Anisocoria – Tipos, Causas, Sintomas e Fatores de Risco

Sabemos que o nosso olho é constituído por uma partezinha que chamamos de pupila. A pupila nada mais é do que esse círculo pequeno e escuro que se localiza centralizadamente no olho, capaz de formar as imagens na região da retina. Sua responsabilidade inclui controlar as entradas de luz, de tal forma que consiga equilibrá-las promovendo o aumento do seu tamanho quando a luz se encontra enfraquecida ou a diminuição do mesmo, caso a luz se encontre forte. De forma geral, a dimensão de cada pupila se apresenta nas mesmas proporções em ambos os olhos e quando acontece uma alteração de caráter fisiológico desse tamanho, espera-se que ocorra tanto na pupila esquerda quanto na direita simultaneamente. Caso contrário, estamos lidando possivelmente com um problema chamado de Anisocoria, que dessa forma se resume no fato que retrata tamanhos diferentes das pupilas, onde a diferença costuma se igualar ou ultrapassar quase meio milímetro.

A palavra Anisocoria se origina da palavra grega aniso, que quer dizer desigual, juntamente com kore que significa pupila e com a palavra ia que quer dizer doença e que possui sua origem do latim. Mas apesar do significado da palavra remeter a uma possível doença nas pupilas, não afirmamos necessariamente que esse problema se trate de fato de uma enfermidade, até mesmo porque a Anisocoria pode ser simplesmente uma condição inofensiva ou ainda ser um sinal de que alguma coisa mais grave pode estar afetando a saúde do indivíduo.

Para que você conheça mais sobre esse assunto, o artigo de hoje separou quatorze tópicos que irão abordar todas as dúvidas mais frequentes sobre a Anisocoria. Com certeza você irá gostar muito, então aproveite e siga todas as nossas dicas para preveni-la que com certeza da sua parte não haverá arrependimento algum.

Quais os principais tipos?

De maneira bem sucinta, a Anisocoria se divide basicamente em dois tipos, que não necessariamente se diferem: a Anisocoria fisiológica e a patológica. O único aspecto responsável por identificá-los individualmente está ligado à sua verdadeira causa.

Quanto a versão fisiológica, estamos nos referindo a situação onde o tamanho diverso existente entre as pupilas existe de forma natural. Sua capacidade de contração dependendo da intensidade da luz é extremamente normal. Essa alteração nos olhos não acusa nenhum tipo de problema maior na visão de um indivíduo e em vista disso não há motivos que justifiquem a necessidade de se preocupar. Aliás, a distinção no tamanho de uma pupila para outra, nesse caso, não ultrapassa um milímetro.

Já no caso da versão patológica, estamos nos referindo a uma situação que requer muito mais atenção. Existem muitos fatores que podem promover o desenvolvimento da Anisocoria e de maneira frequenta ela é indício de que pode estar acontecendo alguma coisa errada com a saúde do corpo do indivíduo.

Além disso, enquanto não houver a existência do conhecimento profundo de sua verdadeira práticas, os casos de Anisocoria precisam ser tratados com emergência, uma vez que pode ser sintoma de problemas graves na região do cérebro.

Quais as principais causas?

Como pudemos ver, a Anisocoria não se origina de uma causa específica, ou seja, existem vários fatores que podem contribuir para o seu desenvolvimento. No caso de determinados agentes de caráter farmacológico, por exemplo, pode acabar aparecendo a Anisocoria na sua forma transitória. Além disso é possível tê-la de forma passageira em decorrência da utilização de certos tipos de colírios que são usualmente aplicados nos pacientes que fazem exames do fundo interno do olho, e que possuem justamente a função de promover a dilatação dessas pupilas.

Dentre outras causas mais comuns podemos enfatizar algumas a saber:

  • Origem fisiológica, onde aproximadamente vinte por cento dos indivíduos saudáveis pode apresentar alguma distinção no tamanho de suas pupilas, porém alteração esta que não causa nenhum dano a sua saúde;
  • Possível Síndrome de Horner, que inclusive provoca lesões nos nervos localizados na região da face e nas regiões oculares;
  • Possível Anisocoria de caráter mecânico, que costuma surgir em decorrência de traumas, cirurgias ou inflamação na região dos olhos;
  • Problemas com pupila tônica de Adie;
  • Possível paralisia no nervo oculomotor;
  • Problemas com Isquemia Cerebral;
  • Aneurisma na região interna do crânio;
  • Traumatismo do crânio;
  • Tumor cerebral.

Quais doenças podem existir por trás da Anisocoria?

Quando dizemos que a Anisocoria pode ser indício de alguma doença de nível grave, estamos nos referindo a diversas enfermidades das quais podemos destacar:

  • Aneurisma;
  • Traumatismo na região do crânio;
  • Tumores ou abcesso na região do cérebro;
  • Pressão excessiva na região de um dos olhos;
  • Pressão elevada na região interna do crânio;
  • Meningite;
  • Enxaqueca;
  • Possível paralisia do nervo oculomotor.

Quais os sintomas mais frequentes? 

O principal sinal de Anisocoria sem dúvida é uma diferença no tamanho de uma pupila para outra, que costuma ultrapassar um milímetro. Esse problema costuma se desenvolver tardiamente e quando ocorre não tem como reverter para a sua normalidade. A Anisocoria pode ser sintoma de enfermidade visual, cerebral, enfermidade na região dos vasos de sangue e ainda nos nervos.

Sabemos que em alguns casos ela se destaca como sendo benigna e é considerada como um fator normal do indivíduo que não reflete a existência de problemas maiores. Entretanto, quando o problema é patológico, é imprescindível que haja total atenção por parte do indivíduo, uma vez que pode se tratar de doenças que coloquem em risco a sua vida.

Boa parte dos casos anisocóricos andam de mãos dadas com outros sintomas específicos. Em se tratando de um desenvolvimento agudo do problema, o caráter emergencial precisa ganhar destaque. Além disso, quando o problema vem acompanhado com sinais de confusão, perda ou redução de lucidez mental, dor de cabeça muito forte ou outros fatores ligados a parte neurológica, existe grande chance de se tratar de um indício de doença que requer cirúrgica de caráter neurológico.

Quais os fatores de risco mais comuns? 

Quando estamos falando de fator de risco, estamos falando de possíveis condições que aumentam ainda mais as chances de se ter uma Anisocoria. Porém, referente ao problema não existem muitos fatores, visto que seu surgimento se dá na maioria das vezes por conta de doenças genéticas.

Dos fatores mais comuns estão casos de trauma, presença de tumores, aneurisma e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

  • Trauma: quando ocorre traumas nas regiões da cabeça ou dos olhos, pode acabar surgindo danificações na parte do nervo responsável por controlar o processo de contrair e dilatar as pupilas e é por isso que eles podem promover o desenvolvimento da Anisocoria. David Bowie, por exemplo, desenvolveu o problema em decorrência desse fator;
  • Tumor: Existem alguns tipos de tumores que acabam atingindo a parte do sistema nervoso simpático ou mais precisamente o terceiro nervo localizado na região do crânio;
  • Aneurisma: Assim como ocorre no caso de alguns tumores, o aneurisma também pode paralisar o nervo mencionado anteriormente, localizado no crânio;
  • Acidente Vascular Cerebral: A ocorrência de um AVC pode atingir e prejudicar toda função que o cérebro exerce, incluindo as reações que as pupilas possuem à determinados ambientes.

Qual a importância e se buscar ajuda de um profissional? 

Não há dúvidas de que se você apresenta algum sintoma e por isso uma possível desconfiança de que tem algo de errado com a sua saúde é imprescindível procurar um bom profissional que saiba analisar sua situação e fazer um diagnóstico preciso.

Se a Anisocoria não tiver origem fisiológica, deve ser tratada como um problema de caráter urgente, visto que estamos falando de um possível sinal de doença que ponha em risco a vida de uma pessoa. Aliás, se de repente você perceber que a alteração no tamanho das pupilas surgiu de repente o certo a se fazer é ir atrás de um médico neurologista do pronto socorro mais próximo a sua casa.

Anisocoria não é brincadeira e deve ser levada a sério. Somente o médico poderá diagnosticá-lo e dessa forma aplicar o melhor tratamento a fim de cuidar de sua saúde e impedir que qualquer tipo de enfermidade maior venha prejudicá-la.

O que acontece durante a consulta com o médico? 

Independente da especialidade do médico, qualquer um tem a capacidade de identificar um caso de Anisocoria em um indivíduo. Mas o recomendado é que se procure de imediato um profissional neurologista, a fim de descobrir ou não possíveis doenças de nível mais grave para a saúde.

O processo de diagnóstico pode ser facilitado e o tempo otimizado quando o indivíduo está de fato preparado para realizar a consulta. E quando falamos de preparo, estamos nos referindo a algumas observações que precisam ser feitas pelo paciente e levadas ao médico para que ele possa ter mais clareza antes de fazer o diagnóstico.

Das informações mais importantes a serem observadas estão:

  • Sintomas frequentes e sua durabilidade o paciente pode anotá-los em uma lista e entregar ao médico);
  • Histórico médico de toda a família, sem descartar os fatores de risco que o indivíduo possa apresentar ou remédios e suplementos que o mesmo use de forma regular;

O indicado é que você não vá sozinho ao médico, optando sempre por um acompanhante de sua confiança. Durante a consulta o paciente será questionado com relação a alguns detalhes dos quais enfatizamos:

  • Quanto tempo faz que o indivíduo começou a observar as alterações no tamanho da pupila;
  • Se alguns sintomas surgiram tanto na região corporal como na visão;
  • Se o indivíduo sentiu o pescoço enrijecer ou se começou a ter dores fortes na cabeça.

Caso você tenha muitas dúvidas, o recomendado é que anote tudo antes de ir para a consulta, a fim de não esquecer nenhuma e conseguir esclarecer toda a sua situação com o profissional.

Como o diagnóstico é realizado? 

Inicialmente o próprio paciente tem a capacidade de observar a Anisocoria, se analisar bem as suas pupilas com a ajuda de um espelho. O diagnóstico preciso costuma ser feito por um médico oftalmologista, por intermédio da realização de um exame rotineiro.

Durante a consulta, o profissional irá examinar com muita atenção a região dos olhos. Todas as suspeitas existentes com relação a existência da Anisocoria irão depender de inúmeras circunstâncias, que vão desde o histórico médico até eventuais sintomas que também podem surgir juntamente com o problema.

Em vista disso é fundamental que o indivíduo ao se consultar diga tudo ao seu médico, principalmente se desde que notou a alteração das pupilas notou também uma possível mudança na função motora, se começou a ficar mais confuso mentalmente, se a frequência de dores intensas na cabeça aumentou, se o pescoço ficou mais rígido, se ocorreu alterações na visão e se a febre também se instalou.

Além disso, pode ser solicitado a realização de diversos exames específicos para ajudar a diagnosticar as causas possíveis para o desenvolvimento da Anisocoria, principalmente dependendo das reais suspeitas do profissional quanto ao caso analisado.

Qual o tratamento indicado?

O tratamento direcionado para a Anisocoria não é direto, dessa forma o objetivo do mesmo é voltado para as verdadeiras causas que desencadearam o desenvolvimento do problema. Em alguns casos a cirurgia para a remoção de possíveis coágulos ou tumor pode ser recomendada, desde que estejam atingindo negativamente os nervos oculares ou ainda ela pode ser solicitada para solucionar eventuais problemas decorrentes de traumas.

Além dessas situações específicas, não se torna necessário o tratamento, pois grande parte das pessoas registradas com Anisocoria, apresentam sua versão fisiológica, ou seja, natural que não prejudica de nenhuma forma sua qualidade de vida.

O que acontece depois do prognóstico?

Dentre as pessoas que apresentam a Anisocoria natural, aproximadamente vinte por cento não percebe isso de forma nítida. Esse quadro não fornece ameaça para a saúde ocular e não existe a necessidade de se fazer cirurgia para correção da pupila. Porém, quando o problema é patológico, ou seja, tem uma causa específica que o justifica, em alguns casos pode ser essencial a realização de tratamentos.

Como vimos anteriormente, algumas cirurgias podem ser indicadas para solucionar a Anisocoria, da mesma forma que a utilização de certos remédios a depender do caso. Cada causa possível pode apresentar diferentes sintomas e é em decorrência disso que apenas o profissional qualificado pode orientar o melhor rumo a se seguir para tratar cada indivíduo particularmente.

Como conviver com o diagnóstico?

Quando o indivíduo recebe o diagnóstico de Anisocoria, não precisa se preocupar tanto caso seu problema seja fisiológico ou se o problema não tenha gravidade elevada, por isso podemos dizer que em boa parte das situações é possível conviver facilmente com o diagnóstico. Se o problema se encontrar em uma situação grave para a saúde do paciente pode surgir problemas na sua visão e ainda problemas ligados a sensibilidade em relação à luz, que podem acabar atingindo negativamente o indivíduo.

Desse modo, os pacientes diagnosticados que precisam conviver com certos fatores decorrentes da Anisocoria precisam visitar o oftalmologista com mais regularidade a fim de aprender a lidar melhor com determinados problemas.

Quais as possíveis complicações da Anisocoria?

Não há muitas novidades ligadas as possíveis complicações que a Anisocoria pode provocar na vida de uma pessoa. Compreender é muito simples: se o problema for diagnosticado como sendo grave, pode fazer com que o paciente tenha um aumento da sensibilidade à luz, problemas para conseguir focar em objetos que se posicionem de forma distante ou até mesmo nas proximidades do indivíduo e além disso, o olho pode acabar apresentando uma pupila constantemente dilatada ou contraída.

Afinal, a Anisocoria pode ser curada? 

De forma direta a Anisocoria não pode ser afirmada como um problema que possui cura, uma vez que na maioria dos casos graves ela se trata apenas de um sintoma de um problema maior. O que pode de fato receber a cura total é a sua causa, que podem ser inúmeras. Durante o processo de tratamento para cada causa, a pupila pode ter novamente o seu tamanho normal.

Tem como preveni-la? 

Para quem se interessa em preveni-la, vale saber que não há um método específico que ajude a fazer isso de maneira direta. As causas mais frequências da Anisocoria são por vezes severas que podem surgir em decorrência de situações difíceis da vida ou ainda de condições ligadas a genética do indivíduo. Mas, não precisa se desanimar, pois existem algumas coisas que você pode fazer para diminuir as chances de se desenvolver o problema futuramente.

  • Abandone o uso da Nicotina: Fumar não é e nem nunca foi algo saudável. E deixar esse hábito ruim não é importante apenas para prevenir a Anisocoria, mas principalmente para evitar desenvolver câncer na região do pulmão e na garganta. A capacidade que o cigarro tem de provocar mal para a saúde do corpo é enorme e além disso ele pode desenvolver também o câncer na região do cérebro. Fora os tipos de câncer, fumar pode causar aneurismas e ainda um AVC.
  • Tenha cuidado com possíveis traumas: é extremamente difícil conseguir impedir que ocorra um trauma tanto na região dos olhos como na cabeça, porém é possível cultivar alguns métodos que previnam o seu surgimento. De tais métodos você pode sempre usar capacete quando for andar de bicicleta, de skate ou patins e ainda quando estiver em ambientes que ofereçam risco para a região da sua cabeça. Além disso, é importante não esquecer de usar cinto de segurança quando andar de carro para se proteger em possíveis acidentes;

O problema de desigualdade nos tamanhos das pupilas pode ser natural, mas pode principalmente ser um sinal gravíssimo de algo que está afetando a sua saúde. Por isso não deixe de compartilhar esse artigo com sua família e amigos a fim de que eles se previnam ou descubram precocemente uma possível existência da Anisocoria. E não hesite em buscar um médico caso desconfie do problema.

Fontes:

Lam, B., Thompson, H., & Corbett, J. (1987). The Prevalence of Simple Anisocoria.American Journal Of Ophthalmology104(1), 69-73. http://dx.doi.org/10.1016/0002-9394(87)90296-0

Cohen, J., Montero, A., & Israel, Z. (1996). Prognosis and Clinical Relevance of Anisocoria-Craniotomy Latency for Epidural Hematoma in Comatose Patients. Journal Of Trauma And Acute Care Surgery41(1), 120-122. https://journals.lww.com/jtrauma/Abstract/1996/07000/Prognosis_and_Clinical_Relevance_of.19.aspx

6 Principais Causas da Dor nos Olhos

Dor nos olhos é algo um tanto incomum no dia a dia. Mesmo que existam outros tipos de dores, consequências de quadros clínicos, esforços físicos e outras causas, algo muito sensível como os olhos podem indicar problemas gravíssimos, seja no globo ocular, seja em outras regiões do organismo.

Os tipos de dores mais comuns que ocorrem nos olhos são coceiras, queimação, além de uma dor localizada que pode ocorrer na parte interna do globo ocular. Cada um dos sintomas podem indicar uma série de quadros, que vamos detalhar mais adiante.

I) Quais são as principais causas da dor nos olhos?

6 Principais Causas da Dor nos Olhos

Quadros alérgicos, presença de corpos estranhos ou mesmo possíveis doenças oculares são algumas das razões que precedem as dores nos olhos. É essencial buscar um oftalmologista para que o quadro não se agrave. Algumas das causas estão a seguir.

1) Conjuntivite

Além da dor nos olhos, ocorre vermelhidão, coceira intensa e ardência nos olhos. Causada por vírus ou bactérias, além de fatores como poluição ou ainda um quadro de alergia, a conjuntivite é uma das doenças mais comuns a se atingir os olhos, e seus efeitos podem ser drásticos na visão se não forem tratados devidamente.

2) Ceratite

É uma doença causada pelo uso inadequado de lentes de contato, e traz como sintomas comuns secreção excessiva nos olhos, visão embaçada, e sensibilidade à luz. O tratamento é feito com colírios anti-inflamatórios e antibióticos, além de uma limpeza mais apurada das lentes, e caso não seja bem tratada, pode levar a cegueira.

3) Glaucoma

Acompanhada de uma pressão no globo ocular e a perda gradativa da visão periférica, o glaucoma pode levar o enfermo a cegueira. Felizmente, seus sintomas podem ser controlados com um tratamento adequado, evitando a perda da visão.

4) Gripe

Algumas infecções e vírus que afetam todo o corpo podem levar a dor nos olhos. Além da gripe, outras doenças causam o mesmo efeito, como sinusite, dengue, e crises alérgicas em geral. O tratamento não leva em conta a dor nos olhos em si, variando para cada doença.

5) Inflamações

Acompanhadas de vermelhidão, lacrimejamento e visão embaçada, as inflamações podem ocorrer em áreas como córnea, pálpebras, nervo óptico ou ainda na íris do olho. O tratamento, embora feito com anti-inflamatórios, varia para cada tipo de inflamação.

6) Aumento de pressão

Problemas de pressão alta podem ser percebidos com o aumento da pressão ocular. Diferente de um quadro de glaucoma, em que apenas os olhos são os principais prejudicados, uma possível hipertensão também vem acompanhada de outros sintomas, como dor de cabeça, sangramento nasal e tontura.

II) Quais são principais sintomas da dor nos olhos?

  • Ardor
  • Dor de Cabeça ou Dor na Testa
  • Olhos Secos ou Lacrimejando constantemente
  • Queimação
  • Fadiga
  • Visão Embaçada

E claro, a própria dor nos olhos pode ser considerada um sintoma, que vem acompanhada de um ou mais sintomas descritos acima. Este tipo de dor pode ser sentida constantemente, ou apenas em ações específicas, como piscar ou se movimentar, por exemplo.

Existe uma série de causas que podem levar a uma dor nos olhos. E saber identificá-las pode prevenir sua visão de ter um dano permanente ou mesmo causar uma cegueira. Vejamos algumas das causas mais comuns.

III) Como Tratar?

Pelos quadros descritos acima, o tratamento para a dor nos olhos pode variar tanto no uso de colírios anti-inflamatórios, antialérgicos ou antibióticos, como em cuidados simples de higiene. Isso inclui muitas vezes lavar bem as mãos (além de evitar o contato direto com os olhos), como manter os cuidados na limpeza e na conservação das lentes de contato, principalmente nos modelos gelatinosos.

Consultar o oftalmologista com frequência, em média 2 vezes por ano, pode levar a um bom direcionamento no cuidado com a visão. Melhor do que realizar consultas de urgência sob o risco de perder a visão, é realizar os exames regulares principalmente se apresentar quadros que pode acarretar em dor nos olhos. Portanto, cuide bem da saúde.

Veja também a reportagem sobre a dor nos olhos (4:04):

Fontes:

http://www.webmd.com/eye-health/eye-pain-causes-symptoms-diagnosis-treatment#1

10 Alimentos Incríveis que Melhoram a Visão

Muitas pessoas vão a academia para manter a saúde do corpo, fazem exercícios regulares e mudam toda sua alimentação a fim de terem um estilo de vida melhor. Mas com a rotina do dia, muitas se esquecem que a visão também merece cuidados e a alimentação muito pode contribuir para isso. Submetemos os olhos a diversos riscos diários, como luz do sol, poluição, smartphone, televisão, ar seco e etc.

Para ajudar a termos uma visão melhor, separamos lista de 10 principais alimentos que atuam, entre outras coisas, especificamente na melhoria da saúde ocular.

Veja a seguir 10 alimentos que melhoram a visão

visão

1- Cenouras

A cenoura é associada à manutenção da saúde dos olhos. Proporciona acesso à vitamina A, que contribui para o fortalecimento e bom funcionamento da retina. Outros alimentos alaranjados também têm este benefício, como a abóbora.

2- Peixes

Alimentos ricos em ômega-3 e ômega-6; como exemplos temos o salmão, a truta, o atum, as anchovas e a cavala. O peixe auxilia no combate à Síndrome do Olho Seco e combate os radicais livres, que são os responsáveis pelo envelhecimento precoce.

3- Ovos

A gema do ovo possui zinco, que ajuda a reduzir o risco de doenças ligadas à degeneração ocular relacionada à idade. Incluir ovos no cardápio,ajuda a retina ficar mais forte para evitar a perda da visão.

4- Folhas verdes

Uma salada de folhas verdes contribui para a sua saúde ocular, trazendo benefícios que protegem os olhos das ações do sol. Contribui também para conter o desenvolvimento da catarata.

5- Frutas vermelhas

São ricas em vitamina C, que desempenham na prevenção de diversas doenças oculares. Contêm potentes antioxidantes que previnem e impedem a evolução de doenças, como o glaucoma.

6- Abacates

Abacates são um dos alimentos mais nutritivos que existem, por isso, que eles são excelentes para os olhos. Eles possuem luteína. A luteína é importante na prevenção da degeneração da visão e catarata.

7- Alho e cebola

Muitas pessoas não apreciam o sabor do alho e da cebola, porém, estes alimentos são fontes de fósforo, cálcio e vitaminas B e C, além de combaterem micróbios,gripes e resfriados. Eles ajudam a ter uma boa pressão arterial, e ajudando a evitar o glaucoma, pois a pressão intraocular é um dos fatores de risco que ajudam para o surgimento desta doença.

8- Nozes

As nozes são guardiãs da visão. Dois punhados por semana aumentariam o escudo contra o declínio da mácula.

9- Azeite Virgem

É um grande aliado para evitar a degeneração da visão,graças aos altos índices de ômega 3. Pesquisas mostram que consumir 100ml de azeite extra virgem por semana ajudam a evitar ou até mesmo reduzir a gravidade do problema.

10- Óleo de Linhaça

Com o envelhecimento,os nossos olhos perdem um pouco da umidade, fazendo com que a pessoa sinta os olhos secos e fique com maior sensibilidade à luz, além de ardência e coceira. Para diminuir esses sintomas, o ideal é incluir na alimentação o óleo de linhaça, que é fonte de vitamina E, ômega 3, ômega 6, ômega 9 e ácidos graxos. Além de contribuir para a umidade dos olhos, ele também ajuda a fortalecer o sistema imunológico, o que ajuda a evitar várias doenças.

Extras – Mais alimentos que melhoram a visão.

  • Laranja – Rica em vitamina C
  • Milho – Rico em vitamina E
  • Couve Chinesa – Rica em ácido fólico.
  • Mamão – Rico em vitamina B
  • Manga – Rica em fósforo
  • Mirtilo – Rico em vitamina K
  • Inhame – Rico em Cálcio
  • Abóbora – Rico em manganês
  • Tomate – Rico em magnésio
  • Brócoli – Rico em selênio

 

Fontes:

http://www.allaboutvision.com/nutrition/foods.htm

Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI) – Causas, Sintomas e Tratamentos

A Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI), é uma doença que acomete a área central da retina fazendo com que o a visão seja comprometida. A DMRI é considerada uma das principais causas de cegueira em pessoas com mais de 50 anos de idade.

Normalmente, o diagnóstico acontece por meio do reconhecimento de alguns depósitos chamados de drusas, que são causados por deficiência no metabolismo da retina. As drusas são visualizadas a partir de exames de mapeamento de retina e podem indicar o início da doença, o que não significa que a mesma irá evoluir para sintomas visuais.

1) Tipos de Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI)

Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI) – Causas, Sintomas e Tratamentos

Há dois tipos de Degeneração Macular Relacionada a Idade: a Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI) seca e a úmida.

DMRI seca ou atrófica – É a forma mais comum e mais leve da doença, responsável por cerca de 90% dos casos da Degeneração. Neste tipo de DMRI, as drusas estão localizadas na região macular (área central da retina) e evoluem lentamente para atrofia levando à perda da visão. Não há um tratamento específico para este caso.

DMRI úmida ou exsudativa– É a forma mais grave da doença. Neste caso há uma neovascularização, que é quando ocorre a formação de novos vasos sanguíneos ruins, sob a retina, chamados de membrana neovascular subrretiniana. Este tipo leva a uma perda rápida e irreversível da visão. Os tratamentos para esta DMRI são com laser e injeção intravítrea, a fim de impedir a formação de novos vasos sanguíneos.

2) Quais são as causas?

As causas da Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI) ainda não são conhecidas. Especialistas afirmam que, com a idade, ocorre uma degeneração que afeta diretamente a mácula, região central e mais nobre da retina, responsável pela captação de imagens centrais e detalhadas que permitem às pessoas enxergar tudo o que está a sua frente, além de possibilitar a visão de cores.

3) Quais são os sintomas?

Considerada uma pequena região do centro da retina, a mácula é responsável por permitir que uma pessoa possa ver detalhes. As células sensíveis à luz da mácula, conhecidas como fotorreceptoras, convertem a luz do campo visual em impulsos elétricos e, em seguida, transferem os impulsos para o cérebro através do nervo óptico. A perda da visão central pela DMRI ocorre quando as células fotorreceptoras na mácula são degeneradas.

O principal sintoma das pessoas que são acometidas com DMRI é notar a visão central embaçada. Esta observação ocorre durante as tarefas como leitura ou costura.

Além disso, as linhas retas podem aparecer distorcidas ou deformadas. Com a progressão da enfermidade, diversos pontos cegos passam a existir dentro do campo visual central. Na maioria dos casos, se um olho tem DMRI, o outro olho irá desenvolver a doença.

4) Quais são os tratamentos?

Por possuir dois tipos de casos, especialistas afirmam que existem dois tipos de tratamento para a Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI).

DMRI seca – Para os pacientes com a DMRI seca o tratamento se realiza a partir do aporte nutricional feito pelo uso de complexos multivitamínicos específicos, o aconselhamento em relação aos hábitos alimentares e orientação quanto à exposição solar.

DMRI úmida – Neste tipo de caso, os medicamentos indicados são, geralmente, antiangiogênicos, específicos para tratar as hemorragias causadas pelos vasos sanguíneos que foram gerados embaixo da retina e que, progressivamente, danificam a visão.

As pessoas que possuem DMRI em ambos os olhos tem a opção de melhorar a visão a partir de uma cirurgia para implante de uma lente telescópica em um olho.

Saiba Tudo Sobre a Glaucoma

Quando falamos em enfermidade que danifica o nervo óptico da nossa região ocular, o que passa na sua mente pela primeira instância? Se você disse glaucoma, acertou em cheio e é ela tem uma enorme ligação com a questão da pressão alta no olho. A doença pode ser crônica ou aguda, e tem como principal característica a perda da visão periférica. Além dessa questão, a pressão alta ocular e diversos outros fatores atualmente são estudados cada vez mais pelos especialistas interessados no tema. O problema em seu nível mais grave, por exemplo, faz com que a pressão do olho eleve anormalmente, aumentando os riscos de se ficar cego e não conseguir mais reverter sua capacidade de enxergar.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença que afeta cada vez mais a capacidade ligada a visão de muitos indivíduos em toda região espalhada no mundo é o Glaucoma, sendo a Catarata considerada a enfermidade de nível grave maior nessa área. Dentre a escala de registros mundial, cerca de dois por cento dos casos de glaucoma fazem parte da população moradora do Brasil, aliás cerca de novecentos mil indivíduos apresentam o problema na realidade atual.

Adiante, o artigo de hoje irá esclarecer as maiores dúvidas sobre o problema e ajudá-lo a tomar as devidas providências caso você ou alguém que conheça possa estar sofrendo com a doença. Portanto, fique bastante atento e tenha uma boa leitura!

O que é Glaucoma

Basicamente, o glaucoma é a junção de enfermidades que acometem a região da visão e que acaba causando lesão no nervo de caráter óptico. Essa lesão, com o decorrer do tempo, pode levar o indivíduo a cegueira permanente.

A doença é dividida em quatro tipos, dos quais veremos mais a seguir, e o que mais atinge as pessoas é o do tipo ângulo aberto, enquanto que o do tipo ângulo fechado é raro. Em seu nível comum, o problema tem seu desenvolvimento gradativo, onde inicialmente não revela nenhum sinal característico, onde essa situação perdura por bastante tempo e por conta disso, muitas pessoas quando descobrem através dos sintomas já se encontram em um estágio bastante avançado da doença.

Em suma, o primeiro dano que a enfermidade causa é na visão periférica, onde acaba deixando alguns locais específicos dessa região sem a visão total, ao longo do tempo, se não for tratada de maneira eficaz, os problemas decorrentes vão se alastrando e a região visual da pessoa começa a se estreitar lentamente, até afetar a visão central e em seguida fazer com que o mesmo perca sua visão por completo e não consiga mais revertê-la.

Dá para tratá-la se for descoberta rapidamente, evitando desse modo que o problema evolua e prevenindo ainda a cegueira. Existem determinados tipos de tratamentos que vão desde a utilização de remédios específicos até a realização de intervenção cirúrgica, sendo inclusive, a última opção a ser recorrida pelos médicos profissionais.

Fator de risco do Glaucoma

Veja este vídeo sobre o Glaucoma (2:36):

Considerada uma doença de caráter hereditária, existirá, portanto, a parcela de indivíduos que estarão mais perto de a desenvolverem, do que se comparados a outros em geral. Quem faz parte de famílias portadoras, tem mais chance e por isso deve realizar exames preventivos. Os indivíduos que tem mais riscos são:

  • Indivíduos que ultrapassam 40 anos de idade (quanto maior a idade maior o risco);
  • Altos míopes, tendo em vista que os indivíduos míopes que usam lentes acima de seis graus também estão sujeitos a um risco maior.
  • Diabéticos
  • Pacientes que tiveram trauma ocular ou doenças intraoculares.

É importante estar atento e fazer uma pesquisa de caso para avaliar se você faz parte da parcela de pessoas com maiores riscos e se isso de fato for confirmado, procure ajuda profissional e realize os exames regularmente.

Quais são os sinais principais da doença?

Falar de sinais característicos quando o assunto é Glaucoma não é tão simples, visto que eles só começam a se tornar nítidos quando ele já está em nível mais grave. Quando eles começam a aparecer, destacamos os mais comuns:

  • Cefaleia;
  • Fotofobia;
  • Enjoos;
  • Dor na região dos olhos.

A enfermidade no nível crônico só é detectada através dos exames que tornem possível verificar com precisão a pressão existente no interior dos olhos. O procedimento é simples e indolor.

Com o exame, o médico consegue detectar a doença, tendo em vista que o dano causado por ela tem dois aspectos característicos: as fibras nervosas estão danificadas e desaparecem, deixando uma escavação maior do nervo óptico.

Os principais exames utilizados para o processo de diagnóstico são:

  • De campo de visão;
  • Tonometria;
  • Do disco óptico.

Dor de cabeça e sua relação com a doença 

Quando sentimos alguma espécie de dor na região ocular pode ser indício de causas diversas. Dentre os problemas mais comuns podemos enfatizar os presentes na questão da refração, como ocorre com o astigmatismo, enfermidades que elevem a pressão ocular, como acontece com o glaucoma que estamos vendo atualmente, e ainda uma deficiência onde o sangue presente na retina não recebe a nutrição adequada ou até mesmo em uma porção do globo ocular, provocando sensações de dor e modificações na visão. E apesar de poder existir essa ligação, é errôneo querer associar qualquer dor de cabeça intervalada e de grau intenso com o passar do tempo a problemas do gênero.

Quando a dor é algo que surgiu recentemente e veio aliada a mudanças na capacidade de visão, pode ser indício de que o olho propriamente dito sofreu alguma alteração, por isso, o mais seguro a se fazer é ir em busca de um profissional especialista da área que utilize critérios detalhadas para analisar o caso. De maneira geral não é recomendado que uma criança passe a usar óculos simplesmente porque vem apresentando eventualmente quadros de cefaleia. É o profissional, que mediante um estudo detalhado do caso, que pode escolher ou não prescrever sua utilização de maneira segura.

Portanto, aquele que sofre com a doença pode ter algumas dores mais intensas na área da cabeça, tanto que este é um sinal característico mencionado anteriormente, porém nem sempre a doença é sintomática e boa parte dos casos o paciente só vem senti-los efetivamente quando a enfermidade está em um grau mais avançado.

O problema é predominantemente hereditário? 

A doença em questão se apresenta em alguns níveis dos quais veremos mais adiante. E é dependendo do tipo que podemos falar sobre hereditariedade. Sucintamente podemos dizer que dois tipos herdados: o de nível congênito, que acontece no instante em que o bebê herda da mãe ao nascer, valendo ressaltar que esse tipo é muito raro, mas ainda assim pode ocorrer. Já no caso do glaucoma de ângulo aberto é onde podemos afirmar de fato que existe a tal hereditariedade. Contudo, a verdadeira causa da doença ainda não foi descoberta. Veja no tópico a seguir um pouco sobre cada nível do Glaucoma para melhor compreendê-los.

Quais tipos em que a doença se divide?

Basicamente quando falamos da enfermidade, podemos dividi-la em quatro versões: o de ângulo aberto, o que tem ângulo fechado, o congênito e o secundário. Mais adiante iremos falar um pouco mais sobre cada um:

De ângulo aberto: Também conhecido como glaucoma primário ou crônico, essa é a versão da doença que mais afeta os indivíduos, chegando a representar mais de noventa por cento das pessoas quem foram diagnosticadas. Precipuamente não revela sinais e demora anos até que a pessoa comece a sofrer alguma alteração negativa na sua visão, pois os danos que acometem os nervos da região óptica vão acontecendo de maneira lenta. Dentre uma das causas mais comuns está a ocorrência de uma obstrução da região dos olhos, onde ocorre drenagem.

De ângulo fechado: Também conhecido como glaucoma agudo esse tipo da enfermidade promove o que chamamos de pressão alta na região interna dos olhos que vem junto com uma sensação dolorosa muito intensa. Esse quadro da doença é grave e precisa ser tratado como emergência, uma vez que ele pode fazer com que o indivíduo não consiga mais enxergar e depois disso não há como recuperar a visão perdida.

Nível Congênito: Essa versão é rara, acometendo recém-nascidos no momento que nascem ou ainda nos seus primeiros meses de nascido. Vale ressaltar que esse tipo é hereditário e o bebê herda de sua principalmente durante a evolução do processo de gestação. Sua principal característica é: o globo ocular fica bem maior e a córnea começa a ficar embaçada.

De nível secundário: finalmente temos o glaucoma secundário, última versão da enfermidade. Ele se desenvolve em decorrência de variadas outras complicações consequentes de alguns quadros clínicos que vão desde cirurgias em geral, até cataratas e uveítes. Além disso, quem utiliza remédio com base em corticoide também está dentro do grupo de maior risco.

A doença tem cura?

Apesar de se tratar de uma doença incurável, se for diagnosticada antecipadamente, tem como ser controlada de forma satisfatória, por intermédios dos melhores tratamentos para cada caso. Para quem não sabe essa é a principal doença causadora de perda de visão permanente, que se prolonga durante anos na vida de um indivíduo. Se for tratada de forma eficiente, o indivíduo consegue diminuir a pressão alta que comumente ocorre e impedir que a cegueira venha a se desenvolver.

Dessa forma, é importante frisar: descobrindo o problema mais cedo, melhor será realizado o processo para tratá-lo e a perda da visão será reduzida.

Melhores tratamentos

A doença possui três diferentes métodos para tratá-la, e a medicação com colírios se destaca por ser a mais usada. Confira abaixo os demais métodos para tratar o glaucoma:

– Remédios: um dos métodos mais eficientes para tratar estão os colírios, que são bem aceitos pelo organismo, ao contrário das medicações via oral, que muitas vezes não são toleradas e apresentam muitos efeitos colaterais.

A medicação via oral só é indicada aqueles que não tiveram sua pressão diminuída a partir da utilização dos colírios.

Laser:recurso utilizado quando o uso do colírio não produz o efeito desejado. Ressaltando que mesmo utilizando esse método, é necessário manter o uso dos remédios.

Essa técnica se baseia na realização de queimaduras de nível pequeno, na região da rede trabecular, com o intuito de promover o estímulo do sistema responsável pela drenagem.

Cirurgias:o tratamento cirúrgico traz o risco de perda total ou imediata da visão, caso não haja êxito na cirurgia. Além da convencional, há também de incisão, que prioriza criar um novo sistema responsável por drenagem para a região ocular. 

Saiba mais sobre a intervenção cirúrgica

Esta é a última opção escolhida como método para tratar o Glaucoma. Apesar de ser altamente sofisticado, esse método é invasivo e ainda representa diversos riscos e complicações para o paciente. Mas se esse procedimento for extremamente preciso, e isso acontece geralmente nas versões de ângulo fechado e congênito, aconselha-se fazê-lo imediatamente.

O principal intuito da intervenção cirúrgica é fazer recriar um sistema de dreno para a região dos olhos. Nesse caso, a trabeluctomia é o método mais usado para este fim. A grande maioria das cirurgias realizadas apresentam resultados eficientes. Para se ter uma ideia, mais de setenta e cinco por cento dos quadros conseguem fazer com que a PIO fique extremamente controlada. Os profissionais costumam indicar esse método invasivo, quando percebem que alguns fatores tais como social, cultural e até econômico, causa influência e faça o paciente diagnosticado não possuir afinidade com outros métodos existentes.

Como o diagnóstico é realizado?

A fim de se descobrir um possível problema com Glaucoma, precisa-se realizar exames específicos orientados por um médico da área de oftalmologia. Em vista disso, é ideal que os faça anualmente, para descobrir precocemente não só um possível Glaucoma, mas qualquer outra enfermidade que possa acometer a sua saúde ocular. Vale ressaltar que se a doença for descoberta em estágio inicial, fica cada vez maior e melhor as possibilidades de tratá-la eficientemente.

Dentre exames que costumam ser pedidos pelos profissionais são:

  • Exame de acuidade visual, que é responsável por identificar qualquer alteração que tenha ocorrido na visão;
  • Exame de pupila, que é responsável por detectar possíveis lesões na região da via ocular, inclusive no nervo de caráter óptico;
  • Exame com utilização de lâmpada do tipo fenda, que visa avaliar a parte interna e externa dos olhos;
  • Exame de Tonometria, que é responsável por verificar a pressão do olho;
  • Exame de Fotografia do Nervo Óptico: responsável por documentar o aspecto aparente do nervo óptico e inclusive é um exame eficiente para o processo de monitoração;
  • Exame de Nervo Óptico: que visa mediar aspectos tais como escavação e palidez;
  • Exame de Gonioscopia: que é fundamental para avaliar o ângulo apresentado na câmera anterior ocular;
  • Exame realizado na área do campo da visão: Responsável por verificar qualquer nível de cegueira no paciente avaliado.

Principais complicações que o problema pode promover

Quando ouvimos falar sobre a doença, a primeira coisa que se passa pela nossa cabeça é perda da capacidade de enxergar não é mesmo? E não estamos errados, porque se não for tratado, o problema pode deixar o indivíduo cego permanentemente, situação que ocorre gradativamente. Com o tempo, a doença faz surgir alguns lugares com perda de visão na região periférica do olho, esse problema vai se alastrando até atingir a visão de túnel, responsável por nos permitir ler, por exemplo, e em sequência o paciente acaba ficando cego e não há mais como reverter essa situação.

Tem como prevenir a doença?

Por ser um problema muito grave, inúmeros indivíduos se questionam como podem fazer para prevenir seu surgimento, mas infelizmente não existe nenhum método eficaz que você pode fazer e que te garanta que no futuro sua visão permanecerá saudável. A única coisa que podemos fazer e que já mencionamos anteriormente no artigo é a questão da ida anual ao médico oftalmologista, que não é algo tão frequente entre a maioria das pessoas. Mas isso é extremamente importante, porque você não tem chance apenas de ter o glaucoma, mas também várias outras enfermidades na sua visão, por conta disso, ir ao médico todo ano faz com que você possa descobrir antecipadamente qualquer possível problema e evitar que ele se propague e traga consequências maiores para a sua saúde.

Além disso, procure um profissional que te libere de forma segura para a prática de atividades físicas regulares e use de forma correta todos os colírios que o seu médico prescrever, uma vez que eles irão controlar melhor a pressão no interior da região ocular e prevenir que o glaucoma ocorra.

Não hesite em ir em busca de ajuda profissional, tanto para tratar de um eventual problema como para prevenir o surgimento de outros, tais como o Glaucoma. Pode parecer bem assustador pensar em ter uma doença como essa, mas se cuidando de direitinho e seguindo as instruções do médico você pode evitar perder a visão.

Veja também o resumo do artigo neste infográfico!

glaucoma infografico

Fontes:

http://www.webmd.com/eye-health/glaucoma-eyes