Laqueadura – Tipos, Riscos e Como Reverter?

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A Laqueadura, também conhecida como ligadura de trompas ou laqueadura tubária, proporciona a anticoncepção, já que consiste em um método que resulta na esterilização feminina, que pode ser feita em mulheres acima de 25 anos e com dois filhos vivos, pelo menos. O encontro do óvulo com os espermatozoides ocorre através das trompas uterinas. A cirurgia realiza a obstrução das trompas uterinas, sendo assim, não ocorrerá a fecundação.

Quais são os tipos de Laqueadura?

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Diversos procedimentos podem ser adotados para a realização da Laqueadura:

  •  Abdominal aberta: Nesse método estão envolvidas duas técnicas, a laparoscopia e a minilaparatomina. Ocorrem por pequenas incisões acima do púbis, podendo ser longitudinais ou transversais. Na laparoscopia, são realizadas pequenos furos e uma pequena câmera para facilitar a observação e instrumentos para realizar a operação são introduzidos. Podem ser utilizados também alguns equipamentos para facilitar a operação, como aparelhos para colocar um anel elástico, dar os pontos ou um manipulador uterino. Diferentemente do próximo item, o vaginal, esses procedimentos podem deixar alguma cicatriz.
  • Vaginal: Nos procedimentos vaginais, a exposição e o acesso, como o nome já diz, são feitos pela vagina. Na colpotomia, uma incisão  para alcançar as trompas é feita no fundo de saco da vagina. Já na histeroscopia, a exposição ocorre pela cavidade uterina com o auxílio de uma pequena câmera na ponta, semelhante ao método de endoscopia.

Conheça os fatores de risco:

É importante lembrar que não se trata simplesmente de um método anticoncepcional, é uma cirurgia que exige anestesia, tempo de recuperação e cuidado como todas as outras. Podem ocorrer complicações tornando o processo mais complexo,  por exemplo, o sangramento, lesões de outros órgãos ou infecções. Após a cirurgia, a paciente também pode sentir cólicas e dores durante a relação sexual.

Acabar com o zumbido no ouvido

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Lembre-se de conversar bem com os médicos, se informar e fazer todos os exames pré-operatórios, como por exemplo exames ginecológicos, pesquisas de infecções, teste de gravidez e avaliação cardiológicas (caso o paciente tenha problemas cardíacos), podem ser pedidos. Existe um risco, mesmo que pequeno, do procedimento falhar. Além disso, pode surgir o arrependimento pós-cirurgia.

Existe alguma maneira de reverter o procedimento?

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Atualmente, essa possibilidade já existe tendo 50% de chance de reversão, porém, exige um processo trabalhoso, por isso é importante a conscientização antes do processo. Por isso, antes de realiza-la, pode ser pedido para que o paciente assine um termo de consentimento livre ou passe por uma uma avaliação psicológica. Tudo depende do quadro clínico e das indicações feitas pelos médicos.

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Sendo assim, é possível, só que por ser um serviço mais complexo, a paciente pode ter dificuldade para encontrar uma boa instituição para realizar essa reversão. A maior probabilidade de engravidar no futuro, pode existir nos casos em que a mulher esterilizada recorre a reversão o mais cedo possível. Tudo depende do método adotado e do quadro clínico da mulher, afinal, como foi visto anteriormente, existe mais de um método. Se for possível a reversão, a média para engravidar varia de seis meses a um ano.

Não esqueça: antes de optar por esse método, converse com seu ginecologista para ver se realmente é a opção mais adequada para o seu caso.

Regras para a realização deste procedimento

A laqueadura no Brasil é regulamentada pela Lei n. 9.263/96 que trata do planejamento familiar. A legislação estabelece algumas regras para a realização de qualquer método cirúrgico de contracepção, entre elas:

  • Ser maior de 25 anos
  • Ter dois filhos vivos.
  • A manifestação da vontade deve anteceder 60 dias ao ato cirúrgico.
  • Deve haver consulta do interessado a uma equipe multidisciplinar de aconselhamento, para evitar uma esterilização precoce.
  • Laudo do médico atestando a boa saúde do paciente.