Zumbido no ouvido: o que é, causas e quando procurar ajuda
Chiado, apito ou pulsação que só você escuta. O zumbido é comum, costuma ter explicação e, na maioria das vezes, dá para aprender a conviver melhor com ele.
O que é o zumbido
Zumbido, também chamado de tinnitus ou acúfeno, é aquele barulho no ouvido sem que exista uma fonte sonora externa. Pode parecer um chiado, um apito, um assobio ou uma batida, em um ouvido, nos dois ou "dentro da cabeça". Ele é um sintoma, e não uma doença: indica que algo mudou no sistema auditivo ou na forma como o cérebro processa o som.
É bastante frequente. Uma revisão publicada na JAMA Neurology estimou que cerca de 14% dos adultos têm algum zumbido, chegando a 24% entre os mais velhos. A forma severa atinge cerca de 2% dos adultos.
O que causa o zumbido
Muitas vezes há mais de um fator envolvido. Entre as causas e associações mais comuns estão:
- perda auditiva, inclusive a que vem com a idade;
- exposição a ruído alto, no trabalho, em shows ou em fones de ouvido;
- excesso de cera ou infecções de ouvido;
- alguns medicamentos que podem afetar a audição;
- problemas na articulação da mandíbula e tensão na região do pescoço;
- estresse, ansiedade e sono ruim, que costumam aumentar o incômodo.
Uma explicação aceita é que, quando o ouvido envia menos informação ao cérebro, as vias auditivas compensam e passam a gerar atividade que é percebida como som. Por isso, zumbido e perda auditiva andam juntos com frequência, mesmo quando a pessoa não nota dificuldade para ouvir.
Como o zumbido é avaliado
A avaliação costuma incluir conversa sobre o histórico, exame do ouvido com um otorrinolaringologista e exames de audição com um fonoaudiólogo, como a audiometria. O objetivo é descobrir se há uma causa tratável e medir quanto o zumbido interfere no sono, na concentração e no humor.
O que costuma ajudar
Não existe um tratamento único que funcione para todo mundo. A diretriz de otorrinolaringologia dos EUA indica:
- tratar a causa, quando ela é identificada;
- orientação sobre o que é o zumbido e como lidar com ele;
- avaliação para aparelho auditivo, quando há perda auditiva;
- terapia cognitivo-comportamental, para reduzir o incômodo;
- terapia sonora, como uma opção para zumbido persistente e incômodo.
No dia a dia, também vale proteger os ouvidos de ruído alto, cuidar do sono e evitar o silêncio total na hora de dormir, se ele deixa o zumbido mais evidente. Desconfie de promessas de cura rápida, de suplementos ou de remédios sem indicação médica.
Como o Biosom pode ajudar
O Biosom é um aplicativo de apoio ao cuidado auditivo. Com ele você pode:
- fazer uma triagem auditiva em 2 minutos para ter uma primeira referência da sua audição;
- tirar dúvidas com uma fonoaudióloga pelo próprio app;
- fazer sessões de terapia sonora personalizada para as frequências identificadas no seu teste.
Sendo transparentes: a diretriz citada acima fala de terapia sonora em geral e não avaliou o TSC. Os estudos sobre a tecnologia mediram mudanças no limiar auditivo, e não o zumbido em si. Por isso, não prometemos redução do zumbido nem cura.
O Biosom não é um dispositivo médico e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento com médico ou fonoaudiólogo. Este conteúdo é informativo.
Fontes
- Jarach et al. Global prevalence and incidence of tinnitus. JAMA Neurology, 2022
- Tunkel et al. Clinical practice guideline: tinnitus. Otolaryngology-Head and Neck Surgery, 2014
- Chandrasekhar et al. Clinical practice guideline: sudden hearing loss (update). Otolaryngology-Head and Neck Surgery, 2019
- OMS: Deafness and hearing loss (atualizado em 2026)