Saiba Tudo Sobre o DPAC Distúrbio do Processamento Auditivo Central

Seu filho está indo mal na escola? Não presta atenção no que os outros dizem? Parece distraído na maior parte do tempo? Você pode imaginar que isso seja uma fase ou até mesmo a personalidade hiperativa dele, mas cuidado, isso pode ser DPAC – Distúrbio do Processamento Auditivo Central.

1) O que é DPAC?

dpac

O DPAC, Distúrbio do Processamento Auditivo Central, como o nome já diz, é um distúrbio da percepção auditiva. O processamento auditivo é a decodificação das informações sonoras que chegam na orelha externa e caminham até o córtex cerebral. O DPAC é a falha que acontece nesse processo, ou seja, o ouvido recebe as ondas sonoras, mas o cérebro não faz nada com elas.

O distúrbio foi diagnosticado há poucos anos, pois seu reconhecimento aconteceu somente em 1996, pela Associação Americana da Fala, Linguagem e Audição (ASHA, sigla em inglês). O DPAC costuma surgir em pessoas que vivem em cidades grandes, pólos comerciais, nos quais existe bastante ruído cotidiano, dificultando a percepção dos estímulos sonoros.

2) Muitas Pessoas Têm DPAC?

A ASHA divulgou que o DPAC, Distúrbio do Processamento Auditivo Central atinge quase 20% da população, sendo 7% são crianças em idade escolar. No entanto, esses dados podem não mostrar a realidade, pois a desordem muitas vezes acaba sendo erroneamente confundida com algum tipo de deficiência mental ou a simples falta de inteligência. Até porque, geralmente, o DPAC anda junto com outros problemas, como distúrbio de atenção e hiperatividade, complicando o diagnóstico.

Acabar com o zumbido no ouvido

3) Quais são as suas Consequências?

Quem possui DPAC, Distúrbio do Processamento Auditivo Central vive numa confusão de sons. Atividades simples tornam-se muito complicadas em decorrência da dificuldade de prestar atenção e entender apenas os sons do que realmente interessa. Dentro de uma sala de aula, por exemplo, o barulho do ventilador pode acabar se sobrepondo ao da voz  da professora. Falar ao telefone é praticamente impossível, por causa da distorção que o aparelho causa em todas e qualquer ligação.

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Como consequência, surge o isolamento social, pois é muito complicado entender o que as pessoas falam, não só pelos barulhos externos, mas também pela dificuldade de entender a entonação das frases. Uma pergunta pode ser entendida como uma afirmação e uma piada como algo muito sério. O cérebro se cansa facilmente de se esforçar tanto para compreender o mundo ao redor e acaba desligando.

O distúrbio costuma ser percebido logo na infância, então, é importante prestar atenção em alguns sintomas que a criança pode demonstrar. Alguns deles são a distração, dificuldade em aprender, principalmente na leitura e na fala, em participar de uma conversa, problemas de memória com nomes e números, entre outros.

4) Qual a Origem?

Mas, afinal de contas, da onde surge o DPAC? Na maioria dos casos, é genético. A falha é hereditária, por isso, tanto pais como filhos costumam tê-la. Além disso, alergias respiratórias frequentes até os três primeiros anos de vida da criança e a falta de experiências auditivas na infância também podem ocasionar o distúrbio.

A fonoaudióloga Liliane Desgualdo, da Universidade Federal de São Paulo, realizou um pesquisa em diversas escolas de São Paulo e concluiu que o DPAC está relacionado à classe social. Os resultados mostraram que entre 15% e 20% dos estudantes de colégios particulares possuem algum grau do distúrbio, enquanto nas instituições de ensino públicas, a quantidade é de 70%. O motivo dessa diferença alarmante é a pior alimentação, falta de acompanhamento médico e estímulo musical que as crianças de baixa renda têm com menos frequência, o que acaba resultando na má formação do sistema auditivo.

5) Existe um Tratamento?

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O tratamento do DPAC, Distúrbio do Processamento Auditivo Central começa dentro de casa, ao diminuir os ruídos, possibilitando uma maior concentração da criança em suas atividades. A escola também tem o seu papel a desempenhar. A sala de aula também faz parte do seu dia-a-dia, portanto, precisa ser silenciosa para evitar a distração por sons externos. Além disso, o(a) professor(a) pode utilizar de formas de comunicação imagéticas para facilitar a compreensão da aula.

Também é importante realizar exercícios de linguagem para trabalhar a capacidade que a criança tem de aprender novas palavras e fazer terapia fonoaudiológica, que consiste no aprimoramento da memória auditiva. Fora isso, existe o cuidado ao conversar com a criança, olhando em seus olhos, falando pausadamente e utilizando gestos. Ajuda pedir para ela repetir o que acabou de ouvir, para perceber se ela está compreendendo, além disso, criar uma rotina de estudos diária para que a sua educação não seja prejudicada pelo DPAC.

Acabar com o zumbido no ouvido

Veja também este video que fala sobre o DPAC (10:59):

Fontes:

http://kidshealth.org/parent/medical/ears/central_auditory.html

http://www.asha.org/public/hearing/Understanding-Auditory-Processing-Disorders-in-Children/


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