Saiba Tudo Sobre a Alergia Solar

alergia solar

Conhecida no meio científico como lucite estival, a reação de alergia solar é um tipo de alergia ocasionado pelo contato direto com os raios UVA.

De maneira geral, a lucite estival atinge mulheres entre os 15 e 35 anos de idade que possuem a pele clara, além de pessoas idosas ou que usam medicamentos com substâncias fotossensíveis, como as substâncias utilizadas para o tratamento de acne ou manchas na pele.

De acordo com estudos, apenas 5 a 10% das pessoas sofrem deste tipo de reação alérgica.

1) Causas da alergia solar

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A alergia solar também pode ser conhecida como fotodermatose, com causas que podem ser desconhecidas ou idiopáticas, quando relacionadas com prováveis alterações do sistema de defesa imune.

Também podem ser considerados agentes causadores as doenças hereditárias, fotossensibilidade a substâncias químicas exógenas aplicadas na pele. O Lúpus Eritematoso, doença cutânea, também pode ser agravada com a exposição solar.

De maneira geral, a reação alérgica ao sol pode ser ocasionada pelos seguintes fatores: predisposição genética, existência de outras alergias, alergia à exposição aos raios UVA, ingestão de medicamentos e entre outros.

2) Sintomas de alergia solar

Há quatro diferentes grupos para a reação alérgica ao sol, que variam de acordo com os sintomas da alergia solar, sendo eles a urticária solar, erupção cutânea fotoalérgica, erupção polimorfa à luz e a fotossensibilidade.

Entenda cada um deles:

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  • Urticária solar: é o grupo raro que ocorre minutos após o contato com o sol. Neste caso, surge uma placa rosácea, elevada sobre a pele, lembrando a picada de um mosquito. A lesão pode atingir todo o corpo, principalmente, as áreas não cobertas por roupas e desaparece entre uma hora ou duas horas depois, caso o alérgico vá para a sombra.
  • Erupção cutânea fotoalérgica: é aquela aparece nas horas seguintes a exposição aos raios solares com sintomas bem intensos, como inchaços vermelhos, bolhas, ou pápulas, acompanhadas por prurido intenso nas partes expostas do corpo, sendo os membros mais comuns o pescoço, mãos e antebraços.
  • Erupção polimorfa: esta reação é ocasionada por uma luz solar de baixa intensidade, após exposição de 30 minutos ou por algumas horas. Neste grupo, o alérgico apresenta vesículas, manchas vermelhas e rosáceas em círculo. Os sintomas das exposições subsequentes tendem a piorar.
  • Fotossensibilização: ocorre pela combinação da ação dos raios solares com a administração por via oral, local, retal ou parentérica de produtos alimentares, medicinais ou cosméticos. Os sintomas são aparecimento de erupções cutâneas vermelhas, papulosas ou vesiculosas e muito pruriginosas em toda a superfície da pele. A cor da pele pode tornar-se azul ou acastanhada.

3) Tratamento para alergia solar

O principal tratamento para a alergia solar é se prevenir, por meio do cuidado na escolha do vestuário de proteção, além de evitar a exposição solar, usando e abusando da sombra.

Geralmente, o tratamento medicamentoso é baseado no uso de anti-histamínicos e corticosteroides contra a coceira. Porém, no caso da reação alérgica ao sol ocasionada pelo grupo de erupção cutânea fotoalérgica a doença pode ser tratada com suplementos alimentares, disponíveis nas farmácias.

Algumas dicas são importantes. Confira:

  • Evite se expor ao sol entre as 12 e as 16 horas
  • Dê preferência às exposições progressivas, entre 20 ou 30 minutos por dia
  • Utilize protetores (ou bloqueadores) solares de índice elevado e com ações anti-UVA e anti-UVB
  • Renove a aplicação do protetor a cada duas horas.