Enxaqueca – Causas, Tratamentos e Remédios Caseiros

Tudo sobre a Enxaqueca

A enxaqueca muitas vezes é confundida com outras cefaléias (dor de cabeça). É caracterizada por uma dor pulsátil em um dos lados do cérebro e, às vezes, os dois. Normalmente, é acompanhada por náuseas, vômitos e também intolerância por sons, luzes intensas e cheiros fortes.

Sabe-se que a dor de cabeça tem início quando acontece alterações nos níveis de substâncias produzidas pelo cérebro. Essas alterações causam uma inflamação, fazem os vasos sanguíneos incharem, pressionam os nervos que estão próximos e acabam causando dor.

No Brasil, é estimado que apenas 56% dos pacientes com enxaqueca procuram atendimento, e destes apenas 16% consultam um especialistas em cefaleias.

Fatores que Podem Estar Associados:

  • Queijo, chocolate, café, adoçantes, bebida alcoólica
  • Falta de sono ou sono prolongado
  • Exposição ao sol em excesso
  • Tabagismo
  • Fortes odores
  • Ansiedade
  • Esforço físico
  • Hormônio

Quais são os tipos de enxaqueca?

A mais comum é a enxaqueca sem aura, que tem duração da crise de 4 a 72 horas, mas há muitos tipos:

  • Enxaqueca com aura (se caracteriza por fenômenos sensoriais, como distúrbios de visão e/ou motores, que aparecem antes ou durante a crise de enxaqueca)
  • Enxaqueca sem aura
  • Basilar
  • Oftalmoplégica
  • Hemiplégica familial
  • Retiniana
  • Status enxaquecoso
  • Complicada
  • Transformada

Quais são os sintomas?

Há muitos sintomas, como náuseas, vômitos, repulsão à claridade, ao barulho e aos cheiros, visão embaçada, irritabilidade, falta de concentração, tonturas similar com labirintite, obstrução nasal, diarréia e tensão dos músculos, da nuca e dos ombros.

O indivíduo não precisa ter todos esses sintomas para ser diagnosticado com este problema. Mas sintomas como náuseas, repulsão à claridade ou barulho são os mais comuns.

Cerca de ¾ das pessoas que têm enxaqueca são mulheres, sendo mais comum na idade entre 20 a 45 anos. As dores nas mulheres são mais longas e tendem a ser mais dolorosas.

Quais as principais diferenças entre cefaleia e enxaqueca?

É comum confundir-se a respeito de dor de cabeça e enxaqueca, afinal são bem parecidas, entretanto não são mútuas. A cefaleia, que é o que chamamos popularmente de dor de cabeça, pode ser dividida em duas classes: Cefaleia primária e cefaleia secundária.

A primária é caracterizada por uma dor na cabeça, porém essa dor não é o foco do problema e não existe um fator que justifica o seu surgimento, enquanto que na cefaleia secundária a dor trata-se de um fator consequente da existência de uma enfermidade, como ocorre na gripe, na sinusite, na meningite e assim por diante.

De acordo com especialistas da área, a enxaqueca se encaixa em um dos tipos da cefaleia em nível primário, como é o caso de cefaleia tensional, em salvas e diversas outras espécies existentes. De forma geral os tipos de cefaleias ultrapassam mais de cento e cinquenta e todas receberam a classificação padrão mundial. Para descobrir exatamente o tipo de cefaleia que o indivíduo pode estar sofrendo, assim como no caso da enxaqueca é necessário fazer toda uma avaliação do seu histórico e realizar exames nos laboratórios, bem como exames de modalidade física.

Principais causas

Existem diversos fatores que podem contribuir para o desencadeamento de crises de enxaqueca e a seguir separamos os dez principais motivos para que isso aconteça:

1) Ansiedade

Ter muitas preocupações, sofrer com ansiedade, tensão ou estresse.

2) Má alimentação

Ficar muito tempo sem se alimentar direito, pois essa situação acaba gerando quedas nas taxas de açúcar presentes no sangue e ainda contribui para que se produza certas substâncias causadoras de dor. O mais indicado é que se coma intercaladamente, entre um período mínimo de três ou quatro horas, sem comer em excesso e evitando ficar de jejum por longos períodos.

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3) Não ter uma boa noite de sono

Dormir bem é um dos fatores responsáveis pelo nosso bem-estar durante o dia e isso equilibra a incidência de problemas com enxaqueca e dor de cabeça. É preciso existir equilíbrio: Dormir pouco ou exceder no tempo, ter dificuldades para conseguir dormir, demorando a entrar no sono de fato, ficar despertando no meio da noite, roncar ou sofrer com sonolência no decorrer do dia, ir dormir tarde e acordar da mesma forma e muitos outros fatores desse gênero são determinantes na hora de surgir a tão temida enxaqueca.

4) Problemas ligados aos ciclos hormonais também são causadores de dor de cabeça e enxaqueca

Nesse caso estamos falando de Tensão Pré-Menstrual (TPM), que atormenta a maioria das mulheres e sempre vem recheada de crises de dor de cabeça. É justamente durante o período de menstruação ou no tempo antecedente a ela, que as mulheres tendem a sofrer mais com crises de enxaqueca e dos aspectos ligados a essa questão que mais desencadeiam tais crises, são muitos, dos quais destacamos: Uma ou mais irregularidades presentes na menstruação, problemas com endometriose, com ovários policísticos e problemas com reposição de hormônios.

5) Mudanças no humor

Problemas com irritabilidade e mudanças constantes no humor podem não só surgir em conjunto com a enxaqueca, como também pode provocar e agravar ainda mais as dores causadas por ela. Quem costuma a ter muitas oscilações no humor, a se irritar facilmente, sentir muita raiva (seja expondo ou guardando para si mesmo), perder a paciência com rapidez e coisa do tipo são desencadeadores de crises de enxaqueca. Em vista disso, é muito importante aproveitar todos os mecanismos possíveis para conseguir relaxar, manter a calma e cultivar a paciência;

6) Consumir bebidas com cafeína de forma exagerada

Notícia Diárias Para Quem Não Tem Tempo

O tão queridinho café, o chá-preto, a Coca-Cola, o chocolate e determinados analgésicos ricos em cafeína podem provocar enxaqueca, por isso o seu consumo deve ser monitorado.

7) Vida sedentária

Não fazer atividades físicas é prejudicial para a saúde do indivíduo de diversas formas. Quando praticamos exercícios físicos promovemos no nosso organismo a produção de endorfinas, que são responsáveis por produzir determinados neurotransmissores que o tornam mais forte, saudável e mais resistente à dores: estamos falando da serotonina e melatonina principalmente.

8) Usar certos analgésicos de maneira excessiva

Geralmente as pessoas que sofrem com enxaqueca tendem a tomar remédios analgésicos em excesso, por acreditarem que podem tratá-la, mas não é bem isso que acontece. Tais medicamentos só ajudam a diminuir a dor e a reduzir a durabilidade das crises, entretanto o excesso em seu uso pode causar o efeito contrário esperado: agravar ainda mais as crises.

9) Alguns alimentos

Nem todo mundo sabe, mas existem alguns alimentos que podem promover o desencadeamento de problemas com enxaqueca. São eles: os chocolates, frutas de sabor cítrico, alimentos gelados demais como o caso do sorvete, nozes, alimento muito gorduroso ou condimentado e alimentos que possuem um teor de glutamato monossódico muito alto, como é o caso dos salgadinhos em geral, dos molhos industrializados, adoçante e etc.

10) Fatores genéticos

No caso de pessoas que tem pais com enxaqueca, o mais indicado é logo na infância e na adolescência, fazer um diagnóstico precoce de enxaqueca, para poder preveni-la ou já aplicar um tratamento adequado e ainda evitar que o problema se desenvolva e vire um estágio crônico.

Como tratar em um instante?


A maioria das pessoas recorre aos medicamentos sem prescrição médica. Analgésicos à base de acetilsalicílico, paracetamol e dipirona são os mais utilizados para alívio de dor rápida para qualquer tipo de cefaléia.

Se for uma crise, a pessoa pode procurar clínicos gerais, oftalmologistas, otorrinos, pediatras para que eles passem o medicamento mais específicos ou outra maneira de tratar o problema.

Além dos tratamentos mencionados acima, é possível reduzir os ataques de enxaqueca mudando seu estilo de vida, como:

  • Descubra a causa da enxaqueca (Mencionados acima)
  • Coma amêndoas para reduzir inflamações no sistema nervoso e alimentos como frutas cítricas e verduras antioxidantes.
  • Tome chás que aumentam o nível de estrogênio, como o de alho.
  • Tome café mas não abuse. (Duas xícaras no máximo)
  • Dormir e levantar da cama nos mesmos horários, tendo um tempo regular de sono(aproximadamente 7-8 horas por dia).
  • Eliminar ou evitar fatores que possam piorar a enxaqueca, como muitas horas em jejum, mudanças drásticas de temperatura, cansaço, sinusite, rinite e entre outros.
  • Faça massagens na cabeça.
  • Ter limite no consumo de álcool e cafeína.
  • Reduzir ou aprender a lidar com o estresse.
  • Tome analgésicos mas não mas de 2 vezes por semana.

Tratamentos caseiros para enxaqueca

Além do tratamento convencional feito à base de medicamentos específicos, podemos também nos beneficiar das propriedades naturais que contribuem para a melhora das crises de enxaqueca e de dores de cabeça tradicionais. Separamos, portanto, quatro receitas básicas para que você possa preparar na comodidade de sua casa:

  • Gengibre: Os benefícios anti-inflamatórios e analgésicos proporcionados pelo gengibre, são excelentes aliados no combate a enxaqueca e alivia a maioria dos sintomas provocados por ela. Basta fazer um chá da raiz, em água fervente e depois deixar repousando por alguns minutos antes de consumi-lo;
  • Camomila: A camomila é um calmante natural que serve para muitas coisas, inclusive tratar a enxaqueca. Beber o seu chá de forma regular auxilia na prevenção de futuras crises e é muito fácil de preparar. Separe 3 colheres da camomila em sua versão seca, e faça a infusão em cerca de meio litro de água mineral fervente. Se preferir pode acrescentar algumas gotinhas de limão na bebida para consumir;
  • Santa Maria: o chá dessa planta não só previne, como também trata eficazmente as crises de enxaqueca. Para preparar é só ferver um copo de água para cada colher de sopa da erva e beber regularmente no mínimo quatro porções diárias. Além disso, também é possível consumir a planta na versão em extrato;
  • Aromaterapia com base em óleos essenciais: Para que não sabe, o método com Aromaterapia também é um excelente método de tratamento contra enxaqueca e os óleos para se utilizar nesse processo pode ser os mais variados: óleo de camomila, menta, manjericão, alecrim e melissa. Para fazer a Aromaterapia é preciso escolher três desses óleos, no máximo, e aplicar seis gotas da concentração em um copo com água. Em seguida é só aplicar a mistura com o auxílio de um pano que deverá ficar na região da cabeça ou do pescoço. Você também tem a opção de ferver a água, acrescentar os óleos e respirar o vapor.

Como é feito o diagnóstico da enxaqueca?

Boa parte daqueles que sofrem com dor de cabeça constante ficam muito ansiosos para descobrir se possui ou não a tão temida enxaqueca e por isso vão em busca de exames laboratoriais para receber o definitivo diagnóstico. Entretanto, poucos sabem que tais exames não existem e que saber de fato se existe a enxaqueca, vai depender unicamente de um exame clínico recomendado por um médico qualificado, que com o relato detalhado sobre as dores feito pelo paciente, conseguirá diagnosticar com precisão a real situação enfrentada por ele.

No relato procura-se descobrir exatamente como a crise costuma surgir, se na família existem outras pessoas que sofrem desse mal e se junto com as crises surgem também sintomas diversos. O fato do médico profissional solicitar alguns exames de laboratório consiste apenas no intuito de descobrir se não existe outros problemas possíveis que possam estar desencadeando as dores, porque o exame em si não diagnostica a enxaqueca. Dentre os exames pedidos com maior frequência estão:

  • Exames de sangue;
  • Exames de imagem;
  • Ressonância
  • Tomografia da região cerebral.

Uma dica muito válida para aqueles que sofrem com as dores e querem receber o diagnóstico correto, é manter um diário que relate todas as ocorrências das crises, desde datas, sintomas, e possíveis fatores que as desencadearam. Isso tem um papel muito importante na hora de ajudar o médico a descobrir o verdadeiro problema existente.

De acordo coma Sociedade Internacional de Cefaleias, para que um indivíduo seja diagnosticado com enxaqueca, deve ter sofrido no mínimo com cinco crises semelhantes em suas características gerais. E é com base nessa informação que médicos do mundo todo tem se baseado na hora do diagnóstico cuidadoso. Dentre os aspectos principais destacamos:

Acabar com o zumbido no ouvido
  • Crises que perduram entre quatro e setenta e duas horas seguidas;
  • Dor de cabeça unilateral ou com presença de pulsação;
  • Dor tão intensa que acaba impedindo que uma pessoa faça atividades comuns, desde caminhar até subir escada ou arrumar objetos em geral;
  • Problemas com náuseas e possíveis vômitos;
  • Fotofobia;
  • Apresentar certa intolerância a barulhos;
  • Não ter a possibilidade de um diagnóstico que afirme a presença de uma cefaleia.

Enxaqueca com Aura. Do que se trata?

As pessoas que enfrentam a enxaqueca ou que tem convivência com outras que sofrem do problema, de alguma forma já deve conhecer a maioria dos sintomas, independente de saber que os mesmos acabam gerando o que chamamos de “pré-crise” ou a enxaqueca de aura premonitória. São sintomas que avisam ao indivíduo que uma crise está chegando. Dentre os principais sinais estão: surgimento de pontos de luz, linhas que surgem em forma de ziguezague, aparecimento de manchas de aspecto escuro ou a visão do indivíduo fica embaçada.

A enxaqueca de aura também pode provocar o surgimento de outros sintomas específicos. Desde sensações de formigamento, até perda de sensibilidade na região de um dos braços, pernas ou até mesmo em ambos os membros. Essas sensações, inclusive, podem ter uma durabilidade considerável, variando desde cinco minutos até uma hora ininterrupta.

Vale salientar que todas essas manchas de luz que o indivíduo pode enxergar ou sinais que atingem a parte física do corpo, são decorrentes do próprio cérebro. Em vista disso que se afirma que a enxaqueca de aura premonitória se trata de um problema de disfunção na parte neurológica, ocorrendo principalmente na região do córtex do cérebro ou no seu tronco.

Essa enxaqueca não é tão frequente e costuma afetar uma pequena parcela dos indivíduos com esse problema, não ultrapassando quinze por cento dos casos diagnosticados. Entretanto, isso não significa que não precisamos ficar atentos com relação a ela.

Principais fatores de risco da enxaqueca

Existem alguns fatores que acabam contribuindo para o aumento do risco de se desenvolver uma enxaqueca. Dentre eles os mais frequentes são:

  • Fatores genéticos;
  • Problemas com Estresse;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Problemas ligados à falta de alimentação;
  • Privação de sono;
  • Alterações ocorrentes no clima;
  • Certos odores;
  • Alguns perfumes;
  • Fatores ligados ao período menstrual;
  • Exercícios.

É essencial estar sempre atento a tudo que pode ser feito para evitar e tratar a enxaqueca, visto que o problema acaba afetando diretamente a vida econômica e social de uma pessoa, em decorrência de ausências escolares ou no trabalho, diminuição na produtividade no ambiente de emprego e o crescente aumento por serviços de emergência médica.

Possíveis complicações

Se o problema com a enxaqueca não for devidamente tratado, pode contribuir para o surgimento de outros fatores negativos, dos quais chamamos de possíveis complicações. A principal é a:

Enxaqueca Crônica: Nesse grau o indivíduo já começa a sofrer problemas na sua vida pessoal e profissional, não conseguindo ir trabalhar ou fazer atividades simples do dia a dia em decorrência das crises. Nessa situação, um indivíduo pode sofrer com a dor por um período ininterrupto de até quinze dias corridos ou por até três meses constantes. Além disso, como já mencionamos, a maioria das pessoas acham que usar analgésicos pode ser um método eficiente, contudo seu uso de forma excessiva pode piorar ainda mais as crises recorrentes.

Como podemos prevenir o surgimento do distúrbio?

O distúrbio tem a capacidade de prejudicar consideravelmente a qualidade de vida de que sofre com ele, em vista disso é importantíssimo aderir aos métodos eficazes para preveni-lo ao máximo. Anote aí todas as dicas:

  • Fazer refeições nos mesmos horários e de forma regular;
  • Dormir e acordar nos mesmo horários diariamente;
  • Melhorar o cardápio alimentar, evitando o consumo de alimentos que podem desencadear as crises;
  • Evitar consumir bebida fermentada, como é o caso do vinho, por exemplo;
  • Evitar se expor muito à luz solar ou claridade;
  • Evitar praticar exercícios físicos em dias que estejam com temperaturas muito altas;
  • Evitar abusar no uso de perfumes;
  • Evitar ficar em ambientes onde a pintura foi feita recentemente ou em que tenha sido utilizada a aplicação de possíveis solventes químicos;
  • Garantir que a dieta alimentar seja rica em magnésio e triptofano;

Veja também este vídeo que fala em detalhe sobre a enxaqueca (5:05):

Fontes:

http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/migraine-headache/basics/definition/con-20026358