Esteatorreia: O que é? Causas, Sintomas e Tratamentos

Saiba Tudo Sobre a Esteatorreia

Esteatorreia é um termo médico para excesso de gordura (lipídeos) nas fezes e normalmente está associada com a má absorção devido há algum tipo de disfunção no organismo. Essa condição pode ser provocada por uma mudança na alimentação ou por algum tipo de infecção, porém se o estado é crônico ou apresenta outros sintomas pode ser um sinal de doença grave.

Quando ingerimos gordura, nosso organismo digere ela através do nosso intestino delgado. Esse processo ocorre com o auxílio de enzimas que se tornam responsáveis pela etapa de quebra das moléculas da gordura, transformando-as em moléculas bem menores. Quando isso acontece, acaba se formando o que chamamos de micela e posteriormente a parede do intestino as absorvem.

A esteatorreia é muito mais comum do que imaginamos, visto que grande parte das doenças que estão associadas a problemas com má absorção podem gerar esse problema, com exceção das que estão ligadas com intolerância a determinados carboidratos. Os sintomas mais comuns são mal cheiro, grandes quantidades de gordura na água e fezes flutuantes e o tratamento varia de acordo com a causa.

Para que você possa saber mais sobre a esteatorreia o artigo a seguir separou os tópicos mais importantes sobre o tema, a fim de esclarecer suas dúvidas e ajudá-lo a proceder da forma correta se descobrir o problema e como fazer para preveni-lo.

Causas de esteatorreia

Saiba Tudo Sobre a Esteatorreia

Essa patologia é causada normalmente por mudanças na dieta, infecções por bactérias, fungos ou parasitas no intestino e estômago. Outra causa comum é uma disfunção no pâncreas, responsável por produzir a bile e certas enzimas que vão absorver essa gordura. Nesse caso, ocorre uma esteatorreia temporária.

Em pacientes que sofrem dessa condição de forma crônica, ou seja, por vários meses a causa pode estar relacionada há uma doença grave, como:

Sintomas de esteatorreia

Quando falamos de esteatorreia estamos lidando com um problema que apresenta sintomas proteicos. A maioria das pessoas, quando começam a sofrer de esteatorreia percebem que suas fezes aumentam em quantidade e acabam ficando mais moles e mau cheirosas, em decorrência do excesso de gordura presente nelas. Além disso, é possível ver a presença dos lipídeos, uma vez que as fezes ficam com gotinhas de óleo que brilham e isso pode ser bem evidente se o indivíduo observar a água do vaso sanitário.

Outro aspecto bem característico é o fato das fezes flutuarem nas águas do vaso sanitário em decorrência da presença excessiva de gases e com a descarga se torna muito mais difícil eliminar esse tipo de fezes. Sabemos que a esteatorreia é diretamente associada a falta ou absorção mal realizada dos lipídeos pelo nosso intestino não é mesmo? Contudo, vale saber que a depender de outras substâncias que também podem ser mal absorvidas em conjunto com os lipídeos, podem surgir outros sintomas diversos dos quais podemos enfatizar:

  • Distensão do abdômen;
  • Problemas com borborigmo;
  • Cólicas no abdômen, decorrentes de intolerância a substâncias de origem láctea;
  • Problemas com deficiência de vitamina D ou dificuldades na absorção de cálcio, que podemos chamar também de tetania e osteopenia;
  • Deficiência de ferro e vitamina A (que promove cegueira durantes os períodos noturnos).

Em aspecto geral, as dificuldades maiores existem sobre esse assunto quando não é possível descobrir os problemas com má absorção pois em alguns casos as fezes não apresentam alterações nítidas.

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Diarreia na esteatorreia

Quando nos referimos a problemas com diarreia na esteatorreia, vale destacar que nesse caso a diarreia acaba sendo classificada como diarreia osmótica, visto que na maioria das situações ela melhora com o término do período de jejum. Nas dificuldades com o processo de absorção, a diarreia surge por alguns fatores específicos:

  • Quantidade excessiva de partículas de osmose ativa;
  • Quantidade presente de ácidos do tipo graxo, que são responsáveis por estimular a produção de secreções específicas.

A análise de outras enfermidades associadas as suas causas e sintomas podem contribuir significativamente no processo de diagnóstico da esteatorreia. Como exemplo podemos citar as mudanças ocorrentes na região cutânea que tem sua associação ligada ao problema com escleroderma e também com dermatite hepitoforme. Os sintomas ligados com a diabete do tipo neuropática na maioria dos casos não possuem relevância, em contrapartida, a tireotoxicose é um problema que faz com que o indivíduo coma excessivamente e pode ser associada com a presença de lipídeos nas fezes, entretanto, o fato de se comer muito não reflete necessariamente na má absorção, e por isso pacientes desse gênero na maioria dos casos não apresentam sinais ligados as dificuldades reais de absorção do intestino.

Vale ressaltar que em casos graves a esteatorreia pode estar acompanhada por outros sintomas, então esteja atento se ocorrer:

  • Dor abdominal
  • Sangue nas fezes
  • Dificuldade para ganhar peso
  • Diarreia
  • Cãibras
  • Gases
  • Indigestão

Diagnóstico de esteatorreia

A partir do instante em que o indivíduo percebe que há presença de gordura nas suas fezes, é onde começa o processo investigativo focado na descoberta de uma possível má absorção. O problema é que o fato da nossa região responsável pelo trato digestivo produzir muito proteína, principalmente o pâncreas, torna-se ainda mais difícil fazer o diagnóstico da esteanorreia propriamente dita.

Quando o carboidrato não é bem absorvido e mesmo assim segue em direção ao cólon, surge a possibilidade de sofrerem metabolização feita pelas bactérias presentas na região transformando-se em ácidos graxos, que acabam sendo absorvidos pelo cólon de forma ainda parcial.

Para o diagnóstico procure um clínico geral ou gastroenterologista. Converse sobre todos os sintomas que você está sentindo. O médico imediatamente solicitará exames para confirmar o diagnóstico, são eles:

  • Exame quantitativo – mede a quantidade total de gordura em uma amostra de fezes, coletada durante 2 a 4 dias.
  • Exame qualitativo – mede o grau da má absorção por observar a presença de gordura.

Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de outras doenças.

Tratamento de esteatorreia

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Depois do diagnóstico, o médico vai avaliar quais tratamentos serão necessários. O objetivo agora será tratar a causa que levou a má absorção de gordura.

Por exemplo, se a causa for devido a mudanças na alimentação será necessário evitar certos alimentos. Como no caso de pacientes intolerantes ao glúten e lactose. Mas se houver a presença de uma doença causadora é necessário curá-la ou controla-la com uso de medicamentos.

De forma geral, todos os processos de tratamento dos indivíduos diagnosticados se baseiam na redução do consumo de gorduras, uma vez que esta é a principal válvula de escape do problema e o médico profissional pode optar por receitar o uso de enzimas pancreáticas durante a realização das refeições diárias. O processo de preparação os remédios para essa finalidade específica precisam garantir a existência de uma espécie de camada de revestimento. Essa camada preveni que os medicamentos se desnaturem em decorrência do suco gástrico presente no nosso organismo.

Esteatorreia e sua relação com a doença de crohn

Muito se fala em doença de Cronh quando o tema se trata e esteatorreia. Como vimos anteriormente, este problema pode surgir em decorrência de doenças que estejam associadas a problemas significativos no processo de digestão, que por vezes provocam a má absorção de certos elementos dos quais destacamos os lipídeos. A lista de doenças desse gênero é bastante extensa, mas uma delas que podemos destacar é justamente a doença de Cronh.

Existe uma classe de enfermidades que provocam inflamação na região do intestino. Essa inflamação é crônica e o paciente costuma viver numa oscilação de piora e melhora intercalados. Essa classe de inflamação se divide basicamente em Doença de Cronh e Retocolite Ulcerativa. Apesar dessa classificação, boa parte dos diagnósticos acabam não se encaixando em nenhum tipo, uma vez que se desconhece ao certo a devida causa do problema, por isso muitos pacientes acabam se classificando com quadro de colite indeterminada.

Até os dias atuais não se tirou uma conclusão acerca da colite indeterminada, referente a questão dela fazer parte ou não da divisão que a barca a doença de Cronh e a Retocolite Ulcerativa, que vimos um pouco anteriormente ou se ela é distintivamente uma enfermidade isolada. E embora ela se prevaleça, é muito importante compreender os fatores responsáveis ligados a doença de Cronh e a própria Retocolite, que é inclusive um grande desafio que perpetua até a atualidade e que recebe constantes investimentos em estudos e pesquisas na área.

Apesar do tubo responsável pelo processo de digestão, em sua totalidade, ser de certa forma colonizado pelas bactérias, há variados aspectos referentes a concentração e distribuição delas. Quando falamos de bactéria que colonizam essa área, vale enfatizar que essa questão é crescente e prevalece significativamente na parte do intestino delgado distal. Já na região do cólon, ocorre um elevado aumento de floras bacterianas. Sua parcela presente no intestino grosso chega a atingir cerca sessenta por cento da região.

Para quem desconhece, quando somos atingidos com uma enfermidade que provoca inflamação de nível crônico, acabamos sofrendo com uma elevada produção de citocina, ou seja, de moléculas que são produzidas por células presentes no nosso sistema imunológico e que tem a função de combater tais doenças. Quando essas doenças nos atingem reflete a existência de um desequilíbrio existente no nosso sistema imunológico e existem vários fatores que buscam justificar essa questão. Dentre os mais importantes destacamos:

  • Possível predisposição genética;
  • Problemas com distúrbios da flora bacteriana do intestino;
  • Possíveis fatores ligados ao sistema imunológico;
  • Problemas existentes na região da barreira da mucosa.

E além desses aspectos que acabam abrindo brecha para o desenvolvimento de doenças inflamatórias, outros fatores valem ser mencionados e que apesar de externos, podem sim promover mais chances de acometimento da enfermidade. São eles:

Acabar com o zumbido no ouvido
  • Uso frequente de nicotina;
  • Realização de cirurgia de apendicectomia;
  • Utilização de medicamentos antibióticos;
  • Utilização de anticoncepcionais via oral.

Todos esses aspectos mencionados podem influenciar no processo de desenvolvimento das enfermidades infecciológicas ou ainda promover condições para o seu surgimento em um indivíduo.

Giardíase e sua relação com a esteatorreia

Assim com a Doença de Cronh que vimos no tópico antecedente, a Giardíase faz parte da lista de enfermidades que podem provocar o surgimento do problema com esteatorreia. De maneira sucinta, a Giardíase (lambliose ou giardiose), trata-se de uma enfermidade que decorre de um parasita chamado Giardia Lamblia. Esse parasita, quando invade o organismo humano, procura se alocar na região do intestino delgado ou também na região do trato biliar.

São nos lagos e riachos localizados no sertão, ou em locais com água parada dos quais destacamos a piscina, banheiras de hidromassagem e assim por diante, que podemos ser infectados pelo parasita. Mas para quem pensa que só é possível ser acometido pelo parasita através de contato com água está muito enganado. Alimentos em geral ou próprio contato com outra pessoa já infectado promover chances de transmissão.

Quando o ser humano entra em contato com o parasita, a doença costuma se manifestar depois de uma semana ou até um mês e na maioria dos casos é um problema assintomático, pois geralmente se expele o parasita através das fezes. Quando isso não acontece que costuma a aparecer os sinais da doença, dos quais ressaltamos:

  • Cansaço;
  • Emagrecimento sem motivo aparente;
  • Diarreia com momentos intercalados entre fezes de aspecto gorduroso;
  • Sensação de inchaço;
  • Cólicas na região do abdômen;
  • Problemas com eructação, caracterizado pelo gosto ruim;
  • Problemas com náuseas.

As doenças causadoras de infecções no nosso intestino são mais comuns do que imaginamos e com ela vem a maior probabilidade de se desenvolver a esteanorreia. Em vista disso, todo cuidado em pouco. Se você perceberem alguma mudança diferente nas suas fezes ou qualquer outro sintoma devidamente apresentado nesse artigo, não hesite na hora de buscar um profissional qualificado.  É muito importante fazer o diagnóstico correto, para que seja possível tratar o problema, seja ele qual for, de forma eficiente e evitar possíveis danos futuros para a nossa saúde.

Veja este vídeo que fala sobre como ter um instestino saudável (5:40):

Fontes:

https://www.healthline.com/health/steatorrhea#overview1

https://www.healthgrades.com/symptoms/steatorrhea


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