Síndrome do Pânico – Causas, Sintomas, Medicamentos e Tratamentos

O que é Síndrome do Pânico?

Síndrome do pânico, ou ataque de pânico, é um episódio súbito de intenso medo quando não há perigo real ou causa aparente. Os ataques podem ser muito assustadores. Quando os ataques de pânico acontecem, é possível pensar que está perdendo controle, tendo um ataque cardíaco ou até morrendo.

Muitas pessoas têm apenas um ou dois ataques de pânico em suas vidas e o problema desaparece, quando uma situação estressante termina. Mas se o indivíduo tem sofrido com ataques recorrentes, inesperados e passou longos períodos em medo constante de outro ataque, é possível ter uma condição chamada síndrome do pânico.

Hoje em dia vivemos uma era onde a incidência de Transtornos Psicológicos vem crescendo cada vez mais. Nos acostumamos a diferenciá-los com base nos sintomas que cada um tende a apresentar, porém a forma como eles surge também deve ser considerada como sendo tão importante quanto o aspecto inicialmente observado.

Para quem não sabe, problemas da mente não aparecem de repente na vida de uma pessoa. Vários fatores específicos, ao longo do tempo vão se acumulando, como uma espécie de quebra-cabeça do cérebro, como se fossem alimentando ideias que gerassem o desenvolvimento dos mais variados transtornos que se possa imaginar. Na mente de um indivíduo nessa situação, existe total esclarecimento sobre tudo que está justificando aquilo que está sentindo e aliás os sintomas que cada problema irá evidenciar não aparecem de forma aleatória.

Ninguém escolhe passar por um transtorno desse gênero ou de gênero algum. Infelizmente, embora a informação sobre essa nova realidade seja muito mais acessível do que na época dos nossos avós, por exemplo, ainda existe muito preconceito por parte das pessoas, que não compreendem o que é viver um transtorno e por isso acabam se precipitando em dizer que problemas do tipo são frescura, que é fácil controlar a mente, que é preguiça ou muitas outras coisas típicas de quem não conhece o assunto, mas que adora opinar. Entretanto, estamos falando de uma classe de problemas sérios e que tem tratamento. Veja abaixo a lista dos principais transtornos psicológicos:

  • Esquizofrenia;
  • Autismo;
  • Transtorno Bipolar;
  • Transtorno de Personalidade;
  • Transtornos Alimentares;
  • Déficit de Atenção e Hiperatividade;
  • Síndrome do Pânico;
  • Transtorno de Ansiedade.

Com certeza você já deve ter ouvido falar sobre alguns desses transtornos, senão já viveu ou vive algum ou conhece alguém que o enfrenta diariamente não é mesmo? Pois é, esses são os que atingem o ser humano de maneira mais frequente e todos possuem tratamento. Se os problemas da nossa mente não surgem repentinamente, quais sãos os fatores que contribuem para o seu desenvolvimento?

  • Traumas na infância;
  • Fatores genéticos;
  • Fatores ambientes, como a morte de uma pessoa muito especial, por exemplo,

Esses principais aspectos, em conjunto acabam somando condições que acabam desencadeando transtornos psicológicos. No caso dos traumas da infância, quando uma criança sofre algum tipo de abuso, por exemplo, acaba carregando uma mochila de sequelas ao longo do seu desenvolvimento e isso transforma a sua vida adulta mais difícil do que deveria ser. Quanto a genética é simples explicar: quem tem muitos parentes na família que sofrem ou sofreram de algum problema psicológico tem maior tendência em desenvolvê-lo e por fim, como exemplificado acima, os fatores ambientais são acontecimentos externos que atingem uma pessoa e que pode provocar o aparecimento dos transtornos, como acontece quando alguém muito próximo a ela falece, por exemplo.

É possível ter mais de um desses fatores ou apenas um já é o suficiente para provocar danos na sua saúde mental. E apesar de estarmos falando de problemas sérios, a grande alegria é que todos eles podem ser tratados e a pessoa que sofre com algum tipo específico pode ter esperança de melhorar a sua qualidade de vida apesar de suas limitações.

Vimos acima uma série de tipo de transtornos não é mesmo? Mas hoje, o nosso foco será a Síndrome do Pânico que vem atingindo um número cada vez maior de pessoas do mundo todo. A seguir você irá aprender sobre tudo que envolve esse problema e ainda sairá preparado para lutar não só por você, mas por pessoas de sua vida que talvez possa estar passando por esse problema. Fique atento, anote as dicas e tenha uma boa leitura!

O que é Síndrome do Pânico?

Síndrome ou ataques de pânico, é um episódio súbito de intenso medo quando não há perigo real ou causa aparente. Os ataques podem ser muito assustadores. Quando eles acontecem, é possível pensar que está perdendo controle, tendo um ataque cardíaco ou até morrendo, pois, a vítima dele acaba achando que os sintomas físicos são indícios de problemas maiores como o caso do AVC, por exemplo.

As crises de uma pessoa com Pânico geralmente aparecem de forma repentina e pode se repetir, embora haja casos em que algumas pessoas acabam tendo algum ataque do gênero, mas que depois disso nunca mais sofrem com o mal novamente e isso se justifica pelo fato de que o problema desaparece quando uma situação estressante termina. Mas se o indivíduo tem sofrido com ataques recorrentes, inesperados e passou longos períodos com o medo constante de outro ataque, é possível ter uma condição chamada Síndrome do Pânico. Quem tem a Síndrome tem um medo muito grande de sofrer as crises características dos Transtornos e acabam sofrendo não só com o problema em si, mas com a falta de compreensão e empatia por parte das pessoas, se sentem diferentes e abandonadas e na maioria das situações pode haver isolamento, uma vez que determinadas situações geram as crises e sabendo disso a pessoa começa a evitar frequentar certos ambientes.

A Síndrome do Pânico pode desencadear o surgimento de outros problemas de caráter psicológico, como é o caso da Depressão. E para quem não sabe ela é muito mais comum do que a gente imagina. A apresentadora Angélica, por exemplo, contou que desenvolveu o transtorno em decorrência do acidente de avião que sofreu com seus filhos e as babás. Ela revelou que sofria com muitas palpitações e que tinha medos incontroláveis, como o de sair e ficar sozinha em um lugar público e assim por diante.

Outro caso mais recente sobre o problema foi abordado pelo Padre Fábio de Melo que contou sobre suas fragilidades ao descobrir que sofria com a Síndrome. O Padre desabafou que suas crises foram muito intensas e muitas vezes ele teve que se esconder de baixo da cama para conseguir se desviar das sensações ruins que sentia durante suas ocorrências.

Causas principais

Nem sempre é possível saber com exatidão a causa que desencadeia os ataques do pânico, mas existem condições que podem desempenhar um papel importante nesse processo. São eles:

  • Genética
  • Estresse intenso e duradouro.
  • Temperamento que é mais sensível ao estresse ou propenso às emoções negativas
  • Determinadas mudanças no método das partes da função cerebral

Os ataques do pânico podem começar por chegar repentinamente e sem aviso, mas ao longo do tempo, são geralmente desencadeados por determinadas situações. De uma maneira mais profunda podemos nos aventurar no universo das causas e entender que elas podem ser de três tipos: Biológica, Psicológica ou Cognitiva.

Das causas de caráter Biológico:

Estudos confirmaram que o indivíduo com Síndrome do Pânico tem uma irregularidade nas atividades da danoradrenalina, responsável por manter o humor regulado. Seu cérebro, inclusive, de acordo com estudos, tem um funcionamento de forma irregular e isso acontece porque algumas de suas regiões aparentemente não funcionam certinho.

A amígdala, por exemplo, é a parte da região cerebral que fica responsável por nos alertar sobre as situações perigosas que estão por vir e que é o momento oportuno de sentir-se medo. Ela é tão importante que faz parte do cérebro de diversos animais, desde mamífero, até repteis e aves. A única diferença é que a intensidade de seu potencial vai ser um pouco maior forte em uma espécie do que em outra.

Um exemplo disso são os animais que tem mais capacidade na região cerebral do que nós humanos. Nesse caso eles sabem mais rapidamente quando algo perigoso está por vir. Já outras espécies só começam a ter medo a partir do instante que veem o predador. No nosso caso, conseguimos antecipar o nosso medo, como quando sentimos temor pela morte, antes mesmo de se deparar com algum inimigo que bote em risco a nossa vida. Embora isso parece ruim inicialmente, é um fator muito bom e foi essa capacidade que permitiu que os primeiros seres humanos sobrevivessem e dessem continuidade com a proliferação da espécie.

Antigamente, era preciso ter muita cautela, porque os predadores que existiam sempre ficavam preparados para dar o bote. Por isso, que o fato do ser humano conseguir antecipadamente sentir medo do perigo, fez toda a diferença e trouxe segurança para a preservação da espécie, porque quem já estava com medo, conseguia fugir do perigo muito mais do que quem o desafiava.

Claro que podemos dizer que essa antecipação do indivíduo nem sempre é algo bom, sabe por que? A partir do instante em que o funcionamento das nossas amigdalas se desregulam, consequentemente elas acabam promovendo o surgimento de ataques de pânico sem mesmo existir uma situação perigosa de fato e é justamente quando essas crises começam a ser mais frequentes e sem razão nenhuma que a justifica, já podemos falar de um quadro de Síndrome do Pânico.

Das causas de caráter cognitivo:

Alguns estudiosos tem a crença de que os indivíduos que tem crises decorrentes da Síndrome do Pânico, sofrem com seu surgimento porque acabam vendo as sensações físicas que sentem como uma situação perigosa, ou seja, há uma confusão. Mas a grande dificuldade é que essa sensação física sentida faz com que o indivíduo se sinta sem controle algum de sua situação e é isso que o leva a enfrentar uma crise de pânico.

Estudiosos do assunto afirmam que confundir tais elementos pode estar se tratando de uma ansiedade sensitiva. Além disso, foi constatado que quando uma pessoa sofre desse tipo de ansiedade ela costuma a ter cinco vezes mais risco de desenvolver a Síndrome do Pânico.

Das causas de caráter psicológico:

A síndrome pode ser desencadeada também por fatores psicológicos existentes. Estresse intenso, mudanças repentinas e radicais na vida e ser obrigado a se expor em ambientes desagradáveis podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno.

Geralmente, o aparecimento inicial das crises se justifica por um contato direto com um estresse muito alto ou por conta do uso de determinados remédios. Quem costuma se sobrecarregar demais com obrigações está muito mais suscetível a desenvolvê-las, aplicando também essa questão no caso de pessoas diagnosticadas com estresse pós-trauma.

Quais são os sintomas da síndrome do pânico?

Os ataques do pânico geralmente começam repentinamente, sem qualquer aviso. Eles começam a atacar em qualquer momento, seja ao dirigir um carro ou simplesmente passear em um shopping, dormindo ou no meio de uma reunião de negócios. É possível ter ataques ocasionais ou eles podem ocorrer com frequência.

Os ataques do pânico têm muitas variações, mas os sintomas normalmente atingem o ponto máximo dentro de minutos. É possível sentir cansaço e desgaste após um ataque desaparecer. Os ataques tipicamente incluem alguns destes sintomas:

  • Sensação de destruição iminente ou perigo
  • Medo da perda do controle ou morte
  • Ritmo cardíaco rápido e forte
  • Suor
  • Tremor ou agitação
  • Falta de ar ou sensação de aperto na garganta
  • Calafrios
  • Sensação de calor febril
  • Náusea
  • Cólicas abdominais
  • Dor no peito
  • Dor de cabeça
  • Tontura, vertigem ou desmaio
  • Sensação de dormência ou formigamento
  • Sentimento de irrealidade ou distanciamento

Uma das piores coisas sobre os ataques de pânico é o medo intenso de que terá outro. Esse temor é tão grande, que são evitadas situações onde eles possam ocorrer.

Se tiver sintomas de ataque do pânico, busque ajuda médica o quanto antes. Os ataques enquanto intensamente desconfortáveis, não são perigosos. Mas são difíceis de gerir por conta própria, e podem piorar sem tratamento. Além disso, os sintomas do ataque de pânico podem também se assemelhar com outros sérios problemas de saúde, como ataque cardíaco e por isso é importante ser avaliado pelo médico se não tiver certeza do que está causando os próprios sintomas.

Hiperventilação pode gerar outros tipos de sintomas?

Para quem não sabe, quando a frequência da nossa respiração aumenta significativamente, quer dizer que estamos enfrentando um fenômeno conhecido como Hiperventilação. Esse é um sinal extremamente comum nas crises que indivíduos com síndrome de Pânico enfrentam e que tem a capacidade de fazer com que outros fatores negativos possas surgir e prejudicar diversas regiões do nosso organismo.

Acabar com o zumbido no ouvido

Sabe porque isso acaba acontecendo? Quando a Hiperventilação está em ação, o nosso corpo acaba expelindo muito gás carbônico e esse excesso desestabiliza o equilíbrio existente no nosso controle de ácido-base presente no sangue. A partir do momento em que esse gás tem a sua quantidade reduzida, o PH do nosso sangue aumenta e isso acaba provocando uma diminuição do cálcio livre localizado no nosso sistema de circulação, fazendo com que sintamos inúmeros sintomas espalhados pelo nosso corpo.

Para melhor compreender essa situação fique atento as informações a seguir:

1) Sistema nervoso central: Se não tiver oxigênio suficiente para o nosso cérebro, o nosso sistema de vasoconstrição é acionado, provocando diversos sintomas, desde vertigem até visão escurecida e sensação de que irá desmaiar.

2) Sistema Nervoso Periférico: Problemas nessa região atinge o processo de transmissão dos estímulos realizada pelos nossos nervos sensitivos. Quando isso de fato acontece, costumamos sentir aquele formigamento em várias partes do corpo, na qual chamamos de parestesia. Sua principal característica é justamente essa: atingir primeiramente a parte periférica e se espalhar até a parte central do nosso corpo. Resumidamente, uma pessoa começa a sentir seus dedos formigarem até que essa sensação se espalha até a região dos braços dela.

3) Musculatura do Esqueleto: Quando o cálcio se encontra circulando em nível baixo pelo sangue, acaba fazendo com que os nossos músculos fiquem mais excitáveis e esse fenômeno é o que chamamos de Hipocalemia. Sua ocorrência provoca diversas consequências:

  • As extremidades ficam tremendo muito, como é o caso das mãos;
  • Surge muitos espasmos nos músculos, desde nas pálpebras até o pescoço, tórax e braços do indivíduo;
  • Pode surgir a Tetania, que é quando os músculos se contraem persistentemente. Nesse caso o indivíduo pode não conseguir abrir os olhos direito, reclamar de muita dor no tórax e ainda sentir apertos na região da garganta;

4) Estresse muito intenso: Quando o estresse chega a um nível muito exacerbado, nossos hormônios corporais se desequilibram e isso faz com que a nossa frequência cardíaca aumente bastante, gerando alguns sintomas como as náuseas. Outro fato muito importante a se saber é que quando o estresse extremo se instala, acaba comprimindo os nossos órgãos e isso prejudica a nossa capacidade respiratória, provocando diversos outros sintomas adversos.

Como funciona o ciclo do Pânico?

É muito comum que os indivíduos que acabam sofrendo com o Transtorno do Pânico fiquem presos numa espécie de ciclo constante, onde as crises vão acontecendo e eles não conseguem sair.  Essa situação é bastante incômoda e é comumente chamada de Ciclo do Pânico, possuindo capacidade de prejudicar uma pessoa de tal maneira que atinge a sua vida de maneira crônica.

A seguir você terá o privilégio de compreender como cada fase desse ciclo acontece e porque é tão difícil se livrar dele:

Fase 1 –  Antecipando a Ansiedade:

A antecipação da Ansiedade ocorre a partir do momento que o indivíduo começa a sentir muita insegurança decorrente de alguma circunstância específica que ainda vai acontecer ou por conta de algo que é muito similar a algum trauma que ele provavelmente já tenha vivido. Essa situação acaba fazendo com que a pessoa fique extremamente ansiosa e em vista disso, o medo de sofrer uma crise pânico surge mais uma vez. Podemos resumir essa fase com aquela frase conhecida: A pessoa tem medo de te medo, entendeu?

Notícia Diárias Para Quem Não Tem Tempo

Com relação aos fatos traumáticos, nos referimos a alguma experiência difícil e ruim que alguém tenha sofrido no seu passado, como por exemplo se ela sofreu um assalto que a traumatizou. Toda vez que ela se ver uma situações e perigo ou que ela acredite que possa passar novamente pela experiência fará com que sua ansiedade se instale.

Há pessoas, por exemplo, que projetam seu medo para um fato que ainda vai acontecer, que é o que chamamos de medo do futuro. Vamos citar aqui um estudante que terá que fazer uma apresentação em público na faculdade. Esse fator pode provocar sua ansiedade, fazendo-o sentir medo e começar a idealizar situações ruins que poderão acontecer: passar algum tipo de vergonha, gaguejar, ser vaiado pelo público e assim por diante. É justamente esses aspectos que geram estresse alto e faz com que o indivíduo possa desencadear um ataque de Pânico.

Fase 2 – Ataques de Pânico:

Na fase dois é onde ocorre de fato a crise do pânico. Nessa etapa os sintomas específicos surgem, desde suor intenso na região das mãos, até tremedeira, sensações de aperto, Hiperventilação e muitos outros.

É aqui que o corpo da pessoa começa a ativar as reações que o levam a querer fugir e a sentir aquele desconforto e medo de que ela corre risco de vida e precisa se proteger. Quando isso ocorre significa que o corpo já está tomando as providências necessárias para efetuas a fuga. Além disso, esses sintomas são decorrentes do transtorno mental e por isso não tem a capacidade de levar o indivíduo a óbito.

Fase 3 – Fugir e Sentir alívio

a penúltima etapa do ciclo, toda sensação desconfortável sentida desaparece depois da fuga propriamente dita, como exemplo temos o caso do estudante, que para sair daquela situação não comparece ao dia da apresentação, descumprindo dessa forma o seu compromisso firmado. Aqueles sintomas que surgem não somem do nada ou a partir do instante em que a pessoa foge daquele problema temido. Na maior parte dos casos eles melhoram quando a adrenalina se equilibra novamente.

Fase 4 – Se autocriticar e não confiar em si mesmo, criando limitações

a última etapa o indivíduo com o transtorno se sente culpado por ter fugido de alguma situação que incialmente lhe fez sentir medo. É nesse instante que ele começa a achar que não tem nenhuma utilidade, que só é capaz de causar problemas para as pessoas, que ninguém consegue compreendê-lo e assim por diante, cultivando pensamentos negativos que vão tomando foco de sua cabeça.

Esse fato é muito ruim pois acaba deixando o indivíduo muito debilitado e com sensações de frustração, uma vez que ele deixa de acreditar que pode realizar qualquer atividade livremente e começa a achar que é menor e menos importante do que as outras pessoas. A autoestima praticamente desaparece e a ansiedade só tende a crescer.

Fatores de Risco

Os principais fatores que contribuem para o surgimento da Síndrome do Pânico estão diretamente associados com suas possíveis causas, afinal nem sempre dá para descobrir o que de fato despertou a síndrome. No geral, esse transtorno atinge frequentemente os indivíduos que estão saindo da sua adolescência e entrando na vida adulta, mas esse fato não anula as chances de tê-lo depois dos trinta anos ou ainda quando criança.

O ataque de Pânico também afeta mulheres com maior índice, do que se comparado aos homens. Seu desenvolvimento pode ser acionado por conta de várias situações de risco, das quais destacamos:

  • Estresse muito intenso;
  • Quando alguém que amamos fica doente ou chega a óbito;
  • Quando mudanças muito drásticas e repentinas acontecem na nossa vida;
  • Quando houve algum tipo de abuso sexual ainda na infância;
  • Sofrer experiências traumáticas, como um acidente, por exemplo.

Aliás, estudos realizados comprovaram que se irmãos gêmeos idênticos, onde um deles desenvolva o problema, o outro já possui quarenta por cento de também desenvolvê-lo. Mas vale ressaltar que o fator genético não é unânime. Um indivíduo pode começar a ter ataques de Pânico, mesmo se ninguém da sua família já tenha tido algo do tipo.

Existem diferenças entre síndrome do Pânico e Ansiedade?

Agora iemos entender de fato a verdadeira relação entre ter a Síndrome e sofrer com crises ansiosas. O Pânico é simplesmente um transtorno que se enquadra na relação de problemas com ansiedade. Quando a gente fala da ansiedade, estamos nos referindo a uma situação que tende a ser mais estável, quanto a sua durabilidade, enquanto que o Pânico se manifesta com oscilações entre as suas crises.

São tais oscilações que o diferem da Ansiedade. Aliás, pessoas ansiosas possuem maior vulnerabilidade para desenvolver a Síndrome do Pânico, e quem tem a Síndrome também pode desencadear ansiedade. Ambos são graves, capazes de provocar muito sofrimento naqueles que o desenvolveram.

Existem tratamentos?

Tratamentos para o síndrome do pânico

Claro que sim e ele pode ajudar a reduzir a intensidade, a frequência dos ataques de pânico e melhorar a própria função na vida diária, sendo essencial para lidar com o problema e ter qualidade de vida. As principais opções são a psicoterapia associada ao uso dos medicamentos.

Mais de um tipo dos tratamentos podem ser recomendados, a depender da própria preferência, história, gravidade da síndrome do pânico e se tem acesso aos terapeutas que apresentam especial treinamento em distúrbios do pânico.

A psicoterapia, mais conhecida como terapia do diálogo, é considerada a primeira escolha eficaz para se tratar as crises. Ela pode ajudar a entender os ataques e síndrome do pânico e aprender a como lidar com eles.

Quais remédios são mais utilizados?

Remédios auxiliam a reduzir sinais típicos de ataques, como também de Depressão. Vários tipos têm mostrado serem eficazes na gestão dos sintomas dos ataques de pânico, incluindo:

Veja a lista de medicamentos e as descrições de cada um. 

  • Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina: Geralmente, seguros com baixo risco de sérios efeitos colaterais, estes antidepressivos são normalmente recomendados como a primeira escolha de medicamentos para tratar ataques de pânico. São aprovados por Food and Drug Administration, FDA, para o tratamento de síndrome do pânico fluoxetina, paroxetina e sertralina.
  • Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina e Noradrenalina: Estes medicamentos são outra classe de antidepressivos. O medicamento chamado Effexor XR é aprovado de FDA para o tratamento de síndrome do pânico.
  • Benzodiazepina: Estes sedativos são depressores do sistema nervoso central. A benzodiazepina pode ser de habituação, causando dependência mental ou física, especialmente quando tomada por um longo tempo ou em altas doses.

Benzodiazepinas aprovadas por FDA para o tratamento de síndrome do pânico incluem alprazolam e clonazepam. Se for buscado cuidado em uma sala de emergência para um ataque do pânico, é possível receber benzodiazepina para ajudar a parar o ataque. Benzodiazepinas são geralmente usadas apenas em base de curto prazo. Porque podem ser de habituação, estes medicamentos não são uma boa escolha se houve problemas com álcool ou abuso de drogas. Eles podem também interagir com outros medicamentos, causando perigosos efeitos colaterais.

Como o diagnóstico é feito e principais exames realizados

Primeiramente é importante salientar que se você notou que está apresentando um ou mais sintomas de Ataque de Pânico, não postergue a sua ida ao médico. A resistência e a falsa sensação de que é possível administrar as crises individualmente são as principais razões que geram agravamento do quadro.

Muitas pessoas que se deparam com problemas psicológicos possuem muita vergonha de pedir ajuda profissional, mas ela é imprescindível para que ajuda a melhora eficiente. Ao analisar o seu caso, o profissional irá analisar quais as melhoras maneiras de tratar a sua Síndrome, garantindo obviamente a sua segurança. Além disso, sempre é bom ir com um acompanhante no dia da consulta, para que o mesmo lhe ajude a falar sobre o seu problema e ainda te motive ainda mais.

Fique atento a todos os sinais do problema que você vem enfrentando, por que no dia que for ao médico é extremamente importante saber detalha-los a fim de que o mesmo consiga diagnosticá-lo de forma precisa. E não se assuste pois haverá muitos questionamentos dos quais destacamos:

  • Será preciso saber sobre os sintomas e se possível conhecer o instante exato em que você começou a observá-los;
  • Será preciso saber a frequência com que os ataques geralmente ocorrem;
  • Se possível é bom saber o tempo aproximado da duração dos ataques;
  • É importante saber dizer quais as situações ou comportamentos que costumam gerar crises do gênero;
  • Será importante saber se você já está se isolando de outras pessoas e se está deixando de fazer pequenas atividades por medo de novas crises;
  • Será preciso relatar o nível de intensidade com que os sintomas da Síndrome é capaz de afetar negativamente o seu desempenho profissional, pessoal e emocional;
  • Será importante dizer se em algum momento da sua vida você passou por algum trauma;
  • Será possível ter a necessidade de falar sobre como a relação com sua família é encarada;
  • Além disso será preciso saber se alguém da sua família tem ou já teve problemas do gênero;
  • Será preciso saber se você tem ou teve algum outro problema que afetou a sua saúde;
  • Com relação a sua alimentação, será questionado se você costuma consumir cafeína, bebida alcoólica ou drogas regularmente;
  • E por fim será questionado se você pratica atividade física e com qual regularidade.

O processo realizado para se diagnosticar pode incluir a realização de muitos tipos de exames e testes variados. Inicialmente o médico costuma examinar o indivíduo fisicamente. Depois disso ele o encaminha para que se realize exame de sangue, para ver se a tireoide está funcionando eficientemente e um exame de eletrocardiograma, mas ver obviamente se o coração está bem.

A análise de caráter psiquiátrico também faz parte do processo de diagnóstico. Nesse momento, o profissional da área conversa com o indivíduo e fala sobre diversos assuntos, dos quais incluem todos os questionamentos citados anteriormente. Para que uma pessoa seja de fato diagnosticada com Síndrome do Pânico ela precisa se enquadrar em algumas condições específicas:

  • Sofrer com crises repentinas e de frequência constante;
  • Tem que ter sentido medo ou angústia de ter uma outra crise durante um ataque e ainda ter tido medo das possíveis consequências que ela provocou: taquicardia, sensação de perda do controle e etc;
  • Começar a deixar de frequentar os ambientes onde a crise tem muita chance de surgir;
  • Os ataques não podem ser decorrentes do uso abusivo de determinadas substâncias.

Como saber conviver com o problema?

Não é nada fácil lidar diariamente com o problema, mas existem algumas dicas que você pode usar para controlar melhor uma possível crise. São elas:

  • Se você perceber que os primeiros sintomas estão aparecendo, vá imediatamente para um ambiente mais ventilado e principalmente, no qual você sinta que está seguro;
  • Não sai correndo caso a crise apareça, pois, o ato aumenta ainda mais a sensação desesperadora que ela provoca;
  • Escolha ficar na posição sentada ou agachada, visto que são mais confortáveis;
  • Aprenda fazer a respiração diafragmática, onde você começa inspirando de forma profunda e devagar vai soltando a respiração por intermédio da boca, repetindo o processo por alguns minutos;
  • Observe o ambiente a sua volta e escolha algo para manter seu foco. Pode ser um som, um cheiro, um objeto ou qualquer outra coisa;
  • Em nenhum momento abra mão de tomar os remédios que o seu médico orientou.

Como a respiração diafragmática pode ajudar a controlar as crises?

Essa écnica de respiração é ótima para ajudar a reduzir os sintomas provocados por um ataque de pânico. Claro que ela por si só não tem o poder de acabar com uma crise, mas os seus sintomas são eficientemente controlados, independentemente se você toma ou não remédios para tratar o problema.

Realizá-la é muito fácil. A partir do instante que você perceber que está começando a ter uma crise de pânico, posicione uma de suas mãos na região do peito e a outra na região abdominal. Em seguida comece a respirar de tal maneira que você sinta o abdômen se levantar. Fazer isso irá contribuir muito para reduzir a sensação de falta de ar provocada pelo pânico e ainda irá controlar a taquicardia.

Como saber se estou prestes a ter uma crise?

O fato das crises apresentarem sintomas específicos, torna-se possível aprender a identificar quando ela está prestes a acontecer. E pensando em ajuda-lo, reunimos os cinco sinais mais frequentes, que lhe indicarão quando um ataque pode estar se aproximando:

  • Sentir que a temperatura mudou de repente: Sentir calor ou frio do nada pode ser o primeiro sinal;
  • Sentir dores na região do peito: isso acontece porque a frequência do coração se eleva e é o que na maioria das vezes deixa o indivíduo com a sensação de que terá um ataque do coração;
  • Sentir náuseas e tontura;
  • Sentir medo e ansiedade de forma muito intensa;
  • Sentir falta de ar: Isso ocorre muitas vezes porque juntando todos os outros sinais, acaba que o indivíduo fica sobrecarregado e comece a sentir a sensação de que não está conseguindo respirar.

Você pode ficar mais espero com relação a esses sinais específicos, mas saiba que ainda sim ainda é complicado conseguir descobrir quando os ataques estão chegando, principalmente se ele já se instalou, porque na maioria das situações a vítima costuma achar que está tendo outros problemas diversos.

Acabar com o zumbido no ouvido

Além disso, a calma é sempre muito importante e como já aprendemos, é possível mantê-la com o auxílio de exercícios de respiração. E se por ventura você acreditar que está sofrendo com sintomas ainda mais graves, não deixe de ir em busca de ajuda.

Possíveis complicações

As complicações podem aparecer no caso das pessoas que não tratam o problema da forma adequada, afetando drasticamente a sua qualidade de vida, seja em âmbito pessoal, como no seu desempenho no trabalho e ainda nas suas relações interpessoais. Dos principais fatores negativos que ela pode desenvolver estão:

  • Determinados tipos de fobias, como é o caso da Agorafobia;
  • Desemprego, visto que acabam tendo sua produtividade prejudicada significativamente, além de ter problemas ligados a socialização e a convivência rotineira de uma vida a dois;
  • Problemas com Depressão;
  • Suicídio;
  • Uso abusivo de álcool e drogas;
  • Desenvolver problemas monetários.

Além disso podemos enfatizar que ao fazer o tratamento, o paciente pode acabar ficando dependente dos remédios usados para controlar a sua ansiedade e isso faz com que o mesmo só consiga viver de forma normal se tomá-los, é o que podemos chamar de vício que acaba sendo desenvolvido.

Como podemos preveni-la?

Até hojenão foi possível descobrir exatamente o que provoca o desencadeamento de um ataque de pânico e em vista disso, falar sobre possíveis prevenções é muito complicado. Mas não desanime, você pode fazer algumas mudanças na sua rotina diária, afim de manter a sua saúde mental sempre em dia, salientando que tais dicas são ótimas para quem já foi diagnosticado com a Síndrome:

  • Comece a fazer exercícios que te ajudem a relaxar. Dentre os principais estacamos a Yoga e o Pilates;
  • O indicado é evitar frequentar ambientes onde a quantidade de pessoas é muito grande, como acontece nos casos dos shows e das peças teatrais;
  • Evite consumir muito, bebidas que tenham capacidade de estimular o seu sistema nervoso, como é o caso do café, do chá preto, chá mate ou verde, bebida alcoólica e energética;
  • Evite sair sozinho, dando preferência a companhias que te façam sentir conforto e segurança;
  • Evite frequentar muitos locais onde você sabe que pode gerar crises novas.

Todas essas dicas são importantes para evitar o surgimento dos fatores problemáticos, mas é essencial frisar que esse processo foca em evitar certas situações não se confunde com o processo de tratamento. Esses métodos são apenas uma opção momentânea que pode te ajudar a ter um controle maior sobre a Síndrome, mas eles de fato não irão curá-lo. Você precisa ir em busca e um profissional qualificado, por que é ele que saberá avaliar a sua situação e de forma responsável e segura, definir os métodos de tratamento mais eficazes para você.

A vida depois do diagnóstico

O encorajamento sobre a vida de um paciente ao receber o diagnóstico é motivador, pois embora seja um desafio sofrer com o problema, é possível lidar com ela e viver normalmente. Se o indivíduo seguir à risca todas as recomendações médicas, desde tomar o remédio certinho e fazer terapias psicológicas, conseguirá se adaptar novamente a sua rotina diária, fazendo suas atividades normais, vivendo de forma positiva e com qualidade.

Como a síndrome do pânico pode surgir na gravidez

Quando a muller fica grávida é extremamente normal ficar mais ansiosa, e isso acontece principalmente por causa das mudanças que ocorrem nos seus hormônios durante essa fase da vida e obviamente pela preocupação existente com o bebê que está prestes a chegar. Se a futura mamãe não tratar a síndrome adequadamente, estará vulnerável a diversas complicações que poderão afetar o processo de desenvolvimento saudável de sua gestação. Dentre os eventuais problemas que podem surgir destacamos:

  • A pressão arterial tem maior risco de ficar em nível muito auto, é o que chamamos de risco de pré-eclâmpsia;
  • O bebê pode acabar nascendo de forma prematura;
  • Em vista do motivo anterior, as chances de precisar fazer uma Cesária aumentam significativamente;
  • O recém-nascido pode nascer com peso abaixo do normal;
  • Os movimentos do feto acabam diminuindo.

Tratar a Síndrome do Pânico é essencial não só para a saúde da futura mãe, mas principalmente para manter o bebê seguro. Por isso o recomendado é que esse processo de cuidado seja baseado em sessões de psicoterapia, pois determinados medicamentos voltados para o problema, podem afetar o desenvolvimento do bebê. Porém, em determinadas situações é imprescindível tomar os remédios, e é ai que sua administração deve ser rigidamente controlada, com doses pequenas e observação frequente do profissional do caso.

Vale enfatizar que mesmo quando o bebê nasce é importante que a mulher continue se tratando, pois ela ainda corre risco elevados de apresentar novas crises, salientando a chance só aumenta com o passar do tempo.

Como você pode ajudar alguém com o problema?

Se você convive ou conhece alguém que sofre de Síndrome do pânico, precisa estar ciente de que é essencial ser paciente, sensível e empático com ele. O primeiro passo para ajuda-lo é tentar visualizar seu sofrimento, aplicando-o em sua própria vida, para que dessa forma você tente compreender a situação e as dificuldades da pessoa e tentar providenciar métodos que podem ajudar ela a superar o problema. Das formas mais eficazes de dar apoio a um indivíduo que tem síndrome do Pânico estão:

Certifique-se de não tratar o problema com desprezo: muitas pessoas acreditam que se trata de frescura, preguiça, fraqueza, loucura, falta de fé em Deus e assim por diante. Porém essa forma de pensar é precipitada e totalmente ausente de qualquer tipo de conhecimento sobre o caso. O Pânico é um problema grave e pode prejudicar a vida de uma pessoa de várias formas, por isso em nenhuma circunstância comete o erro de dizer para ela que as crises são bobagem, que não há problema algum nelas e que é fácil ter controle. Ter a crise é doloroso e causa sofrimento emocional, quanto mais você trata-a como se fosse uma simples continha de matemática que se resolve num piscar de olhos, mais triste e desanimado o indivíduo ficará podendo desenvolver outros problemas como a Depressão.

Não pressione a pessoa: Se você não tem muita calma, fique sabendo que ela é fundamental. Quando alguém com esse problema afirma que é incapaz de realizar alguma atividade ou ir para algum determinado lugar está sendo franco e verdadeiro. Não tente botar pressão para que ele saia e faça aquilo que diz que não consegue fazer. Às vezes encarar uma situação difícil pode ajudar a superar o problema, mas nesse caso ficar dizendo para a pessoa que ela tem que deixar de bobagem e ir enfrentar os medos só piora a sua situação. O fato de não conseguir fazer algo não significa que não exista o desejo de fazê-lo. Na cabeça das pessoas que sofrem de pânico, algumas atividades super simples são extremamente difíceis, e sim, elas sonham em poder fazê-las, mas realmente não conseguem. Insistir só fará com que você faça que ela se sinta ainda mais incapaz.

Se quiser incentivá-la, faça isso pacientemente: Algumas pessoas não se dão conta de que quando vão tentar motivar alguém, acabam produzido o efeito completamente contrário e isso acontece porque o incentivo acaba vindo com um tom de voz um pouco grosseiro. Na maioria das situações querer ser super animado, incentivar, chacoalhar a pessoa e tentar movê-la para frente pode parecer atitudes de motivação, entretanto o objetivo pretendido pode ser interpretado precipitadamente. Ao tentar incentivar alguém com Síndrome de pânico, você poderá erroneamente acabar fazendo com que ela se sinta ainda mais inferior diante de sua situação.

Não conte relatos de tragédia para a pessoa: Quem sofre com a Síndrome tem muito mais tendência para desenvolver outros tipos de fobias, podendo até acabar ficando hipocondríaca, ou seja, achar que está doente o tempo todo. Conversar sobre tragédias pode contribuir para que essas situações aconteçam e dessa forma, a pessoa tem muito mais chance de sentir os sintomas da crise, ela pode acabar desenvolvendo medo de também ter as doenças ou sofrer a tragédia que você contar e assim por diante. Converse apenas sobre coisas saudáveis e produtivas.

Se você presenciar uma crise fique calmo: Caso aconteça uma situação onde você presencie uma crise de pânico acontecendo, tente ficar o mais calmo possível. É compreensível que isso seja um grande desafio, mas se você parar para pensar, se ver alguém sofrendo com o ataque de pânico é difícil, imagine só como a pessoa que está sofrendo está se sentindo. Conseguir ficar calmo nessa situação pode contribuir para que a pessoa vá se acalmando também e se isso acontecer, ficará cada vez mais raro os momentos em que ela entre em pânico próximo a sua pessoa. Geralmente, quando uma crise surge, ela demora um pouco para terminar, por isso, se você acabar se envolvendo totalmente com o desespero da pessoa só irá deixar ainda mais difícil as chances de melhorá-lo.

Não trate a pessoa como se fosse uma incapaz ou com pena: Quando você faz isso, a pessoa nota facilmente e isso a faz sentir pra baixo. O que ajuda no seu tratamento é mostrar para ela que você a vê como alguém forte e capaz, ela precisa sentir-se confiante e motivada. A partir do momento que você trata de uma maneira que a faz parecer que é uma criança, você já está fragilizando e dificultando ainda mais as suas chances de melhora.

Não recomende remédios: Primeiro que se automedicar é perigosíssimo para a sua saúde e segundo que você não é o médico do indivíduo, portanto não sabe tudo sobre o seu quadro clínico nem qual o tratamento mais indicado para ele. Às vezes você ouviu falar que um certo remédio é bom para isso ou aquilo, mas a partir do instante que você recomenda algo por conta própria, está assumindo o risco de priora ainda mais a situação da pessoa que está se deparando com ataques de pânico.

Tenha paciência, tanto com você mesmo como com a pessoa que está sofrendo: Por mais que você leia ou ouça da pessoa as sensações provocadas pela Síndrome do Pânico, você jamais saberá de fato o que é ter esse problema se não passar por isso. Essa situação pode acabar te colocando em uma posição de inutilidade: ou seja, você quer ajudar, mas não entende direito sobre o caso, e por isso não sabe o que fazer ou vê que não há muito o que se fazer e começa a perder a paciência consigo e sentir-se incapaz de ajudar alguém. Se você quer apoiar alguém nessa situação, o melhor que você pode fazer é ficar do lado dela. Esteja presente em todas as circunstâncias, sejam boas ou ruins.

Quem usa drogas pode ter ataques de pânico?

Primeiramente é importante dizer que independente de causar ou não crises, usar drogas prejudica a sua saúde de diversas formas. Mas adentrando nesse assunto, daremos destaque a maconha, que independente de ser lícita ou não, é uma droga e que se for usada por pessoas já diagnosticadas com a Síndrome do Pânico, pode ocorrer um elevado crescimento nas chances de se desencadear crises do gênero.

Esse risco cresce porque a maconha promove uma espécie de estímulo serotonérgico na região do cérebro. Ou seja, assim como outras drogas ela é alucinógena e já foi comprovada que ela está diretamente associada com maiores frequências de ataques de Pânico. A maconha eixa o usuário com sensações de mal-estar, da mesma forma que as crises provocam no paciente que sofre da Síndrome, além disso, ela tem a capacidade de fazer com que o indivíduo fique mais ansioso, principalmente se ela já tem fatores que a deixam propensas ao desenvolvimento do problema.

Dessa maneira, quem tem Síndrome do Pânico precisa passar longe de drogas no geral, incluindo a maconha.

O diagnóstico da síndrome pode ser confundido?

Por mais que pareça fácil, se diagnosticar uma Síndrome do Pânico é bastante complicado e isso é decorre do fato de que os sinais característicos do transtorno são muito similares com os de outras enfermidades que atingem a região do coração. Além disso é possível confundi-los com um possível problema na tireoide, com distúrbios existentes no nosso sistema respiratório ou ainda com diversas doenças a parte.

E por ser tão fácil essa confusão, boa parte de indivíduos que começam a sentir os sintomas, procuram primeira um profissional da área de cardiologia, enquanto que outros já vão para emergência crentes de que estão sofrendo com algo gravíssimo e que está correndo risco de morte.

De maneira geral, quem sofre do transtorno geralmente só descobre depois de meses ou até anos e isso faz com que eles passem esse período de desconhecimento permeados por frustrações, e além disso acabam se fechando para as pessoas, pois ele tem receio de falar com seus familiares, amigos ou até mesmo um profissional qualificado sobre seus sentimentos, justamente pelo medo de que pensem que ele tem hipocondria. Em vista disso, sofrer silenciosamente agrava ainda mais o seu quadro.

A maioria dos que se deparam com crises do gênero, não sabem de fato que estão sofrendo com uma Síndrome e que precisam se tratar para ter melhora.

Síndrome do pânico tem cura?

As crises decorrentes da síndrome do Pânico podem acabar durante anos a fio e o seu processo de tratamento talvez seja cada vez mais desafiador. Nem todos os indivíduos que são diagnosticados conseguem alcançar a cura total para o problema, entretanto vale enfatizar que é a grande maioria, que ao fazer terapias psicoterápicas e tomar os remédios direitinho, sobre orientação médica, conseguem se curar desse mal.

Fonte:

http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/panic-attacks/basics/definition/con-20020825