10 Perguntas Frequentes Sobre a Doença de Parkinson

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A é uma condição degenerativa do sistema nervoso central que atinge cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil existem ao redor de 200 mil parkinsonianos de acordo com o Ministério da Saúde. Confira, a seguir, dez perguntas essenciais sobre a doença respondidas pela equipe do canal Hoje, comunidade online com coordenação técnica do Dr. Erich Fonoff, um dos principais especialistas em Parkinson no Brasil.

A doença foi descrita pela primeira vez em 1817 pelo médico britânico James Parkinson e está associada à diminuição da produção de dopamina, um neurotransmissor que atua no envio de mensagens para as partes do cérebro que controlam os movimentos e a coordenação. Quando falta dopamina numa área do cérebro conhecida como substância negra, o controle motor fica comprometido. Por isso, o tremor é um dos sintomas mais evidentes.

Saiba tudo sobre a doença de Parkinson, seu diagnóstico, sintomas e formas de tratamento:

parkinson perguntas e respostas

1) O que causa a doença de Parkinson?

Mesmo com muitos estudos neste campo da medicina, as causas do Parkinson ainda são desconhecidas. Alguns estudiosos acreditam que uma série de fatores combinados são responsáveis pelo desenvolvimento da doença, como a exposição a alguma toxina, outras doenças e fatores genéticos.

2) Quais são os primeiros sinais da doença de Parkinson?

Como a maioria das doenças, o Parkinson pode apresentar sintomas diferentes de acordo com cada paciente. O mais comum é a manifestação de tremores nas mãos, dedos dos pés, quando em repouso. Outro sintoma que pode indicar a doença é o enrijecimento dos membros que afeta a nuca, tornozelos, calcanhares, joelhos e cotovelos. É comum que, em pessoas mais velhas, este tipo de sintoma seja tratado erroneamente como .

Ainda há como sintoma do Parkinson a redução de velocidade e na amplitude dos movimentos, como por exemplo na hora de abrir e fechar as mãos.
Vale ficar atento também na incapacidade de realizar atividades simples, corriqueiras e automáticas, pois os parkinsonianos não conseguem realizar essas tarefas, o que segundo os médicos é um sintoma comprometedor.

Para saber mais assista o vídeo do Dr. Erich Fonoff falando sobre os sinais iniciais da doença no canal Parkinson Hoje:

3) Existem sintomas que não sejam motores?

A doença da Parkinson está intimamente associada a tremores e dificuldades motoras, mas ela também pode atingir os músculos responsáveis pela fala e deglutição, causando dificuldade de engolir alimentos e diminuição do volume da voz.

Alguns pacientes ainda relatam a falta de concentração, fadiga, sono pouco restaurador, , diminuição do olfato e alteração do peso. Muitas vezes os sintomas não-motores se manifestam antes do diagnóstico de Parkinson ser feito.

4) Como é feito o diagnóstico da doença de Parkinson?

É sempre um desafio para o médico identificar o Parkinson logo no início e o diagnóstico normalmente exige mais de uma consulta com o especialista. A primeira etapa é uma avaliação clínica onde quatro sinais são procurados:
-Presença de tremores
-Rigidez dos músculos
-Lentidão e diminuição dos movimentos
-Instabilidade na postura

Se algum dos sinais for identificado o neurologista pode indicar o uso da medicação Levodopa, que imita a dopamina no cérebro por um tempo. A melhora dos sintomas com o medicamento pode indicar o diagnóstico positivo de Parkinson.

5) Existe alguma maneira de evitar o Parkinson?

Por conta do pouco conhecimento em relação às causas da doença, ainda não informações sobre como evitar o Parkinson. Por outro lado, há estudos que sugerem que a prática de exercícios na juventude que pode acarretar em uma redução de 30% no risco de desenvolver a doença.

6) Com que idade a doença costuma aparecer?

Em grande parte dos casos a doença de Parkinson se manifesta entre 60 e 65 anos de idade. Mas cerca de 10% dos pacientes apresentam os antes dos 50 anos.

7) A doença de Parkinson é hereditária?

Ao ser diagnosticado com uma doença crônica e degenerativa é natural pensar nos filhos e parentes. Estudos científicos mostram que casos de ocorrência de vários pacientes de Parkinson na mesma família são bastante raros. A estimativa é que, quando um parente de primeiro grau (pai, mãe ou irmão) tem a doença, o risco para as próximas gerações aumenta em torno de 1% a 1,5%.

8) Existe cura para a doença de Parkinson?

Ainda não existe remédio que possa conter a doença. Porém, com medicação e técnicas de reabilitação, é possível manter os sintomas sob controle e também retardar o progresso da doença. Há ainda a intervenção cirúrgica com técnicas avançadas que estimulam o cérebro, reduzindo os sintomas motores.

9) Quais são os tratamentos disponíveis para a doença de Parkinson?

Infelizmente ainda não foi descoberta uma cura para o Parkinson, mas os sintomas podem ser tratados com remédios para impedir o avanço da doença. Outro jeito de lutar contra o Parkinson é a fisioterapia e terapia ocupacional. A cirurgia funcional também tem se tornado cada vez mais efetiva e segura.

10) Como a doença de Parkinson progride?

Apesar das diferenças de paciente para paciente, a doença de Parkinson segue alguns padrões de progressão distintos, o que permite aos médicos avaliar a sua evolução. Para essa classificação, a maioria dos médicos se utiliza da Escala de Hoehn & Yahr, que uniformiza o exame neurológico com critérios objetivos e divide a evolução dos sintomas em cinco estágios:

• Estágio 1: Os sintomas não interferem nas atividades do cotidiano e os tremores atingem apenas um lado do corpo.

• Estágio 2: Os tremores, a rigidez muscular e as dificuldades motoras atingem os dois lados do corpo. O paciente anda mais devagar, com passos curtos. A fala já não é tão clara e o tom de voz diminui. A evolução do primeiro estágio para o segundo estágio pode demorar de meses a anos.

• Estágio 3: Os movimentos são cada vez mais lentos, e falta equilíbrio para ficar de pé e andar. Nessa fase, comer e se vestir sem ajuda de outra pessoa passa a ser um grande desafio.

• Estágio 4: Os sintomas se agravam e se tornam incapacitantes. Muitos pacientes já precisam de ajuda para andar e realizar pequenas tarefas do cotidiano. É do estágio três para o quatro em que a maioria dos pacientes perde a autonomia.

• Estágio 5: No estágio mais avançado a rigidez nas pernas impede o paciente de andar. Muitos parkinsonianos neste estágio apresentam delírios e alucinações. Os efeitos colaterais provocados pelas medicações superam seus benefícios.

 

Parkinson Hoje

O canal Parkinson Hoje surgiu com a missão de divulgar informações, orientar e passar uma mensagem de otimismo para pacientes, familiares e cuidadores. Sob a tutela de Erich Fonoff (www.erichfonoff.com.br), um dos maiores especialistas em Parkinson no Brasil e professor da Universidade de São Paulo, o canal conta com presença no Facebook (www.facebook.com/parkinsonhoje), YouTube (www.youtube.com/parkinsonhoje) e no Blog (www.parknsonhoje.com.br)