na ausência dos carboidratos. Além disso, as gorduras também são fontes das vitaminas A, D, E e K, ajudando a manter a temperatura adequada do corpo, e contribuindo para a proteção de órgãos como o cérebro e coração. Também é de extrema importância para ossos, nervos e tecidos em caso de quedas, traumas ou impactos.

Ao ingerir este tipo de gordura também é possível auxiliar na saúde das células, que fazem parte da composição de membranas celulares encontradas no cérebro. Estas gorduras também são fundamentais para a produção de hormônios e auxiliam na manutenção da saúde dos cabelos e da pele.

Os principais alimentos com gorduras saudáveis são:

  • Abacate
  • Amêndoas
  • Nozes
  • Pistaches
  • Peixes
  • Azeitonas
  • Sementes de linhaça
  • Sementes de girassol
  • Sementes de chia
  • Azeite de oliva

2) O que são as gorduras não saudáveis?

gorduras boas e gorduras não saudáveis

Este tipo de gordura pode ser denominado por diferentes tipos: ruins, saturadas ou trans. Como identificar qual é uma gordura não saudável? Na maioria dos casos, este tipo tende a ser sólida quando está em temperatura ambiente e podem ser facilmente encontradas em chocolates, bolos, frituras e alimentos processados.

O grande perigo ao ingerir este tipo de gordura é que ele tende a aumentar o colesterol total no sangue, da mesma forma que ocorre com o LDL (considerado o mau colesterol), ou seja, os níveis altos de colesterol contribuem para o aumento do risco de doenças cardiovasculares.

Outro perigo é o excesso de gordura, que pode ficar preso e se acumular nas paredes das artérias. Este acúmulo pode se desenvolver aterosclerose, gerando doença nas artérias.

Os principais alimentos com gorduras não saudáveis são:

  • Manteiga
  • Margarina
  • Natas
  • Leite integral
  • Carnes vermelhas e gordas
  • Alimentos dotados de gorduras parcialmente hidrogenadas.
  • Queijos gordurosos

3) Dicas para você seguir

  • Evite consumir mais de 10% das suas calorias de gorduras saturadas. O ideal é realizar a substituição das gorduras sólidas por gorduras insaturadas, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.
  • Substitua uma parte dos carboidratos por proteínas. Esta ação ajuda a regular os níveis de colesterol no sangue.
  • Coma gorduras saudáveis, optando por carnes magras, frutas, verduras, legumes e grãos.
  • Ao realizar o preparo das refeições, evite o uso de gorduras saturadas. Uma boa mudança é a ingestão de iogurte e leite desnatada, pois contêm as mesmas proteínas e minerais, sem a quantidade de gordura presente nas versões mais consumidas.

Fontes:

http://www.helpguide.org/articles/healthy-eating/choosing-healthy-fats.htm

Saiba Tudo Sobre a Dermatose

A dermatose é um termo utilizado para todo e qualquer tipo de doença relacionadas a alterações na pele, unha ou cabelo, devido a algum tipo de agente nocivo ao corpo humano.

Portanto, a dermatose abrange um grande número de doenças e problemas que possuem uma relação direta com a pele e com consequências totalmente diversificadas.

O termo é facilmente confundido com outro tipo de doença bastante comum: a dermatite. O fato ocorre devido a semelhança que possuem no nome e a o que se refere, já que a dermatite está relacionada com doenças de origem inflamatória.

I) Quais são os tipos de dermatose?

A dermatose pode alterar qualquer camada da pele desde a epiderme até o tecido subcutâneo, as alterações mais comuns são:

  • Mácula: Mudança de cor que a pele pode contrair.
  • Pápula: Pequena elevação na pele.
  • Nódulo: Pequeno galo na pele.
  • Placa: Parte da pele ressecada e sujeita a descascar.
  • Bolhas: Bolhas em regiões do corpo, geralmente compostas por fluido.
  • Pústulas: Protuberâncias composta por pus.
  • Erupção: Lesões avermelhadas na pele causadas por inflamação

No vídeo a seguir conheça outro tipo de dermatose, denominada dermatose papulosa nigra, e descubra também como funciona o tratamento (3:40):

II) As principais doenças que podem ser classificadas como dermatose?

Como já dito, a dermatose é comumente confundida com a dermatite que também envolve doenças na pele, mas se priva as que são causadas por algum tipo de inflamação, reação alérgica ou doença autoimune, tais como a psoríase, eczema e urticária. Porém, o termo dermatose também é utilizado para se referir a dermatite, já que engloba todos os tipso de doenças cutâneas.

Abaixo apresentamos as principais e mais comuns condições e doenças que podem ser classificadas como dermatose:

1) Impetigo

O impetigo é uma infecção que ataca a epiderme, é causada por bactérias como Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus aureus. A doença é classificada por dois tipos: as bolhosas e as não-bolhosas.

As infecções bolhosas costumam afetar por meio da formação de bolhas finas na região da face, axilas e tronco. Já as não-bolhosas são responsáveis em gerar múltiplas lesões no rosto ou em qualquer área em que haja uma quebra de barreira na defesa natural da pele. Inicialmente ela se manifesta por meio de pequenas pústulas que se agravam conforme o tempo.

2) Acne

A acne também é considerada uma dermatose, ela é desencadeada quando os folículos pilosos (estrutura dérmica responsável pela produção dos pelos) são tapados por sujeira excessiva ou células mortas, ou também pode ser causada simplesmente pelo excesso de hormônio, por isso afeta grande parte dos jovens que passam pela puberdade.

Geralmente ela se manifesta por meio da formação de cravos e espinhas compostos por pus ou caroços que provocam vermelhidão.

3) Melanoma

O melanoma é um tipo grave de câncer de pele, ele ocorre quando as células que são responsáveis pela pigmentação tornam-se cancerosas, desencadeando assim o surgimento de pintas irregulares ou alterações em pintas antigas.

4) Eritema nodoso

O eritema nodoso (EN) é uma inflamação da pele conhecida pelo surgimento de nódulos avermelhados capazes de provocar dor. Eles podem surgir em diferentes partes do corpo, mas na grande parte dos casos surgem nos membros inferiores ou nos braços.

O eritema nodoso pode ser precedente de algumas doenças, como a tuberculose e a hanseníase, mas também pode estar ligado a alergia por algum medicamento.

5) Vitiligo

O vitiligo é caracterizado pela despigmentação da pele em forma de manchas de diferentes tamanhos e formatos, surgem principalmente nas mãos, antebraços, pés e rosto.

O vitiligo ainda não possui uma causa concreta, o que se sabe é que ele ocorre quando as células responsáveis pela formação da melanina param de funcionar ou simplesmente morrem.

III) Diagnóstico e prevenção

As condições de pele classificadas como dermatose são muito difíceis de serem diagnosticadas corretamente, justamente por haver milhares de doenças relacionadas. Por esse motivo, é necessário realizar uma consulta ao médico especialista, pois só ele poderá identificar a doença e passar o tratamento adequado.

Você também pode controlar ou reduzir os riscos de uma possível dermatose, basta identificar o agente nocivo capaz de provocar o problema e evita-lo. Em casos extremos em que não se pode se evitar, pois faz parte de sua profissão ou algo do tipo, procure sempre proteger a pele, além de outras formas, roupas de algodão que cubram o máximo possível do corpo podem ajudar.

Fonte:

http://www.healthline.com/health/dermatoses

Saiba Tudo Sobre a Silicose

A silicose é uma doença pulmonar ocasionada pela inalação constante de sílica (composto presente em vários minerais, na areia e em rochas), portanto é uma doença que afeta principalmente pessoas que trabalham com pedra, cimento, vidro ou outros materiais que possuem sílica na composição.

1) O que causa a silicose?

Saiba Tudo Sobre a Silicose

Desde de a exposição ao agente a doença pode se prolongar até manifestar-se completamente, demorando alguns anos, mas também pode surgir de súbito após alguns dias de exposição.

Alguns trabalhadores estão mais propensos a contrair a doença, pois estão em contato frequente com a sílica, são trabalhadores responsáveis por:

  • Fabricação de asfalto
  • Produção de concreto
  • Fabricação de vidro
  • Alvenaria
  • Mineração
  • Pedreiras
  • Industrialização do aço

Por isso é necessário ter cautela e tomar medidas preventivas para evita-la.

2) Quais são os sintomas?

É formada cicatrizes nos pulmões devido a exposição a longo prazo, que consequentemente irão causar dificuldades respiratórias, além de tosse aguda, perda de peso, fadiga, febre, sibilo e dores no peito.

A silicose também pode aumentar o risco para o desenvolvimento de doenças graves, como a tuberculose, o câncer pulmonar e a bronquite crônica.

Existem três tipos específicos da doença, classificados pela forma como a doença se manifesta e afeta o corpo, são:

A) Silicose aguda – é o tipo mais raro, porém, o mais comum entre os trabalhadores. A silicose aguda também é a mais grave se comparada aos outros tipos, pois ela pode evoluir para uma insuficiência respiratória, ou até mesmo para morte.

Ela progride rapidamente variando pelo período de alguns meses ou poucos anos. No caso de silicose aguda, ocorre uma inflamação nos pulmões, enchendo-os de liquido e provocando falta de ar e baixos níveis de oxigênio no sangue.

B) Silicose crônica – é o tipo mais comum da doença, e também é conhecida como silicose nodular simples. Esse tipo causa falta de ar, pois provoca inchaços nos pulmões e gânglios linfáticos no peito. O tempo de aparição dos sintomas podem variar entre 10 a 30 anos após a exposição, até mesmo a níveis baixos do agente.

C) Silicose acelerada – geralmente ocorre devido a exposição de elevados níveis de sílica pelo período de 5 a 10 anos. Ela é bastante semelhante ao tipo crônico pois também causa inchaço nos pulmões, porém seus sintomas se apresentam mais rapidamente.

3) Como diagnosticar?

Caso você suspeite da doença, pois apresenta alguns dos sintomas citados acima que não se curam, e tenha se exposto a sílica durante um longo período, você deve procurar um médico para poder descobrir se possui a doença.

Durante sua visita, o médico para poder oferecer um diagnóstico completo e preciso, irá solicitar alguns testes, como por exemplo, uma radiografia do tórax. A radiografia irá ajudar a descobrir se há cicatrizes nos pulmões, caso houver ela também ajudará a identificar qual o tipo da doença, outros testes também poderão ser realizados, tais como:

  • Testes respiratórios
  • Tomografia do tórax
  • Broncoscopia dos pulmões
  • Biópsia dos pulmões

4) Existem tratamentos?

A silicose é uma doença incurável, uma vez diagnosticada o médico irá avaliar, também por meio de testes, o grau da lesão pulmonar. Também é uma doença em que o tratamento servirá apenas para reduzir os sintomas.

Existem casos em que a respiração da pessoa está altamente comprometida, esses casos necessitam de tratamento urgente, pois precisam de um suporte que os ajudem a respirar corretamente.

Em outras situações a silicose é tratada com medicamentos que diminuem a produção de expectoração, também pode fazer parte da recomendação médica o uso de broncodilatadores para tranquilizar as vias aéreas. Em casos mais extremos é realizado um transplante de pulmão.

Infelizmente a perspectiva de vida não é precisa, a pessoa pode viver durante meses ou muitos anos, dependerá apenas de seu estilo de vida para com o controle da doença e impedir que se agrave.

Portanto, é necessário manter-se longe de quaisquer fontes de sílica e outras coisas que provocam irritação no pulmão, como a poluição do ar, alérgenos e o fumo.

Caso faça parte de sua profissão, saiba que é obrigação dos empregadores oferecerem o uso de máscaras especiais, e seguirem corretamente às normas de gestão da segurança e da saúde do trabalho (AEDB).

Saiba mais informações sobre a silicose ocupacional no vídeo abaixo (11:50):

Fonte:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2879610/

Saiba Tudo Sobre a Fobia Social

Quando uma a pessoa está presente em situações sociais (como, por exemplo, falar em público, entrar em locais cheios, comer na frente de outras pessoas, fazer uma entrevista de emprego ou ir a um evento social), e se sente ansiosa ao extremo, insegura e preocupada com o que vão pensar, ela pode apresentar a Fobia Social.

Neste transtorno, a ansiedade é intensa, levando a uma crise aguda, e se diferencia da timidez comum, já que o grau da ansiedade é maior antes e durante a situação social, e o grau de prejuízos que ocorrem na vida profissional, escolar e social da pessoa também a compromete. Ela então começa a evitar: interações sociais, encontrar um conhecido, falar em público, interagir com estranhos, fazer contato visual, iniciar conversas, ir à escola ou ao trabalho, namorar, etc.

É normal sentir-nos ansiosos e inseguros em situações como estas e normalmente nos familiarizamos com o local, entrosando com outras pessoas e fazendo amizades. Porém, com a pessoa acometida pela Fobia Social isso não ocorre, já que o medo e os sintomas da ansiedade permanecem o tempo todo só de imaginar estas situações ou de estar diante delas.

1) As causas da Fobia Social

Assim como ocorre nos casos de transtornos de ansiedade, a Fobia Social resulta de um conjunto de fatores interligados entre o meio ambiente e os genes. Contudo, especialistas na área acreditam que causas externas estão mais relacionadas do que as causas genéticas. As possíveis causas são:

  • Fator hereditário, ou seja, ocorrendo em pessoas da mesma família.
  • Hiperatividade da estrutura cerebral que forma e controla as emoções, chamada “amídala cerebelosa”, o que faz a pessoa apresentar mais medo e insegurança diante de momentos de socialização.
  • Traumas e experiências negativas, como bullying, rejeição, humilhação, abusos e conflitos familiares.
  • Timidez excessiva e ser mais contido desde a infância ao enfrentar novas situações e conhecer pessoas.

2) Quais são os sintomas?

Na Fobia Social a pessoa apresentará sintomas de ansiedade e situacionais, sendo eles:

  • Palpitações, batimento cardíaco acelerado.
  • Falta de ar
  • Dor no estômago ou náuseas.
  • Tontura ou vertigem.
  • Tremores
  • Rubor da face
  • Tensão muscular
  • Alteração da voz, ficando trêmula
  • Sensação de desmaio
  • Transpiração excessiva, sudorese ou calafrios.
  • Vista embaçada
  • Gagueira
  • Sentir a garganta travada ou não conseguir engolir.
  • Não conseguir escrever.
  • Vontade de ir ao banheiro.
  • Esquecer o que ia falar; confusão mental; sentir que “deu branco”.
  • Insegurança e sentir-se incapacitado em desempenhar a função social.
  • Sentir-se embaraçado e inadequado naquela situação.
  • Pensamento distorcido de estar sendo observado e do que vão pensar.
  • Medo de ser julgado.
  • Medo de interagir com pessoas desconhecidas.
  • Evitar situações em que possa ser o centro das atenções, como falar em público, por exemplo, ou apresentar um trabalho.
  • Imaginar que vai passar mal naquela situação e evitar presenciá-la.

Para se enquadrar neste quadro da Fobia Social, é necessário presenciar estes sintomas por seis meses ou mais.

3) Buscando tratamento para Fobia Social

Se você ou algum conhecido apresenta medo excessivo ao vivenciar situações sociais, procure ajuda médica (clínico geral ou psiquiatra), ou um profissional em saúde mental, como o psicólogo. Eles saberão diagnosticar corretamente esse transtorno.

O tratamento para a Fobia Social consiste em uso de medicamentos (como antidepressivos, inibidores da ansiedade e betabloqueadores) e psicoterapia, que em conjunto se tornam mais eficaz, com efeito positivo na qualidade de vida da pessoa acometida por este transtorno.

Na psicoterapia, a mais adequada para este caso é a Terapia Cognitivo-Comportamental, em que o paciente aprende a reconhecer os pensamentos negativos que desencadeiam o problema e mudá-los, ganhando mais confiança ao desenvolver novas habilidades em situações sociais. Assim, o tratamento psicológico vai consistir em:

  • Ensinar técnicas para regular o grau da ansiedade na situação, como, por exemplo, técnicas de relaxamento e de respiração.
  • Trabalhar com os pensamentos distorcidos e exagerados que elevam a ansiedade, a fim de construir uma ideia mais clara e objetiva das situações, que funcionará como um regulador da ansiedade.
  • Ensinar a pessoa a se tornar mais tolerante diante dos sintomas físicos e psicológicos resultantes do transtorno, expondo a pessoa constantemente a situações sociais que causam medo e apreensão.

Assim, durante e após o tratamento médico e psicológico, a pessoa obterá mais confiança em dar pequenos passos, construindo e reforçando suas habilidades, preparar-se para encontros sociais, e logicamente, manter o foco neste trabalho tão importante para superação de seus medos.

Veja este vídeo animado que fala sobre a fobia social (5:38)

Fontes:

http://www.nhs.uk/conditions/social-anxiety/pages/social-anxiety.aspx

Saiba Tudo Sobre a Claustrofobia

O que é então a claustrofobia? Você já se sentiu sufocado alguma vez em lugares fechados? Sentiu uma sensação de pavor? Mãos suadas, garganta fechada, falta de ar, coração acelerado, pressão baixa, etc? Provavelmente sim. Em algum momento de nossas vidas passamos por uma situação dessas. E é completamente normal. Quando isso ocorreu provavelmente era um dia em que não estávamos bem, talvez tivéssemos dormido pouco, estávamos cansados, estressados, ou algum desequilíbrio em nosso organismo ocorreu.

Por outro lado, quando as sensações de pânico se tornam freqüentes em locais fechados e restritos, de forma excessiva e incontrolável por um longo tempo, pode ser um sinal de um distúrbio de ansiedade conhecido como claustrofobia.

O que causa esse problema e quais os sintomas? Há tratamento para isso? É o que vamos conferir a seguir.

1) O que é claustrofobia?

Saiba Tudo Sobre a Claustrofobia

A claustrofobia é um transtorno de ansiedade caracterizado pelo medo excessivo ou repugnância de lugares fechados ou restritos, com pouca circulação de ar, onde a pessoa não se vê capaz de escapar, como, por exemplo, de dentro de elevadores, trem, metrô, uma sala fechada, no interior de um avião, etc. Na claustrofobia não há distinção de classe social, nem idade, podendo acometer crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Assim, a pessoa passa a evitar essas situações, que para ela são de risco para sua saúde. Isto pode resultar em uma possível depressão, pois ela acaba se isolando das pessoas e dos lugares.

Geralmente, a claustrofobia vem acompanhada de outro transtorno de ansiedade, a agorafobia (um medo incontrolável de lugares públicos e multidões, onde a pessoa também teme não encontrar uma saída para uma possível fuga – para saber mais sobre a Agorafobia, veja o artigo “O que é Agorafobia?”).

2) O que causa a claustrofobia?

As causas da claustrofobia podem ser múltiplas, assim como acontecem em outros tipos de transtorno de ansiedade, sempre associadas à genética e aspectos do meio ambiente. Segundo especialistas na área, geralmente o que causa esse problema são:

  • Ocorrer em pessoas da mesma família, sendo genético e um comportamento herdado (por exemplo, se o pai ou a mãe já tenham claustrofobia e passam as sensações de pânico aos filhos).
  • Traumas sofridos em algum momento, envolvendo confinamento em algum local fechado, (por exemplo, ter ficado preso em um elevador por algum tempo, sendo um estímulo inicial para desenvolver o problema).
  • Sofrer de outros tipos de transtorno de ansiedade, como a agorafobia.

3) O que sente a pessoa com claustrofobia?

Na claustrofobia, instala-se uma crise de pânico que resulta do nível psíquico e depois parte para o físico. Dentre os sintomas estão:

  • O local parece se fechar, o teto baixar, as paredes se comprimirem.
  • Um medo sem razão aparece; um pavor intenso.
  • Medo de desmaiar, de perder o controle e de morrer.
  • Queda da pressão arterial.
  • Tremores nas mãos e pernas.
  • Falta de ar e sensação de sufocamento.
  • Sensação de aperto no peito.
  • Coração acelerado
  • Zumbido no ouvido
  • Suor excessivo ou calafrios.
  • Boca seca
  • Visão embaçada
  • Dor de cabeça e tonturas
  • Náuseas
  • Formigamento ou dormência em alguns membros.
  • Confusão mental

É necessário possuir estes sintomas por seis meses ou mais para se enquadrar uma claustrofobia.

4) Como tratar a claustrofobia?

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Inicialmente é necessário buscar ajuda médica a fim de excluir qualquer possibilidade de problema físico, como respiratório, cardiovascular, ou até medicamentos que possam influenciar no quadro claustrofóbico.

Como em todos os casos de transtorno de ansiedade, a claustrofobia é tratada em conjunto por um médico, geralmente um psiquiatra, e uma psicoterapia. Os medicamentos, normalmente ansiolíticos e antidepressivos, ajudam a diminuir os sintomas e o risco do desenvolvimento de uma depressão, além de inibir a serotonina, responsável por desencadear a ansiedade. E para evitar que os sintomas permaneçam durante o uso dos medicamentos e após a sua interrupção, entra em cena a psicoterapia.

Aliada aos medicamentos, a psicoterapia tem como objetivo reestruturar a mente, identificar os medos e reconhecê-los, além de trabalhar as crenças e pensamentos distorcidos envolvidos na claustrofobia. O autoconhecimento ajudará a pessoa a se libertar desta fobia e de outras que possam estar presentes. Além do tratamento medicamentoso e da psicoterapia, algumas dicas podem ser eficazes para quem busca superar a claustrofobia:

  • Conheça técnicas de respiração e relaxamento: respiração profunda, visualização e outros exercícios de meditação podem ser armar poderosas contra a ansiedade.
  • Busque grupos de apoio: aprenda com exemplos de pessoas que sofrem ou já sofreram com este problema; isto te fortalecerá ao superar o seu próprio medo.
  • Retome sua vida: após um tempo, tente voltar a realizar aquelas atividades que você havia deixado por conta da Claustrofobia e mude sua rotina (por exemplo, tente pegar um elevador com alguém de sua confiança e depois tente sozinho).
  • Pense positivo: pensar de forma diferente e positiva faz com que você encare seus medos de forma mais suave, com autoconfiança.

É de extrema importância tratar esse problema para que não se agrave e evolua para outros transtornos psíquicos. Se você acha que tem claustrofobia, procure ajuda médica e psicológica para que se possam fazer as avaliações necessárias e que, em caso positivo, te recomendem a melhor forma de tratamento.

Fonte:

https://tfl.gov.uk/info-for/media/press-releases/2017/july/new-map-to-help-people-with-claustrophobia-and-anxiety

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Escolhe uma profissão é realmente uma tarefa difícil. Você já precisa tomar essa decisão ainda quando está pensando em qual faculdade escolher fazer. Quando a prova do vestibular se aproxima, a tensão aumenta. Um teste vocacional pode te dar uma visão mais clara do que escolher.

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Por que a Semana Tem 7 Dias?

Você já se perguntou por que as semanas têm 7 dias? Embora em alguns lugares do mundo existam semanas de 5, 9 ou até 10 dias, este formato de calendário foi definido ainda na antiguidade, em que vários povos tomavam como base as fases da lua. Com vários nomes para os dias da semana, diferentes para cada povo, pode-se dizer que esta foi uma das primeiras questões da humanidade em que foram unânimes.

Mas como isso foi possível? E como ele funciona até hoje? Vejamos de uma forma simples.

1) Qual é a teoria dos 7 dias da semana?

7 dias de semana

A explicação mais básica para uma semana ter 7 dias é que a lua leva aproximadamente este tempo para passar de uma fase para outra. Tanto que é comum nos calendários atuais terem a data exata de quando uma fase se inicia e termina.

Mas isto é outro caso, pois o calendário gregoriano, que utilizamos atualmente, viria apenas muitos séculos depois. O que importa aqui é que este detalhe foi percebido ainda na antiguidade, principalmente entre os Romanos e os Babilônios.

Para facilitar e enaltecer o próprio conhecimento, os dias que ligavam cada símbolo da fase lunar era dado de acordo com os corpos celestes visto a olho nu pelo povo antigo. Assim, temos o dia dedicado ao Sol, a Lua, e aos planetas Marte, Júpiter, Vênus, Mercúrio e Saturno. Os Babilônios acreditavam que cada dia era regido por um deles.

2) E no Brasil?

7 dias de semana

Você deve estar se perguntando o porquê desta explicação não se aplicar aos nomes dos dias em português. Os nossos dias da semana foram nomeados ainda nos tempos do Império Romano sob a crença do Cristianismo. Lá, o imperador Flávio Constantino, convertido a religião vigente, criou o sistema de Dies Solis.

Vamos explicar melhor. No começo do Cristianismo, a Páscoa durava uma semana, em que as atividades profissionais eram reduzidas, e o restante dos dias eram dedicados a orações. Esses dias de orações dentro da páscoa eram chamados Feriaes, ou feriados. Tomando como base o Sábado, o dia de descanso dos hebreus, cada dia era denominado em sua ordem. Assim, viria a Feira-Prima, Segunda-Feira, Terça-Feira, e assim em diante.

Para completar a nomenclatura, Constantino denominou que a Feria-Prima seria o Dia do Senhor, ou Dominica, e assim se transformaria no domingo para a maioria dos falantes das línguas latinas.

3) E nos outros países?

Como dito lá em cima, os antigos povos nomeavam os dias da semana de acordo com os astros que eram conhecidos naquele tempo, embora as línguas latinas tenham seguido por outro caminho. Nos tempos romanos antes da adoção do Cristianismo, os dias eram uma referência aos seus principais deuses, como uma forma de homenagem aos mesmos.

Enquanto a língua portuguesa seguiu pelo caminho descrito acima, as outras línguas latinas e saxãs fizeram uma mescla de ambas as nomenclaturas. No espanhol e no francês, por exemplo, Sábado e Domingo foram adotados, enquanto os demais dias da semana seguiram a nomeação romana.

Já na língua inglesa, alemã e todas as derivadas do idioma saxão, houve uma adaptação curiosa. Enquanto os deuses romanos eram nomeados de acordo com os planetas que circulavam o sistema solar, e estes nomeavam os dias da semana, os povos que hoje formam boa parte do Leste Europeu nomearam de com seus deuses.

Assim, enquanto Domingo e Segunda são respectivamente Sunday (dia do Sol) e Monday (dia da Lua), de segunda a sexta ficam da seguinte forma, com nomes de divindades nórdicas:

  • Tiw’s Day – Tuesday
  • Wonden’s Day – Wednesday
  • Thor’s Day – Thursday
  • Friga’s Day – Friday

Agora que você já sabe como as semanas tem 7 dias, e o porquê delas serem nomeadas, fica muito mais fácil acompanhar esse ciclo tão natural da natureza, e ao mesmo tempo tão misterioso, não é verdade? E se ainda não apreciava a lua, agora pode enxergar com mais precisão cada um de seus ciclos espetaculares. Não há forma mais incrível de apreciar esse espetáculo da vida.

Veja este vídeo divertido do Denis Lee que fala “Por que a semana tem 7 dias?” (4:21):

Fontes:

http://www.todayifoundout.com/index.php/2013/04/the-origin-of-the-7-day-week-and-the-names-of-the-days-of-the-week/

Saiba Tudo Sobre a Síndrome de Down

A Síndrome de Down é uma das anomalias genéticas mais conhecidas e documentadas atualmente. Ela ocorre devido à presença de um cromossomo além da quantidade correta no genoma humano. Por esse motivo, ela também é conhecida como trissomia do cromossomo 21, pelo fato desta célula extra no último par. Embora apresente suas desvantagens, a Síndrome de Down não é tratada como uma doença propriamente dita, e neste artigo você vai entender o porquê.

1) O que causa Síndrome de Down? 

Como dito anteriormente, a Síndrome de Down ocorre por conta de um cromossomo extra presente na formação das células. Enquanto o corpo humano regular possui 23 pares de cromossomos, uma pessoa que possua a anomalia recebe um cromossomo extra no último par.

Este cromossomo extra pode surgir tanto nas células embrionárias presentes no espermatozoide do pai como nas células presentes no óvulo da mãe no momento da fecundação. E nenhuma pesquisa até o momento pôde atestar a causa desta alteração. O que já foi comprovado até o momento é que a Síndrome de Down não depende de fatores de condição econômicas, étnicos, religiosos ou regionais.

A descoberta da Síndrome de Down foi feita em 1866 pelo médico John Langdon Down. Seus métodos de identificação começaram a se tornar mais eficientes de algumas décadas para cá, em que os exames genéticos podem ser feitos já na nona semana de gravidez. Neles, são pegas amostras de sangue da mãe, para rastrear o DNA fetal e buscar por anomalias nos cromossomos. Este é o teste com maior índice de acertos.

E cabe lembrar que esta anomalia genética é uma das mais comuns do planeta. 1 em cada 700 bebês podem apresentá-la, e cabe aos pais entender e como direcionar seus filhos com Síndrome de Down seu potencial mesmo com as dificuldades apresentadas.

2) Quais são os sintomas? 

Embora não seja tratada como uma doença, a Síndrome de Down pede por alguns cuidados importantes dos pais devido às dificuldades que os filhos apresentam desde o nascimento. Os mais perigosos nos primeiros meses de vida, além de uma exposição maior a doença, são os problemas cardíacos e respiratórios, já identificados desde o início. Em alguns casos, pode ser necessário uma intervenção cirúrgica.

Outras dificuldades conhecidas e comuns em casos de Síndrome de Down são as seguintes:

  • Apneia do Sono
  • Refluxo
  • Otites
  • Problemas na tireoide. Por conta disto, é comum que tenham sobrepeso.
  • Alargamento da Língua

Um fator que se associa muito a Síndrome de Down é o fato de seus portadores terem alguma deficiência mental. Embora seja uma característica também comum nestes casos, os graus variam muito. E mesmo que seja presente, entra um dos fatores mais importantes no cuidado de uma pessoa com Síndrome de Down: o carinho e a potencialização de suas capacidades.

Tanto os pais como os médicos que vão acompanhar uma pessoa com Síndrome de Down deve trabalhar desde cedo tanto as capacidades de fala como as de aprendizado, incentivando e criando um ambiente sadio para seu desenvolvimento. O empenho positivo nesses trabalhos é essencial para que cresçam em seu melhor estado, independente das limitações.

3) Tipos de síndrome de Down

Para quem ainda não sabe, a Síndrome de Down pode se apresentar de diversas maneiras e para compreendê-las, em primeira instância cabe a nós entendermos melhor como ela acaba ocorrendo de fato. De forma geral, nós nascemos constituídos de quarenta e seis cromossomos que ficam presentes em cada célula existente em nosso organismo. Tais cromossomos se dividem em par, e por isso falamos que há desde o primeiro par até o vigésimo segundo e é o vigésimo terceiro e último par de cromossomo que se trata do nosso caráter sexual, ou seja, o cromossomo XX no caso das mulheres e o cromossomo XY no caso dos homens.

Do total de cromossomos presentes no nosso corpo, cinquenta por cento herdamos de nossa mãe, enquanto que a outra metade é herdada do nosso pai. O erro que acaba acontecendo no caso da Síndrome, resulta-se na maioria dos casos, de um problema no processo de junção dos cromossomos, onde um acaba não conseguindo se unir ao seu par e por isso acaba surgindo um cromossomo a mais no organismo do indivíduo. Normalmente esse cromossomo se liga ao vigésimo primeiro par de cromossomo, mais precisamente em uma célula já completa.

É justamente durante o processo de fecundação, que o espermatozoide, ao se unir com o óvulo, acabam gerando uma célula nova formada por quarenta e seis cromossomos. Posteriormente, a célula formada acaba se dividindo e origina uma outra idêntica a ela mesma, que é o que chamamos de célula clone. Vale enfatizar que essa cópia carrega igualmente todas as características existentes na célula pela qual ela se originou e é dessa forma que o embrião se desenvolve normalmente. Portanto, se a célula que surgir de a fecundação apresentar um cromossomo extra, ou seja, quarenta e sete cromossomos, a sua cópia também apresentará, fazendo com que o novo embrião gerado carregue a anomalia.

Além disso, é fundamental compreendermos que embora seja possível conhecer todo o processo que permite que a Síndrome se desenvolva, até os dias atuais ainda não se tornou possível saber de fato porque a alteração no cromossomo surge e é em vista disso que na maior parte dos casos de criança que nascem com a Síndrome não tem causa confirmada, ou seja, não tem como dizer porque elas a desenvolveram.

Agora a dúvida que fica é: porque existem tipos diferentes de síndrome de Down? Dependendo de quando ou como a não junção do cromossomo ocorrer, a Síndrome apresentará características peculiares. Em resumo podemos afirmar que é o momento em que o cromossomo a mais surge que definimos qual é o tipo da Síndrome de Down no indivíduo. Veja a seguir mais um pouco sobre cada um deles:

  • Trissomia Simples: Nesse tipo, podemos dizer que o cromossomo extra acaba surgindo no óvulo ou no espermatozoide e isso acaba fazendo com que a nova célula a ser gerada apresente vinte e quatro cromossomos, ao invés de vinte e três. E em vista disso, ao ocorrer o processo de fecundação, a célula nova será formada por quarenta e sete cromossomos, que posteriormente darão origem ao embrião. Sem dúvida nenhuma essa é a forma mais comum da Síndrome na maioria dos quadros confirmados e até hoje ainda não conhecemos as verdadeiras causas decorrentes do seu desenvolvimento.
  • Translocação: Esse tipo acontece quando a pessoa acaba apresentando dois pares completos de cromossomo vinte e um e ainda um pedaço a mais de um terceiro cromossomo vinte um que geralmente fica em ligação com outro par (13, 14, 15 ou 22). E por que isso ocorre? Porque quando um dos pais da criança possuem um par de cromossomo vinte um completo, enquanto que o outro acaba se desprendendo e grudando em um par diverso. O correto é ambos os pares ficarem juntos e o indivíduo que tem o cromossomo localizado na região errada, não tem a Síndrome simplesmente porque embora haja esse erro, o total de cromossomos presentes em seu organismo está correto.

Quando essa alteração passa para a criança, suas células em estado normal acabam se unindo com aquelas que apresentam alteração, totalizando um somatório de três cromossomos vinte e um, onde dois ficam juntos e o outro se perde e se junta a outro adverso. Essa versão da síndrome ocorre em quase quatro por cento dos indivíduos e ela acaba carregando alguns fatores ligados a hereditariedade, mas isso não implica necessariamente que o bebê só terá a Síndrome se herdar a anomalia de um dos pais.

  • Mosaicismo: Apesar dessa versão ser mais rara, acometendo normalmente cerca de dois por cento da população, ela merece nossa atenção. O Mosaicismo acontece a pessoa nasce com uma célula constituída por quarenta e seis cromossomos, mas também nasce com outra que possui quarenta e sete. Essa alteração surge no na maioria dos casos, no processo de formação do embrião, onde em decorrência da não-disjunção, essa célula com cromossomo extra acaba se formando também.

Nessa situação, ocorrerá dessa forma células que serão copiadas das células normais, enquanto que outras serão idênticas as células com alteração e é em decorrência desse cenário que afirmamos que esse tipo da Síndrome costuma ser mais leve, visto que suas manifestações são mais suaves. Contudo, nem sempre isso é o que ocorre de fato, visto que é dependendo do momento em que o cromossomo a mais surge no período de gestação que irá influenciar na quantidade de cromossomo a mais que o bebê irá apresentar, ou seja, terão casos em que a criança terá uma quantidade muito grande de células com alteração.

4) Principais características físicas do portador da Síndrome

Apesar de existirem tipos da síndrome, no geral ela irá se caracterizar por diversos aspectos físicos comuns entre os seus portadores. Em vista disso separamos os mais frequentes para que você os conheça melhor:

  • Tamanho da cabeça: se apresenta menor e sua parte de trás tem aspecto mais achatado, o que dá a impressão de que o rosto do indivíduo é mais redondinho;
  • Moleira do bebê: são na maioria dos casos bem maiores do que o normal entre os bebês, e inclusive seu tempo de fechamento é um pouco mais longo. Além disso pode ocorrer o que chamamos de moleira falsa, presente na região onde os dois ossos parietais da região do crânio acabam se encontrando. Essa região também é chamada de sutura sagital;
  • Cabelo: Geralmente tem aspecto mais liso e fino. A cor vai depender da herança dos seus pais e pode ocorrer o que chamamos de alopecia, ou seja, falhas presentes no cabelo, que podem ser parciais ou até mesmo total, onde o indivíduo não tem o cabelo;
  • Ossos do rosto: Não se desenvolvem por completo, por isso temos a impressão de que os rostos dos portadores de Síndrome de Down são mais achatados;
  • Aspecto do nariz: Tende a ser mais pequeno, onde o seu osso apresenta uma espécie de afundamento. Além disso todas as passagens de caráter nasal são estreitas;
  • Aspecto dos olhos: A visão costuma ser inclinada para a direção lateral. Seu aspecto amendoado, apresenta uma espécie de prega no cantinho interno, dando um aspecto semelhante aos olhos das pessoas de origem oriental;
  • Aspecto das orelhas: De tamanho pequeno, costumam ficar em um nível um pouco mais baixo e a sua borda de cima geralmente fica dobrada. Além disso, os canais presentes na região interna do ouvido também podem acabar sendo de tamanho pequeno;
  • Aspecto da boca: O tamanho da boca de um portador é pequena e de forma constante fica aberto, fazendo om que a língua acaba ficando projetada para fora, ficando exposta. Além disso, o céu da boca é mais estreito do que o normal;
  • Dentes: O crescimento e nascimento dos dentes pode ser mais demorado e inclusive pode ocorrer a falta de algum deles. Além disso, pode acabar ocorrendo sobreposição deles, visto que o tamanho da mandíbula é muito pequeno;
  • Pescoço: O aspecto da região do pescoço é largo e ao seu redor costuma ter um excesso de pele, principalmente na nuca;
  • Região abdominal: A região do abdômen apresenta saliência;
  • Região do peito: O osso da parte externa presente na região do peito, geralmente é mais fundo ou pode até ser projetado, ocorrendo o que chamamos de peito de pomba;
  • Aspecto dos pés e das mãos: Ambas regiões são menores do que o normal. A falange existente no dedo mindinho por vezes pode nem existir nesse caso, tanto no pé quanto na mão e além disso, o espaço entre os dedos são bem maiores;
  • Articulação: Possui seus ligamentos de resistência mais fraca;
  • Genitálias: apresentam tamanho menor, que é o se chama de hipogonadismo;
  • De forma geral os homens acabam sendo estéreis e as mulheres tem o período de ovulação irregular.

5) Características da capacidade cognitiva do portador

Embora seja de maior conhecimento as alterações externas que a Síndrome de Down acaba provocando em seus portadores, existem mudanças referentes ao comportamento cognitivo do indivíduo que valem a pena ser enfatizadas.

A cognição dos pacientes diagnosticados com a Síndrome, se comparada com pessoas no geral, são bem a baixo da média. E isso se justifica pelo fato de que o seu sistema nervoso é caracterizado por inúmeras alterações, tanto na sua estrutura como na sua funcionalidade, que podem inclusive acabar contribuindo para o surgimento de problemas mentais, deste em seu nível leve até o mais moderado.

Porém, apesar desse cenário, os portadores da síndrome continuam com capacidade de aprendizagem, o quer dizer que podem frequentar escolas, faculdade e até mesmo exercer alguma atividade remunerada. A gravidade da deficiência do paciente que afeta diretamente a sua capacidade cognitiva, irá sofrer variação dependendo do caso, mas vale ainda enfatizar que o seu desenvolvimento de aprendizagem também irá depender diretamente da educação que a criança irá receber em casa e do ambiente em que ela será criada.

De forma geral, é muito importante estimular a pessoa com a Síndrome de Down, por intermédio de processos benéficos para o seu processo de desenvolvimento cognitivo, a fim de que o QI desses indivíduos supere a média esperada, que de 62 costuma pular para 82 quando o mesmo é estimulado de forma eficiente.

6) Quais são os fatores de risco mais comuns?

Existem determinadas situações ou fatos que contribuem para que o desenvolvimento de alguma Síndrome ou problema se desenvolva, e por isso que com a Síndrome de Down também não seria diferente. O mais comum que podemos destacar como fator de risco principal nesse caso está associado diretamente com a idade da mulher que irá ser mãe, e esse fator se justifica pelo fato de que as mulheres, quando nascem, já possuem seus óvulos formados e em vista disso, quanto mais se passa o tempo, esses óvulos envelhecem e maior é a chance de acontecer algo errado no seu processo de fecundação, onde os cromossomos são divididos. Em suma, mulheres de idade mais avançado possuem mais chances de ter um bebê com a Síndrome.

Com trinta e cinco anos, por exemplo, existe a chance de uma mulher ter um filho com Down, a cada 350 nascimentos. Com quarenta anos esse risco aumenta de um para cada cem bebês que nascem e aos quarenta e cinco, a chance é de um bebê a cada trinta nascimentos. E a pesar disso, vale ressaltar que a maioria dos casos de crianças com Síndrome de Down são filhas de mães com menos de trinta e cinco anos, uma vez é nessa faixa etária que mulheres costumam engravidar com maior frequência.

Além disso, existem outras duas situações de maior risco: quando os pais já possuem um filho com a Síndrome, tem mais chance de que seu próximo filho também tenha a síndrome e se um dos pais serem portadores de uma falha no cromossomo vinte um, conhecida como translocação.

7) Como o diagnóstico é realizado?

Na maioria dos casos, realiza-se o diagnóstico da Síndrome de Down depois que a criança nasce, contudo, quando existe a chance e ela é de conhecimento dos pais, existe a possibilidade de rastreá-lo durante o pré-natal, com o auxílio de um profissional da área de ginecologia e outro da obstetrícia. A seguir você irá conhecer um pouco mais sobre cada método utilizado para o processo diagnóstico:W

  • Rastrear durante o pré-natal: a mulher que se encontra grávida, faz muitos exames durante o pré-natal. Tratam-se de exames rotineiros e que são utilizados também para o rastreamento de uma possível Síndrome de Down, porém, nesse caso os resultados não são muito precisos, por isso, junto a eles são feitos outros tipos de testes para ajudar a prever melhor se o bebê a caminho apresenta qualquer tipo de alteração. Dentre eles estão:

– Primeiro trimestre da gravidez: Nesse período combinam-se exames que serão realizados em duas etapas básicas. O primeiro trata-se de um exame sanguíneo, que tem a capacidade de identificar se há algum nível alterado de proteína plasmática ligada a própria gestação e ainda identifica a presença de um hormônio chamado de Gonadotrofina Coriônica, que inclusive pode representar a existência de algum problema na criança gerada. E o segundo exame trata-se da Translucência nucal, que por intermédio de um ultrassom é capaz de analisar uma determinada parte do pescoço da criança, para verificar a possível presença de fluídos que geralmente se alojam na região quando existe algum tipo de anomalia.  E é com base nesses testes e faixa etária da futura mãe, que o profissional da área poderá confirmar com precisão quais os verdadeiros riscos de o bebê nascer com a Síndrome de Down.

Segundo trimestre de gestação: Na medida em que a futura mamãe faz o combinado de testes anteriormente citados no primeiro trimestre, ao chegar o segundo ela pode também um exame de rastreamento integrado. Basicamente, para realizar esse exame, coleta-se uma pequena porção de sangue da mãe, que é levado para um laboratório que irá estudar de forma profunda quatro substâncias básicas decorrentes do período gestacional. São eles: a alfafetoproteína, o estriol, a gonadotrofina crônica e a inibina A. É importante fazer esse exame, pois combinado com os resultados dos testes iniciais realizados é possível ter uma confirmação ainda maior da chance de o bebê ter alguma alteração.

Depois de dez semanas de gestação: é interessante fazer também, logo depois de completadas dez semanas de gravidez, o que chamamos de DNA livre fetal. É possível analisar o DNA do bebê nesse período, pois ele já pode ser identificado através da circulação sanguínea da sua mãe. Desse modo, basta coletar uma porção do sangue da futura mãe e procurar esse DNA, e assim conseguir identificar a existência ou não da trissomia. De todos os exames já citados, esse sem dúvida é o mais específico e voltado para o diagnóstico da Síndrome, sendo mais preciso e mais eficiente do que os outros testes.

  • Veja mais alguns testes que podem ser feitos durante a gestação: Se por ventura os resultados dos testes anteriormente citados se mostrarem preocupantes, existem outros exames para ajudar no processo diagnóstico mais preciso. Dentre eles destacamos:

– Amniocentese: Esse exame consiste na coleta de uma porção do líquido amniótico, por intermédio de uma punção realizada na região uterina, para que se possa analisar de forma mais detalhada os cromossomos pertencentes ao feto. Esse teste pode ser feito no segundo trimestre de gravidez, depois de completadas quinze semanas. Mas é existe um pequeno risco ao realizá-lo: aborto espontâneo.

Biópsia de vilosidade coriônica: É nesse exame que se tira uma porção pequena de células que ficam localizadas na placenta, com o intuito de estudar os cromossomos do bebê. Costuma ser feito ainda no primeiro trimestre, e o risco de aborto é ainda maior do que no teste anterior explicitado.

Cordocentese: Esse teste retira uma pequena porção do sangue presente no cordão umbilical. A análise desse sangue é feita com o objetivo primordial de se identificar a possível presença de anomalias nos cromossomos. Trata-se de um exame que só pode ser realizado decorridos dezoito semanas do período gestacional e apenas se os testes anteriormente feitos tiverem apresentando resultados imprecisos. Todas essas condições são impostas, uma vez que o exame apresenta chance muito alta de acabar provocando um aborto espontâneo.

  • Como o diagnóstico é feito em recém-nascido?

Primeiramente, quando a criança nasce, a etapa inicial de diagnóstico é feita através da análise de suas características físicas. Nem sempre o bebê apresenta características evidentes, e em vista disso, o profissional de medicina geralmente solicita a realização de um cariótipo, que basicamente trata-se da representação de todos os cromossomos em uma única célula.

Por intermédio de uma porção do sangue da mãe é possível fazer a separação das células de caráter mononucleado, utilizadas normalmente para o processo de proliferação in vitro. Tais células são coletadas para ir para uma espécie de solução hipotônica, que em cima de um tipo de lâmina consegue espalhar todos os cromossomos presentes. Desse modo, são tiradas fotos microscópicas para que depois cada cromossomo identificado receba uma classificação de acordo com o seu tamanho, posicionamento, e outras inúmeras peculiaridades relevantes. Além disso, esses cromossomos analisados também são organizados de forma que fiquem em pares homologados.

Assim sendo, se durante a análise perceber que existem três cromossomos vinte e um, ou dois deles, com mais parte desse cromossomo grudando em outro par adverso, o diagnóstico de Síndrome de Down é dado com precisão.

8) Afinal, o que é o cariótipo?

No processo de preparação do cariótipo, condensasse os cromossomos, organizando-os em pares. Organizar dessa forma é imprescindível, pois possibilita analisar precisamente a totalidade de estruturas de uma espécie específica. No caso do ser humano, por exemplo, já sabemos que possuem vinte e três pares de cromossomos, ou seja, quarenta e seis deles presentes no corpo. Além disso, todos aqueles que estão com o seu par apresenta tamanho e posição similares.

No preparo do cariótipo é importante usar as células de caráter somático, pelo fato de que se tratam de células diploides. Posteriormente, deve ser feito uma espécie de tratamento visando o estímulo da mitose, para que assim as células sejam efetivamente cultivadas. Fazendo isso, a divisão das células sofre interrupção durante a fase em que ocorre o ponto alto de condensação dos cromossomos, mais conhecida como metáfase.

Por fim, coram-se as células para melhor estudá-las, através da utilização de um microscópio e de uma câmera nele acoplada. São as fotos tiradas de tais imagens que se torna possível organizar os cromossomos em pares. É o que chamamos efetivamente de Cariótipo.

9) A Síndrome tem cura?

Não podemos falar de cura quando o assunto é Síndrome de Down, pois não estamos falando de uma doença, e sim de uma modificação genética que acaba acontecendo e ela é permanente. A partir do momento que uma pessoa nasce portadora da síndrome, ela viverá com ela até o fim de sua vida, uma vez que ela não desaparece ao longo do tempo.

Contudo, apesar de não ser uma enfermidade, é necessário cuidar do indivíduo com a Síndrome, através de terapias e tratamentos específicos, pois a mesma pode acarretar em consequências difíceis que acabam limitando muito a vida normal do portador. Esses métodos de cuidado são ótimos para melhorar cada vez mais a qualidade de vida do paciente enquadrado nesse caso.

De maneira geral, a maioria dos métodos de intervenção se relacionam com o monitoramento de comorbidades que podem acabar surgindo ao longo do tempo, bem como terapias que visam melhorar ainda mais o processo de desenvolvimento do indivíduo. O mais indicado é que os cuidados de caráter paliativo se iniciem desde cedo, assim que o paciente recebe o diagnóstico.

10) Quais os principais tratamentos?

Com base na OMS, ou mais especificamente a Organização Mundial da Saúde, quando falamos de cuidados de caráter paliativo, estamos nos referindo a uma ajuda proveniente de uma equipe constituída por inúmeros profissionais de áreas distintas, que trabalham com um objetivo em comum: promover a melhora na qualidade de vida de um indivíduo que esteja enfrentando alguma enfermidade que ponha sua vida em risco.

Diante dessa definição, é possível perceber que os cuidados no caso da síndrome não estão ligados necessariamente a uma doença grave colocando o indivíduo em risco de vida. Mas basicamente estão voltados para conseguir identificar previamente diversos fatores negativos que em decorrência da Síndrome podem surgir e fazer o portador sofrer. Identificando tais fatores é possível cuidar para que eles não surjam ou não se desenvolvam por completo no quadro clínico do paciente.

E vista disso, a fim de que os cuidados necessários sejam realizados de forma eficiente é fundamental que a equipe profissional seja formada por profissionais da área de cardiologia, gastroenterologia, endocrinologia, neurologia, otorrinolaringologia, oftalmologia, fonoaudiologia, fisioterapia e de terapia ocupacional. Em alguns casos mais severos, é importante também incluir médicos psicólogos e psiquiatras nesse grupo variado.

Além disso, o tratamento específico que um indivíduo irá fazer vai depender da forma como a Síndrome o afeta. Por isso não podemos falar de guias prontos que ensinem como se cuidar ou se tratar nesses casos, é o médico profissional que acompanha o quadro que irá definir os melhores remédios e cuidados para cada paciente de acordo com a sua situação. E embora exista muitos desafios de problemas em conseguir achar um tratamento que seja de certa forma unificado, muitos pesquisadores e organizações interessadas no assunto se empenham em buscar cada vez mais formas que ajudem orientar os pais das crianças portadoras. Mais adiante você irá ver um pouco mais sobre tais métodos paliativos que servem para monitorar a saúde daquele que apresenta Síndrome de Down:

  • Ecocardiograma do feto: Vale saber que a maioria das crianças que são diagnosticadas com a Síndrome em questão sofrem com problemas congênitos de caráter cardiopata. Desse modo indica-se a realização de um Ecocardiograma do feto, que é feito ainda durante o período gestacional, com o intuito de ajudar no diagnóstico de eventuais problemas que possam afetar a região do coração. Fazendo isso é possível se planejar previamente sobre os melhores jeitos de cuidar do problema e evitar que ele faça a futura criança sofrer. Quem faz esse exame é o profissional de pediatria especializado na área cardiológica, com o auxílio de um ultrassom;
  • Exame físico: Assim que o bebê recebe o diagnóstico ainda na fase de pré-natal, ao nascer é feito um exame completo de suas características físicas que podem ajudar ainda mais a confirmar o resultado das suspeitas. Nem sempre é possível descobrir com antecedência se a criança tem a Síndrome, por isso o exame físico é fundamental e exames como cariótipo que ajudam a confirmar possíveis alterações;
  • Cuidado com amamentação: Não é novidade que amamentar a criança seja algo importantíssimo, principalmente naquelas com síndrome de Down, pois esses bebês tendem a ter problemas ligados aos músculos, como é o caso da fraqueza. Esses obstáculos prejudicam ainda mais o bebê em sua alimentação e por isso, é fundamental que a mãe juntamente com o médico pediatra do seu filho, encontre soluções para ajudar o bebê a se alimentar de forma adequada;
  • Monitorar o crescimento da criança: Vale saber que as crianças portadoras não crescem no mesmo ritmo das crianças que não tem síndrome de Down. Em vista disso é importante ressaltar que monitorar uma criança com Down crescer deve ser feito baseando-se em padrões específicos para a sua condição. Durante esse processo, o profissional deve se ater à aspectos que vão desde altura, até peso, índice de massa corpórea, circunferência da cabeça, e dentre muitos outros;
  • Realização de Checkups: É fundamental ir frequentemente ao médico, independentemente de ter ou não Síndrome de Down. Visitar o profissional é parte importante do cuidado, uma vez que é o mecanismo seguro para verificar a saúde de quem tem a síndrome de Down, conhecer as vacinas que deve ser tomada e os melhores medicamentos;
  • Cuidados com o coração: Independente de ter tido algum tipo de suspeita sobre possíveis problemas no coração durante o pré-natal, é imprescindível fazer o exame de Ecocardiograma no bebê que acabou de nascer, para que seja confirmado de fato se existe ou não algum tipo de problema. Na maior parte dos casos, inclusive, muitas crianças que apresentam problemas do gênero não descobrem eles somente através do exame de Ecocardiograma fetal. E apesar dos exames que são feitos inicialmente não mostrarem com nitidez as anomalias que podem existir na região cardíaca, é essencial manter um acompanhamento frequente com um cardiologista, para que se por ventura detectar qualquer problema, seja possível trata-lo com antecedência e evitar o seu agravo. Dentre os sintomas mais característicos de problemas no coração estão: respirar de forma acelerada e apresentar uma coloração azul na pele;
  • Cuidados com visão e audição: Boa parte dos indivíduos que apresentam a Síndrome acabam enfrentando dificuldades ligadas à problemas auditivos e oculares. Em decorrência desse cenário que é muito importante sempre estar consultando um médico especializado na área oftalmológica e de fonoaudiologia, objetivando justamente analisar de observar se as funções de ambas regiões estão funcionando corretamente. No instante em que qualquer problema aparente é identificado, torna-se insubstituível realizar o tratamento correto orientado pelo profissional de qualidade, e o acompanhamento deve ser feito até o fim da vida do paciente. E inclusive, mesmo com a ausência de problemas, é interessante ir periodicamente para o médico para prevenir justamente que eles aparecem em algum momento e tragam ainda mais complicações;
  • Vacinação em dia: Para as crianças que possuem a Síndrome de Down, é preciso ter cuidado redobrado na hora de manter as vacinas em dia, porque existem inúmeros microrganismos capazes de gerar doenças. Além disso é imprescindível imuniza-las contra a influenza e garantir que a criança irá tomar todas as vacinas que forem disponibilizadas a ela, desde a sua fase infantil até a adulta;
  • Cuidados com a Tireóide: geralmente, quando uma pessoa apresenta um nível hormonal baixo, pode ser indício de problema ligado à tireoide. E para confirmar se existe ou não algum tipo de alteração presente nessa glândula, o correto é fazer o exame de TSH, que além de dar o diagnóstico precisa, agiliza ainda mais o processo de tratamento, que é fundamental. Aliás, existem problemas que acabam podendo surgir de repente na vida de uma pessoa, como é o caso do hipotireoidismo, ressaltando, portanto, a importância de se realizar o exame em questão com regularidade;
  • Realização de exames de sangue: A possibilidade de alterações sanguíneas precisa ser monitorada com a realização periódica de hemogramas. Esse exame é capaz de fazer a contagem precisa dos glóbulos branco e vermelhos, incluindo outras substâncias que também fazem parte da composição do sague. Além disso, essa rotina clínica deve ser efetuada a partir do primeiro mês de vida da criança, para prevenir que problemas adversos surgem e prejudiquem sua qualidade de vida;
  • Cuidados com Problemas de Digestão: No caso das pessoas portadoras de Síndrome de Down, é muito mais comum o surgimento de problemas com constipação, refluxo e muitos outros ligados ao nosso sistema de digestão. E vista disso, é fundamental ir ao médico para confirmar se existe ou não algum outro problema presente na região;
  • Cuidados com possíveis infecções: Nesses casos de crianças com Down, a chance de infecções serem contraías dobram de tamanho, principalmente aquelas que estão associadas ao sistema respiratório. Assim, os pequenos bebês com a Síndrome precisam se manter afastados de pessoas que estejam doentes e se por acaso eles apresentarem qualquer sintoma de uma possível infecção, deverão ser encaminhados emergencialmente ao médico. No Caso dos adultos o s cuidados não são descartados. Deve ser feito tudo o que for possível para impedir que ocorra qualquer tipo de contaminação e para isso o básico recomendado é manter as mãos sempre limpas, lavando-as com frequência e evitar emprestar objetos pessoais para outras pessoas usarem;
  • Problemas com pescoço instável: Em decorrência de diversos problemas que atingem as articulações da região do pescoço, os ossos localizados na coluna vertebral acabam sofrendo com falta de estabilidade, principalmente aqueles que fazem parte do pescoço. É em vista disso que a maioria das crianças com Down não conseguem ficar eretas ou manter a cabeça estática. Na maioria dos casos, os exames só são solicitados se o indivíduo se queixar de dores no local, caso contrário, para o tratamento dessa instabilidade orienta-se praticar atividades físicas ou até mesmo fisioterapia, a depender da gravidade do quadro;
  • Cuidados com os dentes: De forma geral a saúde da boca deve estar sempre em dia e cuidar disso em pacientes com Síndrome de Down não é tão difícil se a família seguir as orientações de maneira correta. Pode acontecer, por exemplo, dos dentes demorarem um pouco para crescer ou ainda acabar nascendo desordenadamente. Além disso é bem frequente que a arcada dentária da criança com Down se apresente de forma irregular, mas se os cuidados orientados pelo médico forem seguidos, cuidar da saúde bucal dessas crianças não se tornará um problema;
  • Problemas com distúrbio do sono: Os indivíduos com a síndrome geralmente roncam em quanto dormem, ou mais precisamente, sofrem com o que chamamos de apneia do sono. Por ser uma complicação do sono, sua qualidade por vezes é afetada e o indivíduo começa a sentir dificuldades na hora de dormir. Apesar dos principais sinais do problema ser bem nítidos, nem todo paciente apresenta algum deles, por isso é fundamental observá-lo e identificar se ele vem tendo alguns comportamentos dos quais destacamos: Acordar no meio da noite com frequência, sentir muita vontade de dormir durante o dia, dormir em posições muito diferentes, respirar muito alto e roncar;
  • Cuidados com o cérebro e o sistema nervoso: O acompanhamento com um médico da área de neurologia é sempre importante, principalmente quando o indivíduo sofrer com sintomas ligados a essa região, como é o caso de convulsões, por exemplo;
  • Cuidados com a sexualidade e a fase de puberdade: Os problemas que atinge os adolescentes nessa fase é comum também aqueles que são portadores da Síndrome de Down. Os pais do portador precisam estar seguros e saber conversar com ele sobre todas as questões que referem a sua sexualidade. Como vimos, os homens tendem a nascer estéreis e as mulheres apresentam um ciclo menstrual bem desregulado. A ginecologista é fundamental para que possa orientar melhor qual medicamento pode ser utilizado durante esse período;
  • Cuidados com o comportamento e a saúde da mente: Alguns indivíduos portadores da síndrome acabam sofrendo com distúrbios no comportamento e debilidade na sua saúde mental. Esses problemas refletem diretamente na eficiência do desempenho na escola ou na profissão dessas pessoas e ainda dificulta cada vez mais a suas relações sociais. Nesse contexto recomenda-se que um especialista da área seja procurado, inclusive em casos de ansiedade constante, hiperatividade, déficit de atenção, tristeza e tudo o que for do gênero;
  • Terapias ocupacionais: Como já sabemos, o processo de desenvolvimento de uma criança com Down é mais atrasado. Pensando nisso, as terapias foram sendo vistas como uma fonte de ajuda para esses casos, pois ajudam para que esse processo ocorra da forma mais tranquila e eficiente possível. Para se ter uma ideia, uma criança sem a Síndrome geralmente aprende a andar entre nove e dezoito meses de vida, enquanto que as portadoras da Síndrome acabam tendo um atraso significativo que pode chegar até um período de quatro anos. A realização das terapias, portanto, é fundamental para que essa demora não afete tanto a qualidade de vida da criança e ela consiga se desenvolver da maneira mais qualitativa para ela;
  • Realização de Fisioterapia e Psicomotricidade: Ainda sobre a questão do desenvolvimento, na maioria das situações é necessário fazer fisioterapia, pois ela ajuda a desenvolver melhor todas as habilidades da parte motora da criança e ainda auxilia o bebê no processo de aprender a ficar sentado, de pé, engatinhar e assim por diante. Além de ser importante cuidar do desenvolvimento dos movimentos do indivíduo, para que ele possa interagir no futuro com outras pessoas e viver a sua vida, esse tratamento também auxilia no desenvolvimento da cognição do portador da Síndrome, preparando- o ainda mais para a sociedade. No caso da terapia de psicomotricidade, ela ajuda a alinhar ambas as funções (motoras e psíquicas), fazendo com que o paciente consiga se expressar de acordo com um movimento.

11) Complicações possíveis

Quando falamos de síndrome de Down é importante saber que junto com ela vem algumas complicações comuns, que vão desde algumas enfermidades ou uma chance muito grande de desenvolver alguma, visto que o sistema imunológico de que tem a síndrome é mais sensível. Dentre os problemas mais frequentes podemos destacar:

Cardiopatia: Problemas na região do coração são bem comuns entre as crianças que apresentam a síndrome de Down. Para se ter uma ideia, aproximadamente quarenta por cento dos casos confirma algum tipo de anomalia ou problema na formação do miocárdio e por isso, costuma ser uma das principais causas que levam à criança a morte, principalmente quando ela ainda está com seus primeiros aninhos de vida. A boa notícia é que determinadas intervenções cirúrgicas são capazes de melhorar a qualidade de vida desses pacientes, bem como aumentar sua expectativa de vida;

Problemas gastroenterológicos: Má formação gastroenterológica é mais comum do que imaginamos em pacientes com Down e afeta um pouco mais de dez por cento dos casos diagnosticados. A alteração mais comum é o que chamamos de atresia duodenal, mas outras também podem ocorrer como por exemplo a estenose pilórica. São esses fatores que acabam contribuindo para o surgimento de problemas com refluxo;

Hipotonia: A maioria dos bebês quando acabam de nascer, acabam apresentando músculos mais flácidos e isso ocorre devido ao fato de que os mesmos nascem muito fracos. Essa situação é o que chamamos de Hipotonia e ela pode provocar novos problemas desde constipação até dificuldades na hora da amamentação;

Problemas com demência: Por conta da limitação ligado ao aspecto intelectual do portador da Síndrome de Down, existe uma chance muito maior de se desenvolver demência e os principais sinais desse problema costuma aparecer no início dos cinquenta anos de vida. Além disso, o risco de se ter Mal de Alzheimer é bem maior nesses casos;

Problemas oculares: Os pacientes com Down possuem mais chances de apresentar algum problema ocular, que pode variar entre glaucoma e catarata;

Problemas odontológicos: O tamanho dos dentes de um indivíduo com a Síndrome é menor do que o normal e possui espaços entre si muito irregulares. Em vista do fato de a língua se apresentar mais protusa, acaba fazendo com que o bebê não consiga amamentar direito e tenha problemas na hora de desenvolver a fala;

Problemas com hipotireoidismo: É bem maior o risco de se desenvolver esse problema, em decorrência da imunidade celular se apresenta muito baixa. Além disso, ainda por conta desse fator negativo podem surgir outros problemas como a otite, hipertrofia de adenoides de das amigdalas;

Leucemia: Além disso, pessoas com a Síndrome de Down tem mais chance de acabar sofrendo com Leucemia;

Outros possíveis problemas: Apneia do sono, Doença Celíaca, Hipogonadismo masculino ou feminino, amenorreia, obesidade e câncer.

12) Como conviver com um portador de Síndrome de Down?

Embora conviver com a síndrome de Down pareça em primeira instância ser um desafio, com bastante paciência, dedicação e determinação é possível driblar as dificuldades referentes a esta condição. É compreensível que os futuros pais de uma criança com a síndrome fiquem assustados e tristes com a notícia por desconhecerem sobre o assunto, mas vale enfatizar que tê-la não necessariamente irá definir que uma pessoa nunca conseguirá ser independente, viver com qualidade ou se realizar pessoal e profissionalmente. Dentre as dicas para conviver bem com esta situação destacamos:

–  Separe um tempinho para refletir: Assim que recebem a notícia de que terão um filho com Down, muitos pais se desesperam. Nessa situação é recomendado que os pais tirem um tempo para poder pensar, pesquisar melhor sobre a Síndrome e ler relatos de outros pais na mesma situação. Essa reflexão calma ajuda no processo de aceitação e ainda prepara os pais para uma nova jornada linda e especial em suas vidas;

Mantenha a esperança viva: O maior erro dos futuros pais de uma criança com Down é achar que ela nunca vai se desenvolver, aprender, trabalhar, se divertir ou aproveitar a vida como todo mundo sem a Síndrome faz. Mas é fundamental trabalhar essa visão enxuta e negativa da Síndrome, pois dessa forma os pais podem limitar ainda mais as possibilidades da criança no futuro por medo e prejudicar o seu efetivo desenvolvimento;

Procure um grupo de Apoio: É muito importante saber que nas horas mais difíceis você não está sozinho. Por isso, é fundamental ire em buscas de grupos de apoio para se envolver com pais que passam pela situação e encontrar força e suporte em suas experiências. Além disso, quanto mais os mais conhecem sobre a Síndrome, mais preparados eles ficam para cuidar do seu filho e maiores são as chances de ele crescer saudável e ter uma vida independente;

Não tenha medo de planejar o futuro da criança: A crença de que a criança não terá futuro é o maior mito envolvido sobre esse tema. Não deixe de projetar o futuro do seu filho, pois ele tem sim. Aliás, apesar de suas limitações, ele pode aprender muita coisa, fazer amigos, namorar, casar, trabalhar e ter uma vida independente como qualquer outra pessoa. O mais importante é que os pais tenham consciência disso e se unam para a ajudar o filho nesse processo;

Vá em busca de informações sempre: Como já mencionamos, quanto mais informações você absorver sobre a Síndrome, melhor será sua postura em relação a ela e melhor você estará para ajudar a criança no decorrer de sua vida e seu desenvolvimento. Conhecimento nunca é demais, procure, estude, Persista!

Não deixe de estimular a criança: Não basta apenas fazer com que a criança com Down vá para terapias que ajudem no seu processo de desenvolvimento. Seus pais precisam estimulá-lo também, por intermédio de jogos, brincadeiras e muitos outros métodos que auxiliam nesse processo e ainda ajudam cada vez mais a criança a desenvolver mais habilidades de caráter cognitivo;

Não isole o seu filho: Muitos pais por medo acabam isolando seu filho, mas é extremamente saudável para ele socializar com outras pessoas, visto que isso ajuda ele a superar melhor as dificuldades enfrentadas tanto na fase da puberdade, como também na fase adulta. Se isolar o filho, colocá-lo exclusivamente em colégios especiais e impedi-lo de ter contato com outras pessoas prejudicará seu futuro e ele não conseguirá ter uma vida independente em sociedade;

Não se culpe e reconheça seu valor: Ter um bebê com a Síndrome não é culpa sua nem de ninguém. Todo seu cuidado desde a gestação até agora é importantíssimo.  Sempre que se sentir desesperado lembre que criar uma criança especial é muito mais difícil, mas você está se saindo muito bem. Nunca deixe de reconhecer que você é forte.

13) Como cuidar dos portadores de Síndrome de Down?

Com uma criação bem direcionada, explorando os potenciais e oferecendo todo o carinho que precisam para se desenvolverem ao máximo, os cuidados de uma pessoa com Síndrome de Down não são diferentes em importância e carinho quanto uma criança sem este problema.

Ao reconhecer as limitações e os cuidados que os pais e médicos devem tomar, uma pessoa com Síndrome de Down pode ganhar sua autonomia tranquilamente. Eventualmente, elas podem sofrer outros males como perda de audição, problemas oculares e fraqueza nos ossos, mas é possível superar tais dificuldades.

A vida de uma pessoa com Síndrome de Down pode ser dura em alguns aspectos. Contudo, a sensibilidade e a visão de mundo que possuem são muito mais amplas e únicas do que ser humano. Valorize estas características, e todo o potencial latente entre eles estará liberado.

14) Qual a expectativa de vida de um portador de Síndrome de Down?

Inicialmente, ainda por volta do século vinte, estimava-se que um indivíduo com Síndrome de Down não passava dos dez anos de idade. A boa notícia é que os tempos mudaram, muitas tecnologias surgiram e a medicina evolui significativamente, aumentando essa expectativa para um número muito maior. Atualmente um portador de Down pode chegar aos sessenta anos de vida e o mais importante: com muita qualidade!

15) É possível prevenir a síndrome?

De forma geral não há mecanismos que possibilitem prevenir o surgimento da Síndrome de Down. A única versão da Síndrome que pode ser prevenida é a de Translocação, visto que ela é de caráter genético, então a partir do conhecimento dos genes dos pais dá para prever se o bebê terá ou não a condição. Contudo, vale enfatizar que essa situação é bem rara, porque a maioria dos pais acaba descobrindo que possuem o gene da translocação só depois que tem de fato um bebê com a Síndrome de Down.

Mas no caso de existir de fato o conhecimento, a prevenção é feita mediante a separação dos gametas, ou seja, dos óvulos e dos espermatozoides. Essa separação visa coletar os gametas livres do gene da translocação para serem fertilizados no método in vitro e depois desse processo o óvulo é implantado novamente no útero da futura mamãe.

16) Quais os principais mitos que cercam o tema?

Quando falamos da Síndrome de Down, a desinformação existe em grande quantidade. A falta de conhecimento leva muitos a acreditarem em coisas inexistentes, mas a seguir iremos desvendar os principais questionamentos e dúvidas ligados ao tema:

  • Falam normalmente: Muitas pessoas acham que portadores de Down não conseguem falar direito ou se comunicar com outra pessoa. Isso ocorre apenas em casos específicos onde as pregas vocais sofrem alguma anomalia, mas fora isso eles conseguem sim falar. O problema ligado a esse assunto é só o fato de que o desenvolvimento da fala é mais tardio. Vale ressaltar também que a comunicação aqui referida não é exclusivamente verbal. Ao contrário do que muitos acham, indivíduos com a síndrome conseguem sim expressar-se de forma não verbal;
  • Se locomovem normalmente: Do mesmo modo que acham que as crianças com Down não conseguem falar, acham que não podem se locomover. Aqui está mais um mito: elas andam sim, só que esse processo de aprendizagem também demora um pouco mais do que o normal;
  • Eles não são carinhos naturalmente: O comportamento carinho do indivíduo com a Síndrome é algo que se formou no seu processo de desenvolvimento de personalidade. Muitos acham que esse comportamento é referente a sua condição, mas nada tem a ver, assim como desenvolvemos nossa personalidade eles também desenvolvem a deles, o que significa que não necessariamente todos os pacientes nessa situação serão extremamente carinhosos;
  • Sexualidade: Quem nasce com Down não terá sua sexualidade mais intensa. Esse aspecto se equivale a de todas as outras pessoas. O problema é que a sociedade esquece que os portadores de Síndrome de Down também precisam de educação sexual, precisam aprender tudo sobre o seu corpo e sua sexualidade, pois isso também é algo natural para eles;
  • Eles ficam doentes com frequência: Aqui está uma verdade meio a tantos mitos: pelo sistema imunológico do indivíduo com Síndrome ser mais sensível, ele acaba ficando doente com mais frequência. A maioria dos problemas geralmente atingem o sistema de digestão e respiratório da criança, que é onde se localiza o maior número de má formações de sensibilidade. Entretanto, vale enfatizar que conforma os anos vão passando e o paciente vai ficando mais maduro, essa sensibilidade vai mudando e as chances de ficar doente mais fácil vai reduzindo significantemente;
  • Todos precisam frequentar escola especial: Este é mais um mito. Não é porque a criança tem Síndrome de Down que ela precisa ser recolhida da vida em sociedade e apenas frequentar escolas especiais. A maioria dos casos de crianças com a condição conseguem aprender normalmente na escola tradicional. Claro que pode ocorrer alguns problemas na hora de conseguir entender alguma matéria em particular, mas o bom professor que entende as limitações da criança nesta condição, consegue ajudá-la a acompanhar o ritmo de aprendizado da turma, sem necessariamente ter que colocá-la em uma outra escola especial. Além disso não tem uma idade certa para colocar a criança no colégio, isso vai depender muito da vontade dos pais e da situação dela. Inclusive muitas delas decidem fazer ensino Superior, trabalhar e conseguem ser independentes;
  • Eles não podem praticar atividades físicas? A maior mentira que você poderia ouvir. Claro que é compreensível que esse engano ocorra, porque sabemos que os músculos de uma criança com Down são mais fracos, mas isso não as impedem de fazer exercícios ou praticar algum esporte. Aliás, cultivar esse hábito é muito bom para a sua saúde e ainda ajuda a manter o peso em dia e prevenir obesidade, que é uma das possíveis complicações da Síndrome de Down. Claro que haverá pessoa com Down que apresentem maiores dificuldades nesse contexto, mas a ajuda de um bom profissional fisioterapeuta e um treinador de qualidade podem fazer com que tais dificuldades sejam superadas.

Se você tem alguém em sua vida ou conhece pais que terão um bebê com a condição apresentada neste artigo, não esqueça de repassar essas informações a eles, a fim de ajuda-los a encarar a situação e se prepararem para dar o melhor ao seu filho. Lembre-se sempre que apesar de ser mais difícil lidar com alguém especial, o amor e o cuidado ajudarão você a fazer desse ser o ser humano mais lindo e feliz de sua vida.