Poliomielite: saiba tudo sobre sintomas, causas e vacina

A poliomielite não possui registros no Brasil desde 1989 e para que continue extinta é preciso que as crianças sejam vacinadas. Entenda tudo sobre essa doença e como se prevenir e tratá-la.

Bastante temida no início do século XX por paralisar milhares de crianças a cada ano, a poliomielite voltou a ser pauta de notícias devido à recente campanha de vacinação no Brasil.

Nas décadas de 1950 e 1960 foi criada e aplicada uma vacina que praticamente eliminou o problema nesses locais, porém, países em desenvolvimento ainda sofriam com a doença.

Na década de 1970, lançaram uma campanha de vacinação no âmbito global para a erradicação da pólio, que conseguiu imunizar milhões de crianças em mais de 200 países.

No Brasil, o último registro que se tem de poliomielite é de março de 1989 e foi constatado em Souza/PB.

Olhando mundialmente essa é uma doença considerada quase que erradicada, embora em 2013 e 2014 tenha tido um em 10 países. Ainda são considerados locais endêmicos o Afeganistão, Nigéria e Paquistão.

Atualmente, considera-se que ela esteja 99,9% erradicada, porém, recentemente foi constatado que 312 municípios brasileiros estão com a vacinação abaixo dos 50%, o que pode fazer com que a doença volte.

Um dos motivos que pode estar levando a baixa vacinação é que a doença foi erradicada no país há cerca de 30 anos e muitos dos pais não conhecem o problema ou sabem da sua real gravidade.

O que é a poliomielite?

A poliomielite é uma doença causada por um vírus que afeta os nervos e pode causar paralisia total ou parcial e, por isso ficou conhecida como paralisia infantil.

Após o vírus entrar no organismo, ele começa a se multiplicar na garganta e intestino e depois chega à corrente sanguínea. É atraído pelas terminações nervosas e provoca inflamação, o que pode resultar em danos aos nervos que movimentam os músculos.

O poliovírus pode ser transmitido pelo ar e a pessoa caba respirando após ser expelido por espirros, tosse ou gotículas da fala da pessoa contaminada.

A transmissão também pode ocorrer do contato com as fezes, alimentos ou água que estejam contaminados.

Após o contato com o vírus ele fica incubado por cerca de 7 a 12 dias, sendo que esse período pode ser maior, indo de 2 a 30 dias. Somente após esse tempo é que começam a aparecer os sintomas.

A doença, quando leve, pode apresentar sintomas parecidos com os de uma gripe ou problema intestinal, mas, em casos graves leva à paralisia ou até mesmo à morte devido a paralização dos músculos do sistema respiratório.

Tipos de poliomielite

Existe mais de um tipo de poliomielite: a Poliomielite paralítica e a Poliomielite não-paralítica. Entenda melhor cada um deles:

Poliomielite não-paralítica

A Poliomielite não-paralítica é o tipo mais comum da doença e que afeta a maior parte dos pacientes.

Na maioria das vezes, a pessoa tem sintomas leves, parecidos com o da gripe e que duram cerca de 10 dias.

Dentre os sintomas mais comuns estão: febre, dor de cabeça, vômitos, cansaço, dor de garganta e fraqueza muscular.

Poliomielite paralítica

Esse é um tipo mais raro da doença e também chamada de Poliomielite abortiva, poliomielite espinhal, poliomielite bulbar ou ambos poliomielite bulbospina, de acordo com a parte do corpo que é afetada.

Como o próprio nome diz, ela leva à paralisia, mas os sintomas começam com dores de cabeça e febre e se agravam para dores musculares graves, fraqueza, perda dos reflexos e membros soltos e flácidos.

Existem ainda os sintomas pós-doença, o que é chamado de Síndrome pós-pólio e pode seguir a pessoa por cerca de 35 anos.

Quando ele ocorre, sintomas como dores na articulação, fraqueza muscular, atrofia muscular, dificuldade para respirar, intolerância ao frio, problemas cognitivos e oscilação de humor podem ser uma constante.

Foto: forsythwoman.com

Quais são os fatores de risco?

O maior risco é o contato com o vírus por quem não foi imunizado, por isso, a vacinação é uma parte importante na prevenção da doença.

Existem grupos que são mais suscetíveis a se contaminar com o poliovírus e desenvolver o problema: crianças com até 5 anos de idade, portadores de HIV, que estiver com o sistema imunológico enfraquecido, grávidas e idosos.

Além das populações, alguns hábitos podem elevar o risco de contrair a Poliomielite:

  • Contato com pessoas que estão infectadas ou tiveram o vírus recentemente;
  • Viajar para áreas onde a doença seja comum, os locais considerados de risco;
  • Ter retirado as amígdalas, tendo menos uma barreira de proteção;
  • Esgotamento físico ou mental que pode diminuir a resistência do sistema imunológico;
  • Falta de saneamento básico;
  • Falta de cuidado e higienização na manipulação de alimentos.

Diagnóstico

Ao perceber os primeiros sintomas da poliomielite é indicado que seja buscada ajuda médica, uma vez que eles podem ser confundidos com outras doenças.

Na consulta, o médico fará uma série de perguntas como há quanto tempo existem os sintomas, se eles melhoram ou pioram, se foi vacinado contra a doença e se esteve em algum local que existe incidência do problema.

É muito importante manter atualizada a carteira de vacinação e assim auxiliar na análise médica.

Com base nas respostas e com uma verificação física para saber se existe rigidez muscular, reflexos, dificuldade de respiração e outros o médico pode solicitar uma análise laboratorial.

Essa análise pode ser feita com as fezes ou coleta de secreção da garganta e um laboratório verificará se existe a presença do vírus.

Quem possui um plano de saúde familiar, empresarial ou individual tem maior agilidade no diagnóstico e tratamento porque é muita mais fácil conseguir atendimento médico e os exames laboratoriais muitas vezes são cobertos pelo plano. Mas quem não possui deve recorrer ao plano de saúde mais próximo assim que houver uma suspeita.

Tratamento

Quando é detectada a presença do vírus, o médico providenciará maneiras de amenizar o desconforto dos sintomas e tentar ajudar na recuperação do paciente, pois não se conhece uma cura para a poliomielite.

Durante esse período é recomendado que a criança fique em repouso, tome bastante líquido para se manter hidratada, tenha uma alimentação bastante nutritiva, utilize analgésicos para amenizar as dores e antitérmicos para regular a temperatura corporal.

Porém, se a medula óssea e o cérebro não tiverem sido afetados pelo vírus, em 90% dos casos é possível conseguir uma recuperação completa.

Entretanto, se esses locais tiverem sido afetados, a paralisia temporária ou permanente pode ocorrer.

Quanto antes começarem os cuidados mais será difícil do quadro se agravar e levar o paciente a morte.

Para tratar os sintomas da Síndrome pós-pólio pode ser que a pessoa precise de uso de analgésico para minimizar as dores, realizar exercícios e fisioterapia por conta das deformações e paralisia muscular, fazer uma dieta elaborada e usar respiradores para auxiliar.

Vacinação

poliomelite vacina

A maneira mais eficaz de prevenir a poliomielite é com a vacinação. No Brasil, a campanha ocorre no chamado Dia D e visa imunizar as crianças entre 1 e 5 anos contra a pólio e o sarampo.

Porém, ela costuma durar vários dias, normalmente no mês de agosto. Nesse período existem mais postos de atendimento e um horário estendido para que os pais possam levar os filhos para serem imunizados.

Em 2018, a previsão é que sejam imunizadas cerca de 11 milhões de crianças contra a paralisia infantil somente no período da campanha.

A vacina é aplicada em 5 doses no total, sendo que as injetáveis devem ser aplicadas com 2, 4 e 6 meses de vida. Nesses casos é aplicada a Vacina Inativada Poliomielite (VIP) para que o organismo possa criar anticorpos.

A vacina utilizada é chamada de trivalente e visa prevenir os vírus tipos 1, 2 e 3 e possui uma eficácia de cerca de 95%.

Com 15 meses e 4 anos é preciso reforçar as doses. As crianças nessa fase a recebem de forma oral, as famosas gotinhas, a Vacina Oral Poliomielite – VOP.

Essa forma de vacinação foi adotada em 2016 para seguir com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e auxiliar na erradicação da poliomielite.

Entretanto, quem não foi imunizado e está fora dessa faixa etária deve procurar atendimento nas unidades de saúde para obter informações e saber como se prevenir da poliomielite.

As crianças que não foram imunizadas no período da campanha podem ser imunizadas durante todo o ano em postos de atendimento de saúde.

Vale lembrar que não existe contraindicação para a aplicação da vacina, porém, existem casos em que é preciso evitá-la. Quando a criança estiver com febre alta, infecções agudas, sistema imunológico debilitado ou internada é preciso conversar com o médico sobre como proceder.

Porém, quem possui plano de saúde ou usar a rede particular, poderá optar por usar as clínicas particulares para imunizar as crianças. Nesse caso, será preciso pagar por ela de forma particular ou ter um plano de saúde que contemple a vacinação.

E quem for viajar para países com risco?

Quem vai viajar para locais em que haja surto de contrair a poliomielite é preciso estar imunizado.

As doses que são aplicadas nos primeiros anos de vida são suficientes para garantir que a pessoa esteja livre de adquirir a doença. Entretanto, ao sair do Brasil, para comprovar que está imunizado é preciso ter um Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia.

Esse documento pode ser obtido nos Centros de Orientação a Saúde do Viajante da ANVISA e credenciados e atesta que a pessoa está imunizada contra a poliomielite.

Anisocoria – Tipos, Causas, Sintomas e Fatores de Risco

Sabemos que o nosso olho é constituído por uma partezinha que chamamos de pupila. A pupila nada mais é do que esse círculo pequeno e escuro que se localiza centralizadamente no olho, capaz de formar as imagens na região da retina. Sua responsabilidade inclui controlar as entradas de luz, de tal forma que consiga equilibrá-las promovendo o aumento do seu tamanho quando a luz se encontra enfraquecida ou a diminuição do mesmo, caso a luz se encontre forte. De forma geral, a dimensão de cada pupila se apresenta nas mesmas proporções em ambos os olhos e quando acontece uma alteração de caráter fisiológico desse tamanho, espera-se que ocorra tanto na pupila esquerda quanto na direita simultaneamente. Caso contrário, estamos lidando possivelmente com um problema chamado de Anisocoria, que dessa forma se resume no fato que retrata tamanhos diferentes das pupilas, onde a diferença costuma se igualar ou ultrapassar quase meio milímetro.

A palavra Anisocoria se origina da palavra grega aniso, que quer dizer desigual, juntamente com kore que significa pupila e com a palavra ia que quer dizer doença e que possui sua origem do latim. Mas apesar do significado da palavra remeter a uma possível doença nas pupilas, não afirmamos necessariamente que esse problema se trate de fato de uma enfermidade, até mesmo porque a Anisocoria pode ser simplesmente uma condição inofensiva ou ainda ser um sinal de que alguma coisa mais grave pode estar afetando a saúde do indivíduo.

Para que você conheça mais sobre esse assunto, o artigo de hoje separou quatorze tópicos que irão abordar todas as dúvidas mais frequentes sobre a Anisocoria. Com certeza você irá gostar muito, então aproveite e siga todas as nossas dicas para preveni-la que com certeza da sua parte não haverá arrependimento algum.

Quais os principais tipos?

De maneira bem sucinta, a Anisocoria se divide basicamente em dois tipos, que não necessariamente se diferem: a Anisocoria fisiológica e a patológica. O único aspecto responsável por identificá-los individualmente está ligado à sua verdadeira causa.

Quanto a versão fisiológica, estamos nos referindo a situação onde o tamanho diverso existente entre as pupilas existe de forma natural. Sua capacidade de contração dependendo da intensidade da luz é extremamente normal. Essa alteração nos olhos não acusa nenhum tipo de problema maior na visão de um indivíduo e em vista disso não há motivos que justifiquem a necessidade de se preocupar. Aliás, a distinção no tamanho de uma pupila para outra, nesse caso, não ultrapassa um milímetro.

Já no caso da versão patológica, estamos nos referindo a uma situação que requer muito mais atenção. Existem muitos fatores que podem promover o desenvolvimento da Anisocoria e de maneira frequenta ela é indício de que pode estar acontecendo alguma coisa errada com a saúde do corpo do indivíduo.

Além disso, enquanto não houver a existência do conhecimento profundo de sua verdadeira práticas, os casos de Anisocoria precisam ser tratados com emergência, uma vez que pode ser sintoma de problemas graves na região do cérebro.

Quais as principais causas?

Como pudemos ver, a Anisocoria não se origina de uma causa específica, ou seja, existem vários fatores que podem contribuir para o seu desenvolvimento. No caso de determinados agentes de caráter farmacológico, por exemplo, pode acabar aparecendo a Anisocoria na sua forma transitória. Além disso é possível tê-la de forma passageira em decorrência da utilização de certos tipos de colírios que são usualmente aplicados nos pacientes que fazem exames do fundo interno do olho, e que possuem justamente a função de promover a dilatação dessas pupilas.

Dentre outras causas mais comuns podemos enfatizar algumas a saber:

  • Origem fisiológica, onde aproximadamente vinte por cento dos indivíduos saudáveis pode apresentar alguma distinção no tamanho de suas pupilas, porém alteração esta que não causa nenhum dano a sua saúde;
  • Possível Síndrome de Horner, que inclusive provoca lesões nos nervos localizados na região da face e nas regiões oculares;
  • Possível Anisocoria de caráter mecânico, que costuma surgir em decorrência de traumas, cirurgias ou inflamação na região dos olhos;
  • Problemas com pupila tônica de Adie;
  • Possível paralisia no nervo oculomotor;
  • Problemas com Isquemia Cerebral;
  • Aneurisma na região interna do crânio;
  • Traumatismo do crânio;
  • Tumor cerebral.

Quais doenças podem existir por trás da Anisocoria?

Quando dizemos que a Anisocoria pode ser indício de alguma doença de nível grave, estamos nos referindo a diversas enfermidades das quais podemos destacar:

  • Aneurisma;
  • Traumatismo na região do crânio;
  • Tumores ou abcesso na região do cérebro;
  • Pressão excessiva na região de um dos olhos;
  • Pressão elevada na região interna do crânio;
  • Meningite;
  • Enxaqueca;
  • Possível paralisia do nervo oculomotor.

Quais os sintomas mais frequentes? 

O principal sinal de Anisocoria sem dúvida é uma diferença no tamanho de uma pupila para outra, que costuma ultrapassar um milímetro. Esse problema costuma se desenvolver tardiamente e quando ocorre não tem como reverter para a sua normalidade. A Anisocoria pode ser sintoma de enfermidade visual, cerebral, enfermidade na região dos vasos de sangue e ainda nos nervos.

Sabemos que em alguns casos ela se destaca como sendo benigna e é considerada como um fator normal do indivíduo que não reflete a existência de problemas maiores. Entretanto, quando o problema é patológico, é imprescindível que haja total atenção por parte do indivíduo, uma vez que pode se tratar de doenças que coloquem em risco a sua vida.

Boa parte dos casos anisocóricos andam de mãos dadas com outros sintomas específicos. Em se tratando de um desenvolvimento agudo do problema, o caráter emergencial precisa ganhar destaque. Além disso, quando o problema vem acompanhado com sinais de confusão, perda ou redução de lucidez mental, dor de cabeça muito forte ou outros fatores ligados a parte neurológica, existe grande chance de se tratar de um indício de doença que requer cirúrgica de caráter neurológico.

Quais os fatores de risco mais comuns? 

Quando estamos falando de fator de risco, estamos falando de possíveis condições que aumentam ainda mais as chances de se ter uma Anisocoria. Porém, referente ao problema não existem muitos fatores, visto que seu surgimento se dá na maioria das vezes por conta de doenças genéticas.

Dos fatores mais comuns estão casos de trauma, presença de tumores, aneurisma e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

  • Trauma: quando ocorre traumas nas regiões da cabeça ou dos olhos, pode acabar surgindo danificações na parte do nervo responsável por controlar o processo de contrair e dilatar as pupilas e é por isso que eles podem promover o desenvolvimento da Anisocoria. David Bowie, por exemplo, desenvolveu o problema em decorrência desse fator;
  • Tumor: Existem alguns tipos de tumores que acabam atingindo a parte do sistema nervoso simpático ou mais precisamente o terceiro nervo localizado na região do crânio;
  • Aneurisma: Assim como ocorre no caso de alguns tumores, o aneurisma também pode paralisar o nervo mencionado anteriormente, localizado no crânio;
  • Acidente Vascular Cerebral: A ocorrência de um AVC pode atingir e prejudicar toda função que o cérebro exerce, incluindo as reações que as pupilas possuem à determinados ambientes.

Qual a importância e se buscar ajuda de um profissional? 

Não há dúvidas de que se você apresenta algum sintoma e por isso uma possível desconfiança de que tem algo de errado com a sua saúde é imprescindível procurar um bom profissional que saiba analisar sua situação e fazer um diagnóstico preciso.

Se a Anisocoria não tiver origem fisiológica, deve ser tratada como um problema de caráter urgente, visto que estamos falando de um possível sinal de doença que ponha em risco a vida de uma pessoa. Aliás, se de repente você perceber que a alteração no tamanho das pupilas surgiu de repente o certo a se fazer é ir atrás de um médico neurologista do pronto socorro mais próximo a sua casa.

Anisocoria não é brincadeira e deve ser levada a sério. Somente o médico poderá diagnosticá-lo e dessa forma aplicar o melhor tratamento a fim de cuidar de sua saúde e impedir que qualquer tipo de enfermidade maior venha prejudicá-la.

O que acontece durante a consulta com o médico? 

Independente da especialidade do médico, qualquer um tem a capacidade de identificar um caso de Anisocoria em um indivíduo. Mas o recomendado é que se procure de imediato um profissional neurologista, a fim de descobrir ou não possíveis doenças de nível mais grave para a saúde.

O processo de diagnóstico pode ser facilitado e o tempo otimizado quando o indivíduo está de fato preparado para realizar a consulta. E quando falamos de preparo, estamos nos referindo a algumas observações que precisam ser feitas pelo paciente e levadas ao médico para que ele possa ter mais clareza antes de fazer o diagnóstico.

Das informações mais importantes a serem observadas estão:

  • Sintomas frequentes e sua durabilidade o paciente pode anotá-los em uma lista e entregar ao médico);
  • Histórico médico de toda a família, sem descartar os fatores de risco que o indivíduo possa apresentar ou remédios e suplementos que o mesmo use de forma regular;

O indicado é que você não vá sozinho ao médico, optando sempre por um acompanhante de sua confiança. Durante a consulta o paciente será questionado com relação a alguns detalhes dos quais enfatizamos:

  • Quanto tempo faz que o indivíduo começou a observar as alterações no tamanho da pupila;
  • Se alguns sintomas surgiram tanto na região corporal como na visão;
  • Se o indivíduo sentiu o pescoço enrijecer ou se começou a ter dores fortes na cabeça.

Caso você tenha muitas dúvidas, o recomendado é que anote tudo antes de ir para a consulta, a fim de não esquecer nenhuma e conseguir esclarecer toda a sua situação com o profissional.

Como o diagnóstico é realizado? 

Inicialmente o próprio paciente tem a capacidade de observar a Anisocoria, se analisar bem as suas pupilas com a ajuda de um espelho. O diagnóstico preciso costuma ser feito por um médico oftalmologista, por intermédio da realização de um exame rotineiro.

Durante a consulta, o profissional irá examinar com muita atenção a região dos olhos. Todas as suspeitas existentes com relação a existência da Anisocoria irão depender de inúmeras circunstâncias, que vão desde o histórico médico até eventuais sintomas que também podem surgir juntamente com o problema.

Em vista disso é fundamental que o indivíduo ao se consultar diga tudo ao seu médico, principalmente se desde que notou a alteração das pupilas notou também uma possível mudança na função motora, se começou a ficar mais confuso mentalmente, se a frequência de dores intensas na cabeça aumentou, se o pescoço ficou mais rígido, se ocorreu alterações na visão e se a febre também se instalou.

Além disso, pode ser solicitado a realização de diversos exames específicos para ajudar a diagnosticar as causas possíveis para o desenvolvimento da Anisocoria, principalmente dependendo das reais suspeitas do profissional quanto ao caso analisado.

Qual o tratamento indicado?

O tratamento direcionado para a Anisocoria não é direto, dessa forma o objetivo do mesmo é voltado para as verdadeiras causas que desencadearam o desenvolvimento do problema. Em alguns casos a cirurgia para a remoção de possíveis coágulos ou tumor pode ser recomendada, desde que estejam atingindo negativamente os nervos oculares ou ainda ela pode ser solicitada para solucionar eventuais problemas decorrentes de traumas.

Além dessas situações específicas, não se torna necessário o tratamento, pois grande parte das pessoas registradas com Anisocoria, apresentam sua versão fisiológica, ou seja, natural que não prejudica de nenhuma forma sua qualidade de vida.

O que acontece depois do prognóstico?

Dentre as pessoas que apresentam a Anisocoria natural, aproximadamente vinte por cento não percebe isso de forma nítida. Esse quadro não fornece ameaça para a saúde ocular e não existe a necessidade de se fazer cirurgia para correção da pupila. Porém, quando o problema é patológico, ou seja, tem uma causa específica que o justifica, em alguns casos pode ser essencial a realização de tratamentos.

Como vimos anteriormente, algumas cirurgias podem ser indicadas para solucionar a Anisocoria, da mesma forma que a utilização de certos remédios a depender do caso. Cada causa possível pode apresentar diferentes sintomas e é em decorrência disso que apenas o profissional qualificado pode orientar o melhor rumo a se seguir para tratar cada indivíduo particularmente.

Como conviver com o diagnóstico?

Quando o indivíduo recebe o diagnóstico de Anisocoria, não precisa se preocupar tanto caso seu problema seja fisiológico ou se o problema não tenha gravidade elevada, por isso podemos dizer que em boa parte das situações é possível conviver facilmente com o diagnóstico. Se o problema se encontrar em uma situação grave para a saúde do paciente pode surgir problemas na sua visão e ainda problemas ligados a sensibilidade em relação à luz, que podem acabar atingindo negativamente o indivíduo.

Desse modo, os pacientes diagnosticados que precisam conviver com certos fatores decorrentes da Anisocoria precisam visitar o oftalmologista com mais regularidade a fim de aprender a lidar melhor com determinados problemas.

Quais as possíveis complicações da Anisocoria?

Não há muitas novidades ligadas as possíveis complicações que a Anisocoria pode provocar na vida de uma pessoa. Compreender é muito simples: se o problema for diagnosticado como sendo grave, pode fazer com que o paciente tenha um aumento da sensibilidade à luz, problemas para conseguir focar em objetos que se posicionem de forma distante ou até mesmo nas proximidades do indivíduo e além disso, o olho pode acabar apresentando uma pupila constantemente dilatada ou contraída.

Afinal, a Anisocoria pode ser curada? 

De forma direta a Anisocoria não pode ser afirmada como um problema que possui cura, uma vez que na maioria dos casos graves ela se trata apenas de um sintoma de um problema maior. O que pode de fato receber a cura total é a sua causa, que podem ser inúmeras. Durante o processo de tratamento para cada causa, a pupila pode ter novamente o seu tamanho normal.

Tem como preveni-la? 

Para quem se interessa em preveni-la, vale saber que não há um método específico que ajude a fazer isso de maneira direta. As causas mais frequências da Anisocoria são por vezes severas que podem surgir em decorrência de situações difíceis da vida ou ainda de condições ligadas a genética do indivíduo. Mas, não precisa se desanimar, pois existem algumas coisas que você pode fazer para diminuir as chances de se desenvolver o problema futuramente.

  • Abandone o uso da Nicotina: Fumar não é e nem nunca foi algo saudável. E deixar esse hábito ruim não é importante apenas para prevenir a Anisocoria, mas principalmente para evitar desenvolver câncer na região do pulmão e na garganta. A capacidade que o cigarro tem de provocar mal para a saúde do corpo é enorme e além disso ele pode desenvolver também o câncer na região do cérebro. Fora os tipos de câncer, fumar pode causar aneurismas e ainda um AVC.
  • Tenha cuidado com possíveis traumas: é extremamente difícil conseguir impedir que ocorra um trauma tanto na região dos olhos como na cabeça, porém é possível cultivar alguns métodos que previnam o seu surgimento. De tais métodos você pode sempre usar capacete quando for andar de bicicleta, de skate ou patins e ainda quando estiver em ambientes que ofereçam risco para a região da sua cabeça. Além disso, é importante não esquecer de usar cinto de segurança quando andar de carro para se proteger em possíveis acidentes;

O problema de desigualdade nos tamanhos das pupilas pode ser natural, mas pode principalmente ser um sinal gravíssimo de algo que está afetando a sua saúde. Por isso não deixe de compartilhar esse artigo com sua família e amigos a fim de que eles se previnam ou descubram precocemente uma possível existência da Anisocoria. E não hesite em buscar um médico caso desconfie do problema.

Fontes:

Lam, B., Thompson, H., & Corbett, J. (1987). The Prevalence of Simple Anisocoria.American Journal Of Ophthalmology104(1), 69-73. http://dx.doi.org/10.1016/0002-9394(87)90296-0

Cohen, J., Montero, A., & Israel, Z. (1996). Prognosis and Clinical Relevance of Anisocoria-Craniotomy Latency for Epidural Hematoma in Comatose Patients. Journal Of Trauma And Acute Care Surgery41(1), 120-122. https://journals.lww.com/jtrauma/Abstract/1996/07000/Prognosis_and_Clinical_Relevance_of.19.aspx

Depressao e Ansiedade Podem Causar Zumbido no Ouvido

Depressão e ansiedade podem causar zumbido no ouvido. Segundo a otorrinolaringologista Fernanda Fiorese Philippi, o zumbido no ouvido pode ter origem psicogênica e as duas principais manifestações são a ansiedade e a depressão, sendo que ambas podem ser anteriores ou posteriores ao zumbido.

A ansiedade é um mal-estar físico e psíquico e pode trazer a tona diversos sentimentos, como raiva, apreensão, amargura e fobias. A ansiedade em excesso, pode causar até um zumbido interminável, enquanto a depressão faz com que o mesmo passe a ter maior importância para o indivíduo. Vários autores relatam entre 20 e 50% de depressão clínica, sendo que em metade destes casos já havia história prolongada de depressão antes do início do zumbido.

Descubra quais são as causas e os tratamentos para cuidar do zumbido causado pela ansiedade e depressão.

Quais são as causas?

1. Fatores ambientais que podem causar ansiedade:

  • Trauma de eventos, como vítima de abuso, morte de algum parente próximo
  • Estresse em relações pessoais, casamento, amizade e divórcio
  • Estresse no trabalho e escola
  • Estresse sobre o estado financeiro
  • Estresse por catástrofes naturais- falta de oxigênio por causa da altitude

2. Fatores com relação a saúde:

3. Pesquisa feita na USP sobre a depressão e o zumbido

Uma pesquisa da USP – Universidade de São Paulo feita com pacientes que são portadores de zumbido no ouvido relacionou o sintoma com aspectos psicológicos, sobretudo entre idosos. O estudo realizado pela psicóloga Rosa Maria Rodrigues dos Santos, assinala que a percepção de sons sem fonte sonora externa, classificada como fenômenos alucinatórios, típico do zumbido, está associada não apenas às questões orgânicas, como a perda de audição, mas também com aspectos emocionais dos pacientes, como a depressão.

Segundo a pesquisa, todos os participantes apresentaram alguma questão relacionada à depressão, que se manifestava em diferentes níveis, seja leve, moderado ou grave.

4. Remédios antidepressivos podem causar o zumbido no ouvido

Muitas pessoas que tomam antidepressivos podem perceber um zumbido nos ouvidos. Este tipo de zumbido é geralmente temporário e pode ser consequência de mudanças nos níveis de neurotransmissores, como a serotonina. Em alguns casos, o zumbido pode ter surgido de uma reação ototóxica por um antidepressivo específico. A ototoxicidade é um termo médico que é usado para caracterizar os danos causados pelos tratamentos farmacológicos no ouvido interno.

Reações ototóxicos são geralmente raras, mas podem ocorrer após um tratamento em longo prazo ou como o resultado de uma combinação com um outro medicamento. Além disso, deve notar-se que, em alguns casos os antidepressivos podem causar hipersensibilidade auditiva. Em geral, é difícil identificar quais os antidepressivos que causam o zumbido no ouvido.

De qualquer forma, se você estiver sofrendo de zumbido no ouvido causado pela medicação antidepressiva, procure um otorrinolaringologista.

Sintomas que a ansiedade e a depressão podem causar no ouvido:

Depressao e Ansiedade Podem Causar Zumbido no Ouvido

1. Dificuldade para se concentrar em sons:

Provavelmente, o problema mais comum é a dificuldade de focar em um som ou conversa. Durante a intensa ansiedade, quando o sistema nervoso central está extremamente excitado, é comum ser incapaz de prestar atenção no mundo ao seu redor. Ou seja, pode ser incapaz de ouvir tudo o que alguém diz, enquanto falam com você. Não é que você não está ouvindo, o seu cérebro é que não consegue processar.

2. Ouvindo sons incomuns:

Ansiedade deixa a pessoa mais nervosa, e isso pode fazer com que ela ouça sons que não tinha percebido antes. Aqueles que têm ansiedade, ouvem com frequência pequenos rangidos, colisões, etc.

3. Alucinações auditivas:

Embora seja raro alguém ter alucinações auditivas, como ruídos estranhos, tem a sensação de ter ouvido alguém chamar seu nome e outros barulhos que aparentemente apenas você ouviu,  não se sabe precisamente o que pode causar esses sintomas, o mais certo é que o cérebro pode estar processando informações erradas.

4. Zumbido no ouvido:

O zumbido é mais comum com a idade e não é a causa da ansiedade. Mas, a ansiedade pode aumentar o volume do zumbido.

Como diminuir o zumbido causado pela depressão e ansiedade?

É importante você verificar o seu estado geral de saúde. Qualquer anormalidade pode ser a causa do seu zumbido.  Mantenha uma dieta saudável, faça atividade física, durma o suficiente e mantenha o nível de estresse baixo.

Tome medidas para melhorar a sua qualidade de vida. Assim você será capaz de se recuperar dos problemas psicológicos, como depressão, ansiedade  e insônia, consequentemente, livrar-se do zumbido no ouvido.

A única maneira de acabar com o zumbido é combatendo a origem das causas.

  • Pode ser tratado com uma combinação de medicamento e terapia. Por isso, é importante discutir tudo isso com um médico.
  • Excluir alimentos e bebidas que podem causar ansiedade como: café, açúcar, amido e álcool.
  • Incluir alimentos que melhoram o humor, como: alimentos antioxidantes(amoras e açaí)  e alimentos ricos em magnésio e potássio.
  • Prática de exercícios físicos
  • Reduzir o estresse diário
  • Controlar a respiração
  • Evitar pensamentos negativos ou catastróficos
  • Passe mais tempo com amigos e família

Ficar ansioso ao extremo pode ser um sinal de transtorno de ansiedade. Quem sofre desse transtorno, além de seguir as dicas acima, deve buscar acompanhamento de um especialista. Assim, evitar problemas que venham a prejudicar a vida profissional ou pessoal.

Fontes:

http://mentalhealthdaily.com/2014/10/28/can-antidepressants-cause-tinnitus-ringing-in-the-ears/

http://www.medicalnewstoday.com/info/anxiety/what-causes-anxiety.php

http://www.calmclinic.com/anxiety/signs/affected-hearing

Fones de Ouvido Podem Causar Perda Auditiva e Zumbido

Embora muitas pessoas gostem de colocar o volume dos seus fones de ouvido no máximo, especialistas da Universidade de Leicester, na Inglaterra, mostraram evidências que ligar o volume de seus fones de ouvido muito alto pode danificar o revestimento das células nervosas, eventualmente causando surdez temporária.

Ouvir música alta por menos de 1 hora e meia produz mudanças significativas na capacidade auditiva, que pode colocar em risco os ouvintes a perdas auditivas. Enquanto os estudos alertam que os alto-falantes de alta potência e fones de ouvido tornam mais fácil para as pessoas ficarem expostas a níveis de ruído potencialmente prejudiciais em shows, concertos ou durante o uso mp3 players.

“Quando se trata de música alta, em particular música amplificada, não se sabe se as mesmas medidas utilizadas para o ruído industrial irão descrever com precisão os efeitos sobre a audição e o risco que estes comportamentos representam”, diz Dr. Ordonez. De acordo com os pesquisadores, os níveis de ruído semelhantes aos dos níveis de jato pode ser ouvida em fones de ouvido pessoais se forem altos o suficiente.

Os cientistas já sabiam que a surdez temporária e zumbido podem ser causados por ruídos mais altos do que 110 decibéis. Este estudo, publicado na Revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, é o primeiro a examinar como esses barulhos causam danos subjacentes às células.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, de Israel, o uso de fones de ouvido em volume alto pode levar à perda auditiva precoce entre os adolescentes. Um em cada quatro adolescentes está em risco de desenvolver perda auditiva por causa do uso constante de fones de ouvido.

Os resultados desse estudo, publicado no Jornal Internacional de Audiologia, mostram claramente que o uso de iPods, smartphones e outros dispositivos de MP3 pode ser prejudicial à audição dos adolescentes.

“Daqui 10 ou 20 anos, será tarde demais para perceber e tratar uma geração inteira de jovens começou a apresentar problemas auditivos muito mais cedo do esperado do envelhecimento natural”, diz o professor Chava Muchnik na Faculdade de Medicina de Sackler e do Sheba Medical Center, ambos pertencentes à Universidade de Tel Aviv.

A perda de audição em seus 30

Uso constante de tocadores de MP3 submete o adolescente à exposição contínua a música alta, o que pode levar a perda auditiva lenta e progressiva. Portanto, as pessoas só descobrem o efeito do dano depois de muitos anos. Ou seja, em um momento em que o tratamento torna-se mais difícil, caro e, em alguns casos mais extremos, a situação pode ser até irreversível.

Os adolescentes que colocam o volume muito alto, podem começar a ter a sua audição deteriorada a partir de 30 ou 40 anos, e isso é muito mais cedo do que em gerações anteriores, adverte o Prof Muchnik.

Riscos causados pela música alta

Para investigar o potencial risco entre música alta e a saúde, a equipe mediu sons conhecidos como “emissões otoacústicas” como um índice da função auditiva. Estes são sons gerados dentro do ouvido interno, em resposta a estímulos de som, e eles podem ser medidos nos canais de orelha de pessoas que têm audição saudável. A pesquisa mostra que as emissões otoacústicas desaparecem quando o ouvido interno está danificado.

Neste estudo, os pesquisadores mediram as emissões otoacústicas para avaliar mudanças na capacidade auditiva antes e após a exposição à música amplificada, testando este método em um ambiente de show ao vivo. Comparando como estes dois conjuntos de medidas mudaram após uma exposição de som com os parâmetros acústicos da música amplificada pode-se conduzir a uma melhor compreensão de como a audição é afetada.

Resultados do estudo

Surgiram duas conclusão importantes com os resultados:Uma é que é possível medir as mudanças na audição após exposições de duração relativamente curtas, menos de uma hora e meia. A segunda é que existem notáveis diferenças individuais em níveis de exposição de som, bem como nas alterações em emissões otoacústicas produzidos por condições de exposição semelhantes.

As próximas etapas de trabalho da equipe incluem aperfeiçoar seus métodos de medição e descrição dos efeitos biofísicos e mecânicos que os níveis sonoros de música têm sobre os indivíduos. Em última análise, eles esperam para fornecer dados e argumentos científicos em que o estabelecimento de critérios de risco de dano para a exposição de som musical.

Um estudo britânico revela que oito em cada dez não têm considerado que podem prejudicar sua audição ou ter zumbido aumentando sua música.

A organização de caridade internacional “Action” realizou uma pesquisa sobre perda auditiva envolvendo 1.000 britânicos. Surpreendentemente, 80% deles não sabiam que podem prejudicar sua audição ouvindo música alta.

O estudo feito na Univerisdade de Tel Aviv (Israel)

A estatística começa a preocupar cada vez mais os jovens. Estudo da Universidade Tel Aviv (Israel), divulgado na revista científica “International Journal of Audiology”, revela que um em cada quatro adolescentes corre o risco de sofrer perda auditiva. A causa disso? Horas e horas com fones de ouvido no volume máximo. A constante utilização pode trazer sérios danos a vida dos adolescentes. O que mais preocupa é que os sintomas começam a aparecer aos poucos e as chances de recuperação são cada vez menores, se não for cuidada desde cedo.

A primeira parte do estudo consistiu de 289 participantes com idades entre 13-17 anos. Eles foram convidados a responder a perguntas sobre seus hábitos com relação a dispositivos eletrônicos de música – mais especificamente, qual é o volume que preferem ouvir música e por quanto tempo a ouvem.

Na segunda parte do estudo, esses níveis de volume e durações foram utilizados num teste envolvendo 74 adolescentes em ambientes ruidosos e silenciosos. O nível de ruído medido foi usado para calcular o risco potencial de danos à audição com base nos critérios estabelecidos pelas regulações de saúde industrial e segurança.

Segundo o Prof Muchnik, as conclusões do estudo são preocupantes. 80% dos adolescentes usam seus “gadgets” regularmente, com 21% escutando 1-4 horas por dia, e 8%, para mais de quatro horas de forma consecutiva. Tomados em conjunto com os resultados das medições acústicas, os dados indicam que um quarto dos participantes está em risco grave de perda auditiva.

Principais dados do estudo:

  • 83% sofreram zumbido.
  • 19% se preocupam um pouco sobre isso – o resto não se preocupa com o zumbido.
  • 87% ouvem música no mp3 players ou dispositivos similares.
  • 76% não sabem que os regulamentos da UE dizem que os MP3 players devem ter um volume máximo de 85dB como configuração padrão.
  • 34% substituiriam a configuração de 85dB.
  • 80% mudariam seu comportamento auditivo se eles soubessem o quanto estão prejudicando a audição por exposição a música alta.

Necessidade de critérios para diminuir os riscos em ouvir música

Normas de segurança e de saúde relacionada à indústria são atualmente a única referência para medir o dano causado pela exposição contínua ao ruído em volume alto. No entanto, de acordo com o Prof Muchnik, existe uma necessidade crescente de critérios para minimizar o risco de ouvir música para prevenir a perda auditiva.

Enquanto isso, ela espera que os fabricantes possam incorporar normas europeias em seus produtos que estabelecem um limite de 100 dB em tocadores de MP3. No presente momento, alguns players de MP3 podem tocar até 129dB.

Abaixar o volume quando estiver usando os fones de ouvido!

Em grupos de discussão com estudantes de duas escolas na Holanda, pesquisadores constataram que os adolescentes, em geral, estão cientes de que aumentar o volume de fones de ouvido no máximo pode prejudicar sua audição. No entanto, a maioria dos jovens diz não se preocupa em mudar isso.

Como muitos adolescentes, os estudantes negaram o risco pessoal que sofrem. Na publicação do Journal of Pediatrics os pesquisadores afirmaram que a maioria conhece os perigos de ouvir música alta, mas acreditam ter “baixa vulnerabilidade” a perdas de audição.

Diante disso, o pesquisador Ineke Vogel disse à Reuters Health em uma entrevista por e-mail, “recomendamos que os pais informem e discutam com seus filhos o uso de fones de ouvido e as potenciais consequências irreversíveis para a audição futuramente.”

Como prevenir?

1) Como ouvir música sem prejudicar a audição?

MP3 player “deve ser configurado com o volume mais baixo possível para que a música possa ser entendida confortavelmente. Procure escolher o volume de 50 a 60% da potência máxima”, diz a Dra. Sharon Curhan, que revelou que 1 em cada 5 adolescentes sofre de algum tipo de perda auditiva. Se for ouvir música com volume alto, faça por períodos mais curtos de tempo, pois, quanto mais alto, menor o tempo seguro para se expor ao som.

2) Volume pode prejudicar audição

Já percebeu como você tem que aumentar o volume para manter a mesma sensação da música que inicialmente sentiu quando começou a ouvir? “Isso é devido à contração dos músculos minúsculos no ouvido que limitam o quanto os pequenos ossos do ouvido pode se mover, diminuindo, assim, a transmissão de vibrações sonoras ao ouvido interno, onde os sons são detectados”, explica Curhan. “A exposição à música alta resulta no que é chamado de mudança temporária do limiar e pode prejudicar a audição”.

Com o tempo, o ouvido torna-se menos sensível ao ruído e o tempo que ele tem para recuperação varia. Dê tempo aos seus ouvidos para descanso. Fique em silêncio. Depois de show de rock, o nível de saturação de seu tímpano fica no limite, seus ouvidos podem precisar de mais de um dia para se recuperarem. Eles estão tentando dar-lhe um sinal de que eles estão sendo abusados.

3) Não aumente o volume para abafar o ruído do ambiente

Embora possa não parecer muito, aumentar o volume para bloquear o ruído ambiente, faz a diferença para seus ouvidos. É mais comum fazer isso no metrô, quando o ruído é muito alto e você passa a não ouvir bem a música. Isso não deve ser feito, pois, pode prejudicar audição. Como diz Curhan, “Muitas vezes, o fator que leva a aumentar o volume não é a adaptação sensorial, mas sim, a presença de um ruído ambiental”.

Especialistas recomendam o uso de fones de ouvido que bloqueiam o ruído que se ajustam perfeitamente no ouvido ou, ainda, que bloqueiam eletronicamente o som ambiente, para não prejudicar audição. Se o seu par de fones de ouvido novo não tem esses recursos, vale a pena ir para uma loja de eletrônicos.

Pais, fiquem atentos!

De acordo com Vogel e o co-pesquisador Dr. Hein Raat, ambos da University Medical Center Rotterdam, os pais também podem procurar por sinais de problema de audição: quando um adolescente se queixa de zumbido nos ouvidos ou de sons abafados. No entanto, com base nas discussões em grupo, muitos pais podem não estar cientes dos riscos auditivos decorrentes de fones de ouvido, observam os pesquisadores.

Dos 73 estudantes envolvidos no estudo, poucos disseram que seus pais os haviam alertado de que ouvir música alta poderia danificar sua audição. Também pode ser necessário que os próprios fabricantes de fones de ouvido realizem mudanças, disseram os pesquisadores em seu relatório.

Muitos estudantes afirmaram não saber como dizer quando seus MP3 players eram muito barulhentos. Volumes iguais ou superiores a 90 decibéis (dB) são considerados perigosos, observa Vogel, mas os níveis de ruído que chegam entre 120 dB e 140 dB podem se tornar desconfortáveis ou dolorosos. De acordo com os pesquisadores, os fabricantes poderiam equipar os MP3 players com um indicador que mostra o nível de volume em termos de decibéis, juntamente com um sinal – como uma luz intermitente – que se apaga quando os níveis de decibéis alcançarem a zona de perigo.

Baixe o software Hearing Guardian v1 no seu celular e previna-se agora!

Por enquanto, Vogel e seus colegas recomendam que, como uma “regra de ouro”, os usuários de fones de ouvido definam o volume não superior a 60% da sua capacidade total quando usar os fones de ouvido, como aqueles que vêm com os iPods. Assim como existem normas de segurança para exposição ocupacional ao ruído, Vogel e seus colegas sugerem que mais estudos em longo prazo sejam necessários para desenvolver as diretrizes de segurança para a exposição ao ruído no “lazer”.

Use o software para computador Hearing Guardian v1. Depois de ouvir música muito alto é provável que alguma região das células ciliadas da cóclea esteja danificada de tanta pancada. O aplicativo descobrirá quais as regiões foram prejudicadas e gerará sinal para condicionar e estimular as células ciliadas prejudicadas na cóclea. Você sentirá a diferença em alguns dias de uso dependendo da gravidade.

Leia também o artigo como a balada ou show pode causar danos na sua audição.

Fonte:

http://www.hear-it.org/MP3-players-put-teens-at-risk-of-early-hearing-loss

http://www.reuters.com/article/2008/03/26/us-teens-risks-mp-idUSLAU68250

http://www.medicalnewstoday.com/articles/249646.php

http://www.sciencedaily.com/releases/2012/05/120508152005.htm

http://www.hear-it.org/Unawareness-Loud-music-can-damage-your-hearing

Síndrome de Rett: Escola, Caracteristicas e Tratamento

A vida humana é cercada de incertezas e quando o assunto é síndrome, quando paramos para pesquisar e aprofundar um pouco mais nosso conhecimento nesse âmbito, o que acontece é justamente descobrir a imensidão de síndromes existentes, das quais muitas são raríssimas e que apresentam sinais que muitas vezes chamam atenção pela complexidade que a envolve.

Síndrome não se trata de doença, como muitas erroneamente a consideram. O termo médico também utilizado pelos profissionais da área psicológica, é usado como meio para se referir a uma combinação de sintomas e sinais que acabam determinando a existência de uma determinada condição ou situação patológica. Não podemos delineá-la como uma enfermidade, justamente pelo fato de que a doença apresenta na maioria dos casos, os fatores que promovem o aparecimento dos sintomas da mesma, enquanto que no caso da síndrome, esses fatores são desconhecidos.

Dentre as síndromes mais conhecidas mundialmente estão: A síndrome de Down, Síndrome de Estocolmo, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, Síndrome de Angelman, Autismo e muitas outras. E hoje, no artigo em questão, iremos falar um pouco mais sobre a Síndrome de Rett, e iremos abordar sobre todos os pontos mais importantes da mesma. Mas antes de detalhar um pouco mais, cabe a nós explicar primeiramente sobre do que se trata a síndrome não é mesmo?

Pois bem, a Síndrome de Rett surge e afeta um indivíduo a partir do primeiro ano de vida. Porém, não afeta uma pessoa por conta de uma herança genética, muito pelo contrário, o seu surgimento se dá por conta da presença de um defeito de um gene que possuímos, conhecido como gene MECP2. Esse gene fica exatamente no cromossomo X do ser humano e em vista disso, ele acaba afetando de maneira diferente o homem e a mulher. Mais adiante você entenderá quais são os sintomas da síndrome, como ela é diagnosticada e muitas outras questões importantes a saber sobre o assunto.

1) Qual o histórico observado da síndrome?

É muito interessante entender como a história da síndrome se sucedeu desde os seus primórdios, para compreender melhor como ela afeta e com que frequência costuma surgir na vida de alguma pessoa. Em primeira instância, a Síndrome de Rett teve seu conhecimento efetivado por um doutor especializado na área de pediatria, chamado Andréas Rett e daí que podemos presumir o porquê do nome da síndrome ter sido este não é verdade? Durante alguns estudos, Rett observou indícios suspeitos durante a fase do desenvolvimento da parte neurológica em crianças, que se encontravam no momento indicado como primeira infância, pelos especialistas.

Nessa época, crianças do sexo feminino foram analisadas e identificou-se uma espécie de desaceleramento da região do perímetro cefálico, bem como a perda da função responsável por permitir o uso normal das mãos e de algumas habilidades ligadas à comunicação. Essa perda de movimentos mencionada promoveu nas crianças um comportamento anormal: bater, esfregar ou levar as mãos até a boca.

Foi posteriormente a esses estudos que o doutor mencionado anteriormente decidiu se deslocar para a Europa, como intuito de fazer uma apresentação sobre essa síndrome para outros profissionais também da área médica. Essa apresentação se deu através de encontros científicos e por ter sido redigida na língua alemã, o estudo não teve muita repercussão. Nesse mesmo período, um doutor chamado Bengt Hagberg, também promovia a observação de aspectos ligados ao mesmo foco inicialmente estudado por Rett. Entretanto, só foi no quase término da década de setenta, que ambos os médicos conseguiram se encontrar e desse modo discutir finalmente sobre o assunto. Foi nesse momento em que a atenção referente a síndrome ganhou destaque e a mesma começou a ser mais pesquisada e efetivamente diagnosticada.

No ano de 1986, o Brasil se deparou com os primeiros diagnósticos confirmados no país e exatamente quatro anos após esse período foi fundada a Associação Brasileira de Síndrome de Rett, que está localizada no Estado do Rio de Janeiro. No final do século XX ou mais precisamente no ano de 1999, que a associação relacionou a síndrome com anomalias existentes no gene MECP2 e depois disso, inúmeras pesquisas e estudos que foram realizados sobre o caso buscou identificar possíveis sintomas da mesma.

2) Quais os sintomas da síndrome de rett?

Quando o assunto se refere aos sintomas da Síndrome de Rett, podemos distribuí-los em três grupos de acordo com a frequência deles. Inicialmente temos o grupo dos sintomas mais comuns, que como o nome diz, são sintomas que aparecem na maioria dos indivíduos que apresentam a síndrome. O segundo grupo é o dos sintomas que ocorrem em alguns dos casos, o que significa que nem todo mundo irá tê-lo nesse contexto e por último, temos o terceiro grupo que é justamente o dos sintomas considerados raros.

1) Sintomas comuns:

  • A fase do pré-natal e do perinatal se desenvolve normalmente;
  • Quando o bebê nasce, a circunferência da cabeça também é normal;
  • A partir dos seis meses de vida começa o processo de desaceleração da região do perímetro cefálico;
  • O desenvolvimento psicomotor do bebê só ocorre até os seis meses de vida;
  • Nota-se que os movimentos manuais da criança ficam estereotipados;
  • As palavras que a criança já aprendeu acabam sendo desaprendidas. A capacidade de compreender as coisas e de raciocinar se reduz ao longo do tempo.

2) Sintomas menos comuns:

  • Confirmação do diagnóstico de bruxismo;
  • Os tônus dos músculos se apresentam de maneira anormal;
  • Problemas referentes a distúrbios do sono;
  • Problemas referentes a distúrbios respiratórios;
  • Nota-se o desenvolvimento de retardo durante o crescimento do indivíduo;
  • Problemas com Escoliose e cifose avançados;
  • O aspecto das mãos e dos pés do indivíduo se apresenta menor do que o normal.

3) Sintomas raros

  • Os órgãos se apresentam muito maiores do que o normal;
  • Antes ou depois do nascimento é possível notar algum tipo de dano no cérebro;
  • Existência de alguma doença ligada a parte neurológica e decorrente de alguma infecção grave ou até mesmo a existência de um traumatismo no crânio.
  • Problemas com retinopatia; com catarata ou com atrófica da parte óptica.

3) Possíveis causas da síndrome

Até o finalzinho do século XX, as verdadeiras causas da Síndrome de Rett ainda não eram conhecidas. Como a Síndrome apresentou maior frequência nos indivíduos do sexo feminino, constatou-se que se trata de um problema que afeta exatamente o cromossomo X e que por isso, quando atinge o sexo masculino torna-se extremamente fatal.  O gene que tanto mencionamos anteriormente, tem a capacidade de promover a codificação de uma proteína também chamada de MECP2 e também de fazer com que outros genes presentes fiquem inativos, por intermédio de métodos que promovem uma repressão da transcrição que envolve justamente a ligação existente entre as regiões CPG metiladas.

O estudo que de fato comprovou a alteração existente nesse gene, constatou que se tratam em mais de oitenta por cento dos casos avaliados, de Síndrome de Rett. Com relação ao nível de gravidade da síndrome, podemos afirmar que o mesmo pode ter relação com o tipo específico de alteração existente no gene. Tais possíveis alterações anormais caracterizam prontamente uma causa comprovada da ocorrência da Síndrome, contudo pode ser que existam outros fatores que justificam essa questão e que por ventura talvez ainda não tenham sido descobertos.

Antigamente era mais difícil diagnosticá-la, mas hoje é possível descobrir com antecedência se a criança terá ou não a Síndrome de Rett, uma vez que tornou-se mais simples identificar a existência de mutações presentes no gene.

4) Como o diagnóstico é realizado?

Para o preciso diagnóstico é necessário a palavra final de um profissional da área de medicina. A vantagem é que muitos profissionais de áreas distintas podem fazê-lo, dos quais destacamos o médico neurologista, geneticista, médico pediatra, psiquiatra ou psicólogo, médico da cardiologia ou pneumologia, médico da área ginecológica, reumatologista ou até mesmo um clínico geral.

E durante esse processo é extremamente importante que os pais da criança ou responsáveis, observem a mesma, visto que o médico precisará saber exatamente o que está acontecendo com ela e o que está de errado. Além disso, se existir mudanças que prejudiquem a capacidade motora da criança, bem como a habilidade de se comunicar é indispensável que se procure um profissional qualificado.

Quando os pais procuram o profissional da medicina, geralmente ele pede para que se faça alguns exames específicos que mostrem com detalhes tudo sobre o possível diagnóstico. Dentre tais exames podemos incluir os tradicionais exames de sangue e de urina, exame da parte auditiva e exame de imagem. Se o médico se aprofundar mais poderá pedir que se faça testes genéticos, pois os mesmos podem garantir com precisão o diagnóstico da criança. É justamente através dos testes genéticos que se analisam o DNA do indivíduo, onde se coleta um apequena amostra do sangue que vai para um laboratório também ser estudado.

Além disso, tem como se diagnosticar a exata forma variante da Síndrome através de outros métodos disponíveis. Na escala de grupos que foi anteriormente apresentada acerca dos sintomas da Síndrome, especialistas avaliam da seguinte maneira: Todo paciente precisa ter pelo menos três dos seis sintomas que são considerados mais comuns nos pacientes ou pelo menos cinco dos doze outros sintomas que incluem os menos comuns e raros, para que ele seja efetivamente diagnosticado com a Síndrome de Rett.

5) Principais características 

As características da Síndrome de Rett são uma junção dos sintomas inicialmente apresentados, mas ainda sim enfatizaremos para que você possa identificar alguém que possivelmente tenha a síndrome. Preste atenção a todas elas:

  • O crescimento da criança com Rett é bem lento;
  • A coordenação é perdida consideravelmente;
  • As mãos do paciente se mechem de forma estranha e anormal;
  • Os olhos apresentam um movimento também anormal;
  • Maior facilidade para se irritar;
  • Problemas envolvendo a capacidade respiratória;
  • Problemas com arritmia e prisão de ventre.

Nem todas as características são notáveis, mas a maioria já fica bem evidente logo após o primeiro ano de vida do indivíduo.

6) A sindrome de rett nos homens

De forma sucinta, já sabemos que a Síndrome de Rett decorre de uma mutação que atinge um cromossomo X. Visto que os homens só apresentam um cromossomo desse gênero, que inclusive faz par com um cromossomo Y, quando os mesmos são afetados por ela, acabam desencadeado a versão mais grave e fatal da síndrome. Dessa forma, a maior parte dos indivíduos do sexo masculinos diagnosticados com a Síndrome de Rett não ultrapassam dois anos de vida.

7) A sindrome de rett nas mulheres

No caso das mulheres, por apresentarem dois cromossomos X, acabam tendo mais chances de vida quando diagnosticadas com a síndrome. Geralmente elas conseguem viver em torno de sessenta anos de idade, podendo chegar até setenta. O que ocorre no caso do sexo feminino é que a mutação existente que afeta o cromossomo, na maioria dos casos afeta apenas um dos cromossomos. Desse modo, o outro se mantém intacto, preservando um certo equilíbrio que não existiria se os dois fossem atingidos.

Nesse caso as meninas se desenvolvem motoramente de forma normal e por isso se comportam similarmente com as outras crianças até completar o primeiro ano de idade. É a partir dessa fase da vida que é possível começar a notar os primeiros sinais da síndrome: as meninas começam a esquecer as palavras das quais elas já haviam aprendido, ficam mais introspectivas, perdem o interesse pelas coisas e não conseguem mais fazer movimentos simples que antes conseguiam.

Depois desse momento surge a fase em que elas ficam muito mais ansiosas e começam a apresentar estranhos movimentos com as mãos. Existe a possibilidade de recuperar parte das habilidades perdidas e conseguir novamente ter algum nível de interação com a sociedade, entretanto os problemas que costumas afetar a capacidade de se movimentar e falar são de níveis graves e deixam a pessoa com incapacidade de viver de maneira independente.

8) A síndrome de rett versus autismo

Inicialmente, confundia-se a síndrome em questão com o autismo. Contudo, ambas são distintas e nesse tópico você entenderá exatamente o que é o autismo.

No caso do autista, a sua perda da capacidade de interagir socialmente é prejudicada em decorrência dos males que a síndrome provoca e causa no seu processo de desenvolvimento. Seus sinais vão variar de acordo com a idade e desenvolvimento (o grau de desenvolvimento prejudicado irá determinar o surgimento variado de sinais distintos) da pessoa. Quando o assunto é socialização, o autista tem muitas dificuldades pois os problemas decorrentes da síndrome que afetam essa área podem ser bem extensos, atingindo também a parte de interação que depende da comunicação feita através de gestos verbalizados. Nesse contexto, aspectos tais como conseguir manter o contato visual de forma direta, se expressar por intermédio da face ou de gestos feitos com o próprio corpo são atingidos negativamente prejudicando ainda mais o autista na hora de conseguir manter alguma relação e contato social com as pessoas em sua volta.

Muitas crianças diagnosticadas como autistas, nem sempre entendem a verdadeira importância de interagir seus coleguinhas e por isso acabam ignorando outras crianças ao seu redor de forma inocente, o que prejudica ainda mais sua interação na sociedade. Além disso, a síndrome pode apresentar problemas ligados à comunicação verbal do paciente. Tem alguns que não conseguem se desenvolver falando eficientemente, apresentando algum tipo de retardo nesse processo ou até mesmo a falta de existência dele. Os pacientes que conseguem falar, geralmente não conseguem começar e ainda, manter uma conversa e ainda ter uma espécie de conversa modelo, que é usualmente repetida. Além disso, é possível perceber que nesses casos, muitos autistas falam várias palavras que eles mesmos desconhecem, deixando a conversa sem sentido.

Já nos casos de fala não desenvolvida, todos os aspectos ligados a ela, tais como timbre, entonação, até mesmo velocidade e ritmo apresentam-se nitidamente alterados de forma anormal. É nesse contexto que a imaturidade na estrutura gramatical prevalece, onde autista repete frequentemente as mesmas palavras ou frases ou até mesmo músicas curtas (jingles), não importando o que de fato aquilo significa (até porque eles não compreendem o verdadeiro significado).

Na capacidade de compreender uma linguagem é possível também ver que existe certo nível de perturbação e por isso o indivíduo não consegue entender facilmente quando as perguntas direcionadas para eles, as orientações a eles proferidas ou até mesmo as piadas que contam. A parte natural das crianças de desenvolver a imaginação na hora de brincar é afetada no autista, inexistindo. Além disso, no autismo é extremamente comum o indivíduo se apegar ou ter alguma fixação por seguir exatamente rotinas cotidianas.

Quando o assunto é movimento, vale enfatizar que existem alguns movimentos peculiares e pré-definidos entre as pessoas que apresentam autismo. As mãos por exemplo, costumar ficar se batendo uma contra a outra (bater palmas), pode-se também haver frequência no estalo dos dedos ou até mesmo com relação ao movimento do corpo, o autista tem o estereótipo de ficar balançando o mesmo, ou de repente ficar inclinando o corpo sem motivo aparente. A postura também é atingida, em vista disso percebe-se que os indivíduos costumam andar na pontinha dos pés ou fazer alguns movimentos bem estranhos com suas mãos.

Já no caso da Síndrome de Rett, de acordo com a medicina, pode ser dividida em quatro fases, a saber:

Fase 1:

É onde ocorre uma estagnação de forma antecipada, ou seja, é nessa fase que a criança dentre os seis primeiros meses de vida até o décimo oitavo começa a ter um desaceleramento do seu processo de crescimento referente a região do perímetro cefálico, e em vista disso o resultado comum é isolar-se da interação social;

Fase 2:

É onde ocorre a rápida destruição. No primeiro ano de vida até o terceiro é onde a parte psicomotora da criança começa a regredir, provocando choros injustificáveis sem nenhuma motivação, aumenta-se a facilidade para se irritar, perdem a capacidade de se comunicar verbalmente, apresentam comportamentos presentes em pessoas autistas e começam a apresentar movimentos repetitivos e estranhos com as mãos. Além disso, é nessa fase que o indivíduo começa a apresentar dificuldades na respiração e problemas com ataques epiléticos.

Fase 3:

Essa penúltima fase é a chamada fase pseudoestacionária. É onde dentre o período dos dois anos de idade até os dez, ocorre uma provável melhora referente aos sintomas da síndrome. Mas é nesse período que surgem problemas dos quais destacamos a ataxia, apraxia, escoliose, bruxismo e espasticidade. Além disso, o indivíduo pode sofrer com perdas do fôlego, aerofagia e expulsar inconscientemente o ar e a saliva de maneira forçada.

Fase 4:

É na última fase que ocorre o processo de deterioração da parte motora. É a partir dos dez anos de vida que a parte cognitiva começa a apresentar um desvio grave e a parte motora começa a progredir lentamente apresentando prejuízo, fazendo com que surge a provável necessidade de usar cadeira de rodas nessa fase.

Mesmo sabendo exatamente qual o gene atingido na Síndrome de Rett, muitos fatores que envolvem ela ainda não é conhecida.

9) Síndrome de rett na escola

Quando se fala em educação, não existe uma forma padrão de trabalha o aprendizado de um indivíduo especial, como é o caso das crianças diagnosticadas com Síndrome de
Rett, por exemplo. Mas apesar disso, é possível traçar alguns métodos estratégicos para que o processo de aprendizagem seja o mais eficiente possível. Dentre as dicas inúmeras para a área pedagógica destacamos:

  • Quando a criança tem sua rotina alterada, isso pode gerar certos níveis de ansiedade e insegurança. Para lidar com isso a escola pode aproveitar para consolidar uma rotina em seu ambiente e sempre que houver qualquer mudança, avisar ao aluno antecipadamente.
  • Existe dificuldades já conhecidas, que estão ligadas a capacidade de interagir socialmente e dessa forma estabelecer amizades. Essas dificuldades podem ser de certa forma protegidas pelas pessoas que são mais próximas a criança e para driblar isso a escola pode trabalhar no incentivo de formas de interação bidirecional e até mesmo no incentivo de se te ter pelo menos um amiguinho na sala de aula, para que o mesmo seja seu apoio tanto ai dentro como fora também.
  • Quando a criança acaba apresentando uma certa fixação por uma única matéria ou tem um interesse muito restrito sobre determinado assunto, a escola pode estabelecer limites no tempo para não falar demais sobre um único assunto.

Dentre muitas outras dicas podem ser destacadas, mas aqui só foi um exemplo de como existem técnicas que possibilitam um melhor ambiente de ensino para os portadores da Síndrome de Rett. Além disso, vale enfatizar a questão da educação física da criança. Nesse caso recomenda-se sempre começar trabalhando a parte da extensão da cabeça e do tronco, para só em seguida estimular a criança a fazer exercícios que envolvam rolar, se arrastar e até mesmo simplesmente sentar.

10) A síndrome de rett e o caso de Sophia 

Há aproximadamente um ano ocorreu um caso preocupante que atingiu a mãe Natalie Warver e toda a sua família. Casada Mark Weaver e residente na Carolina do Norte, localizada nos Estados Unidos, Natalie tem três filhos do casamento e sua filha mais velha, atualmente com nove anos de idade, sofre com a síndrome de Rett. Estamos falando da linda Sophia.

O que aconteceu é que a mãe descobriu a existência de um post nas redes sociais usando a foto da sua filha Sophia incentivando o aborto eugênico, que é a modalidade de aborto baseada em muitos fatores e um deles é má formação. A revolta da mãe foi grande e a mesma denunciou o posto do responsável, entretanto a rede social (Twitter) negou o pedido de banir o post, relatando não existir motivo justificável para isso.

Natalia, revoltada com a situação, publicou toda a história, que comoveu milhares de usuários e depois e tantos pedidos insistentes o Twitter finalmente baniu o post e cancelou a conta do usuário, pedindo desculpas a mãe pelo comportamento errôneo. Infelizmente o preconceito existe e assola a tantas pessoas espalhadas pelo mundo, e não podemos deixar que ela se desenvolve e ganhe força. Crianças como Sophia são tão humanas quanto qualquer outra e a Síndrome é apenas uma das várias características que a fazem ser tão especiais.

 

Barriga d’água ou Ascite: Quais são as Causas? Tem Cura?

Existe um problema muito comum e que provavelmente você ouvia muito falar quando ainda era criança: De acordo com o termo médico, a barriga d’água, como popularmente é conhecida, chama-se ascite. Apesar de ser popularmente falado, nem todo mundo sabe explicar exatamente sobre do que se trata, o que fazer para tratar e prevenir o problema e qual os verdadeiros riscos que ele traz a saúde. Mas a seguir iremos aprender cada pequeno detalhe envolvido sobre esse determinado assunto e te guiar melhor sobre os passos seguros que devem ser tomados em caso de existis a confirmação diagnosticada.

Explicando resumidamente, a barriga d’água consiste em um problema que reflete o acúmulo irregular de líquido na região abdominal. Formalmente falando, esse problema provoca uma acumulação irregular de líquidos na região do abdômen, mais precisamente na sua cavidade. Acúmulo este que não é normal e indica que a saúde do indivíduo provavelmente está desestabilizada.

Mas há uma curiosidade que provavelmente você não sabia acerca da anomalia: A barriga d’água não é propriamente considerada uma doença, mas sim um fator que expressa a possível existência de outro problema existente. Resumidamente, podemos relacionar a barriga d’água como um sintoma que surge devido alguma enfermidade que pode estar assolando alguma pessoa em alguma circunstância da sua vida e por isso podemos afirmar que a ascite está sempre relacionada a alguma doença.

Com relação ao liquido que fica acumulado em decorrência desse problema, ele pode originar-se de regiões como a bile, o plasma do sangue, do próprio sangue, do suco produzido no pâncreas, da linfa, da própria urina, até o líquido presente no intestino, podendo também surgir de outras regiões distintas. Quando o problema se desenvolve, significa que existe diversos distúrbios presentes na anatomia, fisiopatologia e bioquímica decorrente de muitas doenças distintas, das quais podemos destacar:

  • Doença de cirrose hepática;
  • Hepatite fulminante;
  • Trombose da veia porta;
  • Doença do pâncreas (pancreatite);
  • Insuficiência do miocárdio;
  • Pericardite Constritiva;
  • Insuficiência crônica dos rins;
  • Tuberculose;
  • Esquistossomose;
  • Infecção causada por fungo e por bactéria;
  • Alguns tipos de câncer, dos quais destacamos o mesotelioma e o linfoma;
  • Problemas com obstrução linfática no mesentério;
  • Problemas com endometriose;
  • Síndrome de Meigss;
  • Síndrome de Hiperestimulação dos ovários.

Além desses problemas que podem estar diretamente associados com a ocorrência da barriga d’água, vale saber que ela também pode surgir devido aos casos de lúpus eritematoso sistêmico, casos de angiodema hereditária, artrite reumatoide e de doenças da doença de Whipple, dentre muitas outras.

Em todo caso, é muito importante estar atento a esse problema que como vimos pode ser um alerta de que podemos estar sofrendo com algo mais grave não é verdade? Por isso, o artigo de hoje irá mostrar os principais sintomas da Barriga d’água e explicar muitas outras questões referentes ao assunto que com certeza irão te ajudar a prevenir o mal e ainda proceder da forma correta caso você ou alguém conhecido seja acometido pelo problema.

Como a ascite (barriga d’água) ocorre?

O corpo humano é constituído por variados canais responsáveis por manter o fluxo contínuo eficiente de líquidos presentes no organismo, evitando desse modo o acúmulo deles em regiões que não podem ter tais acúmulos. A ascite surge exatamente quando isso ocorre.

Todo o líquido acumulado em decorrência desse problema tem sua origem dos próprios vasos sanguíneos, onde por alguma razão perde a capacidade de fazer com que o sangue permaneça ali no local, fazendo com que ele vaze erroneamente para as regiões internas da cavidade abdominal. Geralmente isso acontece por conta de alguns fatores dos quais destacamos:

  • Aumento da pressão hidrostática;
  • Rins que retêm muito sal e água;
  • Escassez de proteína no sangue.

No caso das mulheres, é necessário ficar mais atento no período menstrual, onde é extremamente normal ocorrer um pequeno acúmulo de líquidos na região peritoneal e isso não significa que a mulher está necessariamente sofrendo com alguma enfermidade. Nessas situações, acumular até vinte mililitros de líquido já é o bastante para que seja notado um leve inchaço. Contudo é preciso de muito mais para se considerar de fato a possibilidade de existir alguma doença associada.

A seguir iremos explicar melhor sobre cada fator supracitado que pode contribuir para a ocorrência do acúmulo indevido de líquido.

1) Aumento da pressão hidrostática

Quando ocorre a elevação da pressão sanguínea na região das veias que tem passagem próxima pela região do peritônio, dando maior destaque aquelas que compõem o sistema porta hepático, faz com que tais vasos se dilatem de tal forma que promove o vazamento de um certo líquido que por ser filtrado, também denomina-se de soro.

2) Rins que acabam retendo muita água e sal

Agora você entenderá melhor porque em algumas pessoas, os rins tendem a reter muito mais água e sal. Lembra do aumento da pressão que citamos no item anterior? Pois bem, quando isso acontece o nosso organismo faz de tudo para conseguir equilibrar novamente essa pressão e mantê-la normal, e ele faz isso por intermédio da liberação de algumas substâncias, que inclusive tem a capacidade de promover dilatação dos vasos do sangue.

Quando essa pressão alta se concentra exatamente no sistema porta hepático, a quantidade que é liberada dessa substância vasodilatadora é muito maior o que faz com que os vasos presentes no nosso organismo em geral seja dilatado.

Na medida que isso ocorre, os nossos rins acabam entendo isso da forma errada, interpretando essa situação como uma necessidade de líquido para os vasos acreditando que há falta deles. E é a partir desse instante que os rins começam a reter todos os líquidos e sais que puderem, mas como os vasos estão dilatados, todo esse líquido retido acaba vasando para partes da cavidade do abdômen e por lá se acumulando irregularmente.

3) Escasses de proteína no sangue

Para quem não sabe, os vasos sanguíneos do corpo humano possuem diversos furinhos bem pequenos, chamados de poros. Contudo, a passagem do sangue pela região não é prejudicada em vista de tais poros, ocorrendo de forma eficiente.

E talvez é aí que você se pergunte porque o sangue não vasa por esses pequenos buraquinhos não mesmo? E a resposta é bem simples. Na nossa corrente de sangue existe a presença de proteínas que tapam esses poros a fim de que o fluxo passe de forma eficiente.

Quando a proteína começa a ficar escassa, os poros perdem a sua barreira e é nesse exato momento que o líquido filtrado do sangue vasa e se acumula em regiões como o abdômen.

Quais são os sintomas da Ascite (barriga d’água)?

Em seu estágio inicial, a Barriga D’água não apresenta sintomas, contudo, a passar do tempo e com o desenvolvimento do problema, o indivíduo poderá começar a sofrer com alguns sintomas que irão variar de acordo com a quantia de líquido acumulada na sua região abdominal. Dos sintomas a serem considerados estão:

  • Aumento de peso repentino sem motivo justificável;
  • Sensação de inchaço;
  • A região da barriga e da cintura acaba crescendo nitidamente;
  • Dores abdominais;
  • Falta de apetite;
  • Sensações de náuseas e possíveis vômitos;
  • Problemas para poder respirar.

E ainda, dependo do fator secundário que justifique o aparecimento da ascite, o paciente também pode sofrer com outros sintomas, desde o aumento do fígado até perda de peso repentina, surgimento de edemas nas regiões das pernas e dos pés, indisposição (fadiga) e outros que também valem a pena ser analisados.

Ascite (barriga d’água) e sua relaçao com a cirrose

Dentre uma das principais doenças ligadas diretamente ao aparecimento da barriga d’água está a cirrose hepática, ou simplesmente chamada de cirrose. A mesma trata-se de uma doença crônica que atinge o fígado e surge devido ao vírus B e C da própria hepatite e também pelo abuso no consumo de álcool. Quando um indivíduo é diagnosticado com cirrose, ele apresenta alguns nódulos que se formam devido a doença e algumas cicatrizes que acabam impedindo que o sangue circule eficientemente, fato este que promove a elevação da pressão sanguínea, fazendo surgir a hipertensão portal.

Além de tudo isso que a cirrose provoca, ela também é responsável por diminuir a produção de uma proteína presente no sangue, chamada de albumina. Como vimos, tal proteína tem a finalidade de tapar os buraquinhos existentes nos vasos do sangue e impedir que o líquido do mesmo vase por eles e se acumulem em regiões como a cavidade do abdômen. Quando a diminuição de produção dessa proteína ocorre, é justamente isso que acontece, fazendo surgir a ascite.

Ascite (barriga d’água) e sua relação com a esquistossomose

A esquistossomose, nada mais é do que a famosa doença do caramujo, transmitida por vários parasitas. No caso do Brasil, o Schistosoma Mansoni é o principal transmitidor da doença no país e já conseguiu afetar mais de oito milhões de pessoas.

Quando um ser humano é infectado, por exemplo, através do contato com água contaminada, ele pode acabar sofrendo com um quadro de Hipertensão Portal, na fase crônica do problema. Essa pressão alta, como vimos é um dos fatores que acarretam o surgimento da Ascite e é nesse ponto que amas enfermidades se correlacionam.

A ascite (barriga d’água) tem cura?

Essa questão de cura é bem relativa. Como aprendemos que a barriga d´água é na verdade um problema que sinaliza a existência de uma doença subjacente, na realidade não existe nada em questão que promova a cura da ascite por si só.

Os sintomas do problema podem desaparecer, à medida que a doença em questão seja tratada e curada, ou seja, a cura da ascite depende diretamente da cura da doença que a fez surgir.

Inclusive, se tratando de enfermidades crônicas ou de doenças que acabam não tendo uma resposta satisfatória ao tratamento utilizado, a probabilidade que a ascite volte é muito grande. Desse modo, se o indivíduo não faz o tratamento adequado da doença pela qual ele foi acometido, ele dificilmente conseguirá se livrar da Barriga D’água.

A ascite (barriga d’água) pode atingir os cachorros?

Barriga d'água ou Ascite: Quais são as Causas? Tem Cura?

Para quem desconhece, a Barriga D’água pode atingir sim o cachorro e inclusive os gatos. E da mesma forma que ela surge no ser humano em decorrência de escassez de proteína presente no fluxo sanguíneo, de problemas no fígado, funcionamento irregular do coração ou até pela existência de vermes e parasitas no organismo, da mesma forma pode ocorrer com esses bichinhos de estimação. Além disso, a ascite pode ser o produto resultando de determinados tipos de infecção, hemorragia interna e até mesma da ruptura nas vias do sistema urinário.

Na maioria dos casos, o dono desses animais só conseguem detectar que eles estão sofrendo de ascite, no momento em que notam que a barriga deles já está em um tamanho grande e desproporcional ao seu peso e corpo. Quando essa situação acontece, é muito importante levar o bichinho para um médico profissional da área, a fim de fazer um exame de ultrassom que detecte a existência de líquido acumulado na cavidade do abdômen e possibilite que possa ser feito uma retirada desse líquido, para que ele possa ser estudado e descoberto em seguida a verdadeira causa desse acúmulo e decidido quais as melhores formas de tratamento para ela.

Quem tem animal de estimação em casa deve se precaver e prevenir para que o mesmo não sofra com o problema. E dentre os mecanismos que podem ser utilizados para essa prevenção destacamos:

  • Passear junto com o animal, evitando deixar ele solto na rua;
  • Garantir sempre que a sua vacinação esteja em dia;
  • O ideal é alimentar o animal com ração apropriada, evitando dar comida humana para ele;
  • A vermifugação deve ser feita de forma período, de acordo com a recomendação e instrução do veterinário;

A ascite (barriga d’água) no animal tem cura?

Sim, felizmente, assim como em nós seres humanos, a ascite pode ser tratada quando atinge os cachorros e os gatos. Porém, como já vimos, a cura vem diretamente do tratamento eficiente do possível problema subjacente que o animalzinho possa estar sofrendo. Dentre os principais fatores que podem estar ligando a ocorrência de ascite no seu animalzinho estão a falta de vontade de comer, a letargia, presença de vômitos, ganho e peso inexplicável, sinais que justifiquem provável dor, gemer quando vai se deitar e dificuldade para respirar.

O ideal mesmo é que você cuide sempre muito bem do seu cachorro ou gato e promova todas as alterações necessárias para prevenir o aparecimento do problema, uma vez que isso causa sofrimento para o animal até o momento em que ele de fato conseguir obter melhora.

Como a ascite (barriga d’água) deve ser tratada?

Se por acaso você ou alguém que você conheça tenha recebido o diagnóstico de ascite, é extremamente importante saber o que deve ser feito para tratar o problema. Primeiramente, todo o tratamento se baseia precipuamente na utilização de paracentese, que nada mais é do que um método utilizado para drenar. Nesse contexto é ligado no abdômen uma punção, que através de um cateter, faz toda a drenagem do líquido acumulado para uma espécie de bolsa de coleta.

Não é preciso se preocupar pois todo esse procedimento, além de não causar dor no paciente, é super simples de ser feito. Aliás, é utilizada uma anestesia na região a ser tratada, o que justifica o fato do tratamento ser indolor.

Contudo, quem pensa que basta tirar o líquido do abdômen para ficar tudo certo está muito enganado, até porque não é a ascite que está sendo tratada de forma isolada. A atenção principal é da doença que promoveu o surgimento desse problema em questão e o tratamento dela é que vai definir a cura ou não da ascite propriamente dita. Em vista disso, dependendo do caso, as formas de tratamento podem variar bastante, sendo necessário as vezes utilizar-se de medicamentos diuréticos para auxiliar esse processo de cuidado, bem como alterações na dieta alimentar que incluem restrição quanto ao consumo do sal, uma vez que ajuda a evitar que a quantidade presente de sal no sangue seja elevada.

Já nos casos em que o indivíduo é diagnosticado com uma cirrose em estágio avançado, o método da paracentese pode ser necessário com mais periodicidade, visto que nesse quadro da doença já não se torna mais possível conseguir tratar e curar a Barriga D’água. Quando o paciente estiver sofrendo com alguma infecção, o procedimento mais indicado será oferta-lo no hospital, o uso de antibióticos que consigam combater os principais causadores da própria infecção.

Quais os medicamentos mais indicados para ascite (barriga d’água)?

Se o diagnóstico comprovar a ascite, existem os melhores remédios para auxiliar no tratamento do caso. E cm relação a eles é extremamente importante que tenham a capacidade de promover a drenagem dos líquidos que acabaram se acumulando indevidamente no organismo. Tais medicamentos são o que chamamos de diuréticos e que um pouco anteriormente mencionamos. E dentre a gama variada de diuréticos disponíveis, os melhores para esse caso são o Furosemida e o Espironolactona.

Lembrando que não pode tomar tais medicamentos por conta própria. Você deve ir a um profissional ideal e de acordo com suas recomendações tomar as providências necessárias para obter melhora.

Afinal, como prevení-la?

Afirmar que existe uma forma precisa de prevenir a possível e temida ascite é precipitar-se. Mas também não se pode negar que existem sim alguns cuidados que podem ser tomados para tentar evita-la da melhor maneira possível. Anote aí todas as dicas:

  • O ideal é não consumir bebida alcoólica, mas para quem não quer cortar da lista, pode reduzir significativamente esse consumo, evitando exageros, até porque isso prevenirá eficazmente uma possível cirrose futura;
  • Consumir diariamente pelo menos dois litros de água, para que os rins não fiquem sobrecarregados;
  • Mantenha sempre uma dieta bem equilibrada e se policie no consumo do sal;
  • Ficar em dia com as vacinas da hepatite A e B;

Quando for entrar em contato com água represada, use sempre botas e luvas, visto que nela se encontra o espaço perfeito para que parasitas transmissores da esquistossomose vivam e se proliferem. Com os cuidados necessários é possível sim não ter esse problema na sua vida, mas se tiver, lembre-se, é imprescindível ir em busca de um profissional qualificado para que ele diagnostique a verdadeira causa decorrente da ascite e lhe indique para o melhor tratamento do seu caso.

Sintomas de Pressão Alta: Como Identificar?

A pressão alta é um dos problemas de saúde mais complicados de lidar por diversos fatores: culturais, por saúde, por falta de informação, entre outros motivos. Mesmo que os sintomas de pressão alta sejam bem específicos, os meios que levam a eles não deixam a questão tão evidente. O que, por consequência, ficam ainda mais difíceis de lidar.

Saber como identificar os sintomas de pressão alta, suas origens, bem como discerni-los tanto da pressão baixa como de outras doenças, faz muita diferença para uma possível solução. Em alguns casos, até mesmo salvar vidas!

Vamos começar pelo básico. Para identificar os sintomas de pressão alta, primeiro é preciso entender do que ela se trata, e os motivos para que elas surjam.

O que caracteriza a Pressão Alta?

Também conhecida como hipertensão, a pressão alta é na verdade uma condição clínica, ao contrário de uma doença como muitos pensam. Ela pode ser temporária, decorrência de questões psicológicas, como permanentes, devido a histórico familiar, outras doenças, ou casos mais únicos.

Esse quadro ocorre com maior frequência à partir dos 18 anos. Quando decorre antes disso, é necessário um tratamento ainda mais urgente, devido aos riscos imediatos que os jovens apresentam em uma fase de vida em que o organismo ainda está em desenvolvimento.

A hipertensão é caracterizada quando os valores de pressão arterial ultrapassam a média ideal de 140 x 90 mmHg (ou milímetro por mercúrio), ou como é conhecida pelo grande público, 14 x 9. Esses números são relacionados, respectivamente, às pressões sistólica e diastólica.

Enquanto a sistólica está relacionado a força com que o coração bombeia o sangue, e este pressiona as artérias, a diastólica mostra como está a pressão arterial do coração em repouso, entre uma batida e outra. Logo, quando temos hipertensão, significa que o coração tem mais dificuldade em bombear o sangue, o que aumenta a força necessária para bombear o sangue a todo corpo.

Cabe aqui um fator importante: apesar deste ser o valor ideal, um paciente não se encontra em risco imediato caso eles sejam um pouco maiores ou menores. Contudo, é necessário ainda mais cautela, pois podem apresentar propensão a ter pressão alta ou baixa.

A pressão alta, por si só, pode não matar, mas ela é o fator agravante para casos de infartos, derrames e insuficiência renal. Atualmente, os mais afetados pela hipertensão no Brasil entre as mulheres adultas, com homens acima dos 50 anos em segundo lugar.

Qual é a diferença da pressão alta e baixa?

Esse é um tópico comum para leigos, uma vez que alguns sintomas são similares, bem como as formas a se lidar em diagnósticos. Assim como a pressão alta é perigosa devido aos riscos de doenças, a pressão baixa acarreta em problemas similares. E muitas vezes, a confusão entre um e outro dificulta os cuidados, isso quando não se coloca o paciente em risco.

Caso você tenha um aparelho para medir a pressão, os valores de pressão baixa são 90 x 60 mmHg, ou 9 por 6, o que já deixa bem clara a diferença entre ela, a pressão alta, e os valores ideais, como também veremos adiante.

Quanto aos sintomas, eles são de certa forma diferentes, até opostos, entre um tipo e outro. Veja as diferenças a seguir, respectivamente para pressão alta e pressão baixa:

  • Zumbido nos ouvidos x boca seca;
  • Visão duplicada ou embaçada x visão turva
  • Dor na nuca x sonolência

A  lista pode ir um pouco mais além, mas para facilitar a identificação de uma pressão alta com baixa, pense nos seguintes cenários. A pressão baixa significa um bombeamento mais fraco do sangue. Logo, o corpo fica mais lento, e mais fraco. A pressão alta, por outro lado, significa um bombeamento mais difícil, forçando as artérias, causando uma sensação leve de inchaço.

Com isso em mente, fica mais fácil diferenciar ambos os tipos, e as ações de emergência que devem ser tomadas em cada ocasião.

Quais são os tipos de pressão alta?

Como dissemos antes, a hipertensão pode ser ser causada por diversos fatores. Quanto a esses fatores, explicaremos mais adiante, até para facilitar os tipos de prevenção a se tomar uma vez que cada caso opera de uma forma diferente.

Esses tipos são denominados de acordo com a gravidade da pressão alta, e estão divididos da seguinte maneira:

  • Hipertensos Grau I – Pressão entre 14 por 9 e 15 por 9. Devem regular um pouco mais a alimentação e outras atividades, mas ainda não são dependentes de medicamentos.
  • Hipertensos Grau II – Pressão maior ou igual a 16 por 10. Necessitam de tratamento médico, tanto com medicação como outros cuidados, com perigo de desenvolver outras doenças.
  • Hipertensos Grau III – Pressão 18 por 11. Estão à beira de sofrer algum outro tipo de problema, como um AVC ou Infarto, quando já não o sofrem. Devem ser encaminhados imediatamente a um hospital.
  • Normotensos – Pressão arterial dentro da média, sendo menor ou igual a 12 por 8.
  • Pré-Hipertensos – Pressão entre 12 por 8 e 13 por 9. Podem apresentar um risco moderado de pressão alta, que pode ser controlada com tratamentos e exercícios simples.

Quais os sintomas de pressão alta e baixa?

Além dos sintomas mencionados anteriormente, quando comparados a pressão baixa, a pressão alta possui os seguintes sintomas. Alguns são mais generalizados, cuja frequência deve ser averiguada para que não acarrete em casos mais graves. Outros, por sua vez, são mais evidentes, e pedem por ações imediatas.

Para facilitar a identificação, vamos separar esses sintomas em dois grandes grupos: gerais e específicos.

Sintomas gerais:

  • Cansaço
  • Tontura
  • Náuseas
  • Vômitos

Sintomas Específicos:

Separar os tipos de sintomas permitem que os pacientes possam ter mais precisão no quadro antes de ir a um médico. Além disso, no caso dos sintomas gerais, é importante que sejam avaliadas as frequências, pois podem se tratar de outras doenças, ou ao menos distúrbios simples, que ao serem confundidos com pressão alta, geram outros problemas graves.

Para ambos os casos de identificação, sempre procure um clínico geral ou cardiologista, que irão diagnosticar esses distúrbios, ou qualquer outro caso do tipo, com maior precisão.

Quais são as causas da pressão alta?

Como mencionado antes, as causas da pressão alta podem variar tanto por fatores externos, os quais explicaremos adiante, como fatores internos, advindos de gerações anteriores ou falta de cuidado com o corpo.

Em qualquer uma delas, o resultado é o mesmo. Por conta do endurecimento e maior resistência dos vasos, o coração acaba por fazer mais força para bombear o sangue, dificultando sua circulação e provocando efeitos adversos.

Vejamos como elas se caracterizam, isto é, os seus fatores de risco, principalmente para saber quais as melhores decisões de tratamentos a se tomar, e mais ainda quando identificar os sintomas de pressão alta.

1) Genética

É a responsável pela maior parte dos casos. Ela pode se manifestar naturalmente mesmo em pessoas saudáveis à partir de uma certa idade, tal como outras questões relacionadas à hereditariedade, como a calvície, por exemplo. Ao manter uma boa saúde, essa predisposição é melhor controlada.

2) Obesidade

Uma das principais consequências da obesidade, quando não a primeira antes mesmo de atingir a esse ponto, é o aumento da pressão arterial. Somada a outros fatores ligados a obesidade, como o sedentarismo e o excesso de gordura, ela pode aumentar o risco de outros quadros graves de saúde.

3) Diabetes

Também está relacionada diretamente a pressão alta. Com os níveis de insulina irregulares, o açúcar em excesso acaba por dificultar a circulação sanguínea, o que diretamente contribuir para o aumento da pressão arterial. Os tratamentos para estes casos são fundamentais, para evitar uma consequência tão direta quanto a hipertensão.

4) Consumo de sal acima do ideal

Depois dos fatores genéticos e a faixa etária, essa é outra das causas mais comuns para o aumento de pressão. O motivo é similar ao diabetes: enquanto a falta de insulina contribui para o aumento do açúcar no sangue, o sal em excesso, ou melhor, os níveis de sódio, aumentam o volume do sangue. E com ele mais “grosso”, devido a retenção maior de líquido, torna-se mais difícil de circular.

5) Excesso de Gordura no sangue

Está relacionado a outros vários fatores vistos aqui, como o consumo excessivo de sódio, açúcar, sedentarismo e obesidade. Quando consumimos alimentos com muita gordura saturada, que são aquelas encontradas em origem animal, o colesterol ruim vai direto para as artérias, obstruindo a passagem do sangue. À longo prazo, elas podem travar totalmente a circulação, o que acarreta em casos gravíssimo de pressão alta.

6) Sedentarismo

É uma causa gerado a médio e longo prazo. O sedentarismo é a completamente falta de exercícios e atividades físicas que estimulem o sistema circulatório, ou ao menos o metabolismo do corpo. O resultado é, além de dificuldades na concentração e até mesmo no sono, está a hipertensão. De todas as causas, é uma das mais simples de ser resolvida, embora envolva mais esforço.

7) Hipertensão de avental branco

É uma condição única e momentânea, mas que ainda assim gera mal estar. É caracterizada por crises de ansiedade, especificamente em consultórios médicos e hospitais, e costuma ocorrer apenas com pessoas predispostas a terem pressão alta. O tratamento está mais relacionado a ansiedade em si do que a hipertensão, mas é passível de ser trabalhada.

Quais os ambientes propícios a desenvolver a pressão alta?

Por falar em ambientes, um dos fatores determinantes para os problemas de pressão alta são justamente os locais em que os enfermos se encontram, seja no aspecto físico ou psicológico. Ao se atentar com os sintomas de pressão alta, a primeira coisa a perceber é o ambiente em que se encontram. a influência dele é perceptível.

Por padrão, todo ambiente estressante é propício ao desenvolvimento de hipertensão. Ele pode ser tanto um ambiente familiar, como profissional, em que as dificuldades e cobranças geradas pelo local podem gerar, como consequência, crises moderadas e severas de ansiedade, e por consequência a pressão alta, quando expostas a estes locais por muito tempo.

Mas esses não são os únicos exemplos. Existem locais cujas cobranças não são excessivas ou pesadas, porém as sutilezas, gradativamente, podem aumentar as chances de uma hipertensão. O exemplo mais evidente são locais em que uma alimentação pobre em nutrientes é incentivado.

Gravidez e Pressão Alta: o que eles têm em comum?

Seja por predisposição, ou por algum agravante durante o período de gestação, a pressão alta na gravidez envolve um sério risco para a mãe e para o bebê. Durante os meses iniciais de crescimento do bebê, é de suma importância que as mães busquem um direcionamento alimentar e de exercícios, para evitar os riscos trazidos nos estágios mais avançados.

Com a dificuldade de bombeamento do sangue, a placenta é uma das áreas mais prejudicadas no processo, diminuindo os níveis de oxigênio para o bebê, e que leva tanto ao risco do pequeno desenvolver problemas no nascimento, ou mesmo levá-lo a morte.

Para as gestantes, o risco se dá pelo desenvolvimento de eclâmpsia, isto é, o risco de convulsões durante o parto. Por isso é importante não apenas mudar os hábitos alimentares, como toda a rotina durante o período de gravidez, para evitar riscos desnecessários.

O que fazer quando tiver pressão alta?

A pressão alta tem consequências gravíssimas ao corpo. Para deixar claro seus riscos, vamos listar a seguir os tipos de doenças e problemas que podem ser causados quando os índices acima da média não são devidamente controlados.

  • Acidente Vascular Cerebral, tanto hemorrágico como isquêmico
  • Aneurismas
  • Arteriosclerose
  • Cegueira
  • Demência, devido aos micro infartos cerebrais
  • Infarto
  • Insuficiência Cardíaca
  • Insuficiência Renal Crônica

Muitas vezes, esses riscos não são levados a sério, ou não se possui um incentivo real para controlar os sintomas de pressão alta e buscar uma vida mais saudável. Mas existem saídas práticas tanto para prevenir como controlar a pressão alta. O segredo está na moderação de opções alimentares, hábitos simples no dia a dia, e buscar o apoio médico constante, para ter um controle da pressão arterial.

Para tanto, vamos começar com algumas perguntas simples.

Como identificar os sintomas de pressão alta?

Existem procedimentos médicos utilizados para a identificação da hipertensão, e possivelmente as causas dela. Além dos exames básicos durante a triagem clínica, são realizados os seguintes procedimentos médicos:

  • MAPA – sigla para Monitorização Ambulatorial de Pressão Arterial. É feito dentro de um ambiente hospitalar, em que o paciente fica com um aparelho para medição de pressão durante 24 horas, para determinar exatamente os fatores que levam a pressão alta.
  • MRPA – sigla para Monitorização Residencial de Pressão Arterial que nada mais é do que medir os níveis de pressão em casa.

Quanto ao método caseiro, siga os seguintes passos, uma vez que tenha apresentado alguns dos sintomas de pressão alta já mencionados acima.

  1. Sente-se, e fique em repouso por no mínimo 2 minutos;
  2. Evite medir em casos de ansiedade, bexiga cheia, ou com algum tipo de dor, para não alterar os resultados;
  3. Coloque o braço na altura do coração, e apoiado em alguma superfície;
  4. Coloque o aparelho de medição de pressão, sem apertar ou folgar demais. Deixe confortável no braço;
  5. Durante o período de medição, não fale. Meça duas vezes, com um intervalo de 5 minutos entre uma e outra, para ter certeza do resultado.

Alguns utilizam aplicativos para medir a pressão arterial através de toques com o dedo, medindo a sensibilidade do toque. Apesar de populares, estas são medidas que ainda carecem de pesquisas mais aprofundadas. Portanto, utilize apenas para ter uma noção, mas sem levar o resultado ao pé da letra.

Como baixar a pressão alta?

Agora que você sabe as causas, os sintomas, e até mesmo como identificar, pode ser um pouco preocupante lidar com a hipertensão, não é mesmo? Com tantas rotas para desenvolver o quadro, é relativamente preocupante que não haja algum tipo de consentimento geral quanto às medidas preventivas.

Mas isso é um assunto para outra ocasião. Aqui, vamos buscar meios mais simples de lidar com a pressão alta, seja para os sintomas mais graves, como para os sintomas mais simples e generalizados, de certa forma.

A) Como baixar a pressão alta no sintomas graves e imediatos?

Subdivididos em emergência hipertensiva, e urgência hipertensiva. são respectivamente, casos em que é preciso e não é preciso levar o paciente a um hospital. Em ambos, contudo, são necessários medicamentos que ajudem a diminuir a pressão arterial, para que seja possível realizar os tratamentos adequados.

Na emergência hipertensiva, os sintomas são claros, específicos e graves, como os mencionados acima. Para estes casos, devem ser encaminhados ao hospital o quanto antes, para que seus quadros sejam estabilizados. Já na urgência hipertensiva, causada por sintomas mais leves e descompensações, o paciente pode ser tratado em casa, ficando em repouso.

B) Como baixar a pressão alta no sintomas mais leves?

Caso o paciente apresente um dos sintomas de pressão alta moderada, o ideal é buscar por soluções que ajudem a estabilizar o quadro. Por exemplo, para casos de pressão alta por ansiedade, controlar os sintomas da ansiedade pode ser mais viável, como exercícios de respiração, por exemplo.

Quanto a outras causas, como vindas de sedentarismo ou de uma má alimentação, temos algumas outras soluções a seguir.

Como prevenir a hipertensão?

Independente de quadros anteriores, ou de um desenvolvimento por atitudes atuais, existem uma série de atividades e práticas que ajudam a diminuir e até mesmo evitar a hipertensão. Ao final, você vai perceber que tudo não passa de atividades simples para tornar no dia a dia, como qualquer outra para uma saúde adequada.

Vamos a elas.

  • Diminua o uso de sal na cozinha. Com uma quantidade mínima, somado a outros temperos, facilitam a prevenção;
  • Pratique atividades físicas com frequência. Estimular tanto o metabolismo como a própria circulação sanguínea ajuda a manter os níveis de pressão arterial nivelados.
  • Ria mais. Ou melhor, aprecie mais momentos felizes. A liberação de serotonina traz, entre outros benefícios, uma melhor circulação sanguínea. Além de reduzir os níveis de ansiedade.
  • Diminuir ou parar hábitos como o tabagismo e o alcoolismo. Estes, por interferirem diretamente na circulação sanguínea aumentam os níveis de pressão arterial.
  • Evite ou diminua alimentos com altos índices de gorduras. Frituras, carnes mal-passadas, e outros alimentos que dificultam a circulação não precisam ser base da alimentação diária.

Remédios caseiros para lidar com a pressão alta

Sintomas de Pressão Alta: Como Identificar?

A melhor maneira de lidar com a pressão alta diretamente, além dos hábitos recomendados acima, é através de líquidos. Aqueles com altas propriedades diuréticas ajudam a eliminar quaisquer resíduos nas artérias, além de facilitar o circulação sanguínea e o transporte de nutrientes.

Aqui vão excelentes indicações de remédios caseiros que podem ajudar a diminuir os altos índices de pressão arterial no organismo.

  • Limonada – Com uma boa quantidade de vitamina C, é uma das soluções mais simples para lidar com a pressão alta, já que também é um forte diurético.
  • Água de coco – É o melhor diurético entre as opções disponíveis aqui, e ainda pode ser combinada com o limão. A água de coco também ajuda a repor nutrientes perdidos com atividades físicas, sendo um complemento interessante após as mesmas;
  • Chá de gengibre – Uma infusão de gengibre, combinada com mel e umas gotas de limão, tem funções tanto diuréticas como energéticas, acelerando o metabolismo.
  • Suco de Laranja Lima – Esse tipo específico de laranja auxilia diretamente no controle de pressão arterial, mais até do que o limão. Alternar entre ambas faz toda a diferença para uma alimentação saudável.
  • Alho

Saber e controlar os sintomas de pressão alta facilita a buscar uma vida saudável  Ao mudar gradativamente os hábitos de saúde, e ao mesmo tempo buscar por soluções em casos já diagnosticados, você estende sua vida de forma saudável, e garante um futuro mais tranquilo para você e suas gerações posteriores. Não deixe de cuidar bem da saúde, e até a próxima!

Gastroscopia: O que é? Como é Realizado? Quanto Tempo Demora?

Quando falamos de saúde, existem muitos mitos e receios que acabam levando muitas pessoas a desistirem de tratamentos ou possíveis a prevenções de problemas mais graves no futuro. Eisso ocorre devido a existência de muitos exames aparentemente assustadores que acabam fazendo com que o paciente ande um passo atrás.

É certo que algumas preparações podem ser um tanto perturbadoras, como é o caso da colonoscopia que exige do paciente uma preparação antecedente nada agradável, porque existe a utilização de um medicamento chamado manitol, que com o intuito de fazer a lavagem intestinal, provoca sensações de náuseas e vômitos constantes. Em contrapartida o exame em si é bem rápido e o paciente sabe no mesmo dia do resultado.

Outro exame muito realizado e que também assusta muitas pessoas é a gastroscopia, mais comumente chamada de endoscopia do trato intestinal. A seguir nós esclareceremos muitos pontos que geram dúvidas e que com certeza lhe darão mais segurança na hora de realizar o exame.

Afinal, o que é gastroscopia?

Saiba Tudo Sobre a Gastroscopia

O exame é nada mais nada menos do que uma endoscopia. ele é feito para avaliar as partes superiores do estômago, do esôfago e do duodeno, utilizando um tubinho chamado de endoscópio. é aquele famoso exame que conhecemos como terrível porque é introduzido no paciente um tubo pela boca e que desce até as regiões citadas anteriormente. mas não se assuste, pois você saberá cada detalhe do exame e porque ele é tão importante.

Como o exame é realizado?

Chegamos na parte em que você entenderá detalhadamente como é o procedimento do exame. Primeiramente, o médico profissional irá introduzir no paciente, através da boca (que irá descer pela garganta), um tubo fino e com flexibilidade. Esse tubo, como já sabemos é o endoscópio, que possui na sua pontinha uma câmera que irá capturar todas as imagens necessárias das regiões altas do esôfago, do estômago e do duodeno.

As imagens são automaticamente passadas em um visor durante o exame, onde o profissional conseguirá avaliar a sua saúde naquelas regiões. Claro que a forma realizada através da boca é a mais tradicional, mas existe a versão do exame utilizando o nariz como local onde o endoscópio é inserido.

Em quais situações ela pode ser indicada?

Geralmente, o profissional recomenda a realização do exame, quando existe alguma alteração irregular ou anormal na região do estômago. Quando uma pessoa sofre com esse problema, ela pode ter muitas dificuldades na hora de engolir os alimentos e pode até mesmo sofrer com fortes dores abdominais, que persistem em permanecer.

Fazer a gastroscopia ajuda a entender e descobrir quais são os verdadeiros motivos que estão gerando tais sintomas, e consequentemente o paciente consegue encontrar os melhores tratamentos. Além disso, quem tem possíveis problemas na região intestinal pode descobri-los através desse exame. E quem achou que a endoscopia só servia para diagnosticar problemas se enganou, pois, com o próprio endoscópio, os profissionais podem inserir algumas ferramentas importantes nele, para que possam concertar alguns casos como:

  • Reparar úlceras e veias quando necessário;
  • Promover a dilatação do esôfago, caso exista alguma obstrução;
  • Auxiliar o paciente na hora de se alimentar, caso o mesmo não consiga fazer de forma normal;
  • Auxiliar na remoção de pólipos (tumores benignos) ou tumores benignos, quando na fase inicial.

Para que serve este exame?

Se mesmo conhecendo as verdadeiras finalidades da gastroscopia você ainda não ter se convencido de sua importância, iremos lhe mostrar porque é tão necessário realiza-lo.  Para quem não sabe, esse exame pode ser feito tanto com o intuito de se diagnosticar algum possível problema, como também para tratar um possível problema e é um procedimento pouquíssimo invasivo. Então, quando você é recomendado para fazer uma endoscopia gástrica, é porque é importante estudar a saúde do seu trato digestivo e quando você é recomendado para realizar uma endoscopia terapêutica, significa que você já tem algum problema (que já conhece) e irá trata-lo através dessa técnica.

Quais os sintomas que indicam a necessidade da realização do exame?

Previamente você pode já se certificar se poderá haver a necessidade de fazer ou não o exame. E para ajudá-lo a se nortear melhor, destacaremos os principais:

  • Se o indivíduo engole os alimentos com dificuldade ou sente dor nesse processo é preciso fazer o exame;
  • Se o indivíduo sente dores na região do abdômen com muita frequência também precisa realizá-lo;
  • Sentir náuseas ou vomitar com frequência também é um alerta;
  • Perder peso facilmente sem nem mesmo ter um motivo condizente também entra como um sintoma muito importante;

outra situação que pede imediatamente uma investigação mais completa através da endoscopia, é quando existe um possível sangramento na região do estômago ou do intestino, mas como essa situação não é visível a olho nu, existe outras formas de identificar uma possível ocorrência desse problema. Quando esse sangramento existe ele consequentemente acaba reduzindo a quantidade de glóbulos vermelhos no nosso corpo e dessa forma surge a anemia. Fator esse que torna importante conhecer quais os sintomas que caracterizam ela:  ficar com cansaço toda hora, mesmo sem ter feito esforço; sensações de falta de ar; aspecto pálido na pele e frequência de batimentos cardíacos alterada. Se você possui a maioria desses sintomas é vital que se procure um profissional. Nem sempre existirá a presença do sangramento nas regiões indicadas, mas de todo o jeito a anemia é grave e precisa ser tratada o mais rápido possível.

Existe outros exames alternativos?

No momento em que você for avaliado por um profissional da área, pode ser possível que ele recomende a realização de exames alternativos e um deles pode ser a radiografia feita no sistema digestivo em sua parte alta em conjunto com o bário.

Claro que com a radiografia o grau de precisão na hora de se identificar um possível problema é bem menor, mas ainda assim é válida. Em vista disso é ideal que você não abra mão da realização da gastroscopia, pois o exame analise todos os detalhes e dá um resultado mais seguro e confiável do que uma simples radiografia.

Como o paciente deve se preparar para a gastroscopia?

Devido ao fato do exame se tratar de uma câmera que analisa a situação da região do trato digestivo, é necessário que haja alguns cuidados antes de realizá-lo.

Primeiramente existe a necessidade do jejum de no mínimo seis horas antecedentes ao exame e quando falamos de jejum estamos nos referindo não só a comer, como beber também.

Para o caso dos indivíduos que tomam algum tipo de remédio, é preciso certificar-se com o médico se é necessário deixar de tomá-lo a partir de alguns dias antes da realização da gastroscopia, pois alguns deles podem elevar a chance de promover alguns tipos de sangramento após o exame. mas não se preocupe, pois todo paciente recebe um papelzinho onde estão todas as instruções de como proceder antes da efetiva realização do exame.

É necessário algum remédio para fazer o exame?

Como exemplificamos inicialmente no artigo, em alguns exames é necessário a utilização de alguns medicamentos na sua fase preparatória, como no caso da colonoscopia. Entretanto, a gastroscopia não exige muita coisa. O cuidado que o paciente deverá ter é apenas referente aos medicamentos que ele pode já estar tomando com frequência. Ou seja, quando a pessoa toma algum tipo de remédio, deve falar com o médico para que ele analise se este medicamento pode aumentar as chances do sangramento após a realização do exame. Se isso existir, o paciente precisará suspender momentaneamente o uso do remédio por no mínimo duas semanas antecedentes ao dia do exame.

Aliás, existe alguns tipos de medicamentos que precisam ser analisados sem exceção, como o caso de remédios que um paciente toma por sofrer com diabetes e alguns tipos de anticoagulante. Talvez você se pergunte porque tudo isso, mas é bem simples entender. Existem muitos remédios que podem acabar camuflando alguns problemas que você possa ter e que no dia da endoscopia não seria descoberto. Além disso, no dia do exame propriamente dito, no caso das mulheres mais vaidosas, não se pode estar com esmalte pois o mesmo consegue interferir negativamente na observação nítida dos órgãos sendo analisados.

Como se alimentar antes da gastroscopia?

Nesse aspecto não existe segredo: o jejum precisa ocorrer seis horas antes do exame. Antes disso, o paciente pode se alimentar e beber normalmente que não irá influenciar nos resultados posteriores.

O paciente é sedado?

Outra razão que deve ser levada em conta no caso das pessoas que precisam fazer a endoscopia, mas que tem muito medo, é que no dia do exame todo paciente é sedado e existem duas modalidades para se proceder nesse aspecto. A primeira é referente a sedar o paciente apenas na região local da garganta, que é por onde o endoscópio precisa passar até chegar à região que irá ser avaliada. Nesse caso, o paciente fica acordado durante o exame, mas não sente desconforto, pois, a região sedada fica extremamente relaxada. Já a segunda modalidade trata-se da sedação endovenosa, que acaba deixando o paciente bem sonolento, a ponto de não lembrar de nada do que se foi conversado ou como foi o procedimento do exame em si.

Assim como todo procedimento médico existem riscos para o paciente, uma vez que o sedativo pode ser colocado de forma exagerada e comprometer a respiração do mesmo, por exemplo. E o exame pode sim ser feito sem a necessidade de se estar sedação, contudo o paciente irá sentir aquele desconforto do início ao fim do exame. Salientando que os riscos devem ser considerados como exceção à regra.

Quanto tempo demora o exame?

Aqui está mais um motivo que pode motivá-lo a fazer mais rápido o exame e deixar de postergar. Embora precise de uma preparação antecedente e o exame se tratar de uma câmera que observas algumas regiões específicas, todo esse processo é extremamente rápido. Coloque aí no mínimo cinco e no máximo dez minutos de exame, que apesar de ser ágil, consegue precisamente lhe mostrar no mesmo dia se existe algum problema e como você deve proceder para tratá-lo.

Como o médico procede para fazer a gastroscopia?

Chegando no dia do exame, o paciente será atendido por um profissional da medicina e uma enfermeira já especializados na área de realização de endoscopias. O paciente não pode estar usando lente de contato, dentadura ou óculos. A enfermeira, que irá prepara-lo para fazer o exame, pode em alguns casos colocar uma espécie de dentadura feita de plástico para proteger a região dentário do indivíduo e também, soltar um spray (sedativo) na região da garganta.

Muitas pessoas que não conhecem o exame podem achar que o paciente fica sentado, mas a verdade é que o mesmo deve ficar deitado por cima do seu lado esquerdo. É nesse momento que a enfermeira coloca no dedo do paciente uma sonda, que irá medir o tempo todo a frequência cardíaca e os níveis de saturação de oxigênio. O indivíduo que passa pelo exame não fica totalmente adormecido com o sedativo, o que acontece é que existe uma sonolência capaz de fazer com que o paciente não lembre de nada do procedimento, mas suficiente para que ele ainda consiga seguir todas as instruções do médico durante a gastroscopia.

E a gastroscopia feita através do nariz?

Esclarecemos bem como é realizada a gastroscopia tradicional, mas agora iremos lhe mostrar como é feita a modalidade através do nariz e quais as principais vantagens de se optar por ela. O procedimento feito pelos profissionais é bem simples. Na hora do exame, a enfermeira coloca um tipo de sedativo em spray na região das narinas do paciente e o médico faz a avaliação de ambas, para determinar por qual narina o endoscópio deverá passar.

Muitos sãos os pontos positivos dessa modalidade, se equiparada à tradicional. Primeiramente, a endoscopia feita pelo nariz é bem menos invasiva, pois o endoscópio é bem mais fino e o paciente se sente menos invadido do que o feito tradicionalmente pela boca. E a grande parte negativa da modalidade tradicional, é o fato de que o objeto que deve perpassar a região da garganta pode provocar no paciente algumas sensações de náuseas e nó na garganta, vômitos, vontade de arrotar e ainda certa dificuldade para poder respirar. A modalidade realizada por intermédio do nariz reúne diversas outras vantagens, pelas quais destacamos:

  • É dispensável o uso de anestesia, visto que não traz incômodos e é uma opção muito vantajosa para quem ainda pretende voltar a fazer suas atividades comuns diárias logo depois do exame;
  • Não há efeitos negativos nessa modalidade, como é o caso da gastroscopia tradicional que pode provocar náuseas e vômitos;
  • Enquanto o exame é realizado, o paciente pode conversar com o seu médico;
  • Não se sente dor ao ter o endoscópio passando pelo nariz até a região do esôfago;
  • E o desconforto é quase imperceptível, porque o endoscópio nesse caso é menor.

Como se realiza o diagnóstico de doenças?

É bem simples os procedimentos para o caso de diagnóstico de doenças através da endoscopia. O profissional só faz soprar ar no estômago justamente para conseguir visualizar a existências de possíveis manchas, buraco ou qualquer tipo de alteração prejudicial na região. Em alguns casos é necessário fazer a biópsia, que também é indolor.

O exame causa dor?

Como já vimos, a endoscopia feita pelo nariz não é dolosa e a tradicional também não é. A grande reclamação das pessoas que precisam fazer esse tipo de exame é justamente com relação ao desconforto que se sente durante o procedimento.

O que acontece depois do exame?

Após ser realizada a gastroscopia, o processo de recuperação é bem rápido. Depois da enfermeira tirar o endoscópio do paciente, o mesmo é levado para um quarto onde irá se recuperar dos efeitos causados pelo sedativo. em alguns casos, o médico pode pedir que o paciente faça alguns outros exames para melhor avaliar sua condição e ver quais as melhores formas de tratamento no caso de problemas detectados. dentre os exames destacamos:

  • A radiografia torácica;
  • Medir a frequência cardíaca;
  • Medir a pressão das artérias;

Não é necessário, em todos os casos, esperar os efeitos do sedativo passar para poder retornar para casa. O que se recomenda é que o indivíduo evite dirigir ou fazer qualquer outra atividade que ponha em risco à sua vida, até que o efeito do sedativo passe totalmente, fato este que pode levar até vinte quatro horas.

Preciso repetir o exame?

Cada caso é um caso. Dependendo do que foi diagnosticado no seu exame, você pode ou não ter a necessidade de fazer outras endoscopias posteriormente. Como exemplo, citamos um paciente que fez a endoscopia para descobrir se existia algum problema e que em seguida, ao detectá-lo precisou fazer outra endoscopia, mas que dessa vez serviu para concertar o problema.

Efeitos colateirais

o exame possui alguns efeitos que o indivíduo pode sentir após a sua realização e tais efeitos vão variar de pessoa para pessoa. dentre eles podemos destacar:

  • Dor na garganta;
  • Sonolência e cansaço extremo durante algumas horas posteriores ao exame;
  • Maior chance de ter algum tipo de infecção no peito ou pneumonia;
  • Dores abdominais;
  • Febre;
  • Alguma dificuldade na hora de respirar;
  • Vômitos com presença de sangue;

Alguns idosos com problemas na sua saúde, podem também sofrer ataque cardíaca ou ter um acidente vascular cerebral (avc). Lembrando que os efeitos colaterais não são de regra, você pode sim fazer a gastroscopia e não sentir nada posteriormente além da simples sonolência decorrente do sedativo.

5 Principais Doenças Transmitidas pelo Gato 

Gatos são uma fofura, não é mesmo? Só que é preciso estar atento já que, em alguns casos, esses felinos são responsáveis por realizar transmissão de doenças para as pessoas. Essas doenças transmitidas pelos animais são chamadas de zoonoses. Agentes que desencadeiam as enfermidades podem variar, levando em consideração cada infecção que o animal possa ter contraído. Quer identificar quais são as doenças? Fizemos uma lista com as cinco principais doenças que podem ser transmitidos através do gato.

Confira Abaixo as 5 Principais Doenças transmitidas pelo Gato:

5 Principais Doenças Transmitidas pelo Gato 

1 – Raiva

Já ouviu falar da raiva? Não, não é aquele sentimento que temos. Conhecida popularmente como raiva, a hidrofobia é uma enfermidade de origem viral que realiza alterações no cérebro e medula espinhal. Ao entrar em contato com um animal que sofre da enfermidade (na maioria dos casos obtida através da mordida do animal), seres humanos podem ser infectados com a doença. A doença costuma ser fatal.

2 – Toxoplasmose

Normalmente nosso primeiro conhecimento sobre a toxoplasmose ocorre ainda na infância, quando conhecemos as doenças ocasionadas pela falta de higiene. O que é importante ressaltar é que a enfermidade é transmitida através de fezes dos gatos que detém o parasita no organismo.

Assim, se a pessoa não possui hábitos higiênicos, como o de lavar as mãos após entrar em contato com ambientes (como a caixa com areia), as chances de que o ser humano desenvolva a doença são maiores.

3 – Bartonelose Felina

Também denominado de “doença da arranhadura do gato”, a Bartonelose felina é uma enfermidade que, como o próprio nome já diz, é obtida quando o felino arranha uma pessoa. Dessa forma, depois de haver o arranhão, a pessoa entra em contato com uma bactéria, denominada bartonella henselae, e pode desenvolver a enfermidade. É importante ter atenção, considerando que os gatos não apresentam sintomas do problema.

4 – Salmonela

De origem bacteriana, a salmonela é uma doença que costuma ocasionar uma grave intoxicação alimentar. Quem contrai a doença, costumam ter disenteria, diarreia, vômitos, dentre outros problemas. Por isso, é preciso estar atento, pois a bactéria salmonella é encontrada nas fezes de gatos.

Neste caso, se o seu felino contraiu a bactéria, qualquer contato com o felino pode fazer com que você venha a desenvolver. Uma dos principais cuidados é ter a higiene em dia.

5 – Toxocaríase

A lombriga toxocara canis é quem causa a toxocaríase, e normalmente o que costuma desencadear a enfermidade em humanos em ambientes onde o saneamento básico é precário, tendo em vista que os hospedeiros definitivos da lombriga são os animais (sejam gatos ou cachorros). Em humanos, além de problemas inflamatórios, a doença pode ocasionar hemorragia.

10 Doenças Mais Comuns em Bebês e Crianças

Todas as crianças merecem cuidados médicos e plano de saúde de alta qualidade. Como responsável, é importante estar ciente das diretrizes de tratamento mais atualizadas para que você possa ter certeza de que seu filho está recebendo o melhor cuidado possível.

I) As informações a seguir listam algumas das Doenças Mais Comuns em Bebês e Crianças:

1) Garganta Inflamada

Dor de garganta é comum em crianças e pode ser algo doloroso e incômodo. No entanto, uma dor de garganta causada por um vírus não precisa de antibióticos. Nesses casos, nenhum medicamento específico é necessário e seu filho deve melhorar entre 7 e 10 dias. Em outros casos, uma dor de garganta pode ser causada por uma infecção chamada estreptococo (garganta inflamada).

Bebês e crianças raramente adquirem estreptococo, mas eles são mais propensos a serem infectados por bactérias estreptococos se estiverem em creches ou se um irmão mais velho tiver a doença. Embora a bactéria se espalhe principalmente através da tosse e do espirro, seu filho também pode obtê-la tocando em um brinquedo com o qual uma criança infectada brincou.

Diagnóstico e tratamento:

Para o diagnóstico dessa infecção é necessário examinar a garganta da criança. Um teste de laboratório ou teste de estreptococo em consultório é necessário para confirmar o diagnóstico de estreptococo. Se positivo, seu pediatra prescreverá um antibiótico. É muito importante que seu filho tome o antibiótico conforme prescrito, mesmo que os sintomas melhorem ou desapareçam antes do final do remédio.

2) Dor de Ouvido

A dor de ouvido é comum em crianças e pode ter muitas causas – incluindo infecção no ouvido (otite média), otite externa (infecção da pele no canal auditivo), pressão de um resfriado ou sinusite, dor de dentes irradiando até a mandíbula e até o ouvido, entre outros. Para perceber a diferença, o pediatra precisará examinar o ouvido do seu filho. Na verdade, um exame no consultório ainda é a melhor maneira do seu pediatra fazer um diagnóstico preciso. Se a dor de ouvido do seu filho for acompanhada por febre alta, envolver ambos os ouvidos, ou se o seu filho tiver outros sinais de doença, o pediatra pode decidir que um antibiótico é o melhor tratamento.

Tratamento:

Muitas infecções de ouvido são causadas por vírus e não requerem antibióticos. Se o seu pediatra suspeitar que a infecção no ouvido do seu filho pode ser de um vírus, ele irá conversar com você sobre as melhores maneiras de ajudar a aliviar a dor de ouvido do seu filho até que o vírus se vá.

3) Catapora

A Catapora ou Varicela é uma doença altamente contagiosa, transmitida por um vírus. É fácil de identificar a catapora em bebês, pois sua pele fica com bolinhas avermelhadas que viram bolhas com líquido, eles tem coceira, febre e perdem o apetite.

Estes sintomas são muito desconfortáveis para a criança, o que faz com que ela fique chorosa, desconfortável e agitada.

Prevenção e tratamento:

Catapora, Sarampo, Caxumba e Rubéola são doenças que podem ser prevenidas com a Vacina Tetravalente Viaral.

Para tratar a Catapora, o pediatra pode recomendar a aplicação de pomadas sobre a pele, que aliviam a coceira e ajudam as feridas a sarar mais rapidamente, pois não existe tratamento para eliminar o vírus do corpo.

Além disso, como a Catapora é altamente contagiosa, é recomendado que o bebê não tenha contato com outras crianças, durante 5 a 7 dias, que é o período de contágio da doença.

4) Resfriado Comum

Resfriados são causados ​​por vírus no trato respiratório superior. Muitas crianças pequenas – especialmente aquelas que passam o dia em creches – podem ter de 6 a 8 resfriados por ano. Os sintomas de resfriado (incluindo coriza, congestão e tosse) podem durar até dez dias.

Muco verde no nariz não significa automaticamente que os antibióticos são necessários; resfriados comuns nunca precisam de antibióticos. No entanto, se houver suspeita de uma infecção sinusal, o seu médico decidirá cuidadosamente se os antibióticos são a melhor escolha com base nos sintomas do seu filho e num exame físico.

Tratamento:

Na maior parte dos casos, o resfriado pode ser tratado sem o auxílio de remédios, apenas com medidas caseiras e muito descanso.

5) Sarampo

O Sarampo surge geralmente no bebê depois dos 12 meses de idade. Seus sintomas costumam ser febre alta, vermelhidão, lacrimejamento e coceira nos olhos, manchas branco-azuladas dentro da boca e manchas vermelho-arroxeadas na pele. Isso faz com que o bebê fique agitado, choroso e sem apetite.

Tratamento:

Quando o bebê contrai esta doença, o pediatra recomenda a ingestão de remédios analgésicos e antitérmicos, que aliviam os sintomas de dor, febre e desconforto, pois não existe tratamento para eliminar o vírus do corpo.

Assim como a catapora, o sarampo é altamente contagioso, por isso é recomendado evitar que o bebê entre em contato com outras crianças durante o tempo de recuperação.

6) Caxumba

A Caxumba, também conhecida como papeira, é outra doença viral muito comum em crianças. Esta doença infecciosa pega-se através da tosse, espirro ou da fala de pessoas infectadas, provocando o inchaço das glândulas salivares na região do pescoço, dor, febre e mal-estar em geral. Estes sintomas deixam o bebê com a região do pescoço aumentada, choroso e inquieto.

Tratamento:

Para tratar a Caxumba, geralmente o pediatra recomenda tomar remédios para a dor e inflamação, que aliviam a dor, febre e desconforto, pois não existe tratamento para eliminar o vírus da Caxumba do corpo.

Além disso, durante a recuperação do bebê ou da criança é também recomendado fazer uma alimentação mole e pastosa e aplicar compressas mornas sobre o inchaço.

7) Diarreia e Vômito

A diarreia em um bebê consiste em frequente e repetida passagem de fezes aquosas não formadas.
Normalmente, essas crianças são perfeitamente saudáveis ​​e estão crescendo normalmente. A diarréia pode ser causada pelo consumo excessivo de bebidas açucaradas, mas é recomendado consultar o médico.

Diarréia e vômito podem ser causados ​​por muitas coisas diferentes, incluindo:

  • Vírus;
  • Um problema no estômago;
  • Intoxicação alimentar;
  • Alergia a alimentos.

Tratamento:

A diarréia e o vômito são mais sérios em bebês do que em crianças mais velhas, porque os bebês podem facilmente perder muito líquido de seus corpos e ficarem desidratados.

Se seu bebê ficar desidratado, precisará de líquidos extras. Se você estiver amamentando, continue, mas tente fazer isso com mais frequência. Se você estiver dando mamadeira, ofereça fluidos claros entre os alimentos.

8) Febre e Altas Temperaturas

Febres são bastante comuns em crianças pequenas e geralmente são leves. Às vezes, as causas da febre exigem atenção urgente, mas na maioria dos casos podem ser administradas em casa.
A febre em si é raramente prejudicial. Mas a alta temperatura pode fazer com que seu filho se sinta desconfortável – eles podem ter calafrios ou arrepios quando a temperatura estiver subindo, e podem suar quando ela estiver caindo.

Tratamento:

A maioria das causas de uma temperatura elevada em uma criança geralmente não são graves e se pode gerenciar em casa. Uma febre irá seguir seu curso independentemente do tratamento. A temperatura do seu filho voltará ao normal quando a infecção ou outra causa da febre desaparecer completamente.

9) Alergias Alimentares

É mais provável que os bebês desenvolvam alergias se houver uma história de eczema, asma ou alergias alimentares (conhecidas como “atopia”) na família.

É recomendado que, quando o bebê estiver pronto, por volta dos 6 meses, mas não antes dos 4 meses, seja introduzida uma variedade de alimentos sólidos, começando com alimentos ricos em ferro, enquanto continua a amamentação.

Quando começar a introduzir sólidos (desmame), introduza os alimentos que comumente causam alergias, um de cada vez, para que você possa identificar qualquer reação. Estes alimentos são: leite, ovos, trigo, nozes, sementes, peixe e marisco. Não introduza nenhum desses alimentos antes dos seis meses. Há evidências de que os bebês devem receber alimentos sólidos alergénicos, incluindo manteiga de amendoim, ovo cozido e laticínios e produtos de trigo no primeiro ano de vida.

Muitas crianças superam suas alergias a leite ou ovos, mas uma alergia ao amendoim é geralmente vitalícia.

Como vou saber se meu filho tem alergia alimentar?

Uma reação alérgica pode consistir em um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Diarréia ou vômito;
  • Tosse;
  • Chiado na respiração e falta de ar;
  • Coceira na garganta e na língua;
  • Comichão na pele ou erupção cutânea;
  • Lábios e garganta inchados;
  • Nariz escorrendo ou entupido;
  • Olhos doloridos, vermelhos e com coceira.

10) Gastroenterite

Esta doença, mais conhecida como um distúrbio estomacal, causa vômitos, diarréia e dor abdominal. Uma variedade de vírus, incluindo o norovírus – que muitas vezes invade centros de cuidados infantis – pode causar gastroenterite.

A maioria dos vírus estomacais desaparece dentro de alguns dias a uma semana e não exige nada além de repouso. Ainda assim, você deve certificar-se de que seu filho esteja ingerindo líquidos suficientes para evitar a desidratação. O maior erro que a maioria dos pais tende a fazer é dar muito líquido de uma só vez, o que uma criança doente pode não ser capaz de segurar.

Tratamento:

Comece com apenas uma colher de sopa de uma solução eletrolítica a cada 15 minutos e aumente lentamente a quantidade. Se o seu filho preferir tomar suco, dilua-o pela metade, já que esse tipo de bebida é rica em açúcar e pode levar à diarréia.

Assim que a criança sentir vontade de comer, ofereça pequenas quantidades de banana, arroz, compota de maçã e torrada. Se ela os mantiver no estômago, volte lentamente com as refeições regulares.

II) Quando chamar o médico?

A maioria das doenças infantis se vão sem grandes preocupações. Mas, para alguns sintomas (e para certas crianças), eles podem justificar uma consulta com seu pediatra.

Preste atenção em:

  • Desidratação – Seu filho pode ter olhos fundos (ou, se ele for um bebê, uma marca em sua cabeça) ou parecer extremamente letárgico, ou sua boca pode estar grudenta e pegajosa ao toque. Também tome cuidado se ele estiver urinando menos de três ou quatro vezes por dia.
  • Febre alta – Nos recém-nascidos, qualquer temperatura elevada pode significar uma ligação ao médico. Para crianças de 3 a 6 meses, telefone se a febre atingir 38 ºC; para bebês e crianças mais velhos, o limite é de 40 ºC.
  • Dificuldade de respiração – Telefone imediatamente se o seu filho estiver ofegante, a respiração dele for rápida ou difícil, ou você perceber longas pausas entre cada respiração.
  • Falta de apetite – É normal que uma criança doente tenha pouco interesse em comida. Mas se seu filho está comendo ou bebendo menos da metade do que ela normalmente faria por dois dias ou mais, consulte o seu médico.
  • Condições pré-existentes – Se seu filho foi diagnosticado com asma, diabetes, um sistema imunológico suprimido ou outra condição médica crônica, converse com seu pediatra sempre que ele apresentar um vírus que possa comprometer sua saúde.