Sintomas de Pressão Alta: Como Identificar?

A pressão alta é um dos problemas de saúde mais complicados de lidar por diversos fatores: culturais, por saúde, por falta de informação, entre outros motivos. Mesmo que os sintomas de pressão alta sejam bem específicos, os meios que levam a eles não deixam a questão tão evidente. O que, por consequência, ficam ainda mais difíceis de lidar.

Saber como identificar os sintomas de pressão alta, suas origens, bem como discerni-los tanto da pressão baixa como de outras doenças, faz muita diferença para uma possível solução. Em alguns casos, até mesmo salvar vidas!

Vamos começar pelo básico. Para identificar os sintomas de pressão alta, primeiro é preciso entender do que ela se trata, e os motivos para que elas surjam.

O que caracteriza a Pressão Alta?

Também conhecida como hipertensão, a pressão alta é na verdade uma condição clínica, ao contrário de uma doença como muitos pensam. Ela pode ser temporária, decorrência de questões psicológicas, como permanentes, devido a histórico familiar, outras doenças, ou casos mais únicos.

Esse quadro ocorre com maior frequência à partir dos 18 anos. Quando decorre antes disso, é necessário um tratamento ainda mais urgente, devido aos riscos imediatos que os jovens apresentam em uma fase de vida em que o organismo ainda está em desenvolvimento.

A hipertensão é caracterizada quando os valores de pressão arterial ultrapassam a média ideal de 140 x 90 mmHg (ou milímetro por mercúrio), ou como é conhecida pelo grande público, 14 x 9. Esses números são relacionados, respectivamente, às pressões sistólica e diastólica.

Enquanto a sistólica está relacionado a força com que o coração bombeia o sangue, e este pressiona as artérias, a diastólica mostra como está a pressão arterial do coração em repouso, entre uma batida e outra. Logo, quando temos hipertensão, significa que o coração tem mais dificuldade em bombear o sangue, o que aumenta a força necessária para bombear o sangue a todo corpo.

Cabe aqui um fator importante: apesar deste ser o valor ideal, um paciente não se encontra em risco imediato caso eles sejam um pouco maiores ou menores. Contudo, é necessário ainda mais cautela, pois podem apresentar propensão a ter pressão alta ou baixa.

A pressão alta, por si só, pode não matar, mas ela é o fator agravante para casos de infartos, derrames e insuficiência renal. Atualmente, os mais afetados pela hipertensão no Brasil entre as mulheres adultas, com homens acima dos 50 anos em segundo lugar.

Qual é a diferença da pressão alta e baixa?

Esse é um tópico comum para leigos, uma vez que alguns sintomas são similares, bem como as formas a se lidar em diagnósticos. Assim como a pressão alta é perigosa devido aos riscos de doenças, a pressão baixa acarreta em problemas similares. E muitas vezes, a confusão entre um e outro dificulta os cuidados, isso quando não se coloca o paciente em risco.

Caso você tenha um aparelho para medir a pressão, os valores de pressão baixa são 90 x 60 mmHg, ou 9 por 6, o que já deixa bem clara a diferença entre ela, a pressão alta, e os valores ideais, como também veremos adiante.

Quanto aos sintomas, eles são de certa forma diferentes, até opostos, entre um tipo e outro. Veja as diferenças a seguir, respectivamente para pressão alta e pressão baixa:

  • Zumbido nos ouvidos x boca seca;
  • Visão duplicada ou embaçada x visão turva
  • Dor na nuca x sonolência

A  lista pode ir um pouco mais além, mas para facilitar a identificação de uma pressão alta com baixa, pense nos seguintes cenários. A pressão baixa significa um bombeamento mais fraco do sangue. Logo, o corpo fica mais lento, e mais fraco. A pressão alta, por outro lado, significa um bombeamento mais difícil, forçando as artérias, causando uma sensação leve de inchaço.

Com isso em mente, fica mais fácil diferenciar ambos os tipos, e as ações de emergência que devem ser tomadas em cada ocasião.

Quais são os tipos de pressão alta?

Como dissemos antes, a hipertensão pode ser ser causada por diversos fatores. Quanto a esses fatores, explicaremos mais adiante, até para facilitar os tipos de prevenção a se tomar uma vez que cada caso opera de uma forma diferente.

Esses tipos são denominados de acordo com a gravidade da pressão alta, e estão divididos da seguinte maneira:

  • Hipertensos Grau I – Pressão entre 14 por 9 e 15 por 9. Devem regular um pouco mais a alimentação e outras atividades, mas ainda não são dependentes de medicamentos.
  • Hipertensos Grau II – Pressão maior ou igual a 16 por 10. Necessitam de tratamento médico, tanto com medicação como outros cuidados, com perigo de desenvolver outras doenças.
  • Hipertensos Grau III – Pressão 18 por 11. Estão à beira de sofrer algum outro tipo de problema, como um AVC ou Infarto, quando já não o sofrem. Devem ser encaminhados imediatamente a um hospital.
  • Normotensos – Pressão arterial dentro da média, sendo menor ou igual a 12 por 8.
  • Pré-Hipertensos – Pressão entre 12 por 8 e 13 por 9. Podem apresentar um risco moderado de pressão alta, que pode ser controlada com tratamentos e exercícios simples.

Quais os sintomas de pressão alta e baixa?

Além dos sintomas mencionados anteriormente, quando comparados a pressão baixa, a pressão alta possui os seguintes sintomas. Alguns são mais generalizados, cuja frequência deve ser averiguada para que não acarrete em casos mais graves. Outros, por sua vez, são mais evidentes, e pedem por ações imediatas.

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Para facilitar a identificação, vamos separar esses sintomas em dois grandes grupos: gerais e específicos.

Sintomas gerais:

  • Cansaço
  • Tontura
  • Náuseas
  • Vômitos

Sintomas Específicos:

Separar os tipos de sintomas permitem que os pacientes possam ter mais precisão no quadro antes de ir a um médico. Além disso, no caso dos sintomas gerais, é importante que sejam avaliadas as frequências, pois podem se tratar de outras doenças, ou ao menos distúrbios simples, que ao serem confundidos com pressão alta, geram outros problemas graves.

Para ambos os casos de identificação, sempre procure um clínico geral ou cardiologista, que irão diagnosticar esses distúrbios, ou qualquer outro caso do tipo, com maior precisão.

Quais são as causas da pressão alta?

Como mencionado antes, as causas da pressão alta podem variar tanto por fatores externos, os quais explicaremos adiante, como fatores internos, advindos de gerações anteriores ou falta de cuidado com o corpo.

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Em qualquer uma delas, o resultado é o mesmo. Por conta do endurecimento e maior resistência dos vasos, o coração acaba por fazer mais força para bombear o sangue, dificultando sua circulação e provocando efeitos adversos.

Vejamos como elas se caracterizam, isto é, os seus fatores de risco, principalmente para saber quais as melhores decisões de tratamentos a se tomar, e mais ainda quando identificar os sintomas de pressão alta.

1) Genética

É a responsável pela maior parte dos casos. Ela pode se manifestar naturalmente mesmo em pessoas saudáveis à partir de uma certa idade, tal como outras questões relacionadas à hereditariedade, como a calvície, por exemplo. Ao manter uma boa saúde, essa predisposição é melhor controlada.

2) Obesidade

Uma das principais consequências da obesidade, quando não a primeira antes mesmo de atingir a esse ponto, é o aumento da pressão arterial. Somada a outros fatores ligados a obesidade, como o sedentarismo e o excesso de gordura, ela pode aumentar o risco de outros quadros graves de saúde.

3) Diabetes

Também está relacionada diretamente a pressão alta. Com os níveis de insulina irregulares, o açúcar em excesso acaba por dificultar a circulação sanguínea, o que diretamente contribuir para o aumento da pressão arterial. Os tratamentos para estes casos são fundamentais, para evitar uma consequência tão direta quanto a hipertensão.

4) Consumo de sal acima do ideal

Depois dos fatores genéticos e a faixa etária, essa é outra das causas mais comuns para o aumento de pressão. O motivo é similar ao diabetes: enquanto a falta de insulina contribui para o aumento do açúcar no sangue, o sal em excesso, ou melhor, os níveis de sódio, aumentam o volume do sangue. E com ele mais “grosso”, devido a retenção maior de líquido, torna-se mais difícil de circular.

5) Excesso de Gordura no sangue

Está relacionado a outros vários fatores vistos aqui, como o consumo excessivo de sódio, açúcar, sedentarismo e obesidade. Quando consumimos alimentos com muita gordura saturada, que são aquelas encontradas em origem animal, o colesterol ruim vai direto para as artérias, obstruindo a passagem do sangue. À longo prazo, elas podem travar totalmente a circulação, o que acarreta em casos gravíssimo de pressão alta.

6) Sedentarismo

É uma causa gerado a médio e longo prazo. O sedentarismo é a completamente falta de exercícios e atividades físicas que estimulem o sistema circulatório, ou ao menos o metabolismo do corpo. O resultado é, além de dificuldades na concentração e até mesmo no sono, está a hipertensão. De todas as causas, é uma das mais simples de ser resolvida, embora envolva mais esforço.

7) Hipertensão de avental branco

É uma condição única e momentânea, mas que ainda assim gera mal estar. É caracterizada por crises de ansiedade, especificamente em consultórios médicos e hospitais, e costuma ocorrer apenas com pessoas predispostas a terem pressão alta. O tratamento está mais relacionado a ansiedade em si do que a hipertensão, mas é passível de ser trabalhada.

Quais os ambientes propícios a desenvolver a pressão alta?

Por falar em ambientes, um dos fatores determinantes para os problemas de pressão alta são justamente os locais em que os enfermos se encontram, seja no aspecto físico ou psicológico. Ao se atentar com os sintomas de pressão alta, a primeira coisa a perceber é o ambiente em que se encontram. a influência dele é perceptível.

Por padrão, todo ambiente estressante é propício ao desenvolvimento de hipertensão. Ele pode ser tanto um ambiente familiar, como profissional, em que as dificuldades e cobranças geradas pelo local podem gerar, como consequência, crises moderadas e severas de ansiedade, e por consequência a pressão alta, quando expostas a estes locais por muito tempo.

Mas esses não são os únicos exemplos. Existem locais cujas cobranças não são excessivas ou pesadas, porém as sutilezas, gradativamente, podem aumentar as chances de uma hipertensão. O exemplo mais evidente são locais em que uma alimentação pobre em nutrientes é incentivado.

Gravidez e Pressão Alta: o que eles têm em comum?

Seja por predisposição, ou por algum agravante durante o período de gestação, a pressão alta na gravidez envolve um sério risco para a mãe e para o bebê. Durante os meses iniciais de crescimento do bebê, é de suma importância que as mães busquem um direcionamento alimentar e de exercícios, para evitar os riscos trazidos nos estágios mais avançados.

Com a dificuldade de bombeamento do sangue, a placenta é uma das áreas mais prejudicadas no processo, diminuindo os níveis de oxigênio para o bebê, e que leva tanto ao risco do pequeno desenvolver problemas no nascimento, ou mesmo levá-lo a morte.

Para as gestantes, o risco se dá pelo desenvolvimento de eclâmpsia, isto é, o risco de convulsões durante o parto. Por isso é importante não apenas mudar os hábitos alimentares, como toda a rotina durante o período de gravidez, para evitar riscos desnecessários.

O que fazer quando tiver pressão alta?

A pressão alta tem consequências gravíssimas ao corpo. Para deixar claro seus riscos, vamos listar a seguir os tipos de doenças e problemas que podem ser causados quando os índices acima da média não são devidamente controlados.

  • Acidente Vascular Cerebral, tanto hemorrágico como isquêmico
  • Aneurismas
  • Arteriosclerose
  • Cegueira
  • Demência, devido aos micro infartos cerebrais
  • Infarto
  • Insuficiência Cardíaca
  • Insuficiência Renal Crônica

Muitas vezes, esses riscos não são levados a sério, ou não se possui um incentivo real para controlar os sintomas de pressão alta e buscar uma vida mais saudável. Mas existem saídas práticas tanto para prevenir como controlar a pressão alta. O segredo está na moderação de opções alimentares, hábitos simples no dia a dia, e buscar o apoio médico constante, para ter um controle da pressão arterial.

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Para tanto, vamos começar com algumas perguntas simples.

Como identificar os sintomas de pressão alta?

Existem procedimentos médicos utilizados para a identificação da hipertensão, e possivelmente as causas dela. Além dos exames básicos durante a triagem clínica, são realizados os seguintes procedimentos médicos:

  • MAPA – sigla para Monitorização Ambulatorial de Pressão Arterial. É feito dentro de um ambiente hospitalar, em que o paciente fica com um aparelho para medição de pressão durante 24 horas, para determinar exatamente os fatores que levam a pressão alta.
  • MRPA – sigla para Monitorização Residencial de Pressão Arterial que nada mais é do que medir os níveis de pressão em casa.

Quanto ao método caseiro, siga os seguintes passos, uma vez que tenha apresentado alguns dos sintomas de pressão alta já mencionados acima.

  1. Sente-se, e fique em repouso por no mínimo 2 minutos;
  2. Evite medir em casos de ansiedade, bexiga cheia, ou com algum tipo de dor, para não alterar os resultados;
  3. Coloque o braço na altura do coração, e apoiado em alguma superfície;
  4. Coloque o aparelho de medição de pressão, sem apertar ou folgar demais. Deixe confortável no braço;
  5. Durante o período de medição, não fale. Meça duas vezes, com um intervalo de 5 minutos entre uma e outra, para ter certeza do resultado.

Alguns utilizam aplicativos para medir a pressão arterial através de toques com o dedo, medindo a sensibilidade do toque. Apesar de populares, estas são medidas que ainda carecem de pesquisas mais aprofundadas. Portanto, utilize apenas para ter uma noção, mas sem levar o resultado ao pé da letra.

Como baixar a pressão alta?

Agora que você sabe as causas, os sintomas, e até mesmo como identificar, pode ser um pouco preocupante lidar com a hipertensão, não é mesmo? Com tantas rotas para desenvolver o quadro, é relativamente preocupante que não haja algum tipo de consentimento geral quanto às medidas preventivas.

Mas isso é um assunto para outra ocasião. Aqui, vamos buscar meios mais simples de lidar com a pressão alta, seja para os sintomas mais graves, como para os sintomas mais simples e generalizados, de certa forma.

A) Como baixar a pressão alta no sintomas graves e imediatos?

Subdivididos em emergência hipertensiva, e urgência hipertensiva. são respectivamente, casos em que é preciso e não é preciso levar o paciente a um hospital. Em ambos, contudo, são necessários medicamentos que ajudem a diminuir a pressão arterial, para que seja possível realizar os tratamentos adequados.

Na emergência hipertensiva, os sintomas são claros, específicos e graves, como os mencionados acima. Para estes casos, devem ser encaminhados ao hospital o quanto antes, para que seus quadros sejam estabilizados. Já na urgência hipertensiva, causada por sintomas mais leves e descompensações, o paciente pode ser tratado em casa, ficando em repouso.

B) Como baixar a pressão alta no sintomas mais leves?

Caso o paciente apresente um dos sintomas de pressão alta moderada, o ideal é buscar por soluções que ajudem a estabilizar o quadro. Por exemplo, para casos de pressão alta por ansiedade, controlar os sintomas da ansiedade pode ser mais viável, como exercícios de respiração, por exemplo.

Quanto a outras causas, como vindas de sedentarismo ou de uma má alimentação, temos algumas outras soluções a seguir.

Como prevenir a hipertensão?

Independente de quadros anteriores, ou de um desenvolvimento por atitudes atuais, existem uma série de atividades e práticas que ajudam a diminuir e até mesmo evitar a hipertensão. Ao final, você vai perceber que tudo não passa de atividades simples para tornar no dia a dia, como qualquer outra para uma saúde adequada.

Vamos a elas.

  • Diminua o uso de sal na cozinha. Com uma quantidade mínima, somado a outros temperos, facilitam a prevenção;
  • Pratique atividades físicas com frequência. Estimular tanto o metabolismo como a própria circulação sanguínea ajuda a manter os níveis de pressão arterial nivelados.
  • Ria mais. Ou melhor, aprecie mais momentos felizes. A liberação de serotonina traz, entre outros benefícios, uma melhor circulação sanguínea. Além de reduzir os níveis de ansiedade.
  • Diminuir ou parar hábitos como o tabagismo e o alcoolismo. Estes, por interferirem diretamente na circulação sanguínea aumentam os níveis de pressão arterial.
  • Evite ou diminua alimentos com altos índices de gorduras. Frituras, carnes mal-passadas, e outros alimentos que dificultam a circulação não precisam ser base da alimentação diária.

Remédios caseiros para lidar com a pressão alta

Sintomas de Pressão Alta: Como Identificar?

A melhor maneira de lidar com a pressão alta diretamente, além dos hábitos recomendados acima, é através de líquidos. Aqueles com altas propriedades diuréticas ajudam a eliminar quaisquer resíduos nas artérias, além de facilitar o circulação sanguínea e o transporte de nutrientes.

Aqui vão excelentes indicações de remédios caseiros que podem ajudar a diminuir os altos índices de pressão arterial no organismo.

  • Limonada – Com uma boa quantidade de vitamina C, é uma das soluções mais simples para lidar com a pressão alta, já que também é um forte diurético.
  • Água de coco – É o melhor diurético entre as opções disponíveis aqui, e ainda pode ser combinada com o limão. A água de coco também ajuda a repor nutrientes perdidos com atividades físicas, sendo um complemento interessante após as mesmas;
  • Chá de gengibre – Uma infusão de gengibre, combinada com mel e umas gotas de limão, tem funções tanto diuréticas como energéticas, acelerando o metabolismo.
  • Suco de Laranja Lima – Esse tipo específico de laranja auxilia diretamente no controle de pressão arterial, mais até do que o limão. Alternar entre ambas faz toda a diferença para uma alimentação saudável.
  • Alho

Saber e controlar os sintomas de pressão alta facilita a buscar uma vida saudável  Ao mudar gradativamente os hábitos de saúde, e ao mesmo tempo buscar por soluções em casos já diagnosticados, você estende sua vida de forma saudável, e garante um futuro mais tranquilo para você e suas gerações posteriores. Não deixe de cuidar bem da saúde, e até a próxima!