Saiba Tudo Sobre os Principais Tipos de Diabetes e a Prevenção

Diabetes - Saiba Tudo Sobre os Principais Tipos de Diabetes!

O é uma deficiência na produção de insulina, causado pelo aumento de açúcar na corrente sanguínea. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, que é responsável por transformar as moléculas de presentes nos alimentos em forma de energia para o corpo, quando o pâncreas não produz insulina suficiente, o corpo não absorve essa energia, fazendo com que esses nutrientes se acumulem no sangue ou sejam eliminados pela urina.

I) Quais sao os tipos de diabetes?

Segue os principais tipos de diabetes:

1) Diabetes tipo 1: 

A diabetes tipo 1 é uma doença onde o pâncreas deixa de produzir insulina, hormônio importante no metabolismo de carboidrato no sangue. Sua principal função no organismo é reconhecer quando o nível de glicose no sangue aumenta, para que a insulina possa ser acionada para que a glicose tenha o correto direcionamento e as taxas de no sangue normalize.

O direcionamento da glicose no organismo pode ser para:

  • Ser utilizada como combustível para a realização das atividades do corpo.
  • Ser armazenada como reserva, em forma de gordura.

A falta da insulina no organismo acaba acarretando o acúmulo de glicose no sangue, o que leva à hiperglicemia. Para evitar essa situação, é necessário recorrer às doses de insulinas exógenas, aplicadas por meio de injeções diárias.

Também conhecido como diabetes juvenil, o diabetes tipo 1 geralmente acomete crianças e adolescentes, porém, pode surgir em qualquer momento da vida. Esse tipo de diabetes representa entre 5% e 10% da doença.

1.1.) Quais são as causas da diabetes tipos 1?

A falta de insulina no organismo que acarreta no diabetes tipo1, se dá pela destruição das células produtoras de insulina, denominadas de células beta, localizadas no pâncreas. Essa destruição de células em sua maior parte acontece por uma patologia denominada autoimunidade, que é quando nosso próprio sistema imune ataca e destrói células do nosso corpo por não as reconhecerem, e assimilá-las como invasores.

1.2.) Quais são os sintomas?

Diante deste quadro, alguns sintomas logo são percebidos, pois a maioria deles aparece de forma súbita. São eles:

  • Fadiga.
  • Feridas com cicatrização lenta.
  • Açúcar na urina.
  • Sensação de agulhadas nos pés.
  • Sede excessiva.
  • Visão turva.
  • Perda súbita e sem explicação de peso.
  • Maior frequência na vontade de urinar.
  • Mudança de humor.
  • Perda de consciência.

1.3.) Diagnóstico e tratamentos

O diagnóstico para este tipo pode ser obtido partir de três tipos de exames:

1) Glicemia de jejum – irá medir o nível de açúcar no sangue durante o período de jejum, onde são considerados normais os valores entre 65 a 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL).

2) Hemoglobina glicada – (HbA1c) é a fração da hemoglobina (proteína do sangue) que se liga à glicose.
Os valores de hemoglobina glicada indicarão se a pessoa está ou não com hiperglicemia.
Os valores considerados normais para pessoas sadias estão entre 4,5% e 5,7%.

3) Curva glicêmica – este exame observa a velocidade com que seu organismo absorve a glicose ingerida.

Os valores de referência são:

  • Abaixo de 100mg/dL em jejum.
  • 140mg/dL após 2 horas.

O tratamento para diabetes tipo 1 requer uma vida saudável e o controle da glicemia para que possíveis complicações da doença sejam evitadas.

Os cuidados diários incluem a prática regular de exercícios físicos, alimentação saudável e balanceada de acordo com a orientação médica e frequente verificação da glicemia para controle da mesma.

Além desses cuidados, faz-se necessário o tratamento com insulina e medicamentos devidamente prescritos pelo médico especialista que tem acompanhado o paciente.

2) Diabetes tipo 2:

A diabetes tipo 2 é uma doença onde o organismo não consegue utilizar de forma adequada e necessária a insulina produzida pelo corpo, acarretando no acúmulo de glicemia no sangue, causando um quadro que chamamos de hiperglicemia.

A insulina faz com que o carboidrato presente em nosso sangue através da ingestão de alimentos, seja direcionado a duas funções:

  • Ser utilizada como combustível para a realização das atividades do corpo;
  • Ser armazenada como reserva, em forma de gordura.

Este tipo de diabetes represente 90% da doença.

2.1) Quais são as causas da diabetes tipo 2?

Em nosso organismo, o pâncreas, órgão localizado logo atrás ao estômago, é responsável pela produção de alguns hormônios importantes ao nosso metabolismo, entre eles está a insulina.

No caso do diabetes tipo 2 o organismo cria uma resistência ao efeito da insulina o que impede que ela entre em ação e metabolize a glicose, principal fonte de energia ao nosso organismo.

Pode acontecer ainda que, neste caso de diabetes, o paciente não produza a quantidade necessária de insulina para o correto funcionamento do metabolismo glicêmico, fazendo com que a glicose permaneça acumulada no sangue.

2.2) Quais são os sintomas?

No diabetes tipo 2, a doença geralmente acaba sendo assintomática no início. O paciente pode passar longos períodos sem ter sintomas.

Quando estes começam a surgir, geralmente são caracterizados por:

• Formigamento nos pés e surgimento de furúnculos
• Fome e sede excessiva
• Aumento na vontade de urinar
• Infecções frequentes
• Feridas que demoram para cicatrizar
• Visão embaçada

2.3) Diagnósticos e tratamentos

O diagnóstico para diabetes tipo 2 é o mesmo realizado para diagnosticar o diabetes tipo 1, sendo os exames:

a) Glicemia de jejum – irá medir o nível de açúcar no sangue durante o período de jejum, onde são considerados normais os valores entre 65 a 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL).

b) Hemoglobina glicada – (HbA1c) é a fração da hemoglobina (proteína do sangue) que se liga à glicose.
Os valores de hemoglobina glicada indicarão se a pessoa está ou não com hiperglicemia.
Os valores considerados normais para pessoas sadias estão entre 4,5% e 5,7%.

c) Curva glicêmica – este exame observa a velocidade com que seu organismo absorve a glicose ingerida.
Os valores de referência são:

• Abaixo de 100mg/dL em jejum.
• 140mg/dL após 2 horas.

O tratamento para diabetes tipo 2 exige o uso de insulina exógena e outros medicamentos para o controle da glicose que serão indicados pelo médico especialista. A atenção deve ser redobrada:

  • O controle da doença deve ser feito com regular verificação dos índices glicêmicos.
  • Cuidados na alimentação, adotando uma dieta saudável e balanceada de acordo com a prescrição médica.
  • Prática regular de atividades físicas.

2.4) Quais são os fatores de risco?

Qualquer pessoa pode desenvolver o diabetes tipo 2, porém, existem alguns fatores de risco, como:

• Sobrepeso e obesidade
• Sedentarismo
• Hipertensão
• Idade acima dos 45 anos
• Triglicerídeos elevado
• Histórico familiar da doença
• Consumo elevado de álcool
• Baixos níveis do HDL.

3) Diabetes gestacional

A diabetes gestacional é uma doença onde, durante a gestação, inicia-se uma situação de hiperglicemia, que é o aumento dos níveis de glicose no sangue devido aos baixos níveis de insulina no organismo, uma vez que a insulina é responsável por retirar a glicose do sangue.

Este quadro se instala durante a gravidez e ocorre em aproximadamente 4% de todas as gestações.

3.1) Causas de diabetes gestacional

Nosso pâncreas é o responsável pela produção de insulina, hormônio importante na regulação do nível de glicose no sangue. Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal para permitir o desenvolvimento do bebê.

Como exemplo dessa mudança, podemos citar a placenta que é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, fazendo com que o pâncreas aumente a produção para compensar este quadro.

Porém, em algumas mulheres esse processo no aumento da produção não ocorre e por isso acaba se instalando um quadro de diabetes gestacional, devido à concentração de glicose no sangue.

3.2) Sintomas 

A diabetes gestacional é uma condição que geralmente não causa sintomas, mas pode acontecer da gestante sentir sede excessiva, aumento da fome e visão turva. Como a própria gravidez pode fazer com que a mulher sinta alguns sintomas diferenciados, é necessário que exames periódicos sejam realizados durante toda a gestação, principalmente entre as semanas 24 e 28 para avaliar o índice glicêmico no sangue da mãe.

Além do pré-natal, os exames para avaliação do diabetes gestacional são os mesmos para a detecção de diabetes tipo 1 e 2.

a) Exames comuns

  • Glicemia de jejum.
  • Curva glicêmica.
  • Hemoglobina glicada.

Diante deste quadro, o bebê acaba sendo exposto, ainda no ambiente intrauterino, a grandes quantidades de glicose, o que leva a um maior risco de crescimento excessivo, chamado de macrossomia fetal, neonatal, partos traumáticos e até mesmo diabetes na vida adulta.

b) Fatores de risco

  • Gestação múltipla (gêmeos).
  • Idade materna mais avançada.
  • Hipertensão arterial na gestação.
  • Sobrepeso ou .
  • Histórico familiar de diabetes em parentes de primeiro grau.
  • Ganho de peso excessivo durante a gravidez.

3.3) Tratamentos

Caso a mãe seja diagnostica com diabetes gestacional, será necessário que ela adote um estilo de vida mais saudável para favorecer o perfeito desenvolvimento do feto.

  • Dieta: hábitos como manter uma dieta saudável indicada pelo médico, monitoramento constante da quantidade do açúcar no sangue e exercícios físicos regulares, deverão ser inseridos em seu cotidiano.
  • Aplicação de insulina: caso haja necessidade, o médico também poderá prescrever a aplicação de insulina para baixar o nível glicêmico no sangue.

Em geral, o quadro se normaliza logo após o . Porém, existe o risco da mãe ainda acabar desenvolvendo o diabetes tipo 2 após a gestação. Para diminuir as chances que isso ocorra, é importante manter os hábitos de vida saudáveis após a gestação e ter sempre um acompanhamento médico.

4) Diabetes Insípidus

A diabetes insípidus (ou diabetes insípido) consiste em uma alteração no controle da no organismo, onde os rins não conseguem reter de forma adequada a água que é filtrada. Consequentemente, a pessoa tende a aumentar o volume da urina, que facilmente pode ultrapassar a marca de 3 litros ao dia, podendo, até mesmo, chegar a 10 litros.

A palavra insípidus remete ao fato da urina ser bastante diluída e quer dizer “sem gosto”, ao contrário do diabetes melittus, onde a pessoa perde muita água e açúcar pela urina, por isso, podendo ficar “doce”.

4.1) Tipos de diabetes insípidus

Existem dois tipos de diabetes insípidus:

  • Diabetes insípidus central, onde há a falta de produção ou liberação do hormônio vasopressina.
  • Diabetes insípidus neufrogênica, quando os rins deixam de responder ao hormônio antidiurético.

Esta diferença entre os dois tipos da doença é muito importante, pois o tratamento difere bastante entre os dois casos.

Existe ainda um terceiro tipo de diabetes insípidus, a diabetes gestacional. Ocorre durante a gravidez, onde algumas gestantes podem produzir uma enzima chamada vasopressinase, que inativa o hormônio antidiurético, mas essa condição desaparece após o parto.

4.2) Quais são as causas?

Ao contrário dos outros tipos de diabetes, onde há o aumento da concentração de açúcar no sangue, o diabetes insípidus é uma doença rara, caracterizada pela deficiência de um hormônio antidiurético chamado vasopressina, ou também pela incapacidade dos túbulos renais responderem a ele.

Este hormônio é produzido em uma região do cérebro chamada de hipotálamo, e determina em partes, o modo como os rins filtram e reabsorvem fluidos do sangue. Quando existe a falta deste hormônio ou não há a correta resposta dos rins a ele, esses fluidos passam direto pelo rim e são eliminados pela urina.

As causas entre os dois tipos da doença podem variar, sendo elas:

a) Diabetes insípidus central – este tipo ocorre por anormalidades no eixo hipotálamo-hipófise no cérebro. Algumas causas são:

  • Causas genéticas.
  • Anorexia nervosa.
  • Traumas que afetaram o sistema nervoso central.
  • Tumores no sistema nervoso central.
  • Lesões cirúrgicas acidentais no hipotálamo ou hipófise.
  • Encefalopatias por deficiência de oxigênio

b) Diabetes insípidus neufrogênica – este tipo da doença acontece por anormalidades nos túbulos renais, onde os quais não conseguem responder ao hormônio antidiurético. Algumas causas são:

  • Uso crônico de lítio.
  • Hipocalemia (potássio sanguíneo baixo).
  • Hipercalemia (cálcio sanguíneo elevado).
  • Alterações genéticas dos receptores dos túbulos renais.
  • Amiloidose renal.

4.3) Quais são os sintomas?

Apesar de não ocorrer hiperglicemia como nos demais tipos de diabetes, os sintomas do diabetes insípidus podem se assemelhar bastante aos outros tipos. Os principais são:

• Aumento do volume urinário
• Sede excessiva e consequente aumento da ingestão de água
• Desidratação
• Aumento da vontade de urinar à noite
• Interferência no apetite

4.4) Quais são os tratamentos disponíveis?

  • Diabetes insípidus central: para~este tipo, o tratamento é feito com a reposição do hormônio antidiurético sintético via oral.
  • Diabetes insípudus neufrogênico: já no diabetes insípidus neufrogênico o tratamento é feito com a suspensão do lítio que vinha sendo tomado, ou a correção dos distúrbios de e , que ocasionalmente podem existir.
  • Genética: nos casos onde a doença é genética, o tratamento indicado deve ser uma dieta pobre em sal, antiinflamatórios e diuréticos tiazídicos.

Vale lembrar que os adultos que sofrem com diabetes insípidus podem levar uma vida saudável por décadas, desde que mantenham adequado o nível de ingestão de água necessário para compensar as perdas pela urina.

Sempre tenha o acompanhamento de um médico especializado e jamais se automedique.

II) Prevenção da Diabetes

Evitar ingerir alimentos que contenham muita gordura saturada, alimentos industrializados. Tomar cuidado também com o excesso de açúcar que se consome diariamente.

Além desses cuidados, é importante praticar atividades físicas com frequência e ter uma alimentação balanceada, com alimentos ricos em e , como verduras e legumes.

Uma dieta equilibrada ajudar a reduzir a taxa de açúcar no sangue, mas antes de tudo é importante ter um acompanhamento de um nutricionista para saber a quantidade certa de ingestão de alguns alimentos. Veja abaixo os 4 tipos de alimentos que ajudam a prevenir a diabetes.

1) Frutas:

Deve-se evitar as frutas que contém carboidratos e mais doces como:

  • Uva
  • Banana
  • Caqui
  • Figo
  • Frutas em caldas.

2) Alimentos integrais:

Consuma alimentos integrais é uma excelente opção e ajudam na distribuição dos nutrientes presentes para o corpo. Entre os principais estão:

  • Aveia
  • Arroz
  • Granola

3) Leguminosos:

Os leguminosos controlam o índice de glicemia. Os principais são:

  • Feijão
  • Ervilha
  • Lentilha
  • Grão de bico
  • Fava
  • Soja

4) Vegetais:

Os vegetais são parte importante no tratamento e também são ricos em fibras, além de auxiliar na prevenção de outras doenças. Os principais são:

  • Repolho
  • Couve
  • Rabanete
  • Agrião
  • Couve de Bruxelas

Além disso, prefira carnes de aves e peixe ao invés de carne vermelha. Substitua o açúcar pelo adoçante, no entanto, deve ser aqueles não calóricos, como a sacarina. Na preparação dos alimentos substitua o óleo por .

Fontes:

http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/diabetes-insipidus/home/ovc-20182403

https://www.webmd.com/diabetes/default.htm

http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/type-1-diabetes/basics/treatment/con-20019573

http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/type-2-diabetes/home/ovc-20169860

http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/gestational-diabetes/basics/definition/con-20014854

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