O que é Transtorno Bipolar?

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Tão nocivo quanto a depressão, o Transtorno Bipolar é uma das doenças mentais mais difíceis de serem diagnosticadas e, por sua vez, tratadas. Alternando entre momentos de mania e depressão, uma pessoa que possua o transtorno pode passar por períodos longos sem alternar entre um estado e outro, ou ter alternâncias constantes e abruptas.

Por conta da volatilidade da doença, diagnosticar o Transtorno Bipolar pode ser muito difícil em alguns casos. Logo, para evitar confusões, é preciso conhecer a doença a fundo.

1) O que causa o transtorno bipolar?

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Um dos aspectos que dificultam um diagnóstico e tratamento mais apurado do transtorno bipolar são as causas que levam a ele. Embora seja senso comum que o estresse é a causa mais conhecida do transtorno, existem alguns outros fatores que também podem influenciar em sua manifestação, tais como:

  • Alterações hormonais, iniciadas na adolescência
  • Eventos traumáticos
  • Históricos Familiares
  • Além disso, o estresse que leva ao Transtorno Bipolar pode ser tanto negativo como positivo.

A falta de mais informações conclusivas impedem uma definição mais assertiva do que seria o transtorno, mas sua relação com a depressão, bem como as mudanças bruscas em determinadas substâncias no cérebro, como a noradrenalina, serotonina e dopamina, tem feito com que a doença fique longe de um distúrbio comportamental.

2) Quais são os sintomas?

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Independente de suas classificações, o transtorno bipolar apresenta sintomas bem distintos. Em suas mudanças bruscas de comportamento, o portador do transtorno vai de períodos de extrema euforia e agitação, a chamada “Fase Maníaca”, e períodos de baixa autoestima e depressão, a “Fase Depressiva”. Existem períodos em que um portador de transtorno bipolar apresenta uma relativa estabilidade, mas é certo que, uma vez diagnosticado, as mudanças podem voltar repentinamente.

A) Fase Maníaca

Na Fase Maníaca, a pessoa apresenta momentos de impulsividade extremas, com comportamentos sexuais mais desinibidos, compulsão por alimentos e bebidas – ou mesmo drogas, caso já façam uso delas –, além de dormirem poucas horas.

Identificar um caso de Transtorno Bipolar na fase Maníaca é um pouco mais complicado no caso de pessoas extrovertidas, uma vez que suas atitudes tenham boa parte das características descritas acima. Porém, caso haja uma mudança brusca nesses hábitos, o que é mais nítido no caso de pessoas introvertidas, é importante considerar a possibilidade.

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B) Fase Depressiva

Na Fase Depressiva, o transtorno bipolar apresenta seus sintomas mais perigosos. Desânimo, falta de energia, perda de peso expressiva, dificuldades para dormir ou ter horas de sono em excesso, atitudes antissociais e, em estágios mais avançados, pensamentos suicidas fazem parte do transtorno.

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Muitas vezes, quando apresentado este tipo de comportamento, o diagnóstico de depressão é atribuído ao paciente de transtorno bipolar, o que pode levar a consequências mais desastrosas devido a falta de informações.

3) Como diagnósticar o transtorno bipolar?

Realizar o diagnóstico de um transtorno bipolar, como dissemos um pouco mais acima, pode ser difícil se não houver clareza de informações ao buscar ajuda médica. Tal como outros casos neurológicos e comportamentais, é importante que o portador da doença vá acompanhado de uma pessoa de confiança, de preferência que já esteja presenciando a situação de perto há algum tempo.

E aqui reside a primeira dificuldade. Assim como em casos de depressão, transtornos de ansiedade e problemas similares, a ajuda médica é vista com desprezo ou insegurança pelos pacientes, uma vez que o prognóstico clínico possa se resumir a medicamentos e uma certa frieza por parte dos médicos. Ou ainda, que os enfermos estejam de alguma forma mais doentes do que imaginam.

Porém, ter o apoio médico é importante justamente para evitar problemas maiores, e sem um direcionamento adequado. Dar todos os dados relevantes, como casos traumáticos ou históricos de família, facilitam o diagnóstico. Além disso, ter um ambiente seguro com quem conversar, como no consultório de um psicólogo, facilita a colocar tais dificuldades para fora. O importante é não ter medo de se expôr, para que não gere outros problemas, como ansiedade.

Devido a falta de um cuidado mais específico com os sintomas e, sobretudo aceitar que eles existem, o tempo para se diagnosticar um transtorno bipolar pode ser muito longo. Contribui para isso os intervalos com que as mudanças de comportamento podem ocorrer, levando até anos.

4) Como tratar o transtorno bipolar?

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Encontrar o tratamento ideal para o transtorno bipolar varia de pessoa para pessoa. Para que ele cause os efeitos desejados, o passo mais importante é descobrir quais os gatilhos que levam a mudança súbita de comportamento. A partir deles realizar os procedimentos clínicos indicados pelo psicólogo.

Contudo, independente de sua origem, um paciente com transtorno bipolar deve estar ciente de que seus sintomas permanecerão presentes por toda a vida, sendo controlados, mas não completamente curados. Basicamente, o tratamento contra o transtorno bipolar se divide em duas fases.

1º Fase: Terapia Cognitiva

Aqui, os sintomas são controlados por meio de uma terapia comportamental, com o auxílio de psicólogos, ou de medicamentos que controlem as mudanças de humor. O ideal é que os medicamentos sejam utilizados apenas em casos mais graves, diminuindo seu uso gradativamente através das sessões de terapia, até que não seja mais necessário.

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2º Fase: Práticas Diárias

Passada a primeira fase, o tratamento procura estabilizar as mudanças de humor do paciente sem a necessidade de medicamentos ou terapia, direcionando o paciente através de atitudes que servirão para acentuar esse equilíbrio. Se houver histórico entre parentes, a terapia familiar também pode ser necessária.

5) O transtorno bipolar não é loucura e nem frescura

Levar o transtorno bipolar a sério enquanto doença e não uma mera fase comportamental é a melhor atitude a se tomar contra ela. Embora seja possível amenizá-la, ela não deve ser tratada como uma preocupação menor, principalmente se ela te afeta no convívio social, estragando relações pessoais e profissionais.

Buscar atividades que melhorem a autoestima e visem o equilíbrio da mente e do corpo são altamente recomendadas. A meditação, por exemplo, é uma excelente sugestões, ou variações como a Ioga e o Pilates. Outras atividades físicas também ajudam a manter o corpo sadio, forçando a mente a fazer o mesmo.

Com o tempo e a paciência, é possível conviver pacificamente com o distúrbio, e daí sim torná-lo uma preocupação menor.

Veja também a reportagem sobre o transtorno bipolar (6:29):

Fontes:

http://www.psycom.net/depression.central.bipolar.html