Esclerose Multipla: Causas, Diagnostico e Tratamentos

Esclerose Multipla: Causas, Diagnostico e Tratamentos

Esclerose múltipla, é uma doença crônica em que as células de defesa do organismo agridem o sistema nervoso central. Por essa razão, é categorizada por muitos como uma doença autoimune, sendo também uma das razões mais comuns de incapacidade neurológica que acomete jovens adultos. Um de seus atributos mais preocupantes, além da causa ainda desconhecida, sem dúvidas, é a ocorrência dos surtos, que são imprevisíveis.

Além disso, outro fator que pode dificultar um diagnóstico precoce, é o fato de que comumente, a fase inicial dessa doença apresenta sinais sutis, que muitas vezes podem passar despercebidos. Neste artigo, você conhecerá mais aspectos em torno da doença, o que é, tratamento, sintomas e muito mais. Confira a seguir.

O que é esclerose múltipla?

De acordo com o que foi citado anteriormente, a esclerose múltipla, é uma doença classificada como autoimune. Ao falar de uma enfermidade autoimune, trata-se de casos em que o sistema imunológico ataca células saudáveis do organismo, é o que ocorre em doenças como artrite reumatoide, lúpus, anemia aplástica, entre outros tipos.

A doença, também abreviada como EM, é inflamatória e crônica. Antes de compreender o que é a esclerose múltipla, é interessante entender o que ocorre na doença para que, de forma geral, acometa as funções motoras e sensitivas. Ao falar de esclerose múltipla fisiopatologia, a bainha de mielina é agredida pelo sistema imunológico. No entanto, você conhece esses termos? Confira a seguir uma breve explicação, para que seja possível entender claramente:

1) Sistema imunológico:

Através do sistema imunológico, o organismo reage todos os dias de ataques virais, bacterianos e de micróbios. Trata-se de uma barreira complexa, composta por diversas células com funções distintas, que visam assegurar a defesa do organismo;

2) Bainha de mielina:

Refere-se a um tipo de capa, sendo chamada também de revestimento ou envoltório, que envolve os axônios, promovendo proteção e uma condução mais rápida dos impulsos elétricos;

3) Axônios:

Os axônios são prolongamentos finos dos neurônios, é basicamente responsável pela condução dos impulsos nervoso do corpo celular para outros neurônios;

4) Neurônios:

São uma parte fundamental do sistema nervoso, são formados por soma, dendritos e o já citado anteriormente, axônio. São caracterizados por estabelecer conexões entre si, quando ocorrem estímulos externos ou internos, além da função de conduzir os impulsos nervosos para o cérebro;

5) Sistema nervoso:

De forma extremamente resumida, o sistema nervoso corresponde a basicamente, uma rede de comunicações do organismo, ou seja, é o regulador das atividades corporais. Ele é subdividido em três partes, Sistema Nervoso Autônomo, Sistema Nervoso Periférico e Sistema Nervoso Central.

Agora que essas partes já foram esclarecidas, é possível compreender a gravidade da esclerose múltipla. Nessa doença, a bainha de mielina é agredida pelo sistema imunológico, como será visto a seguir, a razão para esse acontecimento no sistema imunológico, ainda é desconhecida.

Dessa forma, com essa agressão, o sistema nervoso é comprometido e como consequência, a doença evolui causando lesões medulares e cerebrais. Por essa razão, os principais sintomas que surgem no decorrer da evolução da doença, estão ligados com a função motora e sensitiva. Existe mais de uma forma de evolução da esclerose múltipla, tais como:

  • Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR): também chamada de surto remissão, esse é o tipo mais comum de esclerose múltipla, onde sua evolução é marcada por surtos repentinos com chances de recuperação, seja parcial ou total;
  • Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP): é uma forma mais silenciosa, onde a evolução ocorre com ausência de surtos. No entanto, isso não anula os sintomas progressivos, que são acumulados ao longo do tempo;
  • Esclerose Múltipla Secundária Progressiva: neste caso, o progresso da doença ocorre com sintomas progressivos e lentos, em que pessoas que tenham a EMRR inicialmente, podem evoluir e obter mais sintomas sem surtos após anos com a doença.

Quais são as causas?

Por mais que a esclerose múltipla seja alvo de estudos ao redor do mundo, a causa da doença ainda é desconhecida. No entanto, os avanços devido às pesquisas, proporcionam cada vez mais que os portadores tenham uma qualidade de vida melhor.

Conforme estudos já realizados sobre esclerose múltipla causas, aponta-se que a incidência é maior em mulheres de 20 a 30 anos, sendo mais comum nas que possuem pele branca e vivem em zonas temperadas. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), estima-se que cerca de 35 mil brasileiros sejam portadores da doença.

Por outro lado, diversas pesquisas apontam que são imprescindíveis para o aparecimento da doença, fatores ambientais e genéticos. No entanto, ainda não há um resultado conclusivo em torno da causa exata da esclerose múltipla, nem mesmo afirmando com exatidão se a esclerose múltipla é hereditária.

Conheça os sintomas da esclero múltipla

Esclerose Multipla: Causas, Diagnostico e Tratamentos

De forma geral, a principio os indícios da esclerose múltipla surgem de maneira sutil, podendo aparecer com durações distintas em cada pessoa e são transitórios. É uma característica muitas vezes preocupante, afinal, pode levar a falta de atenção às primeiras manifestações da doença, dificultando um diagnóstico precoce.

Os sintoma são variados, acometendo funções consideradas básicas para o dia a dia, principalmente motoras, entre outras. Caso queira saber sobre esclerose múltipla sintomas mais comuns, confira a seguir:

  • Disfagia: refere-se a dificuldade de deglutinação, ou seja, a dificuldade de processar e engolir alimentos, sejam eles sólidos, líquidos ou pastosos;
  • Alteraçes na fala: lentidão, voz trêmula, palavras mais arrastadas e disartria, que consiste na dificuldade de usar adequadamente os músculos, principalmente pela sensação de fraqueza que os acometem;
  • Espaticidade: a espasticidade é uma condição que acomete os músculos, envolvendo hiperreflexia e hipertonia. Dessa maneira, é basicamente categorizada de forma coloquial como uma rigidez muscular;
  • Transtornos emocionais: a esclerose múltipla é uma doença capaz de comprometer seriamente os indivíduos, esse fator, consequentemente, é capaz também que ocorram sintomas ansiosos, depressivos, além do transtorno bipolar;
  • Fadiga: é um sintoma comum nos mais variados tipos de doenças, que causa uma sensação muitas vezes debilitante. As principais características da fadiga, são um cansaço desproporcional às atividades realizadas e com grande intensidade momentânea;
  • Transtornos cognitivos: sinais cognitivos também podem surgir, principalmente no que diz respeito a execução de tarefas e o processamento da memória. Mais dificuldade nesses dois aspectos podem tornar a doença ainda mais incapacitante;
  • Sexualidade: indícios que podem comprometer a vida sexual dos portadores podem aparecer, como a disfunção erétil, disfunção na sensibilidade do períneo e redução da lubrificação vaginal;
  • Transtornos visuais: a diplopia, caracterizada pela visão dupla e a visão embaçada, fazem parte do conjunto de indícios que podem surgir em pacientes com esclerose múltipla;
  • Problemas ligados a coordenação e equilíbrio: os principais sinais relacionados a dificuldades motoras e de equilíbrio são a instabilidade para andar, tremores, perda de equilíbrio, náuseas, vertigens, fraqueza generalizada, falta de coordenação e debilidade, que se caracteriza pela redução da resistência;
  • Parestesia: é um sintoma comum em diversas doenças, que se refere a uma sensação anormal e incômoda na pele. Essa sensação é capaz de assumir formas distintas, por exemplo, coceira, queimação, formigamento e dormência.

É indispensável citar que apesar do tratamento, a característica transitória dos sintomas permanecem. Por essa razão, uma de suas formas é classificada como uma doença remitente-recorrente. O importante é assegurar um tratamento adequado, para que seja possível amenizar a gravidade dos surtos imprevisíveis e retardar a evolução da doença.

O que são os surtos?

Como citado nos tópicos anteriores, uma das principais preocupações em torno da esclerose múltipla, é a ocorrência repentina de surtos. São episódios caracterizados pela manifestação mais evidente dos sintomas neurológicos da doença. É possível que dure apenas alguns dias ou semanas.

Como é o diagnóstico?

Naturalmente, assim como em outras doenças, um diagnóstico precoce pode ser decisivo. No entanto, os sintomas iniciais da esclerose múltiplo, não favorecem essa ocorrência. Por essa razão, é importante ter consultas médicas de forma regular e dar atenção caso apareça qualquer tipo de indício. No caso o diagnóstico da esclerose múltipla, uma das melhores opções, é recorrer a um neurologista, que poderá auxiliar na investigação do diagnóstico e na implementação de um tratamento adequado para o seu quadro e estágio da doença.

Esclarecer esclerose múltipla diagnóstico é muito importante, principalmente quando se leva em consideração que existem diversas doenças infecciosas e inflamatórias que apresentam sintomas semelhantes aos de EM. Para um diagnóstico preciso, podem ser solicitados exames neurológicos, físicos e laboratoriais, como a ressonância magnética e potencial evocado, que consiste em um tipo de teste neurofisiológico do sistema nervoso para avaliar possíveis disfunções.

Existe tratamento?

Esclerose Multipla: Causas, Diagnostico e Tratamentos

Esclerose múltipla tem cura? Não, porém, se você quer saber sobre esclerose múltipla tratamento, é interessante ressaltar que por mais que não tenha cura. No entanto, o tratamento pode ocorrer de diversas maneiras, reunindo intervenções favoráveis para cada quadro. De forma geral, o tratamento busca aliviar os sintomas, prevenir novos surtos ou aumentar o espaço de tempo entre eles, entre outros.  A seguir, veja algumas das opções que podem ser exploradas.

1) Medicamentos

Em grande parte dos casos, o tratamento é essencialmente medicamentoso. Cada vez mais surgem opções de remédios para auxiliar nesse processos, como:

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  • Imunossupressores: são medicamentos que visam amenizar a eficiência do funcionamento do sistema imunológico. Alguns exemplos são o gilenya, ciclofosfamida e a azatioprina;
  • Imunomoduladores: visam realizar “ajustes” em determinados aspectos do sistema imunológico, seja alterando a forma de comportamento, aumentando ou diminuindo. Dessa maneira, atua de formas específicas. O Copaxone e o Avonex, são dois medicamentos injetáveis dessa categoria. Acredita-se que os imunomoduladores tenham o potencial de influenciar na progressão da doença;
  • Pulsoterapia: é uma opção de tratamento para os surtos da esclerose múltipla. Nesse caso, são usados corticosteroides, sendo o mais comum a metilprednisolona. A administração do medicamento, geralmente é intravenosa com gotejamento, porém, pode ser recomendado após esse processo, o uso via oral da prednisona.

Efeitos colaterais

Sabe-se que muitos medicamentos apresentam efeitos colaterais. Não é diferente no que diz respeito às opções anteriormente citadas. É possível que no início ou durante a medicação, o paciente sinta dores musculares, fadiga, febre, entre outros efeitos colaterais. Por essa razão, é importante ficar atento e sempre conversar com o médico responsável pelo seu tratamento por esclarecer dúvidas e ver as opções de remédios.

2) Transplantes

Essa é uma opção menos comum, geralmente o transplante de medula óssea é recomendado em casos extremamente específicos. O transplante autológico de células-tronco consiste em reinfundir essas células, ajudando na recomposição do sistema imunológico. Um dos principais riscos que envolvem esse método, é o fato de que, para o transplante, é necessário que o sistema imunológico seja suprimido antes de se recompor, ou seja, há um risco grave de infecção.

3) Outras alternativas

Para complementar o processo de tratamento, principalmente visando o alívio dos sintomas que interferem na qualidade de vida, outras alternativas podem ser exploradas. Confira a seguir as principais:

  • Neurorreabilitação: visa amenizar os sintomas neurológicos e proporcionar um maior suporte na adaptação e recuperação de fatores como a espaticidade, que consiste na alteração que acomete os músculos, causando maior rigidez e dificuldade nos movimentos;
  • Psiquiatria: voltada para pacientes com sintomas depressivos, ansiosos e com o transtorno de humor. Em alguns casos, consultas com psicólogos também podem ser recomendadas e beneficiar os pacientes;
  • Fisioterapia: a fisioterapia pode ser vantajosa para diversos fatores, tanto para amenizar dores, quanto para a adaptação e recuperação ligados aos movimentos, já que a esclerose múltipla pode comprometê-los.

Saiba mais sobre as doenças autoimunes

Conforme citado anteriormente, a esclerose múltipla é considerada uma doença autoimune, que é caracterizada pelo ataque do sistema imunológico ao organismo. Para ressaltar e proporcionar um melhor esclarecimento, o sistema imunológico é composto por diversas células com funções distintas de proteção contra ações bacterianas, virais e de micróbios.

Por essa razão, doenças autoimunes podem comprometer seriamente os portadores e em muitos casos, deixar sequelas que comprometem o dia a dia.  Em relação ao diagnóstico, muitas vezes é preciso realizar mais de um tipo de exame, principalmente quando se leva em consideração que podem ser confundidas com outros tipos de doenças e até mesmo com outras enfermidades autoimunes.

Ainda mais, a mesma doença pode se apresentar de forma distinta em cada pessoa, algumas delas são assintomáticas, o que só reforça a necessidade de realizar exames médicos regulares. Mesmo entre todas as distinções, algo é comum nessas doenças: o sistema imunológico sofre uma disfunção, que faz com que ele ataque o próprio corpo ou células de um órgão específico que deveria proteger.

Para a maioria dos casos, as causas são desconhecidas e são condições sem cura. No entanto, ainda assim é indispensável ter um tratamento adequado, principalmente para que seja possível regredir a evolução da doença e amenizar os sintomas que estão presentes. A seguir, conheça as doenças mais comuns que possuem essa característica:

1) Lúpus

O nome completo dessa doença, é lúpus eritematoso sistêmico, trata-se de um distúrbio crônico, onde o sistema imunológico agride os tecidos do organismo, acometendo diversas áreas, como rins, cérebro, pulmão, pele e articulações. A maior incidência dessa doença, é a partir dos 20 anos e estima-se que as mulheres sejam as mais afetadas.

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As pessoas acometidas, dependendo do quadro e tipo de tratamento realizado, em geral, conseguem ter condições razoavelmente normais de vida, por isso que é fundamental sempre ter acompanhamento médico e não negligenciar os sintomas. Os indícios do lúpus são variados, podendo incluir fadiga, febre, dores nas articulações, úlceras, perda de peso, sensibilidade à luz, entre outros.

2) Doença de Crohn

Trata-se de uma enfermidade que acomete severamente o sistema digestivo, em especial, o cólon e a parte inferior do intestino delgado. Todas as camadas que se referem a parede intestinal são comprometidas, por exemplo, a mucosa e a submucosa. Assim como em diversas doenças autoimunes, a causa ainda é desconhecida, mas acredita-se que fatores genéticos e ambientes estejam envolvidos na desregulação do sistema imunológico.

Apesar da possibilidade de atingir qualquer idade, aponta-se que a incidência da doença de Crohn seja maior entre os 20 e 40 anos, além disso, acredita-se que afeta os dois sexos igualmente, diferentemente de outras doenças, como o lúpus, onde as mulheres são mais acometidas. Os principais sinais que surgem devido à esta doença, são dores abdominais, diarreia, perda de peso, espasmos, inchaço, perda de apetite e anemia. Medicamentos são utilizados visando retardar a evolução da doença, já que não tem cura.

3) Psoríase

Trata-se de uma doença que acomete essencialmente a pele, onde se aponta também uma disfunção no sistema imunológico. É uma enfermidade que pode afetar todas as idades, porém, é mais incidente antes dos 30 anos e após os 50 anos. A ocorrência em crianças fica em torno de 15%. Como dito anteriormente, a pele é afetada, dessa forma, a doença se caracteriza principalmente por lesões avermelhadas e a presença de descamação.

A psoríase é classificada de acordo com os atributos e regiões afetadas pelas lesões, podendo ser vulgar, invertida, eritrodérmica, gutata, artropática, postulosa, inguel e palmo plantar. A principal variação é no tamanho das lesões, algumas, como a psoríase vulgar, apresentam lesões de tamanhos variados, já em outras, há ocorrência de lesões com pus (postulosa), pequenas (gutata), em formas de fissura (palmo-plantar) e úmidas (invertida).

4) Vasculite

Primeiramente, é importante citar que o termo vasculite, é utilizado para se referir a um grupo de doenças distintas, mas que possuem algo em comum: um processo inflamatório que acomete a parede dos vasos sanguíneos. As principais complicações são o enfraquecimento da parede, alterações na estrutura, formação de hemorragias e a ausência do sangue necessário para os órgãos que são irrigados pelos vasos que foram acometidos.

As vasculites primárias são mais raras e apresentam uma agressão direta dos vasos sanguíneos, acredita-se que a disfunção dos sistema imune esteja envolvida. Já as vasculites secundárias, apresentam uma doença base como desencadeadora, por exemplo, a artrite reumatoide, esclerodermia e o lúpus. Lembrando que pode acometer qualquer vaso do organismo, seja de mulheres ou homens. Os sintomas, dependem da localização afetada, podendo incluir de forma geral, fadiga, febre, dores nas articulações e irritação na pele.

5) Doença de Graves

A doença de Graves, também conhecida como doença de Basedow-Graves, é caracterizada por um distúrbio do sistema imunológico que acomete a glândula tireoide, resultando na produção excessiva de hormônios. É interessante ressaltar que essa glândula, é indispensável para promover um maior equilíbrio das funções do organismo.

Apesar da possibilidade de acometer todas as idades, essa doença é mais incidente em mulheres com menos de 40 anos. Os sintomas, geralmente incluem tremores, sensibilidade ao calor, ansiedade, perda de peso, aumento da tireoide, olhos inchados, entre outros. Geralmente, é diagnosticado por alterações no volume da tireoide e pela quantidade excessiva de hormônios, por isso que exames laboratoriais são necessários nesses casos.

6) Artrite Reumatoide

Essa enfermidade também é conhecida por poliartrite crônica evolutiva e acomete principalmente as articulações. Dessa maneira, os sinais que acompanham a doença, são principalmente rigidez, dores nas juntas e inchaço. As áreas mais afetadas são os tornozelos, joelhos e as mãos. Por essa razão, é uma doença com potencial incapacitante, pois pode resultar em limitações na movimentação.

Aponta-se que seja uma doença de maior incidência em mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos. O diagnóstico precoce e tratamento adequado são indispensáveis, pois aumentam as chances de evitar complicações como o retardamento da degeneração que pode acometer as artérias e até mesmo os ossos. Para “frear” o progresso, geralmente são utilizados medicamentos e a fisioterapia.

7) Diabetes tipo 1

Sabe-se que o termo diabetes refere-se a um grupo de doenças, no caso do diabetes tipo 1, a produção de insulina pelo pâncreas é pouca ou ausente. A incidência é maior na adolescência, mas pode acometer todas as idades, principalmente entre os 15 aos 60 anos. Apesar de não ter cura, assim como diversas outras doenças apresentadas neste artigo, o tratamento visa amenizar o quadro, com a manutenção dos níveis de açúcar no sangue, que pode incluir insulinoterapia e mudanças de hábitos.

De forma geral, os sintomas geralmente incluem náuseas, vômitos, dor de cabeça, sonolência, fadiga, visão turva, fome excessiva e micção frequente. Como foi visto, os sintomas são diversos, podem parecer simples e são comuns em diversas condições, desde resfriados e gripes, até outras doenças mais sérias. Por essa razão, é importante não negligenciá-los e buscar sempre orientação médica.

8) Tireoidite de Hashimoto

A tireoidite de Hashimoto, também é uma doença que recebe o nome de tireoidite linfocítica crônica. Ela também faz parte da lista de doenças autoimunes, nesse caso, a disfunção do sistema imunológico, acomete a tireoide, onde anticorpos agem contra as células dessa importante glândula, provocando graves agressões que comprometem a sua atividade parcialmente ou totalmente.

Por observar uma maior ocorrência em pacientes com essa enfermidade no histórico familiar, acredita-se que fatores genéticos estejam envolvidos. A maior incidência é notada em mulheres e todas as idades podem ser afetadas. Os sinais geralmente envolvem fatores como a fadiga, ganho de peso, rigidez nas articulações, maior ritmo cardíaco, aumento da tireoide, secura na pele e constipação.

Geralmente, o tratamento incluem principalmente hormônios, acredita-se que para maior eficácia, é importante ter um acompanhamento médico regular, para medir os níveis dos hormônios. A quantidade da suplementação dependerá do quadro da doença, principalmente do estágio em que está.

9) Síndrome de Goodpasture

A sindrome de Goodpasture, também é chamada de Síndrome de anticorpo antimembrana basal. É uma doença rara e muito específica, onde ocorre basicamente uma hemorragia que acomete os pulmões e insuficiência renal progressiva. Para o diagnóstico, geralmente são necessários exames laboratoriais de amostras de sangue e urina, além de uma radiografia torácica.

Em relação aos sintomas, englobam a falta de ar, fadiga, febre, expectoração de sangue e uma perda de peso inexplicável. É indispensável buscar orientação médica o mais rápido possível, pois os sintomas podem se agravar de forma rápida, além de seres indícios graves. O tratamento visa amenizar os sintomas e regredir o estágio da lesão que acomete os rins e os pulmões, para isso, normalmente são utilizados ciclofosfamida e corticosteroides.

10) Miastenia grave

Trata-se de uma condição rara, que também recebe o nome de Myasthenia gravis. Existem duas formas da doença, a autoimune e a congênita. No caso da autoimune, o distúrbio que acomete o sistema imunológico acomete a placa motora que desempenha a importante função de transmitir os estímulos nervosos que fazem com que o músculo se contraia.

Dessa maneira, uma das principais características da doença, é o enfraquecimentos dos músculos, já que a transmissão dos impulsos nervosos é acometida. Os principais sintomas, além da fraqueza muscular, envolve dificuldade para mastigar e engolir, pálpebras caídas, visão dupla (diplopia), fadiga extrema e falta de ar. Os sintomas podem variar de intensidade, dependendo do quadro de cada paciente.

As formas de tratamento podem ser distintas, dependendo do estágio da doença e a forma em que ela está se desenvolvendo e afetando cada indivíduo. Geralmente, pode envolver o uso de corticoides, fortalecedores musculares, transfusão de sangue e em alguns casos, uma cirurgia chamada timectomia.

11) Penfigoide bolhoso

No caso do penfigoide bolhoso, a disfunção do sistema imunológico consiste na agressão da pele, tendo como consequência, o surgimento de bolhas, geralmente grandes e áreas inflamadas na pele. Outros sintomas que podem surgir, são a coceira e vermelhidão.

Para o diagnóstico, os médicos examinam amostras da pele para ter um resultado preciso e estabelecer o tratamento mais adequado. Normalmente, o tratamento inclui cremes corticoides e medicamentos que reduzem a atividade do sistema imunológico, que são chamados de imunossupressores.

12) Síndrome de Sjögren

Essa doença também é conhecida como síndrome seca, exocrinopatia autoimune e Síndrome de Goujerot-Sjögren. Sua principal característica é a secura, pois o distúrbio que afeta o sistema imunológico, faz com que as glândulas exócrinas sejam acometidas. Essas glândulas são responsáveis por secretar fluídos para o exterior ou interior do corpo.

Aponta-se que a princípio, as células epiteliais das glândulas salivares e lacrimais são afetadas, geralmente, a progressão é lenta e contínua. Dessa maneira, é importante ter um tratamento adequado para retardar o agravamento do processo inflamatório, que pode acometer diversos órgãos e complicações graves, como o surgimento de linfomas.

Por mais que casos em crianças e adolescentes sejam mais raros, a doença pode acometer todas as idades, porém, a incidência é maior em mulheres acima dos 40 anos. O tratamento, em grande parte dos casos, é sintomático e dependerá de cada médico avaliar o quadro dos pacientes para estabelecer o que é mais indicado, geralmente incluem corticosteroides, uso de colírios, analgésicos, entre outras opções.

13) Doença celíaca

Conhecida também como enteropatia sensível ao glúten, trata-se de uma doença comum, que se caracteriza pela reação imunológica à ingestão de glúten, que está presente em diversos tipos de alimentos. Nesse caso, a parede interna do intestino delgado é acometida, levando a redução da capacidade de absorção dos nutrientes.

Os sintmas geralmente envolvem prisão de ventre, anemia, sensação de estufamento, desconforto, diarreia e dores. Pode acometer todas as idades, apresentando sintomas iniciais na infância. O tratamento, geralmente consiste em uma mudança na dieta, para controlar o progresso da doença e sintomas, auxiliando, dessa forma, em uma possível recuperação intestinal.

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14) Anemias

A anemia é um termo que se refere à uma variedade de doenças que são caracterizadas por valores abaixo do normal da concentração de hemoglobina, causando a redução no fluxo de oxigênio para os órgãos. Dessa maneira, existem tipos variados de anemia, duas das consideradas autoimunes, são a anemia aplástica e a anemia hemolítica autoimune, que serão apresentadas a seguir:

Anemia aplástica: é uma condição muito rara, onde se aponta que a disfunção do sistema imunológico acomete a medula óssea, causando redução na quantidade de células sanguíneas novas. É um quadro potencialmente fatal, que pode incluir em seus indícios sangramento, aceleração no ritmo cardíaco, fadiga e infecções frequentes;

Anemia Hemolítica autoimune: nesse tipo de enfermidade, o sistema imunológico produz anticorpos que agem contra os glóbulos vermelhos. Acredita-se que as mulheres sejam mais afetadas por essa condição, que se divide principalmente em dois grupos, a anemia hemolítica por anticorpos quentes e a anemia hemolítica por anticorpos frios. Em ambos os casos é possível que não ocorram indícios, porém, em outros, as pessoas podem ter palidez, falta de ar e desconforto.

15) Alopecia areata

Aponta-se a alopecia areata como uma enfermidade autoimune, onde o sistema imunológico age contra os folículos pilosos. A principal característica dessa condição é a queda repentina de cabelo, com uma ou mais áreas calvas, geralmente com formas circulares. Normalmente, as áreas são bem delimitadas e por mais que em diversos casos sejam assintomáticas, algumas pessoas podem ter a sensação de queimação.

O tratamento pode envolver injeções de derivados de cortisona, mas vária muito de cada caso, podendo ser necessário também o uso de cremes. No entanto, em alguns casos, pode não ocorrer resposta e a doença pode regredir de forma espontânea, mesmo que seja algo mais incomum.

16) Febre reumática

Trata-se de uma doença de caráter autoimune, que pode acometer todas as idades, apresentando uma maior incidência em crianças e jovens. É provocada pela bactéria estreptococo e tem caráter autoimune, acredita-se que quanto mais jovem o portador, maiores são as chances de a enfermidade deixar sequelas severas.

Os sintomas, geralmente envolvem dor nas juntas, manchas com aspecto avermelhado, inflamação no músculo do coração, nódulos subcutâneos, febre baixa, entre outros. O tratamento pode incluir repouso absoluto e uso de medicamentos, porém, quando ocorre o acometimento severo cardíaco, as intervenções médicas de tratamento podem ser mais agressivas.

Outros tipos de doenças autoimunes são degeneração cerebelosa paraneoplásica, bronquiolite obliterante idiopática, artrite reactiva, cirrose biliar primária, colangite esclerosante primária, colite ulcerativa, fibrose pulmonar idiopática, granulomatose de Wegener, entre muitos outros tipos. Estima-se que a lista seja extensa, por esse motivo, ter um médico de confiança e obter um diagnóstico preciso é tão importante para ter o tratamento certo.

Por mais que as principais causas não sejam conhecidas em diversos quadros de doenças autoimunes, é interessante observar que fatores hereditários são apontados e levados em consideração em alguns casos. Dessa maneira, ao ter no histórico familiar uma doença autoimune, é importante relatar ao médico, principalmente se ocorrer dificuldade para esclarecer e encontrar um diagnóstico.

O uso de imunossupressores, que reduzem a eficiência das atividades desempenhadas pelo sistema imunológico, são geralmente usados para o tratamento dessas doenças. No entanto, é interessante ressaltar que é preciso ter cautela, pois esses tipos de remédios podem causar efeitos secundários, deixando o organismo mais vulnerável a processos infecciosos.

Outro fator importante a ser citado, é que geralmente, as doenças autoimunes são categorizadas como específicas de órgão e como não específicas de órgão. Sendo assim, em alguns casos o processo autoimune originado da disfunção do sistema imunológico acomete apenas um único órgão, por exemplo, na tireoidite de Hashimoto, onde que o a tireoide é acometida. Já em outros casos, o sistema imunológico agride e gera lesões em diversos tecidos e órgãos.

Principais pontos a serem ressaltados sobre a Esclerose Múltipla

De acordo com o que foi apresentado neste artigo, a esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica, categorizada como autoimune, já que se caracteriza pela agressão do sistema imunológico a fatores relacionados com o sistema nervoso. Dessa forma, os principais sintomas que surgem, estão ligados a problemas de coordenação, visão e equilíbrio.

Por ser uma doença com potencial alto de severidade, muito se especula a respeito, o que só reforça a necessidade de se informar corretamente, evitando assim, pensamentos equivocados e compartilhamento de informações falsas. Sendo, nesse contexto é indispensável reforçar algumas informações a respeito da doença, desmitificando alguns desses pensamentos equivocados que já surgiram a respeito, tais como:

A esclerose múltipla pode matar? Sim, mas apesar de ser muitas vezes grave e ter a possibilidade de levar a óbito, a esclerose múltipla não é necessariamente uma doença mortal;

Não se trata de uma doença mental;

A esclerose múltipla não é uma doença contagiosa, por isso, ao se relacionar com um portador ou falar a respeito, não há motivos para demonstrar medo de contágio;

Algumas pessoas acreditam que os portadores de esclerose múltipla automaticamente estão condenados ao uso da cadeira de rodas. Não é dessa forma que funciona, é verdade que problemas na mobilidade podem surgir, mas não são todos os portadores que chegam a necessitar no decorrer da doença;

Uma vez que não se sabe ao certo as causas da doença, não são considerados meios exatos de prevenção;

Portadores da doença podem trabalhar,ao contrário do que muitos pensam, muitos conseguem ter qualidade de vida após o diagnóstico, porém, para isso, o tratamento e adaptação são necessários;

Conforme foi apresentado no texto, ainda não tem cura, porém, o tratamento é capaz de desacelerar a evolução da doença e amenizar os sintomas presentes. É indispensável se ater as orientações médicas para assegurar as chances de levar uma vida o mais normal possível.

Convivendo com a Esclerose Múltipla

Tanto a Esclerose Múltipla, como outras doenças, em especial as autoimunes, são capazes de causar um grande impacto no dia a dia dos portadores. Muitas vezes, o bem-estar psicológico e principais limitações que surgem, não são levados em consideração. Afinal, o portador, muitas vezes tem sua vida completamente mudada, em prol de se adaptar e recuperar o que for possível de sua saúde e funções desempenhadas.

No caso da EM, os indivíduos podem sofrer grande influência não apenas pela doença, como também pelos fortes efeitos colaterais que podem acompanhar os medicamentos consumidos para o tratamento da doença. Dessa maneira, não só a área física, como também a psicológica e como consequência a social e econômica podem ser afetadas.

A depressão, por exemplo, pode surgir no início ou nos anos posteriores ao diagnóstico de esclerose múltipla. Acredita-se que os quadros depressivos estejam mais ligados a incapacidade funcional que acomete parte dos portadores da doença, não ao sexo, idade ou ao tempo de convívio com a esclerose múltipla.

Naturalmente, a forma como a depressão surge nos portadores de EM pode apresentar certas peculiaridades, por essa razão, pode ser confundida por causa de fadiga e alterações cognitivas. A atenção aos sintomas e principalmente, intensidade deles, tanto físicos quanto psicológicos deve existir, para que o tratamento realizado busque abranger o que de fato está ocorrendo.

Os estudos sobre os impactos psicológicos, como a depressão ou transtornos de humor, ainda são escassos. No entanto, há muitos anos sabe-se que a doença acaba por estar correlacionada com esses distúrbios. Por essa razão, um acompanhamento médico frequente e completo, é indispensável para que seja possível amenizar os sintomas e tratar de forma eficaz distúrbios subjacentes que possam surgir.

É preciso não apenas dar suporte ao ter portadores próximos, por exemplo, na família, como também buscar informação da melhor forma possível, evitando principalmente os pensamentos errôneos que foram citados no tópico anterior. Afinal, esses julgamentos errados, podem piorar o quadro psicológico do portador e facilitar o compartilhamento de informações falsas.

Fonte:

http://www.webmd.com/multiple-sclerosis/