Por que algumas músicas soam com harmonia e outras não?

harmonia

Desde a era antiga, escolas sempre tiveram dúvida porque algumas músicas tem uma harmonia tão perfeita enquanto outras não. Os gregos acreditavam que cada tamanho de uma corda de um instrumento musical, representava uma nota e tudo era uma questão matemática. Por outro lado, os compositores do século 20 estudaram que o gosto dependia do que cada indivíduo está acostumado a ouvir.

Os pesquisadores publicaram recentemente uma análise de mais de 250 universitários de Minnesota em relação a variedade de músicas e sons não musicais. “A pergunta é, qual teoria está atrás de uma nota prazeirosa ou não prazeirosa?” questiona Josh McDermott, quem conduziu o estudo na universidade do Minnesota antes de mudar para a Universidade de Nova Yorque. Esse foi uma das questões mais discutidas sobre a percepção humana.

Harmonia é a relação entre a frequência e a batida de tempo

A equipe da universidade do Minnesota, que inclui os colaboradores Andriana Lehr e Andrew Oxenham, foi capaz de manipular independentemente a relação entre a frequência harmônica do som e a qualidade das batidas do tempo. Frequências harmônicas são mulitiplicações de uma frequência, explica Mc Dermott. Por exemplo, notas de frequência 200, 300 e 400 Hertz são multiplicações de 100. Essas batidas ocorrem quando dois sons de frequências distintas estão próximos um ao outro. Assim, causando o aumento ou diminuição em amplitude, e produzindo um audível “balançando” com qualidade.

Acabar com o zumbido no ouvido

Notícia Diárias Para Quem Não Tem Tempo

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Os resultados dos pesquisadores mostraram que as cordas musicais podem soar bem ou não dependendo se as notas estão sendo tocadas produzindo frequências harmonicamente relacionadas ou não. As batidas do tempo não foram consideradas tão importantes. Impressionante é que os músicos com mais experiência tinham uma seleção melhor pelas frequências harmônicas. Ou seja, a aprendizagem influencia bastante- até mesmo as notas primárias, explica McDermott Mc Dermott diz, que precisa estudar fora do país para saber se as pessoas ao redor do mundo reagiriam da mesma maneira mas os efeitos da experiência musical explica que a cultura da música ocidental influenciou na aprendizagem de sons da frequência harmônica. Ouvintes com experiências diferentes podem ter preferências diferentes. “ A diversidade das músicas das outras culturas estão baseado nisso. “intervalos e notas que são dissonantes no padrão ocidental podem ser comuns em outras culturas, “diz McDermott. “ A diversidade é a uma regra mas não uma excepção”.

Recentemente a música ocidental está dominando os rádios do mundo inteiro. “Jovens da Indonesia estão ouvindo Eminem,” diz McDermott, “Assim irá ficar difícil para descobrir a verdade”

Entre os pesquisadores estão, Josh H. McDermott, New York University, New York, NY; Andriana J. Lehr, University of Minnesota, Minneapolis, MN. and Andrew J. Oxenham, University of Minnesota, Minneapolis, MN.

Acabar com o zumbido no ouvido

 

Fonte: Josh H. McDermott, Andriana J. Lehr, and Andrew J. Oxenham. Individual Differences Reveal the Basis of Consonance. Current Biology, 2010; DOI: 10.1016/j.cub.2010.04.019