Saiba Tudo Sobre a AIDS/HIV – Causas, Sintomas e Tratamentos

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A AIDS/HIV é pouco discutida entre os jovens nos dias de hoje, parece que a ficou no passado. Muito pelo contrário, o vírus ainda é presente e ativo em nosso país.

No Brasil, a estimativa é que 734 mil pessoas estejam contaminadas. Embora seja mais simples tratar a AIDS nos dias de hoje, os efeitos colaterais dos remédios continuam agressivos. Como poucas pessoas sabem o que é de fato a AIDS, não acham necessário se prevenirem.

HIV significa vírus da imunodeficiência humana, do inglês Human Immunodeficiency. É o vírus causador da AIDS, ele afeta células do sistema imunológico, chamadas T CD4+. Tal sistema é composto por milhões de células formando uma barreira para proteger nosso organismo, o vírus do HIV penetra dentro das células, se multiplica e enfraquece o sistema imunológico.

AIDS significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, do inglês Acquired Immunodeficiency Syndrome. Ou seja, o vírus já está evoluído impossibilitando o organismo de se defender de qualquer ameaça. Tornando o individuo suscetível a pegar qualquer tipo de doença.

Os sintomas do vírus do HIV podem demorar longos períodos para aparecer, sua incubação não tem períodos completamente definidos. Por isso, uma pessoa portadora do HIV não necessariamente tem AIDS. Mas o quanto mais cedo for detectado o vírus, mais chances de viver o portador têm.

I) Quais são os sintomas do HIV?

O primeiro estágio após a incubação do HIV se chama síndrome retroviral aguda (ars), o corpo pode demorar de 5 a 30 dias para começar a produzir células de defesa contra o vírus do HIV. Os primeiros sintomas aparecem em 50 a 90% dos infectados pelo vírus, ou seja, nem todos apresentam as manifestações primárias. Os sintomas seriam o de uma , como febre e mal estar, que pode durar de 1 a 4 semanas, podendo passar despercebido pelo portador do HIV.

A próxima fase chamada de assintomática ou latência clínica, o vírus já está fazendo constantes e rápidas mutações nos linfócitos T CD4+. Durante esse período de infecção o vírus usa o sistema imunológico ( as células T CD4+) para fazer cópias de si mesmo e vai destruindo as células no processo, fazendo com que diminua rapidamente a proteção do nosso organismo. O período assintomático pode durar em média seis anos.

A última fase chamada sintomática inicial que as unidades de linfócitos podem chegar a 200 unidades por mm³ de sangue, tornando o organismo incapaz de se defender. O indivíduo passa a desenvolver doenças que aumentam a incapacidade de defesa, como doenças hepáticas, renais, pulmonares, intestinais, , sudorese noturna, e outras doenças endêmicas. A probabilidade de transmitir o HIV nesse período é maior, pois a quantidade de vírus no sistema é muito alta, período que pode durar muito tempo se não for diagnosticado.

Toda essa evolução do vírus se não for detectado resulta na AIDS. Os anticorpos não conseguem se defender de doenças que poderiam eliminar progressivamente, como uma , por exemplo, e se tornam fatais mesmo com medicamentos.

II) Como é transmitido a doença?

É essencial que fique bem claro quais são as formas de possível transmissão do HIV. Além disso, existem algumas formas que muitos pessoas acreditam que podem causar transmissão. Porém, são mitos e só ajudam no aumento do preconceito.

Formas de transmissão:

  • Sexo sem camisinha – sendo oral, vaginal ou anal.
  • Uso de seringa ou agulha contaminada.
  • Transmissão vertical – que passa da mãe para o filho durante a gestação, ou amamentação.
  • Instrumentos cortantes sem esterilização.
  • Transfusão de sangue contaminado.

Formas de não transmissão:

  • Banheiro, vaso sanitário, e piscina.
  • Talheres, pratos e copos.
  • Espirro, saliva, lágrima e .
  • Picada de insetos.
  • Aperto de mão, abraço e carícias

III) Quais são os tratamento disponíveis?

O tratamento do HIV ajuda em todos os estágios da doença, desacelera ou previne a evolução para outro estágio. No Brasil, o tratamento contra o vírus é gratuito. Logo que o paciente é detectado com a doença se inicia o tratamento, é encaminhado para o aconselhamento para melhor interpretação do resultado do exame, sendo assim o paciente tem suas necessidades atendidas de prontidão.

O diagnóstico pode ser feito de duas formas, a coleta de sangue ou fluido oral, que o resultado sai em até 30 minutos. Tanto o tratamento, quanto o teste citado aqui é oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Quanto mais cedo for descoberto o vírus melhor será a resposta do tratamento, os efeitos colaterais não serão tão agressivos. Poderá também diminuir as chances de transmissão do HIV, e melhorar qualidade de vida. O tratamento tem como objetivo prolongar e melhorar a qualidade de vida do infectado, reduzindo a carga viral e reconstituindo o sistema imunológico com antirretrovirais.

O PEP que significa Profilaxia Pós-Exposição é uma forma de prevenir o HIV. É um medicamento recomendado para pessoas que tiveram exposição ao vírus do HIV, tendo relações sexuais desprotegidas, vitimas de violência sexual e profissionais de saúde que se acidentaram com objetos contaminados. O PEP foi divulgado pela mídia como uma “pílula do dia seguinte”, e não se trata de uma pílula somente, e sim de um tratamento de longo prazo. É um coquetel de 3 pílulas tomadas diariamente no período de 28 dias sem interrupção, para evitar a infecção do vírus.

O tempo recomendável para início do PEP é de duas horas após a exposição de risco para melhor eficácia do tratamento, tendo no máximo 72 horas para início do mesmo. Quanto mais rápido iniciar a profilaxia, maiores as chances de não contrair o vírus. Este coquetel de profilaxia se encontra disponível no Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS em diversos municípios, fornecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

IV) Preconceito na sociedade

O preconceito envolto dos portadores de HIV/AIDS é ignorância que deve ser combatida com informação. A AIDS/HIV não se restringe a um grupo de pessoas somente, ou ao estereótipo pregado de que somente os gays correm o risco de contrair o . Mas não podemos deixar de citar que foi descoberto recentemente que o vírus se transmite mais facilmente pelo anal, e isso não se restringe apenas aos homossexuais. A AIDS aumentou 80% em pessoas a partir dos 50 anos, de 2001 a 2012. Enquanto que entre os jovens, o aumento em seis anos foi de 50% . Sendo assim, todos estamos dispostos a contrair o HIV se não for feita a prevenção correta. Tal prevenção que é simples e gratuita. São distribuídas milhares de camisinhas femininas e masculinas em postos de saúde. Caso você queira saber um posto de saúde mais próximo ligue no Disque Saúde 136.

Foi feito um questionário distribuído para 12 pessoas dos 18 aos 27 anos. Das 12 somente 7 usam preservativos, e as 5 que não usam disseram que mantém um parceiro (a) , e que o preservativo incomoda. Manter somente um parceiro não evita a transmissão do vírus do HIV, pois ambos tiveram outros parceiros, que também tiveram outros parceiros, sendo assim, a transmissão continua possível. Hoje, podemos contar com diversos tipos de preservativos, com variedades de tamanho, sensibilidade, sabor e etc. Vale lembrar também que para evitar gravidez não evita doença.

Acompanhamos uma pequena farmácia em , no bairro central da cidade. Em dois meses só foram vendidos somente dois preservativos, e as pílulas do dia seguinte a média é de seis por dia. Ou seja, as pessoas só se protegem de gravidez, mas de doenças não. Hoje, no Brasil 734 mil pessoas vivem com o vírus HIV, e somente 589 mil sabem. São dados alarmantes diante da simplicidade de se prevenir contra o HIV/AIDS sexualmente. O SUS (Sistema Único de Saúde) desde 2014 oferece um teste de fluido oral para detectar o vírus, o teste é rápido dura até 30 minutos para sair o resultado, é indolor e gratuito.

V) Como é Conviver com um Parceiro HIV Positivo Quando Você é HIV Negativo?

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Ser soropositivo ao HIV não é mais uma sentença de morte automática. Na verdade, a medicina fez grandes avanços, permitindo que as pessoas tenham uma vida normal. Porém e se você for negativo e seu parceiro HIV positivo? É crucial ter conhecimento sobre a doença e opções individuais de terapia para lidar melhor com essa situação.

A) O que o parceiro HIV negativo precisa fazer?

Os parceiros HIV negativos podem reduzir o risco de transmissão com uma profilaxia pré-exposição diária (PrEP). Se você está se perguntando: “O que é a PrEP?” é uma mistura de um medicamento antirretroviral que impede o vírus de se replicar e usado regularmente, reduz a transmissão em pelo menos 92%. É recomendado para aqueles que têm vários parceiros ou um parceiro HIV positivo. A PrEP raramente causa efeitos colaterais, embora algumas pessoas experimentem algumas náuseas menores que diminuem após três semanas.

Aqueles que usam precisarão de um teste de função renal para garantir que possam lidar com a medicação. Tenha em mente que a PrEP não protege contra o e outras IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e não é um substituto para os métodos de contracepção de barreira.

B) Além dos testes regulares de HIV, você também deve fazer para:

  • HPV – se você é mulher, faça Papanicolaou ou Preventivo.
  • Herpes simplex – se você é de alto risco ou tentando engravidar.
  • Chlamydia e Gonorreia – que requerem amostras de urina. Estes são facilmente tratados.
  • Hepatite 
  • Sífilis e tricomoníase – que são testados com uma amostra, esfregaço ou exame de sangue.

C) O que o parceiro HIV positivo pode fazer?

Se o parceiro HIV positivo regularmente toma os medicamentos, isso ajuda manter a carga viral no corpo mais baixa, o que diminui as chances de que o vírus se espalhe para o parceiro. A terapia antirretroviral altamente ativa (HAART) é um coquetel de medicamentos que impedem o HIV em vários pontos, diminuindo o número de mortes. Este tratamento transformou a AIDS em uma doença crônica em vez de uma potencialmente fatal.

Quanto mais você sabe sobre a doença, mais você pode combater o preconceito. Se você é soropositivo, informar seus entes queridos é um excelente começo para mudar as atitudes nocivas em relação a esta doença. Obter apoio de amigos, familiares, colegas ou profissionais é importante.

D) Precauções:

  • Nenhum dos parceiros deve ter outra IST porque isso pode aumentar as taxas de transmissão.
  • Os contraceptivos de barreira tornam-se ineficazes se estiverem expostos a lubrificantes à base de óleo. Apenas devem ser utilizados lubrificantes à base de silicone e à base de .
  • Ao fazer sexo devem ser utilizados preservativos.
  • Se forem usados ​​brinquedos de qualquer tipo, lave-os sempre com água e sabão após cada uso. Os brinquedos de silicone são muitas vezes os mais fáceis de limpar – eles podem ser fervidos ou jogados na máquina de lavar louça.
  • Ver um profissioal também pode ajudar a lidar com os medos sobre a morte de seu parceiro.
  • Evite um relacioameto abusivo por uma das partes; sempre coversem sobre o que é melhor para o casal.

Fonte:

https://www.hiv.gov/


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Equipe Biosom

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