Saiba Tudo Sobre a Embolia Pulmonar

Saiba Tudo Sobre a Embolia Pulmonar

Embolia pulmonar ou Tromboembolismo pulmonar é o bloqueio de uma artéria pulmonar ou um dos seus ramos por um coágulo de sangue, gordura tumores, bolhas de ar ou líquido amniótico que são liberados nos vasos sanguíneos. O coágulo não só evita a troca de oxigênio e dióxido de carbono, mas também diminui o fornecimento de sangue ao próprio tecido pulmonar, o que provoca a morte do mesmo tecido (infarto).

Para compreendermos melhor, a Embolia começa inicialmente a partir do instante em que uma espécie de coágulo ou êmbolo, também chamados de trombo, se soltam. Esses coágulos se localizam em alguma veia da perna ou inclusive da pelve. Quando se soltam acabam provocando um bloqueamento dos vasos presentes no nosso pulmão, que decorrem principalmente de pequenos pedaços de gordura ou de ossos fragmentados ou ainda de bolhas de ar. Na maioria dos casos, o trombo se origina pelos membros da parte inferior e a doença em questão acaba sendo confirmada especificamente como uma espécie de complicação consequente de uma trombose.

Quando o coágulo percorre o nosso organismo, escolhe se estabilizar em alguma artéria do nosso pulmão. Por conta disso, o fluxo sanguíneo acaba sofrendo uma obstrução. Dependendo do tamanho em que o trombo se apresente, essa embolia é capaz de fazer com que um indivíduo venha falecer subitamente, uma vez que a doença promove uma interrupção da circulação existente na região dos pulmões.

No caso do Brasil, a Embolia Pulmonar vem atingindo com maior frequência as pessoas que estão na faixa etária dos trinta anos de idade, enquanto que em países como os Estados Unidos ou aqueles localizados na Região Europeia, costuma afetar aqueles que se encontram na faixa dos quarenta anos de idade. Nesse último caso, a maior ocorrência dessa doença tem sido registrada entre idosos com sessenta e setenta anos.

Todo ano é feito um balanço sobre o índice de incidência da embolia e verificou-se que ela costuma afetar um a cada mil indivíduos habitantes e dentre os casos, até dezessete por cento costuma ser fatal para o paciente. Esse problema é muito delicado porque boa parte dos registros de óbito sobre a doença estiveram livres de quaisquer suspeitas, e pelo menos cerca de trinta por cento dos processos de diagnósticos são realizados erroneamente.

Quais são os sintomas da embolia pulmonar?

A Embolia pode apresentar sinais específicos, mas nem sempre são sinais perceptíveis. Por isso a doença é tão grave, aproximadamente metade dos casos não são diagnosticados de forma correta por não se identificar tais sinais. Aliás, dos sintomas que são mais nítidos, a maioria são similares aos que identificam a TVP. A seguir destacamos os sinais mais frequentes da embolia pulmonar, para que você os conheça e saiba identificá-la o quanto antes:

  • Dor no peito– a dor é classicamente descrita como aguda que piora ao respirar fundo
  • Falta de ar– a pessoa pode ter dificuldade em recuperar a respiração e a falta de ar sempre piora com a atividade
  • Tosse, que às vezes produz catarro sangrento
  • Batimentos cardíacos rápidos
  • Ansiedade
  • Coloração azulada da pele e das mucosas (cianose), devido à diminuição da saturação de oxigênio (glóbulos vermelhos que não possuem moléculas de oxigênio)
  • Diminuição da pressão arterial;
  • O fígado e o baço ficam maiores;
  • Inchaço: as pernas ou as veias que nelas se localizam podem inchar, os vasos presentes na região do pescoço também, incluindo os membros localizados na parte inferior;
  • A região do peito pode apresentar algum tipo de chiado;
  • Respiração: pode ficar mais curta e inclusive ofegante;
  • A pulsação pode ficar fraca e bem rápida;
  • Tonturas;
  • Suar intensamente.

Principais sequelas da doença

Como qualquer doença, a Embolia pode sim deixar algumas sequelas importantes, mas vale salientar que o indivíduo por ela afetada nem sempre irá sofrer com elas em seu nível grave, até porque a embolia pulmonar, costumeiramente atinge uma pequena área onde gera a efetiva obstrução. E inclusive, a partir do momento em que começam a surgir sintomas específicos tais como a dificuldade para respirar, aspecto arroxeado nos lábios e nas pontas dos dedos e dor na região do peito, imediatamente faz com que o indivíduo perceba que precisa ir para um hospital urgentemente. Essa atitude é o que protege o paciente contra sequelas graves.

Com relação a obstrução, ela pode surgir em algum vaso de sangue de maior relevância, embora isso seja bastante raro. Estamos falando de um vaso quem tem a principal finalidade de deixar quase a totalidade dos pulmões irrigados. Se o tecido não consegue receber o sangue necessário, ele pode se retrair, além de o pulmão não receber nenhuma troca gasosa, o que pode gerar consequências negativas para o indivíduo, como por exemplo a de morrer subitamente ou ainda deixar sequelas na região dos pulmões das quais podemos destacar a pressão alta no pulmão que é mais incidente nas pessoas que sofrem de alguma enfermidade nesse órgão.

Nós já pudemos ver que a embolia nos pulmões pode surgir principalmente por causa de obstruções sanguíneas que afetem o presente órgão, no caso de acidentes com automóveis, por exemplo, ou cair de uma altura muito relevante. Porém, a doença surge comumente em decorrência de bolhas de gás que costumam surgir em algum vaso de sangue ou ainda pode surgir em vista de placas de gordura que também aparecem nesses vasos. Nesse caso, por afetar um vaso sanguíneo de menor importância, fica muito mais fácil fazer o tratamento de suas possíveis sequelas.

Causas principais

De forma geral, a embolia nos pulmões ocorre principalmente por causa de coágulos sanguíneos que costumam se formar em alguma artéria. Esses coágulos impedem que o fluxo sanguíneo permaneça eficaz, bloqueando a sua passagem. Já vimos da onde esses coágulos frequentemente são gerados não é mesmo? Tanto ele pode se originar de veias localizadas nas regiões das pernas como também naquelas que ficam nas regiões da pelve, na qual destacamos o quadril.

Para quem não sabe esses coágulos que citamos no parágrafo anterior são denominados de Trombose Venosa, também chamada de TVP. Essa trombose acaba se soltando e consequentemente percorre o caminho até chegar nos pulmões.

Acabar com o zumbido no ouvido

Existem outras causas que acontecem com menor frequência e que também já mencionamos no artigo. São elas as decorrentes de:

  • Bolhas de ar;
  • Líquido amniótico;
  • Parasitas;
  • Células cancerosas.

Os fatores de risco para o coágulo (trombo) que “viaja” para o pulmão (embolia pulmonar) incluem:

  • Imobilização prolongada, como viagem prolongada sentado em um carro, avião, trem, hospitalização ou repouso prolongado na cama;
  • Medicamentos, incluindo pílulas anticoncepcionais ou terapia hormonal;
  • Tabagismo;
  • Predisposição genética;
  • Aumento de hemácias (Policitemia);
  • Câncer, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral ou uma infecção grave;
  • Gravidez incluindo o período pós-parto até 6 a 8 semanas após o parto, especialmente se você teve uma cesariana;
  • Cirurgia recente que envolveu as pernas, os quadris, a barriga ou o cérebro;
  • Obesidade;
  • Dano nas paredes dos vasos sanguíneos.

É mais comum que comece na perna, mas também pode ocorrer em veias dentro da cavidade abdominal ou nos braços.

Tipos de Embolia nos Pulmões 

Notícia Diárias Para Quem Não Tem Tempo

Existem basicamente três tipos de Embolia: a do tipo gasosa, a gordurosa e a embolia amniótica. A seguir você verá um pouquinho mais sobre cada uma delas:

Embolia do tipo gasosa: Ela surge em decorrência de bolhinhas de ar que acabam se formando na circulação. Um exemplo disso temos o mergulhador, que precisa passar por um processo que foca em descomprimir subitamente durante a sua subida em direção a superfície.

Embolia do tipo gordurosa: Ela surge por causa do tecido adiposo que aparece fragmentado na circulação, em decorrência de um trauma grande que tenha acontecido. Um exemplo disso temos fraturas na região do quadril.

Embolia do tipo amniótica: Essa pode surgir depois de um parto, justamente por causa do líquido amniótico que acaba passando para a circulação da mulher.

Como é diagnosticada a embolia pulmonar?

Pode ser difícil diagnosticar a embolia pulmonar. Um médico começará fazendo um exame físico e fazendo perguntas sobre sua saúde e seus sintomas. Isso ajudará o médico a decidir se você está em alto risco de embolia pulmonar.

Com base no seu risco, você pode fazer testes para procurar coágulos sanguíneos ou descartar outras causas de seus sintomas. Os testes comuns incluem exames de sangue, tomografia computadorizada, eletrocardiograma, ultrassom e ressonância magnética.

Qual o tratamento?

A medicação anticoagulante é o tratamento para embolia pulmonar, e o paciente pode ser obrigado a continuar o tratamento por um período mínimo de 3 a 6 meses. Se não for tratada prontamente, a embolia pulmonar pode levar à morte súbita, especialmente se houver uma grande quantidade de coágulo presente nas artérias pulmonares. Dentre os remédios mais utilizados para esse processo estão:

  • Aerolin;
  • Atrovent;
  • Ares;
  • Heparina;
  • Enoxaparina;
  • Rivaroxabana;
  • Varfarina;

No caso dos indivíduos que precisam fazer uso desses remédios de caráter anticoagulante, o recomendado é evitar o consumo de vitamina K, visto que ela pode atrapalhar e prejudicar o seu efeito esperado.

Existem outras formas para se tratar a embolia, além dos remédios utilizados para esse fim. Um deles é a intervenção cirúrgica, que em alguns casos é necessária. Nesse caso, a cirurgia se chama Trombectomia, e trata-se de um método eficaz para promover a desobstrução de vasos presentes na região pulmonar, auxiliando a destruir os coágulos de sangue, removendo-os por intermédio de um cateter.

Fora a cirurgia é possível também implantar uma espécie de filtro de vasos que serve para evitar que esses coágulos se formem e afetem os pulmões. Além disso, os indivíduos também podem fazer cirurgia para tirar o máximo de coágulos que puder e esse método é orientado principalmente para casos mais graves.

Acabar com o zumbido no ouvido

Outras formas de tratamentos disponíveis: 

  • Fitoterapia;
  • Terapia como ajuda para os pacientes mais delicados;
  • Uso de planta medicinal, das quais podemos destacar: o trevo branco, a Hamamélis, a castanha da índia, o visco e a Tília;
  • Homeopatia, que se trata de um método que diminui o aspecto viscoso no sangue;
  • Ferramentas que auxiliam na respiração do indivíduo (suporte ventilatório);
  • Ferramentas para ajudar no processo de correção de choque hipovolêmico (tanto o suporte hemodinâmico, como remédios para correção do acidobásico e eletrolítico do sangue);
  • Uso de meias com finalidade de compressão, ideal para pessoas que permanecem sentadas ou imóveis por um período de tempo relativamente grande. Essas meias são capazes de fazer massagens na região.

Quando um indivíduo recebe o diagnóstico de Embolia Pulmonar maligna, orienta-se de forma geral, que se use o curso que chamamos de heparina de baixo peso molecular. Esse é sem dúvida o tratamento mais eficiente para tais quadros e se receber o tratamento correto, ela não provocará nenhum tipo de consequência negativa para o indivíduo.

Além disso, vale enfatizar que usar remédios por conta própria ou deixar de tomar algum que fora orientado pelo médico é extremamente perigoso e não pode ser realizado sem a consulta do profissional. Somente ele sabe qual a dosagem certa para a sua situação e o tempo de tratamento que você deverá realizar. Qualquer suspeita ou dúvida que você tenha que possua alguma relação com sua saúde, não hesite em buscar a ajuda de um médico qualificado. Observe bem os seus sinais e não postergue, pois quanto mais rápido se diagnostica um problema, maior é a chance de tratá-lo e preservar a sua saúde e seu bem-estar.

A embolia é grave? Ela pode matar?

A Embolia Pulmonar pode ou não trazer consequências mais preocupantes para o indivíduo afetado por ela. Por justamente oferecer diversos níveis de gravidade, a doença é considerada extremamente relevante e possui um grande potencial de atingir o paciente de maneira fatal. Todos os quadros, até que sejam analisados e tratados são considerados graves e precisam de acompanhamento médico. O qualquer menor sinal de sintoma é preciso correr para um hospital, pois a sua vida pode estar em jogo.

Tem como se curar da doença?

A boa notícia é que apesar de se tratar de um problema muito grave, a Embolia pode receber o tratamento e dessa forma ser curada, mas vale enfatizar que para que isso aconteça é essencial que o indivíduo descubra o problema de forma precoce e faça o tratamento indicado pelo seu médico exatamente como foi orientado.

Se tratar é importante porque é dessa maneira que é possível impedir que novos coágulos se formem e ainda destrói aqueles que já estavam presentes e que deu início ao problema. Todo esse processo de cuidado pode ser realizado tanto com base em remédios específicos ou ainda precisar realizar uma cirurgia.

Embolia pulmonar pós cirurgia? Quais as chances?

É muito importante sabermos que a Embolia Pulmonar pode ser também uma consequência de algum procedimento cirúrgico realizado nas regiões dos membros localizados na parte inferior. De acordo com o Instituto Nacional de Traumatologia, cerca de oitenta por cento das pessoas que se encontram nessa situação, possui muito mais chances de desenvolver aqueles pequenos coágulos de sangue que promovem o surgimento de problemas como a Trombose e a Embolia Pulmonar.

Foram feitos muitos estudos que constataram que os problemas ligados a Trombose venosa, dos quais destacamos a TEP e a Embolia nos Pulmões causam mais mortes todo ano na região da Europa, do que doenças graves como a AIDS, câncer mamário, de próstata e acidentes com automóveis em conjunto. A doença promove maior probabilidade de se desenvolver Isquemia, Infarto dos pulmões e ainda o óbito repentino da vítima. Além disso, esses estudos estimaram que um indivíduo chega a óbito a cada trinta e sete segundos, por causa dos coágulos de sangue que se formam.

Embolia no pós-parto. É possível?

As futuras mamães devem estar atentas ao pós-parto, que pode ter algumas consequências negativas para a saúde. O ideal é que a mamãe observe a presença de alguns sinais típicos de enfermidades, para que relate detalhadamente ao seu médico, a fim de que ele identifique o problema e oriente a melhor forma de tratamento para ele. Dentre os sinais mais frequentes podemos destacar:

  • Perder muito sangue;
  • Ter corrimento com odor desagradável;
  • Febre alta;
  • Dificuldades para respirar.

Se a mamãe ver que está com qualquer um desses sinais deve relatar imediatamente ao seu médico, pois ela pode estar sofrendo com alguma doença da qual incluímos a Embolia Pulmonar. Se nesse caso a embolia for diagnosticada, o profissional da área irá avaliar o melhor método de tratamento, podendo orientar o uso de remédios específicos para o problema e de anticoagulantes, que são eficazes para ajudar o fluxo sanguíneo a funcionar corretamente, sem bloqueios.

Pode ser que o mesmo oriente a mulher a usar máscara de oxigênio, já que a dificuldade de respirar pode existir e ainda, há algumas situações onde é necessário realizar uma intervenção cirúrgica.

A embolia pulmonar pode ser prevenida?

  • No ambiente hospitalar, a equipe de enfermagem trabalha duro para minimizar o potencial de formação de coágulos em pacientes imobilizados.
  • Para aqueles que viajam, recomenda-se que eles se levantem e caminhem a cada duas horas durante uma longa viagem.
  • As meias de compressão podem ser úteis na prevenção da formação futura de trombo veia profunda em pacientes com histórico prévio de coágulo.