Saiba Tudo Sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica

Saiba Tudo Sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica

A Esclerose Lateral Amiotrófica, também chamada de ELA, é uma doença onde há degeneração do sistema nervoso, ou seja, há um comprometimento dos neurônios motores do cérebro e da medula espinhal, que são responsáveis pelos movimentos de relaxamento dos músculos e de contração.

Quando esses neurônios não funcionam adequadamente, não conseguindo mais transmitir os impulsos nervosos, surge então a doença. A ELA leva a uma paralisia motora que vai progredindo com o tempo e é irreversível.

Esta doença ficou famosa no século 20, quando um jogador de baseball chamado Loud Gehrig foi diagnosticado m 1939 e depois pelo físico Stephen Hawking que foi diagnosticado em 1963.

A seguir saiba mais sobre a esclerose lateral amiotrófica, suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos e como conviver com a doença:

1. O que causa a esclerose lateral amiotrófica?

Não existem causas específicas que levem ao surgimento da ELA. Porém, alguns estudos apontam que podem ser:

  • Uso excessivo dos músculos;
  • Dieta rica em glutamato, que em excesso pode ser tóxico para certas células (como, por exemplo, molhos, condimentos e caldos prontos, enlatados em conserva, comidas prontas, temperos em pó ou tabletes industrializados, sopas prontas, salgadinhos etc);
  • Ausência da parvalbumina (proteína muito importante no processo de relaxamento dos músculos e encontrada nos músculos esqueléticos);
  • Doença auto-imune (quando a imunidade ataca as próprias células do corpo);
  • Problema genético e doença hereditária.

Os fatores que podem levar uma pessoa a ter a doença são:

  • Familiar que possua ELA;
  • Idade acima dos 60 anos;
  • Ser do masculino (acomete mais homens que mulheres);
  • Realizar exercício físico intenso (atletas apresentam maior risco, uma vez que usam excessivamente os músculos).

2. Sintomas da esclerose lateral amiotrófica

Geralmente, os sintomas da ELA são:

  • Atrofia muscular;
  • Endurecimento dos músculos;
  • Fraqueza muscular que vai crescendo gradualmente, ou seja, perda de força;
  • Contrações involuntárias;
  • Cãibras / espasmos;
  • Tremor muscular;
  • Grande dificuldade em movimentar braços, pernas e o corpo como um todo;
  • Baixa sensibilidade;
  • Dificuldade em respirar e engolir (uma vez que os músculos do peito e da deglutição também são prejudicados);
  • Problemas de fala (fala arrastada, lenta, rouquidão);
  • Perda de peso.

É importante frisar que a esclerose lateral amiotrófica não afeta sentidos da pessoa (audição, visão, olfato, tato e paladar), nem o funcionamento correto do raciocínio, funções sexuais e órgãos, como intestino e bexiga, por exemplo.

3. Como se diagnostica a ELA?

A esclerose lateral amiotrófica nem sempre é diagnosticada no início e o paciente, ao chegar no médico, já apresenta alguns dos sintomas da doença, como, por exemplo, espasmos, tremores, problemas nos reflexos e/ou atrofia muscular.

De qualquer forma, é importante iniciar o tratamento o quanto antes, evitando a piora do quadro. Não existe um exame isolado que detecte a ELA, sendo necessária na verdade uma série de avaliações complementares, como, por exemplo: exames de sangue, teste pulmonar, , tomografia, , entre outros.

4. Tratamentos

Não existe cura para esclerose lateral amiotrófica, mas existem algumas medidas para aliviar os sintomas, lentificar a progressão da doença e melhor a qualidade de vida do paciente. Dentre eles estão:

  • Tratamento médico: uso de ventiladores portáteis (ventilação mecânica) para pacientes com ; colocação de um tubo que segue até o estômago para aqueles que tem dificuldade em se alimentar.
  • Tratamento medicamentoso: uso de remédios como Baclofen e Riluzol que controlam a dor e prolongam a vida do paciente.
  • Tratamento fisioterapêutico: técnicas de reabilitação e órteses para facilitar o funcionamento dos músculos.
  • Tratamento fonoaudiológico: técnicas específicas para melhor a fala e pronúncia das palavras, uma vez que o paciente possui fala lentificada e rouquidão na voz.
  • Tratamento nutricional: dieta específica para o paciente se alimentar com mais facilidade e ganhar mais peso.
  • Tratamento psicológico: ajuda psicológica para o paciente e sua família lidarem melhor com o problema e o emocional.
  • Cuidados na higiene: são necessários para evitar úlceras e problemas de pele, como, por exemplo, troca constante da posição do paciente, das roupas de cama, mais tomadas de banho, eliminação correta da urina e das fezes, entre outros.

Infelizmente, o tempo de vida dos pacientes é em torno de 3 a 5 anos, mas 25% deles sobrevivem por mais tempo recebendo os cuidados e tratamentos necessários.

5. Como conviver com esta doença?

São importantes algumas medidas para conviver com a doença, como, por exemplo:

  • Respeite os horários dos medicamentos e nunca se automedique;
  • Siga regularmente as orientações da equipe de saúde (do fisioterapeuta, psicoterapeuta, fonoaudiólogo etc);
  • Retire qualquer obstáculo que prejudique a locomoção do paciente;
  • Utilize adaptadores na mão, órteses para estabilizar a fraqueza dos músculos e/ou cadeira de rodas para viver com mais independência.

Assista este vídeo que foi feito por um paciente chamado José Eduardo sobre a sua experiência (8:30):

Fonte:

http://www.webmd.com/brain/understanding-als-basics#1

Mariana de Andrade

Psicóloga E-mail: mary.drad@yahoo.com.br

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